Banda Pholhas


Eles são como o vinho: melhores a cada ano que passa. O Grupo Pholhas está a todo vapor e com planos de lançar seu novo cd em breve. “Temos a pretensão de realizá-lo e lançá-lo ainda em 2017”, garantem. Sobre o atual cenário musical, os músicos acreditam que não mudou muito: “o mais difícil é repetir o sucesso mais de uma vez, mas na verdade, sempre foi assim, realizar um novo hit é raro, e isso também depende de mídia adquirida e mais outros ‘n’ fatores”, avaliam. A banda recebeu a reportagem do Blog Carvalho News para falar sobre sucesso, projetos, fãs e muito mais. Quer saber das novidades deste talentoso grupo? Então, não perca tempo! Boa leitura!

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Banda Pholhas Fotos: divulgação

Blog Carvalho News – Quanto tempo a Banda Pholhas tem de estrada?

Banda Pholhas – Os Pholhas completaram 48 anos de atividade em fevereiro de 2017, sendo assim uma das mais longevas no cenário artístico musical brasileiro.

CN – Há alguma banda ou cantor que serve de inspiração para vocês?

Banda Pholhas – primeiras influências vêm da década de 1960, com Beatles, Rolling Stones, The Who, Steppen Wolf, Bloodrock, Grand Funk Railroad,  falando dos roqueiros e Bee Gees,  Classics IV, B.J.Thomaz, Johnny Rivers, dos baladeiros.

CN – Como vocês avaliam o nosso atual cenário musical?

Banda Pholhas – O cenário musical não só brasileiro, mas mundial, atualmente é muito dinâmico devido ao tipo de comunicação existente, absurdamente frenética, que conduz os artistas a uma produção desenfreada e em função de um filtro cada vez mais exigente produz sucessos fugazes, porém popularíssimos. O mais difícil é repetir o sucesso mais de uma vez, mas na verdade, sempre foi assim, realizar um novo hit é raro, e isso também depende de mídia adquirida e mais outros ‘n’ fatores.

CN -My Mistake e She Made Me Cry são alguns de seus hits. O que é necessário para que uma canção caia no gosto popular?

Banda Pholhas – Quando se consegue emplacar um primeiro sucesso, a mídia e o público se preparam para a próxima novidade, facilitando assim sua divulgação inicial, porém o produto tem que ser bom e de acordo com a expectativa. No caso dos Pholhas, assim ocorreu com os seguidos sucessos ‘She made me cry’ e ‘Forever’ – foram 3 discos de ouro na sequência, praticamente um a cada ano de 1973 a 1975.

CN – O que os membros do grupo costumam ouvir e apreciar?

Banda Pholhas – Cada um com seu gosto individual em função de suas experiências musicais, o Paulinho Fernandes(bateria) ouve muito Jazz Contemporâneo, Fusion(JazzRock) e algumas pérolas da MPB tais como Ivan Lins, Djavan, Dori Caimmy, Milton Nascimento e Elis Regina;   Bitão(guitarra) curte Rockn’Roll, MPB e World Music;  João Alberto(contrabaixo) ouve Jazz em todas suas nuances, e Elias Jó(teclados)curte também muito Jazz, MPB em suas variadas modalidades e Rockn’Roll.

CN – Sobre o repertório. Como é feito esse processo de composição e escolha das melodias?

Banda Pholhas – Os Pholhas em toda sua carreira sempre trabalharam juntos, e as principais canções foram assim compostas, normalmente durante os ensaios e trabalhos em estúdio com as contribuições individuais que ao final redundavam no ‘jeito’ ou ‘estilo’ Pholhas. Dessa forma foi feito o último produto, as 4 músicas do novo EP – Pholhas cantam as músicas do Rei Roberto Carlos – nova roupagem às canções originais dos anos 1960.

CN -“Pholhas 45”. O que esse cd representa para vocês?

