Posse dos prefeitos nas principais capitais brasileiras


Prefeitos assumiram na última sexta-feira e apresentaram seus projetos para os próximos quatro anos

André Lucas

No último sábado, dia 1º de janeiro, os prefeitos eleitos ao longo do Brasil tomaram posse. Acompanhe agora o que aconteceu nas capitais dos principais estados do Brasil.

Bruno Covas.

Bruno Covas foi vitorioso em 50 das 58 zonas eleitorais de São Paulo e derrotou, no 2º turno, o candidato Guilherme Boulos (PSOL). Covas assumiu a prefeitura em 2018 quando João Doria abandonou o cargo para concorrer ao governo do estado de São Paulo. Covas enfrenta um Câncer na cárdia, região entre o esôfago e o estômago, com metástase  no fígado e linfonodos . Em seu discurso de posse, o gestor reafirmou seu compromisso com o Município de São Paulo: 

“Estaremos a postos para lutar por ela [a democracia] e defendê-la. Os eleitores manifestaram o que querem para os próximos quatro anos. As vozes das urnas são claras e pedem moderação, equilíbrio, respeito à ciência, humildade e trabalho eficiente.” 

Covas também disse que seus projetos de governo alcançaram os desejos e as necessidades do povo da capital paulista, “Agradeço e tenho clara noção da responsabilidade e dos desafios que estão por vir. Temos um programa e sabemos o rumo que deve ser seguido. Mas mantenho a humildade necessária para manter meus ouvidos abertos para ouvir sugestões e críticas da população, que é a prioridade da nossa administração” 

Além do prefeito o vice, Ricardo Nunes, deu um rápido discurso, onde enalteceu Bruno Covas. “Covas foi focado para cuidar das pessoas e vai conduzir os próximos quatro anos nesta linha. Estarei à disposição para ajudar a sempre elevar a democracia e cuidar das pessoas”.    

Eduardo Paes 

O novo (velho) prefeito do Rio de Janeiro tomou pose na sexta-feira, dia 1º de janeiro. Em uma cerimônia na Câmara dos Vereadores, o prefeito falou sobre a “Herança Perversa de Crivella, que atualmente está em prisão domiciliar. Também falou sobre união e regularização das contas públicas. 

O prefeito Eduardo Paes (DEM) em cerimônia de posse na Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro Foto: Renan Olaz/CMRJ

“Nunca na história da cidade do Rio de Janeiro um prefeito recebeu de seu antecessor uma herança tão perversa. Servidores esperando pagamentos que não vêm, 15 folhas de salários para o próximo ano e um desafio fiscal colossal que alcança a marca de 10 bilhões de reais. Esse é o cenário desastroso das finanças da prefeitura, mas não desastroso suficiente para nos abater. Vamos recompor o caixa, “Não ficaremos olhando para trás e reclamando de herança maldita.” 

Em seu primeiro dia de governo o prefeito Paes abriu quatro processos contra o ex-prefeito Marcelo Crivella, em relação a desvio de dinheiro público. 

“Nosso objetivo é que o Rio passe a ser paradigma nas formas de fazer política e gerir a coisa pública. Referência nacional em transparência, integridade e combate à corrupção”, esclareceu o prefeito Eduardo Paes. 

O prefeito garantiu que não haverá concursos públicos na capital carioca para evitar gastos. O gestor alertou que está elaborando uma PL (Projeto de Lei) para acabar com alguns contratos obrigatórios se flertar com responsabilidade fiscal. 

Juíza assassinada no RJ já tinha registrado boletim de ocorrência contra o ex marido


Após registro do boletim a juíza estava com escolta pessoal para sua segurança, porém em novembro ela abriu mão da escolta

André Lucas

Um dos casos mais falados essa semana foi o assassinato da juíza no Rio de Janeiro. Viviane Vieira foi a quinta vítima de feminicídio em uma semana, a juíza de 45 anos foi esfaqueada pelo marido na frente das 3 filhas .

