Confira cinco eventos sobre empreendedorismo que você pode acompanhar nesta semana


Todas as atividades serão realizadas de forma remota 

Thais Paim

Se você está em busca de atividades online para adquirir mais conhecimento e não sabe por onde começar, aproveita essa lista com cinco eventos que vão acontecer ainda essa semana. Para quem pensa em empreender ou já empreende e quer ter ainda mais informações sobre o assunto, essa é uma excelente oportunidade. 

Confira abaixo a lista dos cinco eventos que vão ocorrer nesta semana: 

1. Webinars de apresentação do III Edital do Programa Petrobras Conexões para Inovação – Módulo Startups

A Petrobras e o Sebrae realizam, a partir de hoje (19), webinars para apresentar o III Edital do Programa Petrobras Conexões para Inovação – Módulo Startups, e alguns dos vencedores dos editais anteriores. Os webinars acontecerão de 19 a 28 de julho, com a apresentação de cases de startups de sete estados. Os eventos online são abertos a todos os públicos. Serão dadas dicas para os interessados no edital em curso, que investirá R$ 22 milhões e tem inscrições abertas até 1º de agosto através do link: https://bit.ly/3rkEAzY.

2. Venture Debt – Nova alternativa de investimento para startups

O workshop Venture Debt, realizado pela Universidade Feevale, busca mostrar para os empreendedores que existem outras alternativas para captação de recursos para empresas de tecnologia além da tradicional venda de participação societária. O curso será realizado de forma online, nesta terça-feira (20). O link da sala será enviado aos inscritos antes da atividade. Para se inscrever, acesse: https://bit.ly/3kuHGQw.

3. II Jornada de Inovação em Saúde

O Programa Inova RS está promovendo a II Jornada de Inovação em Saúde. Na terça-feira (20) às 19h, as regiões do Inova RS “Metropolitana e Litoral Norte”, “Sul”, “Vales” e “Produção e Norte” realizarão um debate com o tema “Diversificação da carteira de investimentos: como investir em startups de saúde”. As inscrições para o evento, que é gratuito e ocorrerá no formato virtual, devem ser feitas pelo link: bityli.com/M9ap8.

4. Workshop Financiamento Coletivo para Startups

Nos dias 21 e 22 julho, às 17h, a equipe da Benfeitoria, em parceria com a UNITEC, realizará o Workshop Financiamento Coletivo para Startups. No dia 21/07, a abordagem será teórica, explicando o funcionamento da dinâmica de organização das atividades, já no dia 22/07, será prática, para construir os primeiros materiais de campanha. As inscrições podem ser realizadas até esta terça-feira (20) pelo link: https://bit.ly/3hOZV1b.

5. A Contribuição do Storytelling para a Inovação

No dia 22 de julho, das 19h às 21h30min, a Universidade Feevale promove o curso online A Contribuição do Storytelling para a Inovação. O curso mostrará como o storytelling é usado no mundo dos negócios, aproximando pessoas de produtos e serviços, e na inovação, funciona como ferramenta de inspiração. O link da sala será enviado aos inscritos antes da atividade. As inscrições podem ser realizadas no site: https://bit.ly/36LNJs0.

Fonte: Jornal do Comércio 

Pesquisa revela que mulheres sofrem mais para manter negócios no empreendedorismo brasileiro


Levantamento foi realizado pelo Sebrae

Thais Paim

Apesar do empreendedorismo brasileiro ser majoritariamente feminino, viver do próprio negócio acaba sendo bem mais difícil para as mulheres. Foi isso que a 11ª edição da pesquisa de Impacto da Pandemia do Coronavírus nas Micro e Pequenas Empresas, do Sebrae em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), revelou. 

O estudo apontou que apenas 28% das donas de pequenos negócios conseguiram pagar os gastos do dia a dia com recursos provenientes da própria empresa nos últimos 12 meses. Além disso, 80% delas experimentaram queda de faturamento em 2020. 

No cenário masculino, os resultados são um pouco diferentes.  Os empreendedores homens registram os percentuais de 37% e 78%, respectivamente. E mais: as empresas comandadas por homens são o principal rendimento da família em 81% dos casos, enquanto, entre as mulheres, a proporção é de 68%. 

O presidente do Sebrae, Carlos Melles, diz que a diferença pode ser explicada pelo fato de grande parte das empreendedoras ter de dividir seu tempo entre trabalho, família e casa. “Sobra menos tempo para a gestão do negócio. Houve um crescimento muito grande de mulheres no empreendedorismo por necessidade: ou seja, elas não tiveram muito tempo para se capacitar e planejar. Isso tudo afeta o faturamento da empresa.”