Banda Pholhas – Pholhas 45 anos – possibilitou-nos, em algumas músicas, agregar detalhes tanto instrumentais como vocais que trouxeram uma sonoridade atualizada e, em outras, novos arranjos que satisfizeram nossos planos antes da gravação em si. Trouxe um envolvimento bom e genuíno entre os componentes, e também com os técnicos de gravação como há muito não se via na banda. A colaboração foi total e o resultado muito nos satisfez, motivando-nos a novos trabalhos.

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CN – Como anda os preparativos para o novo cd?

Banda Pholhas – Estamos na fase de pesquisa, composição e algumas decisões sobre o formato desse novo trabalho, e temos a pretensão de realizá-lo e lançá-lo ainda em 2017.

CN – O Pholhas já levou sua música para fora do país. Qual a melhor lembrança que vocês guardam dessas turnês?

Banda Pholhas – HOJAS – êsse é o nome do LP que a gravadora RCA lançou na Espanha e países de língua espanhola da América Latina. Para isso, os principais sucessos My mistake e She made me cry foram regravados em espanhol na época. Apesar de não ter sido lançado nos EUA, a comunidade hispânica tomou conhecimento do disco em vinil, o que nos possibilitou realizar um belo show em New Jersey em fevereiro de 1975.

CN – Quais os projetos da banda? Há alguma novidade que possa nos adiantar?

Banda Pholhas – Os projetos não param e a banda Pholhas investe em novidades frequentes para as apresentações ao vivo com um moderno audiovisual e as gravações com novas canções que devem ser realizadas ainda êste ano. Além disso, existe o trabalho junto ao seu grande número de fãs, utilizando as ferramentas da internet, imprescindíveis hoje para comunicação rápida e criativa.

CN – Vocês muitos fãs. Qual a mensagem que gostaria de deixar para eles?

Banda Pholhas – A mensagem que toda comunidade ‘Pholhas’ espera é “o show não pode parar” e novidades estarão por aí para muito breve.  Uma banda com todo êsse sucesso alcançado ao longo dessas décadas todas não tem como ser brecada pois já atingiu velocidade de cruzeiro. E assim continuará.

 

 

Gato de Louça


Para os roqueiros de plantão, eles dispensam apresentações. A Banda Gato de Louça possui sim “várias vidas” e mantém ao longo dos seus 30 anos de estrada, energia de iniciantes, para realizar shows alucinantes e produzir músicas de qualidade através das décadas. Então sem mais rodeios a Banda Gato de Louça!

banda gato de louça

Blog Carvalho News – Por que o nome Gato de Louça?
Antônio Albuquerque – Nome gato de louça foi criado para gerar um contraste entre a fragilidade da louça e o peso do som da banda.

CN – Como a banda é composta atualmente?

Albuquerque – Vocal, André Lar Belle; Douglas Freires – guitarra (MIDI); Léo Barcellos – baixo; Marquinho Azevedo – bateria; e eu, Antônio Albuquerque na guitarra.

CN -Nos dias de hoje, uma banda de Hard Rock consegue ter êxito em nosso país?
Léo Barcellos – Achamos que as condições não são favoráveis para o hard rock porque a mídia não divulga esse estilo de música, dando preferência a um gênero mais simples de ser assimilado pelo público, assim como o pagode,o sertanejo universitário e o funk.

CN – Como surgiu a banda?

Albuquerque – A Gato de Louça surgiu em meados dos anos 80,na UFRJ, fazendo um som instrumental pesado e bem progressivo. Com o tempo, a banda sentiu a necessidade de um vocalista… Temos mais de 30 anos de estrada.

CN – Como voces avaliam o nosso atual cenário musical?

Barcellos – Atualmente, com a criação dos coletivos de rock, temos uma abertura maior para apresentação das bandas autorais, porém, as rádios “rocks” ainda não têm espaço para divulgar esse tipo de trabalho. Por esse motivo, não existe a renovação de bandas na mídia.

CN – Led Zeppelin, Deep Purple são algumas das bandas internacionais que influenciam a sua arte. No Brasil, quais as que mais chamam atenção de voces?

Albuquerque – Mutantes, Angra e Sá, Rodrix & Guarabira.

CN – O que os membros da Gato de Louça  costumam ouvir e apreciar?

Barcellos – Parte da banda ouve progressivo e outra parte, heavy metal.

