Rondônia vive colapso na saúde e culpa nova cepa do covid 19


Enquanto isso, estudos na Inglaterra mostram aumento de 30% na letalidade da nova mutação

André Lucas

O prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves, anunciou neste sábado que o sistema de saúde do estado de Rondônia está em caos por conta da pandemia do Covid 19. 

Não tem mais vaga para atender novos pacientes que chegam o tempo todo ao hospital. Os profissionais da saúde suspeitam que a variante do coronavírus registrada em Manaus, seja responsável pelo agravamento dos casos mais rápidos que na primeira onda. 

O Prefeito conta que mesmo construindo mais 50 leitos para os pacientes de covid, não está sendo suficiente para atender os novos casos. 

A explosão de casos é assustadora, em 1° de janeiro  o estado registrava 270 casos, nesse fim de semana já está chegando a 1500, a tendência é o número continuar crescendo. 

O prefeito confirmou as informações de que os pacientes estão piorando de estado muito mais rápido que na primeira onda, informação passada antes pelos médicos da cidade. Hildon  admitiu que o grande aumento de casos aconteceram por conta do relaxamento das medidas de segurança que aconteceram no fim do ano passado. 

Ontem, a Secretaria de Estado da Saúde anunciou que antecipou e disponibilizou mais 21 leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) (11 no Hospital de Campanha e dez já existentes no Centro de Reabilitação) para reforçar o atendimento de pacientes com covid-19. A capacidade ocupada da rede era ontem superior a 95%. 

O mutação do vírus. 

O CN (Carvalho News), vem cobrindo as notícias da mutação desde o começo, quando o vírus foi identificado pela primeira vez em Londres. Menos de 2 meses depois e a nova mutação do vírus estar aqui, o primeiro ministro da Inglaterra anunciou neste fim de semana que o novo vírus tem até 30% de mais letalidade que o da primeira onda. 

A afirmação parte de resultados ainda não confirmados de um estudo feita pela NERVTAG (sigla em inglês para Grupo de Aconselhamento para Ameaças de Vírus Respiratórios Novos e Emergentes), que repassou as informações para o governo, a pesquisa ainda estar em estágio Preliminar. 

 Outros estudos já haviam mostrado que essa nova variante pode se espalhar com mais facilidade do que outras versões do vírus. 

“Além de se espalhar mais rápido, agora parece que há evidências de que a nova variante pode estar associada com uma taxa maior de mortalidade”, explicou o Primeiro Ministro Britânico. 

O NERVTAG analisou matematicamente tendências na mortalidade de pacientes infectados com a nova variante do Sars-CoV-2 e com a antiga. A conclusão inicial foi de que a nova linhagem aparenta ser 30% mais mortal do que a antiga. 

Um exemplo para que os dados sejam compreendidos melhor,  a cada 100 pessoas contaminadas pelo Covid na primeira onda, 10 morriam; na nova cepa a cada 100 pessoas contaminadas, morrem 13, um aumento de 30% (números fantasias, apenas por exemplo).  

A notícia boa é que que agora não existe nada que indique ineficácia das vacinas as contra o novo vírus, pelo menos o planejamento da OMS e dos governos europeus é que as vacinas de Oxford e Pfizer funcionem contra o novo vírus.