Viviane era juíza dês de 2005 quando começou a atuar na 24° vara criminal da capital. O assassino é seu próprio marido, Paulo José Arronenzi, engenheiro  e desempregado a 6 anos. O s dois se conheceram em 2009, e se casaram e tiveram 3 filhas, após 11 anos juntos, se separaram em agosto desse ano.

Antes do crime, no dia 14 de setembro desse ano, a juíza já tinha feito um boletim de ocorrência contra o marido, na ocasião ele empurrou ela e ameaçou de morte. A partir daí o engenheiro ficou proibido de se encontra com ele, e Viviane passou a ter uma escolta armada fazendo sua segurança.  Porém em novembro abriu mão da segurança pessoal.

Na quinta feira dia 24 de novembro, Viviane foi encontrar o marido cm as três filhas, o casal combinou que as filhas passariam o natal com o pai, então a mãe foi levar as crianças até a casa dele. Paulo José marcou um ponto de encontro em uma rua pacata da Tijuca, quando Viviane chegou ele se aproximou do veículo, quando ela saiu do carro ele já deu a primeira facada, depois ele continuou e no final foram 16 facadas segundo a perícia. 

Foram testemunhas que apontaram o engenheiro como assassino. O ex-marido da vítima foi levado para a Delegacia de Homicídios da capital, que também fica na Barra da Tijuca. Posteriormente, foi encaminhado para o Hospital Municipal Lourenço Jorge, onde foi atendido para tratar um corte na mão, provavelmente se machucou durante o crime. Ele teve alta e foi encaminhado novamente para a delegacia. 

Após ser preso o engenheiro  não quis gravar entrevista, e disse a polícia que só vai falar em juízo. Ele vai responder por crime de feminicídio. Apesar do flagrante a juíza Monique Brandão converteu a prisão em preventiva, na sexta dia 25, em audiência de Custódia.

Uma amiga de Viviane, também juíza, Simone Nacif disse a uma entrevista ao jornal Globo, onde afirma não ter conhecimento de que a vítima precisava de escolta armada, e disse que amiga foi vitima de misoginia. 

 “Ela foi vítima de misoginia. O ex-marido deveria se sentir inferior a ela. Ela sempre foi inteligente, independente e dedicada à carreira e às filhas. Ela tinha um sorriso que a definia, além de ser engraçada e sensata. Logo que passou no concurso, comentou que se incomodava com os protocolos da magistratura, pois preferia que a chamassem de você. Mas entendia que eles eram necessários” afirma a amiga da vítima. 

Renata Gil, presidente da associação de magistrados brasileiros ( AMB) também comentou o caso. 

“A notícia foi devastadora porque já tínhamos uma campanha forte no combate à violência contra a mulher. Fomos pegos de surpresa e estamos absolutamente sem chão”

Após o crime autoridades jurídicas querem mais rigor contra feminicídio

O STF, CNJ, Defensoria publica e o tribunal de justiça do Rio se posicionaram sobre o caso, e exigiram providências contra o feminicídio no país. 

“Tal forma brutal de violência assola mulheres de todas as faixas etárias, níveis e classes sociais, uma triste realidade que precisa ser enfrentada”, disse o ministro Luiz Fux, presidente do STF e do CNJ, em nota assinada hoje em nome das duas entidades. 

Na nota o Ministro Fux ainda assumi o compromisso de buscar a melhor forma de erradicar a violência doméstica contra mulheres. 

“Deve ser redobrada, multiplicada e fortalecida a reflexão sobre quais medidas são necessárias para que essas tragédia não destrua outros lares, não nos envergonhe, não nos faça questionar sobre a efetividade da lei e das ações de enfrentamento à violência contra as mulheres”.