CN – Sobre o repertório. Como é feito esse processo de composição e escolha das melodias? Além do Antônio quem mais compõe?

Barcellos -O Toninho é quem compõe as músicas da banda. O processo de composição e escolha de melodia é feito de forma intuitiva, onde o resultado aparece naturalmente.

CN – Como andam os preparativos para o novo cd de vocês?

Albuquerque – Para o novo cd, já possuímos várias composições instrumentais e cantadas. Executamos as músicas nos shows para sentir a aceitação do público. Estamos em processo de gravação independente, precisando no momento de patrocínio. O novo trabalho da banda já conta com a presença do novo vocalista André Lar Belle.

CN – No  imaginário popular, todo roqueiro é revolucionário e politizado. Isso é verdade?

Barcellos – Achamos que hoje em dia, a maioria das pessoas sejam roqueiros ou não, são politizadas e não revolucionárias.

CN – Quais os projetos da banda?

Albuquerque – Possuímos alguns projetos a serem alcançados, como: ingressar no circuito de eventos motociclísticos, conseguir espaço para levar nosso show a outros estados e divulgação do nosso trabalho no Brasil e no exterior.

CN – Vocês possuem fãs extremamente fieis. Qual a mensagem que gostaria de deixar para eles?

Barcellos – Queremos agradecer a todos os fãs da banda que nos acompanham nas redes sociais, YouTube e nos shows. Também não podemos deixar de agradecer as mais de 11 mil visualizações do vídeo instrumental da música ” a cruz e a espada”, de autoria própria. Queremos convidar a todos para o nosso próximo show que será realizado no dia 03 de setembro, no aniversário do Nephillins de Aço Moto Clube em Pilares – RJ.

Saiba mais:

Banda Gato de Louça no You Tube

https://www.facebook.com/GatoDeLouca/

Banda Delittus


Uma banda de Rock gaucha com dez anos de estrada, um número considerável de fãs e muita disposição para superar dificuldades. Assim podemos definir a Banda Delittus. Os músicos, que participaram recentemente do Holiday Rock Festival, realizado na cidade de Sapucaia do Sul, Rio Grande do Sul, estão em estúdio preparando seu mais novo EP. “Depois do lançamento daremos início a turnê apresentando o novo trabalho”, adianta Fell Rios integrante da Delittus. Conheça melhor o trabalho desses jovens de talento, lendo a entrevista a seguir.

Blog Carvalho News – A Banda Delittus possui dez anos de estrada. Quais as dificuldades que enfrentaram para chegarem até aqui?

Burn – Enfrentamos dificuldades desde o início da carreira, assim como a maioria das bandas independentes. A falta de incentivo e investimento são os fatores que mais levam as bandas a desistirem no meio do caminho. Nunca tivemos investidores, nem projetos do governo aprovados, porém, não desistimos e continuamos trilhando a estrada da música, dia após dia, show após show. Houveram momentos em que as dificuldades superaram o que normalmente se é suportado, mas nos mantivemos de pé, seguindo em frente. Já ficamos dias sem ter o que comer, logo quando fomos morar em São Paulo. Já fizemos shows para duas pessoas: O garçom e o segurança. Já fomos tocar em espeluncas, indo e voltando de trem com os instrumentos pendurados. Já fomos expulsos do palco, pois estávamos ultrapassando nossos 30 minutos de show. Já tocamos em um palco cuja iluminação era feita por essas lâmpadas amarelas antigas, que víamos nas casas dos avós. Já viajamos mais de 700 km, de carro, para ficarmos um dia inteiro numa pocilga com mais de 20 bandas mal e porcamente executando covers, para, na hora do nosso show, tocarmos para 4 pessoas, pois todo o público havia ido embora após a sua trupe ter tocado. Poderia ficar dias listando algumas das adversidades que tivemos, e certamente iria me esquecer de algumas. Mais de dez anos de estrada nos trazem muitas experiências, boas e ruins. O lado bom de toda a dificuldade é o crescimento, e o que crescemos é imensurável, desde o início da Delittus. A nossa maior recompensa é ver e ouvir pessoas cantando, chorando, se emocionando com as nossas músicas. É isso que ainda nos move.

