Autor de parecer contrário à Festival de Jazz do Capão é denunciado pela MPF


Marcelo Carvalho

O Ministério Público Federal (MPF) denunciou, nesta segunda-feira (20), à Justiça Federal do Rio de Janeiro, Ronaldo Daniel Gomes, autor do parecer contrário ao Festival de Jazz do Capão no âmbito da Lei Rouanet. Ele teria negado apoio público ao evento após os realizadores publicarem nas redes sociais de que tratava-se de um “festival antifascista e pela democracia”.

Ronaldo Gomes está sendo denunciado de acordo com uma previsão do artigo 39 da Rouanet, que estabelece: “constitui crime, punível com a reclusão de dois a seis meses e multa de vinte por cento do valor do projeto, qualquer discriminação de natureza política que atente contra a liberdade de expressão, de atividade intelectual e artística, de consciência ou crença, no andamento dos projetos a que se refere esta Lei”.

Ex-coordenador de Análise Técnica de Projetos Culturais do Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac), Ronaldo era o responsável na Fundação Nacional de Artes (Funarte) por analisar os projetos culturais apresentados no âmbito da Lei Rouanet.

Em janeiro de 2021, o denunciado recebeu o projeto referente ao Festival de Jazz do Capão e indicou a parecerista credenciada Daniela Correa Braga para emitir opinião técnica sobre a proposta. Entre fevereiro e março, a indicada emitiu pareceres favoráveis ao evento realizado na Chapada Diamantina, Bahia, pois, segundo ela, “o festival já estava em sua 9ª edição, era totalmente gratuito à população, promovia o intercâmbio com artistas de outras regiões e não teria por quê não habilitá-lo”.

Entretanto, o parecer de Daniela Braga foi substituído por um outro, elaborado por Ronaldo e que, segundo o MPF, discrepa totalmente do padrão de pareceres da área, apresentando citações a respeito de uma suposta “natureza divina da música” para justificar a reprovação do projeto para apoio da Lei Rouanet.

“Verifica-se, assim, que o denunciado, no exercício da função de Coordenador de Análise Técnica de Projetos Culturais da Funarte, dolosa e conscientemente discriminou, por motivos políticos, o andamento do projeto “Festival de Jazz do Capão” (PRONAC 204126)”, afirma a ação do MPF.

Conforme a denúncia, a discriminação consistiu na exclusão dolosa do parecer técnico favorável elaborado pela profissional designada, e na inclusão de seu próprio parecer, contrário ao projeto, apenas porque os organizadores do festival declararam, em rede social, que o evento era “antifascista e pela democracia” e que “não podemos aceitar o fascismo, o racismo e nenhuma forma de opressão e preconceito”.

Ouvido pelo MPF, Ronaldo afirmou que não recebeu ordem superior para excluir o parecer favorável elaborado pela profissional credenciada e substituir pelo de sua autoria.

Além de Gerson, BH também vai processar o jogador Ramires por racismo


O Flamengo contratou especialista em leitura labial que apontaram xingamentos racistas contra BH, proferidos por Ramires

André Lucas

Durante o jogo entre Bahia e Flamengo o jogador Gerson afirmou ter sofrido racismo, segundo o camisa 8 da gávea as ofensas vieram do jogador do Bahia, Juan Pablo Ramires. Depois da confusão dentro de campo o jogador do Flamengo deu uma entrevista explicando sua alteração no campo.  

“Ele falou bem assim: Cala a boca, negro. Eu estou vindo aqui, eu nunca falei nada disso porque eu nunca sofri, mas isso daí eu não aceito. Eu não aceito. O Mano (Menezes) até falou “Ah, agora você é vítima, não é? O Daniel Alves te atropelou e você não falou nada. Claro, porque teve respeito entre eu e ele. Eu nunca falei de treinador, mas o Mano tem que saber respeitar. Estou vindo falar aqui por mim e por todos os negros do Brasil.” 