Eduardo Paes anuncia compra de vacinas do Butantã, e campanha de vacinação da cidade do Rio deve começar em Janeiro


Paes postou um vídeo ao lado do governador de São Paulo e explicou os próximos passos

André Lucas

O prefeito eleito Eduardo Paes anunciou, no último domingo dia 20, que fez um acordo com o Instituto Butantã e o Governo de São Paulo para a aquisição das vacinas no combate ao covid -19. O anúncio foi feito em suas redes sociais, e contou com a presença do governo João Doria, simbolizando a parceria entre o Governo do Estado de São Paulo e o Governo da Cidade do Rio de Janeiro. 

“Estive hoje com o Governador de São Paulo, João Dória, assinamos um termo de cooperação com o Instituto Butantã para a aquisição da vacina contra o coronavírus. Entendemos que o ideal é que tenhamos um plano nacional de imunização — aquilo que pretendemos seguir”, informou Paes pelo Twitter.   

João Dória (E) e Eduardo Paes firmam parceria. Foto: divulgação

Desde a ultima quinta feira  dia 17, Eduardo Paes vem falando sobre a campanha de imunização. O prefeito eleito anunciou em uma live, que a distribuição de vacinas no Rio de Janeiro deverá ocorrer até Janeiro de 2021. Anunciou também que apresentará um plano de vacinação em breve. “Se Deus quiser, em Janeiro a gente começa a vacinar”, prevê Paes.       

“Essa é uma realidade. O vírus voltou com força e todo mudo que está aqui conhece alguém que se contaminou ou que veio a falecer em razão do coronavírus. Eu acredito que lockdown, essas coisas, eu acredito que não têm mais espaço para isso. Mas as pessoas têm que ter compreensão”, aconselha o político.

Paes também falou sobre as pessoas idosas, sobre o risco maior que elas correm, além da necessidade desse grupo de ter atenção redobrada, não só usar máscara e álcool gel o tempo todo, mas principalmente evitar o máximo possível de transitar pela cidade. “Esse grupo tem que fazer o próprio lockdown”, declara.

Apesar de boatos sobre a aproximação entre Paes e a família Bolsonaro, o prefeito tomou uma posição bem oposta ao governo de Jair. No meio desse debate politizado sobre a vacina, Paes falou sobre a importância de vacinar a população o mais rápido possível, com a promessa de apresentar um plano mais detalhado e com datas no dia 28 de dezembro (informações apuradas pela CNN).

O prefeito eleito terminou a live dizendo: ” é muito importante que a gente tenha a cultura de entender esse momento difícil. Se Deus quiser em janeiro a gente começa a vacinar, Vamos priorizar o pessoal da saúde, priorizar o servidor da educação, para que a gente possa voltar a ter aulas para as nossas crianças. Tem um conjunto de desafios importantes, mas que eu tenho a certeza de que sem a parceria da população será impossível”

Essa decisão de comprar e distribuir a vacina no município do Rio, só foi possível após o STF permitir que estados e municípios comprem vacinas aprovadas fora do país. Com a indecisão do governo federal, sobre o Plano Nacional de Imunização (PNI), Estados e Municípios viram a necessidade de elaborar um “plano b” para o combate ao covid 19. 

O Debate sobre a vacina continua politizado e dividido, e você? Qual a sua opinião, deixe nos comentários.

Crivela denunciado pelo Ministério Público Eleitoral


O Prefeito em exercício até Janeiro, pode perder seus direitos políticos e ficar inelegível por oito anos

André Lucas

Nessa quarta feira, dia 16 de dezembro, o ministério público eleitoral (MPE)  denunciou o Prefeito Marcelo Crivela e mais duas pessoas pelo caso dos guardiões de Crivela. O fato ficou conhecido numa reportagem da Globo na televisão que detalhou como o esquema funcionava. No decorrer do ano outras reportagens de outros meios de comunicação eram publicadas e o caso ia ganhando forma. O caso foi usado ate na eleição contra o prefeito que acabou perdendo para Eduardo Paes que assume no começo do ano que vem.