Essas dificuldades fazem com que as mulheres acabem ficando mais aflitas que os homens. A pesquisa revela que 58% das empreendedoras ainda têm dificuldade para manter o negócio, contra 55% entre os homens. Apesar disso, elas são mais otimistas: eles esperam melhora só daqui a 18 meses, mas elas acreditam que a situação vai voltar à normalidade em 17 meses.

Mesmo com as dificuldades, as mulheres não deixam de inovar e de aderir ao comércio eletrônico. Os negócios femininos são mais digitalizados (72%) e 30% deles tem mais da metade do faturamento oriundo das plataformas online. No universo masculino, 64% usam os meios eletrônicos e mais da metade do faturamento vem da internet para 25% deles.

Fonte: CanalTech

Veja como os pratos típicos são oportunidade de negócio durante todo o ano


Senai está oferecendo minicursos on-line 

Thais Paim

Se você está sem uma fonte de renda ou já tem um negócio do setor de alimentos, o São João em casa pode representar uma oportunidade para todo o ano. Em 2020, foi registrado recorde no número de novos Microempreendedores Individuais (MEIs) em cinco anos: 2,6 milhões. Desses, 106 mil são do setor Fornecimento de Alimentos para Consumo Domiciliar, o terceiro setor com maior crescimento em comparação com 2019. 

Pensando em ajudar os empreendedores de todas as regiões do país a se profissionalizarem e não perderem a ocasião, o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) está com minicursos on-line e gratuitos de comidas típicas em uma nova plataforma de capacitação em vídeos, chamada SENAI Play.

Sobre a plataforma 

Além das receitas, o aluno também aprende boas práticas de fabricação e mise en place – etapa importantíssima do preparo, de organização dos ingredientes nas quantidades corretas. Os cursos têm de duas a 19 horas de duração e incluem até um momento de perguntas e respostas para garantir que o futuro chef esteja preparado.

Na lista dos cursos oferecidos na plataforma do SENAI Play, também aparecem ingredientes e pratos dignos de polêmica. Quem nunca entrou em uma discussão “é macaxeira, mandioca ou aipim?”, que também tem o nome de castelinha, uaipi, mandioca-doce, mandioca-mansa, maniva, maniveira, pão-de-pobre, mandioca-brava e mandioca-amarga. E se apresenta como um ingrediente versátil e capaz de render diversos pratos.

O milho, por exemplo, é ingrediente obrigatório no cardápio junino. E tem uma explicação: junho é o mês da colheita de cereal – e quem ajuda nessa missão, garantindo as chuvas no período que antecede, é São Pedro, um dos três santos homenageados no período, ao lado de São João e Santo Antônio. Pamonha, canjica, cuscuz, pipoca, milho cozido e bolo de milho são alguns dos doces e salgados mais consumidos.

Símbolo da cultura nordestina, o forrozeiro Genival Lacerda cantava sobre “o mungunzá bom danado”, uma das iguarias que migrou da região e recebeu outros nomes, como manguzá, mukunza, mucunzá, canjica e chá de burro.

Fonte: Portal da Indústria 

Conheça a história da mulher empreendedora mais jovem do setor varejista da BA


Na contramão de um mercado majoritariamente masculino, Daniela Lacerda se destaca 

Thais Paim

Dados da última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC), realizada pelo IBGE, revelam que cerca de 9,3 milhões de mulheres estão à frente de negócios no Brasil. Apesar dos resultados, a luta por uma maior representatividade das mulheres no empreendedorismo segue sendo uma importante aliada na busca por igualdade social e mais espaço no mercado de trabalho. 

Na Bahia, Daniela Lacerda, 29 anos, vem caminhando na contramão de um mercado que possui uma maioria masculina e acaba de se tornar a mulher mais jovem do setor varejista alimentício, de acordo com a Associação Baiana de Supermercados (ABASE).

A empreendedora Dani Lacerda. Foto: Taila Silva

História de sucesso 

Ceo da rede Corujão, localizada em Feira de Santana, a empresária possui BA em Gestão de Empreendedorismo e Pessoas e graduação em Direito pela UNIFAN. A empresária revelou as dificuldades de ocupar um lugar de liderança em um ambiente majoritariamente masculino. “No meu âmbito profissional, lido com muitos homens que, por eu ser mulher, mãe e casada, diversas vezes questionam a minha competência e capacidade de gerir grandes negócios”, revela. 