A partida terminou 4×3 para o Flamengo, no Maracanã, e deixou o time vivo no Campeonato Brasileiro. A próxima partida do time carioca é contra o Fortaleza, no Castelão, no próximo sábado (26). O jogo acontecerá às 19:00 horas, vale pela 27º rodada da competição nacional. 

Após o jogo o jogador rubro negro prestou depoimento contra o jogador do Bahia na Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi) do Rio de Janeiro, ontem, dia 22 de dezembro. Gerson não falou sobre o caso com a imprensa na delegacia, mas se manifestou mas redes sociais.

“Vim falar sobre o ocorrido, mas não vim falar apenas sobre mim. Quero deixar bem claro que falo pela minha filha, que é negra. Pelos meus sobrinhos, que são negros. Meu pai, minha mãe, amigos .. por todos os negros no mundo. Hoje tenho status de jogador de futebol e voz ativa para poder falar e dar força às pessoas que sofrem racismo ou outros tipos de preconceito”

 O inquérito foi aberto na segunda feira e estar em processo de apuração dos fatos. Além dos atletas Gerson e Ramires, o técnico Mano Menezes e o juiz da partida,  Flávio Rodriguez de Souza.  

O jogador do Bahia nega as acusações, em vídeo publicado pelo clube baiano Ramires fala sobre o mal entendido durante o jogo,  que o atleta rubro negro confundiu o que ele disse por conta do idioma, e que o jogador Bruno Henrique, do Flamengo, ofendeu ele, “ me chamou de gringo de merda”.

“Em nenhum momento fui racista. Nem com Gerson e nem com outra pessoa. Quando fizemos o gol, levamos a bola para o meio para reiniciar o jogo rapidamente. Bruno Henrique segura. Eu começo a correr e digo a ele: “Jogue rápido, irmão. Joga sério”. Ele joga a bola para trás. Gerson me diz algo, mas eu não entendo muito o português. Não entendi o que falou e disse: “Joga rápido, irmão”. Não sei o que ele entendeu e ele começou a me perseguir. E eu sem saber o que tinha acontecido. Eu saí por trás porque não queria brigar com ninguém. Ele disse que eu falei “cala a boca, negro”. Eu não falo português tão fluentemente. Estou há um mês no Brasil. Sobre o fato de ser racista, não estou de acordo. Em nenhum momento falei isso, uma palavra tão ruim”, disse Ramírez. 

O Clube de Regatas do Flamengo enviou imagens da discussão entre Ramires e BH ao Instituto de educação de surdos. Na análise dos especialista o jogador do Bahia disse ao jogador rubro negro “Está falando muito, seu negro”. O clube anunciou que vai abrir processo no STJD acusando o jogador do Bahia de ter sido racista com o Bruno Henrique. 

– O Flamengo encomendou a especialistas do INES – Instituto de Educação de Surdos, uma leitura labial da situação do Ramirez com o Bruno Henrique momentos antes do que se passou com o Gerson. A prova revelou que teria havido a ofensa, vamos apresentar ao STJD e entregar a polícia – anunciou o vice-presidente jurídico do Flamengo, Rodrigo Dunshee de Abranches, nas redes sociais. 

O caso está sendo investigado, qualquer nova atualização o Carvalho News (CN) leva até você.

Flamengo vence em jogo com 7 gols, e segue na briga pelo título.


O time rubro negro venceu por 4 a 3 em jogo com polêmicas, acusações de racismo e muitos gols.

André Lucas

Jogo do Flamengo foi “confuso e acelerado”, essa foi a definição de um torcedor nas redes sociais. O Fla entrou em campo ontem ( 20/12) pela 26 rodada do campeonato Brasileiro, o time carioca buscava uma vitória para se aproximar do São Paulo que é o líder do campeonato, a Vitória veio em um jogo eletrizante com 7 gols, 2 viradas, 2 grandes polêmicas e uma denúncia de racismo.   

