O desejo de ser adulto


Julia Vitória

Quando somos crianças temos a visão de que ser adulto é demais! Imaginamos que, quando os 18 anos chegar, teremos independência e estabilidade, contudo não é bem assim. A vida de adulto pode ser mais complicada do que os jovens pensam. Responsabilidade, trabalho e muita das vezes pouco  tempo para a diversão, mas afinal o que é, e como é ser adulto? 

Ser adulto não é somente assumir responsabilidades e ter uma vida cheia de regras, o fato que às vezes muitas pessoas não sabem é que a idade adulta implica em realizar aquilo que se quer quando é criança. Afinal, muitos jovens procuram a tão sonhada liberdade. A famosa frase “quando eu for adulto isso irá mudar” ou “quando eu for adulto irei fazer isso” requer muita coragem. De fato, ter a maior idade não quer dizer que se tem a maturidade.

O processo de amadurecimento é bem gradual. E, de pessoa para pessoa. A idade não tem muito haver com a maturidade, pois alguém de 20 anos pode ser mais maduro do que alguém de 50 anos.

Ser adulto não é ser um chato com todos. É claro que se assume responsabilidades que vem  com a idade, porém a juventude prevalece em alguns adultos por toda  a vida. Isso não quer dizer que a informalidade. É um meio de imaturidade, os jovens adultos como são chamados só não são tão formais quanto às pessoas acham que devem ser. “Não vejo a hora de terminar os estudos para ter uma estabilidade” também é associada à idade adulta, contudo, isso não só depende de terminar ou não a faculdade, mas sim de ter uma organização. 

E para falar a verdade, nem todo adulto tem essa organização para conseguir uma estabilidade financeira desejada para não apertar o bolso no final do mês. As pessoas conseguem realmente disfarçar as tempestades de forma bem dinâmica, contudo às vezes associam a idade adulta  com a resolução dos problemas e não é bem assim.

Para a psicóloga Roberta Luchi dos Santos, a fase de ser criança  tudo é  limitado, e alguns sentimentos e emoções reprimidas, nos faz idealizarmos que a vida adulta é uma vida livre, em que podemos ter a nossa liberdade. “Ser adulto implica em praticar o ato e ser responsável pelas consequências”, afirma a psicóloga.

À estudante de jornalismo Victoria Camillo fala que ser adulto é saber que infelizmente não há mais pessoas boas como as que víamos nos desenhos e super heróis para aparecer na hora de apuros e nos salvar de uma catástrofe, “ser uma mulher adulta é ter consciência de que todos os privilégios são dos homens, os de sair na rua de noite e não se preocupar, andar por aí com a roupa que quiser e fazer o que quiser da vida, ser adulto é ser julgada dia e noite pelo que você fez, pelo que não fez e principalmente por não ser como as pessoas querem que seja” disse Victoria. 

Muitas vezes os jovens afirmam que a vida adulta é mais complicado ou melhor que a de quando são adolescentes, mas as responsabilidade do dia, as contas no fim do mês ou aquele problema que muitas vezes parece gigante, tomam conta da mente de uma pessoa na idade adulta, o fato é que não se pode falar que se vive de uma maneira só, e que isso implica conquistar pequenas coisas até chegar ao objetivo final saber o que realmente é ser adulto.

Regras para terapias com alteração do DNA são aprovadas pela Anvisa


A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou nesta terça-feira (18) um marco regulatório para a oferta de terapia gênica, que inclui técnicas de modificação do DNA com fins medicinais, e celular no Brasil.

A norma traz critérios para que empresas possam obter o registro dos chamados “produtos de terapias avançadas”. Na prática, a medida abre novo espaço para pesquisas e a oferta desse tipo de tratamento, considerado uma aposta em casos de pacientes com doenças raras ou sem alternativas terapêuticas disponíveis.

Até então, as regras existentes visavam apenas o aval ao desenvolvimento de estudos clínicos. Agora, a agência cria uma nova categoria para registro desses tratamentos no país.

FGTS como garantia no consignado


O depois, o governo tirou do papel a possibilidade de usar o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) como garantia de empréstimo consignado, aquele com desconto na folha de pagamento. Nesta terça-feira, 4, a Caixa publicou as regras de funcionamento da linha de empréstimos, o que permite que outros bancos possam firmar convênios com as empresas para que seus trabalhadores tenham acesso ao financiamento.

O conselho curador do FGTS já tinha decidido, em dezembro do ano passado, que a taxa máxima de juros cobrada pelos bancos nesta linha será de 3,5% ao mês e o prazo máximo para o pagamento do empréstimo será de 48 meses. Os juros ficaram maiores do que os cobrados nas operações para os aposentados do INSS, que caíram na semana passada de 2,34% para 2,14%.

A nova linha, com condições mais favoráveis aos trabalhadores, tendo em vista que a garantia diminui o risco de os bancos tomarem calote, deveria estar em vigor desde 30 de março do ano passado, quando o governo da ex-presidente afastada Dilma Rousseff mandou a Medida Provisória (MP) ao Congresso.

O trabalhador vai poder usar 10% do saldo do FGTS e a totalidade da multa rescisória (de 40% sobre o total depositado pelo empregador) como garantia para um empréstimo consignado.

“É uma alternativa de financiamento mais viável, porque os juros são menores. Isso significa crédito mais barato para os trabalhadores”, afirmou, em nota, o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira.

Os bancos cobram juros menores – em comparação com outras linhas – nos empréstimos consignados porque os descontos são feitos diretamente na folha de pagamento. No caso dos trabalhadores da iniciativa privada, porém, havia resistência por parte das instituições financeiras por conta do risco de os empregados serem demitidos.

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As instituições financeiras eram mais restritivas aos trabalhadores da iniciativa privada por conta desse risco. A maior parte do consignado é destinada a funcionários públicos e aposentados e pensionistas do INSS, que respondem por mais de 90% do que foi desembolsado.

Mesmo sendo usados como “caução” nos empréstimos consignados, os recursos do FGTS não ficarão bloqueados na conta do trabalhador. Ele poderá usar, por exemplo, para moradia ou doença e quando ele for demitido, seguindo as regras do fundo. Os 10% do total mais a multa só serão destinados ao pagamento do consignado caso haja necessidade desse montante para quitar o resto do empréstimo no momento da demissão.

O secretário executivo do Conselho Curador do FGTS, Bolivar Tarrago, explica que os valores emprestados pelos bancos dependerão do quanto os trabalhadores têm depositado na conta vinculada do FGTS. Pelas regras, eles podem dar como garantia até 10% do saldo da conta e a totalidade da multa de 40% em caso de demissão sem justa causa, valores que podem ser retidos pelo banco no momento em que o trabalhador perde o vínculo com a empresa em que estava quando fez o empréstimo consignado.

Atualmente, trabalhadores da iniciativa privada respondem por R$ 18,4 bilhões contratados em consignados. Por mês, são emprestados entre R$ 700 milhões e R$ 800 milhões nesse tipo de operação. Entre os servidores públicos, o volume contratado chega a R$ 167 bilhões – são quase R$ 6 bilhões por mês. A expectativa é de que a possibilidade de uso do FGTS faça crescer o número de operações entre os empregados privados.

Ao propor a medida, o governo Dilma estimou que se apenas 10% do total do FGTS mais as multas por demissão sem justa causa fossem usados, seriam injetados R$ 17 bilhões na economia.