CN – Vocês tocam Rock e já afirmaram que gostam do Hard Rock dos anos 80. Quais as bandas que mais influenciaram seu estilo?

Burn – Nossa música sempre foi essencialmente o Rock, vindo de várias vertentes. Até 2011 tínhamos uma maior influência do Rock contemporâneo, de 2000 em diante. A partir de 2011 começamos a expor nossas influências do Rock dos anos 80 e 90 como Bon Jovi, Guns, Pearl Jam, mas sem deixar de seguir nossa raiz do pop/rock de 2000. Essa maior influência do hard rock pode ser percebida a partir do álbum Gênesis de 2014.

CN – Fale-nos um pouco da Tour o Impossível?

Burn – A tour impossível foi uma idéia que tivemos para reunir integrantes antigos da banda, e tocar músicas do primeiro trabalho, comemorando os 10 anos de estrada. Essa união acabou trazendo o Matt para fazer alguns shows com a gente, e ele acabou ficando.

CN – Vocês mesmos compõem as musicas da banda? Como é o seu processo criativo?

Burn -Todas as músicas são da Delittus. Cada trabalho teve sua peculiaridade na composição, porém todos seguiram a mesma essência. Para o novo trabalho, estamos trazendo esboços para dentro do estúdio e lapidando em ensaios.

CN – Como é a relação da Delittus com seus fãs?

Burn – Sempre foi uma boa relação. Nossos fãs são muito críticos e exigentes. Aprendemos a lidar com isso com o tempo. Aceitamos e absorvemos as boas críticas, mas passamos a não dar mais bola para ignorância e ofensas. Tem gente que enche a boca (ou os dedos), pra dizer que a banda tinha que ser de tal jeito, mas sequer sabe o nome de um álbum, ou sequer sabe que o Matt voltou para os vocais. Esse tipo de gente nós ignoramos. Nosso foco é aquela galera que está sempre nos ouvindo, nos elogiando, e até nos criticando, mas de uma forma construtiva.

CN -Como vocês avaliam o atual cenário musical brasileiro?

Burn – Dominado pelos sertanejos, e eles estão fazendo o certo. Se unem, se ajudam, apoiam a cena. Se o rock fizesse metade do que eles fazem no Brasil, teríamos um cenário muito mais forte. O problema das bandas de rock, é que elas querem tudo pra si. Não enxergam um palmo a frente. Enquanto for assim, a grande massa do nosso país vai continuar consumindo apenas sertanejo e funk.

Banda Delittus
Banda Delittus Fotos: divulgação

CN – O que os membros da banda costumam ouvir e apreciar?

Burn – Cada um tem suas próprias influências. Sei que o Matt ouve bastante bandas contemporâneas, e bandas de rock underground internacionais. Eu (Burn) ouço bastante hard rock (Bon Jovi, o projeto solo do Richie Sambora, Mr. Big, Joe Bonamassa…). Mas também gosto de rock e blues contemporâneos (John Mayer, Kings of Leon, Foo Fighters). O Fell é muito fã de Pearl Jam e Guns, mas sei que também curte bastante Kings of Leon. O Ivan gosta de uns sons mais virtuose, pelo que eu sei. Os guris que me corrijam depois se eu estiver errado.

CN – Podem revelar alguma novidade que vem por ai?

Burn -Estamos em estúdio preparando nosso novo EP. A princípio será um EP de 4 faixas, com lançamento previsto para o segundo semestre na internet e nas rádios do sul. Depois do lançamento daremos início a turnê apresentando o novo trabalho. Claro, com os sons antigos no repertório do show, também.

CN – Qual a mensagem que gostaria de deixar para os seus fãs?

Burn – Obrigado a todos que continuam acompanhando a Delittus. O que nos move é o carinho e o retorno de vocês. Pedimos para que divulguem nosso trabalho, sempre. Nas rodinhas de violão, nos churrascos com amigos, na internet. Para uma banda independente, isso é o mais importante. Contamos com vocês.