Índio Ramirez (E) e Gerson, combate intenso e acusação de racismo. Foto: divulgação

Um jogo doido que terminou com o Bahia tendo mais pose e tocado mais a bola, com 52% de bola para o time baiano e 48% para o rubro negro. O Fla abriu o placar cedo, aos 5 minutos do primeiro tempo, com um golaço de Bruno Henrique, em uma bela jogada de contra ataque, a bola foi enfiada para o melhor jogador da libertadores do ano passado, que dominou, cortou para o meio e acertou um belo chute na gaveta. Aos 10 minutos Gabigol caía na área do adversário nada foi marcado, e o 9 do time revoltado falou uma palavrão para o juiz, e foi expulso direto, essa a primeira polêmica do jogo. Aos 33 o lateral Isla fez o segundo, e trouxe tranquilidade para o time da casa, que encaminhava bem a vitória mesmo com um a menos, pelo menos até o segundo tempo. O Fla ganhava de 2 a 0 e tudo corria muito bem parecia um Vitória muito bem encaminhada. O jogo vai para o intervalo, e quando volta, volta o segundo tempo mais intenso de toda a campanha do Bahia na temporada 2021, primeiro aos 5 minutos o meio campo Ramirez faz o primeiro, um bonito gol com um corte dentro da área e a finalização por baixo do goleiro Diego Alves, e diminui para o Bahia. Depois aos 11 minutos do segundo tempo foi a vez do atacante Gilberto acertar um golaço com G maiúsculo, de muito longe ele acerto no ângulo, sem chances para o geleiro rubro negro, e empatou o jogo para o time baiano. O atacante Gilberto que já virou carrasco do Flamengo, também foi o autor do terceiro gol, aos 14 do segundo tempo o 9 do Bahia subiu e fez de cabeça Bahia 3 Flamengo 2. O time do Nordeste fez 3 gols em um intervalo de 9 minutos, voltou elétrico para o segundo tempo. A reação do time da casa veio com o atacante Pedro aos 38 do segundo tempo, o camisa 21 da uma voadora na bola e empata tudo. Aos 90 minutos um herói improvável aparece para virara o jogo, o camisa 11 da gávea Vitinho recebeu um passe lindo de Pedro e ficou na cara do gol, finalizou por cima do goleiro e fez o quarto para o Flamengo, o gol da virada, dos três pontos. E terminou assim, Flamengo 4 x 3 Bahia.  

Polêmica da expulsão do Gabigol.

Logo aos 9 minutos o jogo teve um interferência direta pela arbitragem. Após um lance próximo a área do Bahia, o camisa 9 da Gávea reclamou de uma falta do meio campo Gregore, o Juiz mandou o jogo seguir, o atacante do Fla ficou indignado e xingou um palavrão, e tomou um cartão vermelho direto pelas reclamações. Na sumula o Juiz da partida Flávio Rodrigues de Souza   afirmou ter expulsado o atacante por ele ter desrespeitado o árbitro. Gabigol inconformado demorou mais de 5 minutos para deixar o campo, em entrevista o jogador disse Agora eu mando mesmo. Como eu vou jogar futebol assim?   

A denuncia de racismo contra o Gerson

A maior polêmica do jogo foi a denuncia de Gerson contra o jogador Índio  Ramirez, segundo o camisa 8 rubro negro,  jogador do Bahia disse ‘cala a boca seu negro.” A denuncia estar na mão da CBF, que vai definir a punição para o jogador. O Bahia afastou o jogador Índio Ramirez até o final da apuração e demitiu Mano Menezes. O clube baiano declarou apoio a Gerson nas redes sociais. 

“O Esporte Clube Bahia vem a público se manifestar sobre a denúncia de racismo feita pelo atleta Gerson, do Flamengo, ocorrida na noite deste domingo (20).

O atleta Índio Ramírez nega veementemente a acusação e a ele está sendo dada a oportunidade de se defender de algo tão grave.”