 Marcelo Crivella (Republicanos), a candidata à vice em sua chapa, Andrea Firmo, e Marcos Paulo de Oliveira Luciano, assessor especial da prefeitura do Rio, esses são os três denunciados e acusados de serem os líderes do grupo dos guardiões.

O órgão acusa os três de abuso de poder político, conduta vedada prevista na Lei Eleitoral e pede que eles sejam declarados inelegíveis por oito anos e paguem multa.

Os “ guardiões do Crivela” era um grande grupo formado por funcionários públicos que recebiam cerca de R$4 mil para ficar na frente de hospitais públicos, com o intuito de dificultar a produção de reportagens.

Os “guardiões do Crivella”, funcionários públicos que ficavam na frente de hospitais públicos, com o intuito de dificultar a produção de reportagens. Fotos: divulgação

Naquele momento a cidade do Rio de Janeiro vivia um momento critico de caos na saúde pública. Leitos lotados, filas, falta de aparelhos, hospitais de campanha de faixada (essa denúncia é contra o ex governador não o prefeito), entre outros problemas que a cidade vivia, em relação aos hospitais.

O prefeito via essas denúncias nas manchetes de jornais como uma grande inimiga. Em ano de eleições, ter esse tipo de denúncia na televisão e jornais seria um grande problema. Daí, Crivella decidiu impedir que essas denúncias continuassem, e assim nasce os “guardiões”.

Os funcionários públicos que recebiam para isso tinha o dever de impedir as gravações e entrevistas. Quando os repórteres começavam a trabalhar os guardiões gritavam, xingavam e tentavam expulsar os agentes da imprensa. Até um certo ponto o plano de Crivela dava certo, os vídeos das pessoas gritando e xingando com repórteres da Globo faziam muito sucesso entre apoiadores, além de incentivar que eles também fizessem isso. Porém quando a Rede Globo de televisão descobriu e noticiou a popularidade do prefeito despencou. Nas eleições candidato do PSL Luiz Lima atacou o Crivela dizendo que “dinheiro para os hospitais não tem, mais para gastar 4 mil com guardiões…”

Em apuração do jornal O Globo – O promotor Rogério Pacheco Alves declaro que durante este ano – mais intensamente na pandemia – funcionários públicos foram designados para impedir ou dificultar reclamações e a realização de reportagens sobre a situação precária da saúde municipal.

Na denúncia, o MPE aponta que Crivella participou de pelo menos um dos grupos e que teve “a oportunidade de tomar parte das conversas e acompanhar os relatórios publicados pelos funcionários”.. 

O MPE denunciou os envolvidos e pediu a suspensão dos direitos políticos de Crivela. O prefeito pode ficar ate oito anos inelegível, ou seja, sem poder concorrer a cargos públicos.  Qualquer atualização do caso, você encontra aqui no Carvalho News (CN).

Um Carnaval diferente


Júlia Vitória

Desde que a festa de Carnaval começou a ser comemorada aqui no Brasil, nunca foi deixado de comemorar antes da Quaresma, no mês de fevereiro ou no início de março, os festejos sempre acontecem, contudo no próximo ano, devido a pandemia que se alastrou pelo mundo pela primeira vez na história o carnaval pode ser cancelado.

Os governos das maiores cidades do país discutem como será o ano de 2021. Enquanto São Paulo já adiou a data por período indefinido, Brasília não realizará folia, Rio de Janeiro e Salvador, Olinda e Recife ainda discutem como devem agir.

O Carnaval do Brasil

Segundo os pesquisadores, a folia começou na época em que os portugueses chegaram no século XVI. Desde então nunca parou de ser comemorada, já existiram duas tentativas de adiar a festa Momo no país em mil oitocentos e noventa e dois devido a questões sanitárias pois o Brasil enfrentava sérias doenças como a febre-amarela. Em 1912, quando o barão de Rio Branco faleceu e foi dado como herói nacional, contudo nenhuma das tentativas deu certo. 