Saiba mais:

www.delittus.com

https://www.facebook.com/Delittus/

 

Que venha o Alma Sacra


Você já ouviu falar no  Alma Sacra? Ainda não? Bem, trata-se de um projeto multicultural/multimídia, ousado, que abrange vários seguimentos, pretendendo dessa forma unir vários polos da arte, fazendo um link entre a música, a literatura, e todas as outras ramificações artístico-culturais que englobam o projeto.

Para conhecer melhor a proposta, bem como, seus executores, o Blog Carvalho News decidiu ouvir o idealizador do projeto, o músico, compositor e produtor cultural Richie Harald, que atua no cenário carioca desde 1993, e os demais membros do grupo: Rafael Rocha, Mauro Oruam (Deadly Fate), Bil Martins (Hellish War/Dark Witch) e Alexandre Cannes (Out of Reality).

Blog Carvalho News – Como surgiu a oportunidade de integrar o Alma Sacra e quais expectativas com o projeto?

Alan Flexa: recebi o convite do Richie, para compor o time dos tecladistas, havia me perguntado se eu toparia entrar em um projeto audacioso. Não pensei duas vezes! Aceitei o convite e me senti muito honrado em fazer parte desta grande família que é o Alma Sacra. O Richie é uma pessoa visionária. Não tem medo De dar cara a tapa. Juntou grandes músicos nesse projeto. Fiquei imensamente feliz quando ele me chamou para produzir juntamente com Daniel Parente. Estamos escrevendo uma grande história na pagina de nossas vidas.

Oruam – conheci o idealizador deste projeto em um show do Deadly Fate em Natal, tivemos muita afinidade e então ele me convidou para participar da empreitada. Richie é um grande artista, sensível, guerreiro e com ideias extraordinárias, acredito que o Alma Sacra será um marco no cenário do Heavy Metal Mundial.

Alexandre Cannes – conheço o Richie já faz alguns anos, tocávamos juntos na cena aqui do Rio de Janeiro. Na época ele ainda integrava a banda Fatal Portrait e eu o Out of Reality. Ele já conhecia o meu trabalho, aí pude receber o convite diretamente.

Bill Martins –  certo dia o Richie entrou em contato comigo pelo facebook, trocamos umas ideias e ele fez o convite, que foi aceito no mesmo instante, pois achei muito interessante a proposta e eu também nunca havia participado de um projeto parecido com este.

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Richie Harald               foto: Ladyhammer

CN – Por que o nome “Alma Sacra”?

Richie Harald – O nome surgiu em decorrência de um livro que estou desenvolvendo, que conta a história de um Santuário (Alma Sacra) onde habitam seres que prestaram grandes feitos a humanidade. Neste livro, as almas que desencarnaram do plano terrestre formam uma espécie de cúpula em defesa da Terra e de invasões malignas. Na verdade, o nome é uma mesclagem da língua portuguesa com a Italiana. Muitos me perguntam se a banda é de cunho religioso, mas na verdade a história do Alma Sacra engloba religião, filosofia, psicologia, espiritismos e alguns assuntos  científicos. Trata-se de um trabalho musical em que a parte literária se intercala com a parte musical formando um trabalho conceitual e é por isso que é chamado Alma Sacra Project – Ópera rock. Cada vocalista representa um personagem como de uma ópera.

CN – Quem são os demais músicos que compõem o Alma Sacra?

Richie Harald – Daniel Parente (Clawgrinder) Guitarra/ Vocal – Ce ; Arthur Pessoa (SteelGard) PE – Vocal; Fábio Caldeira (Maestrick) SP – Vocal; Fábio Schneider (Dreadnox) RJ – Vocal; – Vocal; André Larbelle (Ex – Fatal Portrait – BR) RJ – Vocal; Mário Kohn – (Eyes of Gaia) SP – Vocal; Kleber Marcelino – (Mustang 65) RJ – Guitarra; Léo Barcellos – (Gato de Louça) RJ – Baixo. Rafael Rocha – Guitarra – RJ; Gabrielle Gabriels – (Vivaldi Metal Project/ Gabriels) Itália – Teclados, Matheus Lisboa – ( Victms of Fate) teclados,Irlanda. Erivelto Santos – ( Solo/Victm of Fate) Guitarras e Teclados- SP; Lúcio Amaral ( Arcanys, Frequencia Am) Guitarra – RN . Além dos demais músicos que estão participando da entrevista. Mas aguardem que teremos muitas surpresas nas gravações!