O Flamengo ganhou o jogo e garantiu os 3 pontos, foi a 48 e se aproximou do líder São Paulo que estar com 53 pontos, com um jogo a menos contra o Grêmio (partida adiada), o Fla ver possibilidade de colar de vez no time paulista e retomar luta pelo título Brasileiro:

Próximos jogos do Flamengo: 

Flamengo x Fortaleza – sábado – 19:00 (26/12)

Flamengo x Fluminense – Quarta feira – 21:30 (06/01

Flamengo x Ceará – Domingo – 16:00 – (10/01) 

Levantamento aponta que 96,9% das pessoas assassinadas pela polícia na BA no ano passado eram negras


Thaís Paim

Dados divulgados pela Rede de Observatórios da Segurança apontam que 96,9% das pessoas assassinadas pela Polícia Militar da Bahia, que tinham cor e raça informadas, eram negras. O levantamento anual, referente a 2019, revela que das 489 vítimas por intervenção policial identificadas, 474 eram pretas ou pardas.

Outros quatro estados foram analisados pela organização, além da Bahia. Sendo eles: Ceará (87,1% de negros assassinados pela PM), Pernambuco (93,2%), Rio de Janeiro (86%) e São Paulo (62,8%). As informações foram divulgadas nesta quarta-feira (09). 

A Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), informou em nota que as ações policiais são realizadas após levantamentos de inteligência e observação da mancha criminal. “Todos casos que resultam em mortes são apurados pela Corregedoria e, existindo indício de ausência de confronto, os policiais são afastados, investigados e punidos, caso se comprove a atuação delituosa”, destacou a SSP. 

Dudu Ribeiro, que é coordenador da Rede de Observatórios da Segurança na Bahia e co-fundador da Iniciativa Negra por uma Nova Política sobre Drogas (INNPD), avalia que a política de guerra às drogas, instituída pelo Estado brasileiro, é um dos fatores que contribuem para a autorização da opressão de vidas negras.

“A política de guerra às drogas talvez seja o conjunto mais sofisticado que permite a produção de morte, o altíssimo encarceramento e a estigmatização da população negra, a partir de um conjunto de ideias que estão presentes e são constantemente reproduzidas às diversas instituições, não apenas ligadas à segurança pública, mas muitas vezes nas instituições ligadas à saúde”, avaliou o historiador.

Ribeiro falou sobre o posicionamento da mídia e destacou: “Também na nossa produção de discursos jornalísticos. Essa guerra às drogas é a grande legitimadora do século XXI, do altíssimo índice de produção de mortes operadas pelo Estado”. 

Além de não resultar em um controle do tráfico por parte do Estado, a política de guerra às drogas atinge também pessoas negras que não fazem parte do ciclo de consumo e venda de materiais ilícitos, trazendo sofrimento e perdas para diversas famílias. 

Casos de violência 

Em agosto do ano passado, Denilson Santana de Jesus, de 15 anos, foi morto por policiais militares após participar de uma partida de futebol com os amigos. Quando foi assassinado com nove tiros, o jovem seguia o principal conselho da mãe: não correr quando a polícia chegar.

Em Salvador, fazem oito dias que equipes da Polícia Militar estão realizando uma operação contra o tráfico de drogas no complexo do Nordeste de Amaralina – formado pelos bairros da Santa Cruz, Chapada do Rio Vermelho, Vale das Pedrinhas e Nordeste.

Segundo informações, nesta operação, que também é uma ação da guerra às drogas, moradores reclamam da truculência de policiais militares com crianças e adolescentes. Mas as insatisfações são diversas e muitos reclamam da privação do direito de ir e vir.

“É a partir do discurso de guerra às drogas que territórios são ocupados e que famílias são destruídas, que pessoas são encarceradas. Uma parte significativa da população negra, que não consome substâncias psicoativas tornadas ilícitas ou as comercializa, é afetada a partir da criminalização do seu território, e também são afetadas porque esse modelo de guerra determina, no poder público, o direcionamento dos investimentos”, explica Dudu Ribeiro.

A Bahia registrou o maior percentual das regiões avaliadas. No estado de Pernambuco, a proporção de negros entre as vítimas foi de 93%.