Buscando evitar a aglomeração na época de fevereiro devido ao calor, no século XIX os governantes decidiram com decreto passar a festa para o fim de junho coincidindo com os festejos de São João e também época de inverno. Porém quando chegou fevereiro todos foram para as ruas e mesmo com o decreto e controle de policiais nada adiantou e a festa de carnaval aconteceu. 

Na segunda tentativa devido a morte do Barão, o governo adiou a festa por dois meses por causa do luto, contudo no sábado de carnaval as pessoas foram para as ruas e o luto acabou, teve os dois festejos e o povo até inventou uma marchinha de carnaval falando sobre os festejos e a morte do Barão. 

Durante as duas guerras mundiais o carnaval também não parou, foi enviado alguns militares para a Europa, mas somente no fim da folia de mil novecentos e dezoito. Na época chegou a se discutir o cancelamento da festa, porém foi realizada mesmo assim. Já na segunda guerra mundial o Brasil teve mais participação e mesmo com as ordens do governo a festa aconteceu. 

A festa de mil novecentos e dezenove é tida como a maior de todos os tempos, a gripe chegou e matou milhões, mas com o fim dela o povo foi para as ruas comemorarem o fim daquela terrível era. 

A gripe espanhola ficou três meses no Brasil, diferentemente da covid-19 que ainda é uma ameaça para o mundo, o conselho dos especialistas é não ter folia em fevereiro de dois mil e vinte e um. Prefeitos de várias cidades recebem todos os anos muito fluxo de turistas para as festas de carnaval e tem tentado achar uma data em comum para que ninguém saia prejudicado. São Paulo foi a segunda capital a receber mais foliões no ano de dois mil e vinte e foi a primeira a confirmar o adiamento. 

Os pesquisadores alertam que devido ao histórico de não obedecer os decretos os Brasileiros podem sair às ruas para comemorar. 

Os prejuízos de não ter o carnaval em dois mil e vinte e um podem ir além dos financeiros, é claro que as cidades que mais recebem foliões podem sofrer mais impactos financeiros já que a festa rende bastante para esses locais. Mas o Brasil é conhecido como a terra do Carnaval desde a época colonial e sem ele isso pode gerar um grande impacto para a identidade do Brasil.

Acervo Cultne completa 40 anos de registros da história negra do Brasil


Acervo está disponível na internet, com vídeos raros que mostram a relevância da população preta para a constituição nacional

Júlia Vitória

Os livros didáticos da História do Brasil, não abriram o espaço suficiente para a história negra brasileira, focando apenas na escravidão e deixando a outra parte da esquecida com o tempo. 

Nomes como Lélia Gonzáles, Ângela Davis e Abdias de Nascimento são reconhecidos pela comunidade negra. Foram líderes que lutaram contra o racismo, pelos direitos e fizeram diferença na história Brasileira e mundial, mas que ainda seguem desconhecidos por parte dos brasileiros.

Era 1980, enquanto a luta e a movimentação contra o racismo estava acontecendo no país também surgiu o Movimento Unificado Negro (MNU). Dez anos antes dois grupos registraram em vídeo a evolução negra desenvolvida no Brasil, mas longe das grandes mídias surgiram Enúgbarijo Comunicações e Cor da Pele Produção e Vídeo, que focaram em registrar a efervescência da época.  Com esses conteúdos captados pelas produtoras surgiu a Cultune (o Acervo de Cultura Negra).

Em 1950, as famílias negras ainda sentiam o resquício na escravidão. Sendo o primeiro da família a se formar em uma faculdade,  o engenheiro Filó Filho, vivenciou o a  falta de educação e o espaço limitado que tinha os negros.  “Fui o primeiro engenheiro formado da minha família, isso porque meus pais conseguiram bancar meus estudos”. Ele teve uma formação diferenciada dos demais jovens negros. Com acesso a livros música, olhava as revistas negras americanas e pensava como eles estavam em um patamar diferente do Brasil.

