Protestos marcaram o fim de semana


O último sábado, 20, foi marcado por protestos contra o fascismo e a favor da democracia em várias cidades do país. Os  manifestantes também se posicionaram a favor da democracia, pelos direitos humanos e em defesa da liberdade de expressão. O ato foi organizado por movimentos de mulheres de distintos segmentos, entre eles Mulheres Unidas contra Bolsonaro.

São Paulo

Em São Paulo, a manifestação lotou o vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp). A multidão chegou a extrapolar a área da praça e ocupou totalmente os dois sentidos da Avenida Paulista, na região central da capital. Ao som de tambores, centenas de pessoas gritavam “Ele não!”, “Ele Nunca!” e “Ele Jamais”, em referência ao candidato à presidência pelo PSL, Jair Bolsonaro.

A articulação do ato na capital paulista é dos mesmos coletivos de mulheres que organizaram o protesto do último dia 29 no Largo da Batata, zona oeste paulistana, contra o candidato.

Faixas de diversas cores e tamanhos se posicionavam contra as declarações do presidenciável consideradas ofensivas às mulheres, aos homossexuais e negros. Também podiam ser vistas bandeiras de centrais sindicais e partidos políticos em meio à multidão.

O protesto, que seguiu em direção à Praça da Sé, contou com público diverso: pais com filhos no colo, adolescentes, casais de idosos e artistas.

Rio de Janeiro

No Rio, os manifestantes se reuniram na Cinelândia. Com bandeiras de vários partidos de esquerda, jovens, idosos e crianças gritavam “Ele não!”.

Durante toda a manifestação os participantes entoavam cantos como “A nossa luta, é todo dia, somos mulheres na democracia”, ou ainda “Pisa ligeiro, quem não pode com as mulheres não atiça o formigueiro”.

Na Candelária, os manifestantes homenagearam com uma dança o mestre Moa do Katendê, assassinado a facadas na noite do primeiro turno da eleição após declarar voto ao PT, em Salvador (BA). Da Candelária, os manifestantes seguiram em passeata até a Lapa.

Brasília

Na capital federal, os manifestantes começaram a se agrupar na Rodoviária e às 16h ocupavam três faixas do eixo monumental. Eles seguiram em direção à Funarte, na região central da cidade. De acordo com a organização, 10 mil pessoas participaram do protesto. A Polícia Militar não estimou o número de participantes. Como nas outras capitais, o ato contou com mulheres, adolescentes, jovens, casais de idosos e muitas famílias acompanhadas dos filhos. Com cartazes e ao som de tambores, as pessoas subiram a avenida gritando “Ele não!”, “Ele Nunca!” e “Ele Jamais”.

Críticas às declarações do presidenciável consideradas ofensivas às mulheres, aos homossexuais e negros estavam presentes em faixas de diversas cores e tamanhos: “A gente quer um país para todas e todos”, “Mais amor e menos ódio”, “Mulheres contra o machismo, o racismo e a homofobia” e “Marielle, presente”, uma referência à vereadora do Rio de Janeiro, Marielle Franco assassinada em 14 de março, podiam ser vistas na manifestação.

Motoristas que passavam pelo local buzinaram, saudando os manifestantes. Um espaço para acolher as crianças e para a confecção de cartazes foi montado na Funarte por um grupo de mães presente no ato. Entre os manifestantes, um clima de tranquilidade e solidariedade.

Protestos na Nicarágua já tem saldo de 27 mortos


Um órgão de Direitos Humanos da Nicarágua informou, neste domingo, que pelo menos 27 pessoas morreram durante os violentos protestos contra a reforma da Previdência do país nesta semana. Segundo o Centro Nicaraguense de Direitos Humanos (Cenidh) o número de vítimas ainda é incerto, mas já teriam sido confirmadas pelo menos 20 mortes.

A Nicarágua completou, neste domingo, o quinto dia de violentos protestos contra a reforma do sistema de segurança social, na crise mais profunda desde que Daniel Ortega voltou ao poder.

Supermercados da capital Managua foram saqueados neste domingo. De acordo com a agência de notícia Reuters, a Cruz Vermelha confirma sete mortes nas regiões em que estava presente. Até sexta-feira à noite o governo confirmou quase uma dúzia de mortes.

No sábado, a imprensa local informou que um jornalista de televisão foi morto a tiros enquanto fazia uma transmissão ao vivo sobre os protestos de Bluefields, uma cidade na costa caribenha afetada pelos tumultos.

Diante do crescente descontentamento com a reforma, que elevará a contribuição de trabalhadores e empregadores e reduzirá as aposentadorias futuras, Ortega prometeu revisar a reforma no sábado. No entanto, a repressão pela polícia contra os manifestantes e barreiras para alguns meios de comunicação nos últimos dias têm alimentado mais críticas ao presidente, que tem reforçado gradualmente seu controle sobre as instituições do país desde que voltou à presidência em janeiro 2007.

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Protestos com a reforma da previdência na Nicarágua já duram quatro dias Fotos: divulgação

A Nicarágua tem sido um dos países mais estáveis da América Central, evitando em grande parte a turbulência política ou a violência do narcotráfico que atingiu Honduras, El Salvador e Guatemala nos últimos anos.

Ortega presidiu a um período de crescimento estável com uma mistura de políticas socialistas e capitalismo. Mas os críticos acusam Ortega e sua esposa, a vice-presidente Rosario Murillo, de tentar estabelecer uma ditadura familiar.

Como líder da Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN), Ortega esteve à frente da última revolução armada na América Latina, em 1979. Eleito presidente em 1985, quando os sandinistas enfrentavam os “contras”, reação armada patrocinada pelos Estados Unidos, ele acabou derrotado quando tentava se reeleger, em 1990. Há 11 anos, Ortega voltou ao poder em aliança com setores da direita e hoje cumpre seu terceiro mandato consecutivo.

Nos últimos dias, seu governo endureceu a repressão contra as centenas de manifestantes que se opõem às mudanças no regime de pensões e aposentadorias. Com as novas medidas, a contribuição dos trabalhadores passa de 6,25% para 7% do salário, enquanto os empregadores pagarão 22,5% (antes contribuíam com 19%). Os aposentados terão que contribuir para o INSS com 5% do valor que recebem.

O setor empresarial rejeitou os decretos de Ortega, que afirma que o objetivo é sanar as finanças do INSS. O presidente atende a uma recomendação do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Fonte: Jornal O Globo

Terceirizados fazem protesto por conta de atraso de salários


Chamar atenção e sensibilizar o governador da Bahia Rui Costa para agilizar o pagamento de salários. Este foi o objetivo de dezenas de trabalhadores terceirizados da rede estadual da educação que fizeram um apitasso durante a visita do governante a Itabuna, ontem (21) em frente à sede da Embasa.

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Foto: divulgação
De acordo representantes Sindicato dos Trabalhadores em Limpeza do Sul e Estremo Sul (Sindilimp) “a categoria está indignada com o tratamento dado pelo governo aos terceirizados pela falta de pagamento de salários e os atrasos de vale transporte e vale alimentação por parte das empresas responsáveis pela contratação”.
“Até mesmo a nova empresa Convic que realizou os novos contratos deve dois meses de salários”, reclama uma trabalhadora terceirizada.  Há informações de que os  contratos em dívida, o Estado fará nova contratação direta via o regime especial-REDA.