CN – As pessoas têm em mente que os roqueiros são revolucionários e politizados. Esse é o perfil dos integrantes da Alma Sacra?

Alan flexa – no meu caso posso dizer que sou um cara revolucionário, pela musica que faço. Não tenho regras para compor, sempre gosto de mesclar estilos além do metal, do qual sou eternamente grato.  Trabalho musica vanguardista eletrônica, musica medieval e folk

Oruam – Sim, somos formadores de opinião e não podemos ser alienados para assim transmitir o melhor da gente através da música.

Alexandre Cannes – Acho muito importante e saudável, que tenhamos conhecimento do quadro político que nos rodeia, pelo menos uma noção do que está acontecendo. Quanto ao revolucionário, não só no rock, mas em todas as instâncias da música, em estilos diversos a crítica política esteve presentem desde ‘Rage Agasint The Machine’ até ‘Nina Simone’. Pessoalmente, vejo mais o lado artístico, abordando temas mais emocionais.

Bill Martins – não me sinto revolucionário e politizado.

Richie Harald – não me envolvo em política, mas o termo ‘revolução’ aplico na tentativa de unir músicos de outros estados do Brasil e do exterior. No entanto, não tenho nada contra quem usa a arte como veículo revolucionário como nos casos dos artistas: Caetano Veloso, Gilberto Gil e Nina Simone. O foco do meu projeto não é este. Meu objetivo com esta obra é usar a música para fazer as pessoas curtirem a magia de seu conteúdo, apreciando a interpretação dos cantores e a forma como é tocada pelos músicos que constam no trabalho.

Rafael Rocha – A historia tem mostrado isso, muitas bandas nasceram com essa veia política, aqui mesmo no Brasil temos e tivemos bandas com esse conceito, o próprio Cazuza o Barão Vermelho na década de 80, o Alma Sacra já nasceu revolucionário. Todo o conceito da banda e os músicos envolvidos, a ideia sempre foi agregar e unir um movimento que estava bem segregado e fazer disso um carro chefe para futuras bandas.

Alma Sacra - Medalha
                                      Arte: Richie Harald

CN – Vocês mesmos compõem suas músicas? Como é o processo de composição?

Alan Flexa – como todo músico preciso de inspiração. Tenho uma teoria sobre o meu processo de composição : minhas musicas 90% são recebidas de algum lugar entre as esferas e assim canalizadas e transformadas e canções.

Oruam – não existe um critério, mas normalmente uma melodia chega pronta na minha mente. Em momentos de inspiração, que normalmente será o tema ou refrão da música, tento compor o restante baseado nisso, no final tento encaixar uma letra.

Alexandre Cannes – sempre penso no assunto e nas letras, que inspiram as melodias e a interpretação. Isso tudo é desenvolvido em cima da base instrumental, que é o que me define o tema da composição.

Rafael Rocha – Sim, temos um time muito competente, como a álbum é conceitual toda a história musical e dividida entre os membros, estamos diariamente conversando via Messenger e definindo cada passo e andamento das musicas.

Richie Harald – cada música é feita em cima dos capítulos do livro de uma forma resumida onde é passado o clima, cena e o enredo aos músicos, será assim nos três volumes do CD. Uma vez feito isso é feito os ensaios, faremos a pré-produção e a gravação onde os produtores Daniel Parente e Alan Flexa direcionarão para o que é produto final esteja dentro do conceito que é o rock progressivo heavy metal com acentuações de música medieval. Aproveito para apresentar o nosso line up de alguns estados do país e do exterior

CN – quais suas bandas prediletas?

Alan Flexa – tenho influencia de grandes bandas e músicos como: Vangelins, André Matos, Corccioli, Queen, Dio, Ozzy, Yes. Como produtor, sou bastante influenciado por Trevon Horn (ex – Yyes), Chirs Lord, George Matin (rip), charlie Bauerfeind e sascha Paeth.