Aos 24 anos, querendo executar ações para sua comunidade, filó decidiu se dedicar às questões negras. Ele deixou a engenharia e focou no marketing e audiovisual, no caminho encontrou Medeiros, Adauto e Birkbec que em projetos paralelos registraram tudo que tivesse relação com a comunidade negra brasileira. Sem pensar que seria uma referência para outra geração eles geraram um material ao longo das décadas.

Hoje é possível ver esses materiais gerados pelas produtoras na Cultune (o Acervo de Cultura Negra) entre os tesouros do acervo estão registradas passagem de Gilberto Gil e de Pelé pela África na época do centenário da abolição da escravidão no ano de 1988. Também há no acervo o primeiro encontro de mulheres negras realizado em Valença, no interior do Rio de Janeiro. 

Há diversas jóias no acervo, incluindo um registro da vinda de Nelson Mandela ao Rio de Janeiro em 1991, onde encontrou alguns artistas negros na Praça da Apoteose. Contudo essa rica história está ameaçada em 2001 o acervo começou a ser digitalizado e em 2009 o material composto por três mil vídeos ganhou espaço virtual de acesso gratuito. Assim todos podem visitar esses momentos da história. 

Trinta por cento do material do acervo está na internet, os outros setenta por cento estão se perdendo devido ao tempo, pois são películas e fitas magnéticas. Caso não consigam preservar o material, terão que enviar para outros países que já demonstraram interesse em preservá-lo “É um tesouro histórico que está se perdendo, e sabemos que o Brasil é um país de sem memória”, Destaca Filó Filho. 

Ao mesmo tempo em que Filó luta para preservar o acervo, ele também passa o bastão para as novas gerações, que hoje podem recorrer à informação já que a época de Filó era proibida falar sobre o racismo. E por medo ela obrigado a falar que vivia em uma democracia racial.

Cedae divulga lista com 22 bairros que ficarão sem água até 20 de dezembro


 Cedae divulga lista com 22 bairros que ficarão sem água até 20 de dezembro

Por: André Lucas

O calor é normal durante o fim de ano, no Rio de Janeiro. As temperaturas oscilam entre 28 e 35 graus Celsius. Isso já é o suficiente para gerar muitos problemas de saúde. Imagine sem água. Pois, a Cedae divulgou nota com lista dos bairros da zona norte, zona sul, zona oeste, e baixada que sofrerão com a falta de abastecimento nas três primeiras semanas de Dezembro. 

O motivo é a necessidade de manutenção na elevatória do Lameirão. A 2 dias atrás, na segunda feira, dia 30 de novembro, uma das 5 bombas da estação apresentou problemas e teve que ser desligada para reparo. Dessa forma, com uma bomba a menos, a estação do Lameirão estar em atividade com 75% da capacidade. Apesar da bomba ter sido desligada só a 2 dias, moradores do Rio de Janeiro e Nilópolis reclamam da falta de água dês do dia 15 de novembro. A Cedae já reconheceu que a falta de eficiência da bomba danificada causava a falta do abastecimento, e informou que o prazo mínimo para a volta da atividade com 100% da capacidade é de 20 dias.

Veja abaixo os bairros atingidos: 

Zona norte : 

Tijuca
– Vicente de Carvalho
– Vila Kosmos
– Colégio
– Coelho Neto
– Cordovil
– Parque Columbia
– Costa Barros
– Pavuna
– Anchieta
– Guadalupe

Zona sul:

-Botafogo
– Leme
– Urca

Zona oeste

– Campo Grande
– Bangu
– Inhoaíba
– Cosmos
– Paciência
– Santa Cruz
– Sepetiba
– Pedra de Guaratiba

Baixada: 

Mesquita
– Nilópolis
– São João de Meriti

A Cedae passou a divulgar informações sobre a dificuldade do abastecimento depois de um acordo com a defensoria pública e o ministério público. A reunião concluiu que a melhor forma de lidar com essa falta de água, é informando as pessoas e orientando elas a se prepararem para os próximos 20 dias. 