Lacerda conta que em sua trajetória profissional, percebeu que o empreendedorismo despertava a sua atenção ao enxergar o quão longe conseguiria ir e quantas transformações poderiam se realizar na sociedade. “O empreendedorismo com propósito sempre foi meu alvo. Não enxergar apenas números, mas o sucesso e a possibilidade da construção de negócios, apostando em sustentabilidade, geração de empregos e crescimento socioeducativo está na minha história”. 

A história de Dani, assim como de muitas empreendedoras, começou de maneira informal, como “sacoleira”, e em menos de um ano conquistou o faturamento de 100 mil reais, vendendo roupas e acessórios. “Sempre busquei diferencial no que proponho ao consumidor/cliente, e nesse período já fazia importação de vestidos de bandagem, que na época era uma grande tendência com escassez no mercado local”, explica. 

Filha de uma dona de casa e de um comerciante com berço no sertão, ela conta que o reconhecimento pela ABASE lhe proporciona novos desafios.  “No cenário supermercadista, o meu destaque como mulher mais jovem à frente do setor foi realmente sensacional. Saber que sou relevante em um ramo ainda tão voltado para o público masculino, com certeza me impulsiona a abrir ainda mais frentes de trabalho para que outras mulheres se sintam encorajadas e motivadas”, finaliza.

Programa incentiva a valorização da pele da tilápia e ao couro do Sertão


A Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco (Seteq), em parceria com o SEBRAE e a Prefeitura de Petrolândia, concluíram, nesta quinta-feira (10), a última etapa do programa sertanejo que incentivou a produção e a comercialização de produtos derivados da cadeia produtiva da ovinocaprinocultura e da tilápia do Estado: o Valorizando a Pele.

O evento restrito se realizou no município de Petrolândia, a 404 quilômetros do Recife. O projeto beneficiou diretamente 28 empreendimentos e indiretamente 140 pessoas, entre artesãos e pequenos fabricantes de calçados, que se profissionalizaram desde a confecção à venda de produtos derivados do couro.

A cerimônia restrita ocorreu num espaço aberto e ventilado, no Centro de Informações Turísticas de Petrolândia, com a presença do secretário do Trabalho, Emprego e Qualificação, Alberes Lopes, da gerente de empreendedorismo da Seteq, Irenilda Magalhães, e do chefe de gabinete da SETEQ, Roberto Galvão. Entre outros nomes, também estiveram na cidade, a diretora técnica do Sebrae, Adriana Corte Real, o gerente regional do Sebrae, José Henrique, a diretora de administração e finanças do Sebrae, Roberta Correia, e o secretário de Desenvolvimento Econômico municipal, Marcos Rogério Viana.

Fotos: divulgação
Fotos: divulgação

Os municípios que participaram desse programa foram Petrolândia, Floresta e Tacaratu, todos no Sertão. Os participantes do Valorizando a Pele aprenderam a aperfeiçoar, aprimorar, comercializar e inovar seus produtos, fortalecendo a cultura do couro, seja ela do bode ou da tilápia. De acordo com o secretário Alberes Lopes, o projeto coloca mais uma vez o Sertão na vitrine, mostra o potencial da região, incentiva o emprego e os empreendimentos locais.

Os artesãos participaram de cursos, palestras e oficinas e, nesta fase final, também puderam receber uma consultoria do SENAI de “Assistência Técnica em Design e Desenvolvimento de Novos Produtos”.

A PARCERIA – De acordo com o secretário de Desenvolvimento Econômico municipal, Marcos Rogério Viana, a parceria entre o Governo do Estado, a prefeitura e o Sebrae foi um grande diferencial. “O Sebrae ousou em sair na frente, transformando o que é analógico em digital. Para nós é um espelho”, disse Viana, mencionando todas as etapas do projeto, que envolveu a inclusão digital dos artesãos.

Para Henrique Malaquias, do Sebrae, a parceria foi essencial. “Tudo isso só acontece porque a Secretaria do Trabalho chega a ser um grande parceiro do Sebrae. A Secretaria entendeu o processo, interagiu e foi o elo fundamental do processo produtivo do Valorizando a Pele”, destacou o gerente regional.

Itabuna: parceria entre SEBRAE e SME disponibiliza plataforma EAD com cursos gratuitos para gestores, professores e alunos


Através de uma parceria firmada com a Secretaria Municipal de Educação (SME), o Sebrae, está disponibilizando nesse período de Pandemia e paralisação nas escolas, uma plataforma de cursos EAD de capacitação para gestores, professores e alunos do ensino fundamental l e II.