Oruam – Scorpions, Vangelis, Wasp, Iron Maiden, Accept, Rhapsody of Fire, Helloween, Blind Guardian…

Alexandre Cannes – pô, são muitas! Mas posso dizer as principais, Iron Maiden, Bon Jovi, Helloween, Symphony X, Black Sabbath, Dio, Ozzy, Angra, Megadeth… a lista segue!

Bill Martins – são muitas, mas as que eu tenho escutado mais atualmente são Dio, Bathory, Iced Earth, Grand Magus e Ereb Altor.

Rafael Rocha – Particularmente eu escuto muitos estilos diferentes de 14 bis, Milton Nascimento a bandas como Winger, Metallica, Angra, Avantasia, Mirath , Sonata Arctica e Symphony X.

Richie Harald – são várias, dentro deste segmento atual do nosso trabalho, tem Angra, Sepultura, Symphony X, Iron Maiden, Black Sabbath entre outros.

CN – O perfil das bandas de rock brasileiras mudou nas últimas décadas?

Alan Flexa – sim. De uns tempos pra cá, percebemos mudanças, mas certamente sem nenhum avanço. Antes se agregavam valores culturais, hoje os valores são comerciais. Há tantas bandas magnificas nos escombros  dessa mídia que a cada dia nos empurram porcarias.

Oruam – temos grandes bandas, mas percebo poucas mudanças.

Alexandre Cannes – Mudou sim, vejo que a preocupação com uma boa produção, tanto do som, na sua elaboração, quanto ao material de apoio.

Bill Martins – creio que sim, e isso se deve muito a mudança do mercado fonográfico também,internet,MP3,etc…  Acho que,  atualmente, as bandas têm uma visão mais empresarial sobre a música, não é mais apenas algo   passional e inocente. Quem não investe no profissionalismo acaba ficando para trás. Mas uma coisa que não muda  é que quem faz Metal é porque ama realmente, e quem é verdadeiro continua firme sempre.

Rafael Rocha – não só as brasileiras, muitas bandas ao longo do tempo tiveram que se reinventar para poder seguir em frente, a cada dia surge um novo seguimento ou elemento musical e com a quantidade de informação disponível é necessário se reinventar a cada dia.

CN – Como vocês avaliam o atual cenário musical brasileiro?

Rafael Rocha – felizmente, vivemos em uma era digital então temos mais facilidade em divulgar nosso trabalho e o alcance ao publico é maior, na década de 90 e inicio dos anos 2000 era bastante difícil principalmente nosso estilo de opera rock tínhamos poucos veículos especializados, então acredito que mudou muito.

Alan Flexa – estamos a mercê, das grandes multinacionais da musica. Um Brasil tomado pelo funk e sertanejo ( infelizmente é o que vende nas rádios) e vem crescendo absurdamente a cada ciclo.

Oruam – a cena está cada vez mais competente, porém sinto um pouco de desunião entre os estilos diferentes, acho uma pena, pois estamos no mesmo barco. Já na Europa, por exemplo isso não existe, todos tocam no mesmo palco e se respeitam, bandas de Black Metal, Nu Metal, Thrash Metal, Hard Rock, Doom Metal, Folk Metal, White Metal, Metal Tradicional, etc. O pessoal é bastante unido…

Bill Martins – a nível de bandas o cenário vai muito bem ao meu ver, com varias bandas realmente boas, mostrando materiais cada vez mais profissionais. Por outro lado ainda falta espaço pra essa galera mostrar seu trabalho, como casas de shows que abram mais espaço pra som autoral.

Richie Harald  – o Brasil é um país com muitas influências de outros estilos musicais oriundas de musicas em torno mundo e esta mistura de culturas criou o desenvolvimento de músicos excepcionais, porém ainda é muito difícil ter o apoio de imediato do público e dos empresários deste nosso ramo, mas sou otimista quando se tem algo diversificado e que tenha música de conteúdo, perseverança e amor no que se faz!

Alma Sacra Medalha 2