O impacto desse período sem agua na segunda onda do covid 19

A pandemia do Covid 19 exige uma higiene pessoal e do ambiente muito rígida, lavar as mãos a todo momento, lavar as partes da casa mais tocadas (como por exemplo corrimãos e maçanetas) se tornaram mais necessários do que nunca é com a falta de água esse problema só aumentam. Nos últimos dias o números  de casos e mortes cresceram no Rio de Janeiro, a média móvel subiu 45% em relação a segunda feira, dia 30 de novembro. 357.982 pessoas já foram contaminadas e 22.683 já perderam a vida. Nas últimas 24 horas, mais 93 pessoas morreram, o Rio de Janeiro vem tendo muitas derrotas para o Covid 19, e sem água a tendência é piorar.

Por que a manutenção vai demorar tanto ? 

As bombas ficam a 64 metros de profundidade o que dificulta o acesso, e exige tanto tempo dos profissionais da Cedae, a manutenção deve ser feita de calculada e gradual para não danificar o motor.

Qualquer atualização ou nova notícia sobre o assunto, você encontra aqui no CN.

Greve dos funcionários do BRT transforma o Rio em um caos


Por: André Lucas

 Os trabalhadores que precisam usar o BRT, para chegar ao trabalho tiveram dor de cabeça nessa segunda feira. O motivo foi a greve dos corredores da Trans oeste, Trans carioca e Trans olímpica do BRT Rio em forma de protesto ao parcelamento do 13 salário.

O sindicato dos empregadores tenta negociar com os rodoviários em busca de um acordo. Os empregadores explicam que caso o parcelamento não for feito o BRT corre risco de parar definitivamente. O consórcio informou que pagou 20% dos salários nessa segunda feira.

A Prefeitura do Rio informou que município estar se mobilizando em função da greve, e também para a chuva forte prevista para essa noite.

Uma assembleia especial com o sindicato da categoria estar marcado para essa quarta feira, dia 2 de dezembro, para decidir os requisitos de um acordo bilateral.

Já no fim da noite, a empresa BRT Rio, decidiu pagar os outros 30% Que faltava na primeira parcela nessa terça feira, dia 1 de dezembro, totalizando assim 50% como previsto em lei, a empresa divulgou uma nota explicando a decisão:

“A fim de evitar novos transtornos aos passageiros, como os registrados na noite desta segunda-feira, dia 30, o BRT Rio utilizará os recursos de compromissos futuros e pagará os 30% restante da primeira parcela do 13º salário nesta terça-feira, dia 1º de dezembro”.

No termo, a empresa diz que a greve foi instalada ilegalmente e que os motoristas atuaram de forma irresponsável, por terem paralisado o serviço de forma repentina. A BRT Rio também exige providências imediatas ao sindicato para regularizar a operação do sistema.

O presidente do sindicato  dos rodoviários, Sebastião José, afirmou:

“Estamos apenas aguardando que esse compromisso firmado pela empresa nos seja encaminhado por escrito. Assim que estivermos com o documento em mãos, a paralisação será encerrada”.

Com o BRT parado a prefeitura orientou a usar o metro, porém a concessionária Metrô Rio afirmou estar trabalhando no limite da sua capacidade funcional:

“A concessionária já opera no limite da capacidade e com os mesmos intervalos do período pré-pandemia. O MetrôRio ressalta que o serviço da concessionária segue sem problemas, com intervalos regulares nas linhas 1,2 e 4 nesta segunda-feira (30/11)”, dizia a nota da empresa”

Alguns usuários falaram sobre a situação do serviço no cenário de hoje:

“Eu moro em Pedra de Guaratiba e só Deus sabe o quanto que eu vou enfrentar agora”,

“Atrapalha bastante né. A gente conta com o ônibus para sair e chegar onde a gente precisa e quando chega aqui tem essa surpresa, que não está funcionando. E aí tem que pegar outro com um gasto muito maior”….