Os dados foram obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação diretamente com as secretarias de Segurança dos estados, de acordo com a Rede de Observatórios da Segurança. O levantamento também checou e comparou com informações sobre cor das populações de cada estado no censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

Acervo Cultne completa 40 anos de registros da história negra do Brasil


Acervo está disponível na internet, com vídeos raros que mostram a relevância da população preta para a constituição nacional

Júlia Vitória

Os livros didáticos da História do Brasil, não abriram o espaço suficiente para a história negra brasileira, focando apenas na escravidão e deixando a outra parte da esquecida com o tempo. 

Nomes como Lélia Gonzáles, Ângela Davis e Abdias de Nascimento são reconhecidos pela comunidade negra. Foram líderes que lutaram contra o racismo, pelos direitos e fizeram diferença na história Brasileira e mundial, mas que ainda seguem desconhecidos por parte dos brasileiros.

Era 1980, enquanto a luta e a movimentação contra o racismo estava acontecendo no país também surgiu o Movimento Unificado Negro (MNU). Dez anos antes dois grupos registraram em vídeo a evolução negra desenvolvida no Brasil, mas longe das grandes mídias surgiram Enúgbarijo Comunicações e Cor da Pele Produção e Vídeo, que focaram em registrar a efervescência da época.  Com esses conteúdos captados pelas produtoras surgiu a Cultune (o Acervo de Cultura Negra).

Em 1950, as famílias negras ainda sentiam o resquício na escravidão. Sendo o primeiro da família a se formar em uma faculdade,  o engenheiro Filó Filho, vivenciou o a  falta de educação e o espaço limitado que tinha os negros.  “Fui o primeiro engenheiro formado da minha família, isso porque meus pais conseguiram bancar meus estudos”. Ele teve uma formação diferenciada dos demais jovens negros. Com acesso a livros música, olhava as revistas negras americanas e pensava como eles estavam em um patamar diferente do Brasil.

Aos 24 anos, querendo executar ações para sua comunidade, filó decidiu se dedicar às questões negras. Ele deixou a engenharia e focou no marketing e audiovisual, no caminho encontrou Medeiros, Adauto e Birkbec que em projetos paralelos registraram tudo que tivesse relação com a comunidade negra brasileira. Sem pensar que seria uma referência para outra geração eles geraram um material ao longo das décadas.

Hoje é possível ver esses materiais gerados pelas produtoras na Cultune (o Acervo de Cultura Negra) entre os tesouros do acervo estão registradas passagem de Gilberto Gil e de Pelé pela África na época do centenário da abolição da escravidão no ano de 1988. Também há no acervo o primeiro encontro de mulheres negras realizado em Valença, no interior do Rio de Janeiro. 

Há diversas jóias no acervo, incluindo um registro da vinda de Nelson Mandela ao Rio de Janeiro em 1991, onde encontrou alguns artistas negros na Praça da Apoteose. Contudo essa rica história está ameaçada em 2001 o acervo começou a ser digitalizado e em 2009 o material composto por três mil vídeos ganhou espaço virtual de acesso gratuito. Assim todos podem visitar esses momentos da história. 

Trinta por cento do material do acervo está na internet, os outros setenta por cento estão se perdendo devido ao tempo, pois são películas e fitas magnéticas. Caso não consigam preservar o material, terão que enviar para outros países que já demonstraram interesse em preservá-lo “É um tesouro histórico que está se perdendo, e sabemos que o Brasil é um país de sem memória”, Destaca Filó Filho. 

Ao mesmo tempo em que Filó luta para preservar o acervo, ele também passa o bastão para as novas gerações, que hoje podem recorrer à informação já que a época de Filó era proibida falar sobre o racismo. E por medo ela obrigado a falar que vivia em uma democracia racial.