De acordo com a consultora credenciada do Programa Nacional de Educação Empreendedora do SEBRAE , Josane Moreno, o objetivo é capacitar e aprimorar ainda mais o público em questão ofertando conteúdos gratuitos de diversas áreas, com destaque para os que contemplam a educação empreendedora, um dos eixos do Programa Cidades Empreendedoras.
Exemplo disso, é o curso “JEPP – Jovens Empreendedores Primeiros Passos para Fundamental 1 e 2 que aborda noções de gestão e características do comportamento empreendedor. “São cursos de fácil acesso que possuem duração de até 25 horas e dão direito a certificado” destacou. A consultora salienta ainda que todos os cursos têm o prazo de 30 dias para serem concluídos, a partir da data de inscrição.

Os interessados podem se inscrever através do link: http://educacaoempreendedoraead.sebrae.com.br

Encontro em Ilhéus promove boas práticas


O objetivo é disseminar boas práticas da gestão fiscal municipal e criar uma rede de troca entre municípios da região Sul da Bahia. Esta é a proposta da Oficina de Boas Práticas – Melhoria do Equilíbrio Fiscal Municipal, que será realizada nos próximos dias 6 e 7, das 9 às 17hs, no auditório do Sebrae. O evento é destinado à apresentação de boas práticas em desenvolvimento nos municípios da região, em parceria com a empresa Mouve Brasil, além de um momento prático de oficina com técnicos, secretários e prefeitos para elaboração de um Plano de Ação para a Melhoria Fiscal.

De acordo com a gestora do projeto na Bahia, Anna Deniz, na oficina, todos os municípios presentes receberão um diagnóstico da situação fiscal local personalizado pela Mouve e poderão elaborar soluções para problemas de arrecadação e otimização de despesas. “Os municípios possuem muitas questões em comum e soluções compartilhadas que podem ser aplicadas para que eles possam prosperar no equilíbrio financeiro”, destacou Anna.

O evento é uma realização em conjunto com a Associação dos Municípios do Sul, Extremo Sul e Sudoeste Baiano – Amurc, que investe na troca de experiência exitosas entre os municípios, realçando as melhores práticas de cada um. Além da Amurc, a Oficina de Boas Práticas é uma realização em parceria com o Sebrae e o Instituto Arapyaú.

Fempe realiza o Seminário para Micro e Pequenas Empresas


O Fórum Estadual das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte de Pernambuco (Fempe), por meio do grupo de trabalho de Inovação, realiza o Seminário de Acesso a Recursos de Inovação para Micro e Pequenas Empresas, no Centro de Educação Empresarial do Sebrae. O evento acontece na quinta-feira (18/4), às 8h30, na sede do Sebrae, localizado na Rua Tabaiares, nº 360, Ilha do Retiro.

Presidido pela Secretaria da Micro e Pequena Empresa, Trabalho e Qualificação do Governo de Pernambuco (Sempetq), o Fempe tem como uma de suas missões propor e acompanhar a implementação das políticas de apoio e fomento às micro e pequenas empresas de Pernambuco, integrando órgãos governamentais e entidades de apoio e de representação que atuem no segmento.

O seminário é promovido em uma parceria entre a Sempetq, a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação de Pernambuco (SECTI), a Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco (Facepe) e com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). O objetivo do encontro é apresentar como as micro e pequenas empresas podem acessar recursos financeiros para projetos de pesquisas, desenvolvimento e inovação e detalhar sobre o edital lançado pela Facepe, com esclarecimentos de dúvidas.

O evento é aberto ao público empreendedor e instituições. As vagas são limitadas. As inscrições e outras informações devem ser feitas através do link: HTTPS://goo.gl/Ezoqi4.

 

Ilhéus: melhor resultado na Bahia para as micro e pequenas empresas


Ilhéus já tem o que comemorar! O município foi a Regional com o melhor resultado para as Micro e Pequenas Empresas (MPE), com abertura de 121 novos postos de trabalho, aponta o relatório. Ao comemorar os números, o prefeito de Ilhéus, Mário Alexandre, destacou que a cidade tem desenvolvido ações de apoio e orientação aos empreendedores para a melhoria no comércio da cidade. Para ele, a evolução para microempresa tem sido uma forte tendência, mesmo em meio as dificuldades. “A grande maioria dos microempreendedores demonstra que quer crescer, faturar mais e expandir seus negócios. Essa ascensão empresarial é muito positiva não só para esses empreendedores, mas para a economia como um todo”, destaca Alexandre.