A notícia é boa com o pagamento dos 30% restante da primeira parcela feita pela manha da próxima terça feira, dia 1 de dezembro, o esperado é a volta da normalidade de circulação, e aqueles que precisam do transporte podem ficar aliviados.

Decreto de Witzel flebiliza medidas de isolamento


A partir de hoje, as medidas de isolamento social no Estado do Rio de Janeiro estão flexibilizadas. É o que determina o decreto publicado pelo governador Wilson Witzel, na noite do último dia 05 de junho.

De acordo com a medida,  está autorizado o funcionamento de shoppings centers e centros comerciais das 12h às 20h, com público máximo de 50%, além de outras restrições.

Entregadores estão podendo entrar nos shoppings para buscar material para delivery. E alguns estabelecimentos estão adotando o sistema ‘drive-thru’ para atender os clientes.

As medidas anunciadas pelo governador, no entanto, vão de encontro ao plano de retomada gradual iniciado terça-feira pela Prefeitura do Rio, o que deve gerar dúvidas nos comerciantes sobre que norma devem seguir.

No esquema anunciado por Marcelo Crivella estão previstas seis fases de retomada, uma a cada 15 dias. Na capital, segundo o plano da prefeitura, shoppings só poderiam reabrir na segunda etapa, daqui a dez dias.

Apesar de o decreto do governador Witzel ter flexibilizado bastante as regras do isolamento social, cada prefeitura tem autonomia para manter regras mais rígidas nos municípios, explicou o secretário de governo, Cleiton Rodrigues.

A maioria dos shoppings foi pega de surpresa, pois estavam se preparando para a reabertura para a partir do dia 15 deste mês, com treinamento de funcionários, confecção de cartazes explicativos e determinado as medidas sanitárias e de desinfecção dos ambientes e objetos a serem tomadas.

 

Mãe loura do funk é condenada há cinco anos


A vereadora Verônica Costa (MDB), a Mãe Loura, foi condenada pela Justiça a cinco anos e dez meses de prisão, em regime semiaberto, pela tortura de seu ex-marido, Márcio Costa. Segundo a investigação da Polícia Civil, o irmão, a irmã, o cunhado e o padrasto da funkeira foram até a casa do casal e, por ordem de Verônica, teriam amarrado Márcio no banheiro, após o casal ter jantado junto. De acordo com o relato de Márcio, ele teve os pulsos e os pés amarrados com correntes, corda e cadeado, e uma venda teria sido colocada em sua boca e em seus olhos. Em seguida, uma sessão de agressão teria sido iniciada.

O caso veio à tona em fevereiro de 2011, após o homem, que na época ainda era casado com a funkeira, denunciar o caso à Polícia Civil. Na decisão, o juiz Marcelo Oliveira da Silva, da 16ª Vara Criminal, determinou a perda do cargo da vereadora. Ainda cabe recurso. As informações são do Extra.

Além de Verônica, quatro parentes da funkeira também foram condenados pelo crime, a penas de cinco anos e três meses. O processo corre em segredo de Justiça.

A Polícia Civil indiciou a funkeira pelo crime em novembro de 2011. Verônica virou ré um mês depois. Desde então, o processo chegou a ser encaminhado para a segunda instância do Tribunal de Justiça do Rio após a posse da Mãe Loura na Câmara de Vereadores em 2013. Por causa do cargo, Verônica tinha direito a ser julgada por um órgão especial. No entanto, o caso voltou à 16ª Vara Criminal em novembro do ano passado.

Na época, Verônica negou todas as acusações e disse que o marido já chegou machucado em casa, sob o efeito de drogas. Por nota, o advogado da vereadora afirmou que vai recorrer da sentença.