Maju irá processar ex-diretor de TV Rodrigo Branco por racismo


O ex-diretor de TV Rodrigo Branco irá responder na Justiça sobre os comentários racistas que fez durante uma live no Instagram com a influenciadora digital Ju de Paulla, na noite de segunda-feira. Maria Júlia Coutinho, apresentadora do ‘Jornal Hoje’, já acionou seus advogados para avaliar a possibilidade de processar o rapaz.
Os administradores das redes sociais de Thelma Assis, participante do ‘BBB 20’, já se manifestaram avisando que vão tomar medidas cabíveis em defesa da sister. A médica e a apresentadora Maria Júlia Coutinho foram alvos diretos dos comentários do ex-diretor da Band.
Entre outras atrocidades, Rodrigo disse que “torcer por Thelma é racismo”, e que sua torcida existe apenas porque “ela é negra, coitada”. E ainda completou: “É a mesma coisa que falo da Maju Coutinho. Ela é péssima, é horrível. Eu assisti hoje e ela fala tudo errado. Ela só está lá por causa da cor”, afirmou. “Ela não tem uma carreira, ela nunca foi repórter de campo, ela fala tudo errado e eu como diretor de TV, vou te falar, ela lê o TP errado”, afirmou Rodrigo na conversa. Depois, ele gravou um vídeo pedindo desculpas pelas coisas que disse. Após várias denúncias, o Instagram derrubou a conta de Rodrigo Branco na tarde de ontem.

Se condenada a Paula do BBB19 pode pegar até 3 anos de pena


A Big Brother Paula Von Sperling vem causando muito reboliço no reality, transmitido pela Rede Globo. Mas, talvez possa ter ido longe demais. Segundo informações do site UOL, a sister pode pegar até três anos de pena, caso seja condenada. Ela está envolvida em procedimento instaurado por conta de um crime de injúria por preconceito alusivo à religião. O delegado Gilbert Stivanello, titular da Delegacia de Combate a Crimes de Racismo e Intolerância do Rio, foi quem confirmou a informação.

A pena para crime deste tipo varia de um a três anos de reclusão de multa. “Há outros institutos processuais alternativos aplicáveis que podem evitar a imposição de pena de prisão (reclusão). Nessa parte a resposta ficará com o Judiciário”, afirmou o delegado.  Stivanello afirma que Paula será ouvida assim que deixar a casa ou após a final do reality show, que terminará no próximo dia 12.

Em conversa no início de fevereiro, Paula fez uma série de comentários considerados preconceituosos, afirmando que tinha medo de Rodrigo por ele ter contato “com esse negócio de Oxum”. Além de garantir que “nosso Deus é mais forte”.

Já eliminado do Big Brother Brasil, Rodrigo prestou depoimento. Trata-se de uma exigência processual para o caso, já que a ofensa foi dirigida a ele. Paula terá o direito de apresentar sua versão dos fatos.

‘Leituras Pretas’ terá a atriz Elisa Lucinda


O Projeto ‘Leituras Pretas’, idealizado pela Cia Beluna de Arte, irá homenagear uma grande atriz e poetisa. Estamos nos referindo a Elisa Lucinda, grande homenageada desta vez, uma poetisa, jornalista, cantora e atriz brasileira tendo ganhado inúmeros prêmios em sua carreira. Poetisa renomada, Elisa Lucinda traz como temas recorrentes o amor, a dor e o ser e estar mulher na atualidade para defender os direitos humanos, denunciar o racismo e fortalecer a cultura afro.

A proposta do ‘Leituras Pretas’ é promover, de forma gratuita, leitura dramática de textos que traduzam a cultura negra. Serão duas apresentações, no próximo dia 11 de agosto, na Fundação Casa de Jorge Amado – Largo do Pelourinho, às 15 horas, e na Livraria Cultura do Salvador Shopping, às 19 horas.

Leituras Pretas

Entrada Franca
Onde e Quando:

11/08 15h – Fundação Casa de Jorge Amado – Largo do Pelourinho,

11/08 19h – Livraria Cultura do Salvador Shopping-

Elenco: Iran Costa, Marilene Senna, Mônica Pinho, Pareta Calderasch
Direção de Cena: Ridson Reis
Direção Musical: Roquildes Jr.
Direção Executiva: Josie Sodi