A Prefeitura, em parceira com o Sebrae, ampliou o espaço destinado para o atendimento dos empreendedores de Ilhéus. Trata-se da Sala do Empreendedor, antes denominado de Balcão. Um ambiente que oferece conforto, tecnologia e uma diversidade de serviços ao público. Do outro lado da cidade, a secretaria municipal de Indústria e Comércio (Sedic), promove os mutirões itinerantes nos bairros. No posto de referência, os profissionais preenchem a Declaração Anual do Microempreendedor (DAM) e ainda contam com os serviços de atualização de cadastro e abertura de novas pequenas empresas.

Em consideração ao levantamento feito pela Receita Federal em todo o sul da Bahia, o município de Ilhéus foi o que teve o menor percentual de Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJs) e MEIs cancelados este ano. Dos 6.509 trabalhadores formalizados no município, apenas 277 perderam a condição de microempreendedor, o que representa um índice de 4,08 por cento. O vizinho município de Itabuna, por exemplo, atingiu o índice 11,72 por cento, enquanto que Arataca registrou o maior índice de cancelamento, com 30,47 por cento, segundo levantamento do Sebrae.

Sebrae lança artesanatos com selo de indicação geográfica


Artesanatos de oito regiões brasileiras que receberam os primeiros selos de indicação geográfica (IG) do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) podem ser vistos gratuitamente pelo público na exposição Feito Aqui, aberta esta semana no Centro Sebrae de Referência do Artesanato Brasileiro (Crab), na Praça Tiradentes, região central do Rio de Janeiro. A mostra permanecerá aberta até 18 de novembro.

A coordenadora do projeto de Indicações Geográficas do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae Nacional), Hulda Giesbrecht, ressaltou que a indicação geográfica traz um diferencial e torna o produto mais competitivo.

“O produto recebe o selo porque é produzido de acordo com uma descrição, com um regulamento de uso. Além de vir daquela região, ele tem uma qualidade específica que o diferencia dos demais produtos da mesma natureza que, às vezes, também são fabricados na mesma região”, explicou Hulda. Ao destacar essa qualidade, acrescentou Hulda, a indicação geográfica agrega valor, aumenta a competitividade do produto e traz desenvolvimento à região.

Seleção

Segundo Hulda, a seleção dos produtos artesanais que poderiam ser protegidos pelo selo de IG foi um movimento natural. O Sebrae divulgou o conceito de indicação geográfica, as regiões com produtos representativos procuraram o órgão. “A partir daí, o que nós fizemos foi aplicar um diagnóstico para verificar se as regiões atendem os critérios colocados pelo INPI”, disse.

Rio de Janeiro - A exposição Feito Aqui apresenta oito produtos de artesanato com o selo de Indicação Geográfica (IG), concedida pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), no Centro Sebrae de Referência do Artesanato Brasileiro(CRAB), no Rio (Tânia Rêgo/Agência Brasil)
A exposição Feito Aqui, no Rio  Fotos: Tânia Rêgo

Identificado o potencial das regiões, o Sebrae orientou os artesãos sobre o processo, ensinando-os a obter os documentos necessários, a levantar evidências, a descrever corretamente os produtos e a medir a qualidade deles. “A gente ajuda nesse processo até levar ao INPI, que analisa a documentação e faz o reconhecimento”. Hulda reforçou que outras regiões com artesanato típico podem pedir apoio do Sebrae para obterem a classificação.

Atualmente, 55 produtos brasileiros receberam o selo de indicação geográfica do INPI, entre os quais café, queijo, cachaça, frutas e, de artesanato, os oito produtos que a exposição Feito Aqui apresenta.

Peças

A mostra reúne artesanato em capim dourado da Região do Jalapão, no Tocantins, primeiro produto artesanal a receber o selo de IG do INPI, em agosto de 2011; panelas de barro de Goiabeiras (ES), primeiro bem cultural registrado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) como patrimônio imaterial em 2002 e que conquistou o selo de IG do INPI em outubro de 2011, e peças artesanais em estanho de São João del Rei (MG), que obtiveram o selo de IG em fevereiro de 2012.

Os demais produtos com identificação geográfica são opalas preciosas e joias artesanais de Pedro II (PI), com selo obtido em abril de 2012; têxteis em algodão colorido de Campina Grande (PB), com selo concedido em outubro de 2012; renda irlandesa da região de Divina Pastora (SE), com certificação concedida em dezembro de 2012; renda renascença do Cariri Paraibano (PB), que ganhou o selo em setembro de 2013, e bordado filé da Região das Lagoas Mundaú–Manguaba (AL), com selo obtido em abril de 2016.