Veja o que muda nas indenizações do seguro DPVAT e como solicitar


Nova gestão traz mudanças nos formatos de solicitações e pagamentos

Thais Paim

A novidade é que a Caixa Econômica Federal assumiu em 2021 a gestão dos recursos e pagamentos das indenizações do DPVAT (Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre (DPVAT) e com isso, algumas alterações foram necessárias. 

Para quem não sabe, o seguro DPVAT foi criado há quase 50 anos com o objetivo de indenizar cidadãos envolvidos em acidentes de trânsito, sejam eles motoristas, passageiros ou pedestres.

Após a alteração de gestão, o seguro passa por modificações nos formatos de solicitações e pagamentos das indenizações. Vale lembrar, que embora o pagamento do DPVAT esteja suspenso em 2021, o seguro continua existindo e funcionando. 

Entenda como funciona o DPVAT e o que muda para 2021: 

Quem tem direito?

Qualquer vítima de acidente de trânsito envolvendo veículos automotores (carros, motos, ônibus e caminhões), sejam motoristas, passageiros ou pedestres, e seus beneficiários. As indenizações são pagas independentemente da apuração de culpados e do reconhecimento do veículo.

São cobertos casos de morte, invalidez permanente total ou parcial, e reembolso de despesas médicas e hospitalares da rede privada por danos físicos causados pelos acidentes de trânsito.

Qual o valor das indenizações?

R$ 13.500 em caso de morte;

até R$ 13.500 em caso de invalidez permanente, variando conforme a lesão da vítima (100% para total; 75% para as perdas de repercussão intensa; 50% para as de média repercussão; 25% para as de leve repercussão);

até R$ 2.700, considerando os valores gastos pela vítima em seu tratamento.

Como solicitar e receber a indenização?

Depende da data em que o sinistro ocorreu. Todas as indenizações são pagas individualmente, sem importar quantas vítimas se envolveram no acidente, e os pedidos devem ser feitos em até 3 anos a partir do diagnóstico.

Acidentes ocorridos até 2020

Caso o acidente tenha acontecido até o dia 31 de dezembro de 2020, a solicitação deve ser feita à Seguradora Líder, antiga responsável pelo DPVAT. O processo pode ser realizado pelo aplicativo Seguro DPVAT, pela central telefônica da seguradora ou em um dos pontos físicos de atendimento. Neste caso, o pagamento é feito diretamente na conta corrente ou poupança do beneficiário em até 30 dias após a aprovação do pedido.

Veja os canais no link https://www.seguradoralider.com.br/.

Acidentes ocorridos a partir de janeiro de 2021

Para acidentes ocorridos a partir do dia 1º de janeiro de 2021, os pedidos deverão ser feitos nas agências da Caixa, mediante a apresentação de toda a documentação requerida por lei. Um aplicativo, chamado de App DPVAT, deve ser lançado em breve.

Sob responsabilidade da Caixa, o pagamento será feito em até 30 dias após a aprovação da solicitação, em uma Conta Poupança Social Digital da Caixa, no aplicativo Caixa Tem. Caso o beneficiário não possua este tipo de conta, o banco afirmou que fará a abertura gratuitamente.

A Caixa lançou uma página sobre o DPVAT, para tirar dúvida dos beneficiários, e também disponibilizará o telefone 0800 726 0207. Qualquer informação que não esteja constando aqui, pode ser consultada através dos canais informados. 

Mais detalhes sobre as informações que devem constar em documentações e relatórios, além de possíveis variações pela diferença de cobertura pelas instituições, podem ser consultados nos sites da Seguradora Líder e da Caixa.

Reitoria da UFBA promete reforçar segurança do campus


A falta de iluminação e a insegurança fazem com que a estudante Mariana Mascarenhas, de 19 anos, entre ligeiro no carro toda vez que suas aulas noturnas do bacharelado interdisciplinar de saúde chegam ao fim no campus de Ondina da Universidade Federal da Bahia.

“Não posso parar, já saio correndo, porque o estacionamento é escuro e a gente fica com medo de assaltos”, conta ela, reclamando da livre circulação de não alunos no pavilhão de aulas.

UFBA Foto: Margarida Neide
UFBA               Foto: Margarida Neide

 

A sensação de medo pela qual Mariana passa atinge também a estudante Stephanie Luyse, 23, do curso de medicina veterinária.

Ela lembra que a reivindicação de segurança pessoal para a comunidade acadêmica é histórica, já que a Ufba só oferece proteção patrimonial em seus campi.

“O que podemos fazer é evitar os locais onde sabemos que não tem iluminação, como a Politécnica, no bairro da Federação e o Instituto de Química, em Ondina”, afirma a estudante.

Reforço

Justamente por causa desses relatos, a Reitoria da Ufba informou esta semana a estudantes, funcionários e professores que colocará em prática um conjunto de medidas para reforçar a segurança da comunidade acadêmica. As ações, segundo comunicado da universidade, serão conduzidas por uma força-tarefa da Pró-Reitoria de Administração e da Superintendência de Meio Ambiente e Infraestrutura.

Entre as medidas estão a intensificação das rondas em motocicletas, o reforço e a manutenção da iluminação dos pavilhões e a instalação de guaritas nos campi de Ondina, Canela e São Lázaro. A Ufba solicitou, ainda, o aumento da patrulha da Polícia Militar e da Polícia Civil nas áreas externas da universidade, onde ocorrências de assalto aumentam.

Em nota, a PM informou à equipe de A TARDE que o policiamento da área externa dos campi é realizado pela 11ª CIPM (faculdades de Administração, Direito e Educação) e pelo 18º Batalhão (Faculdade de Medicina e Hospital das Clínicas).

“Com o retorno das aulas, a 11ª CIPM disponibilizou uma viatura para reforçar a segurança nos horários de entrada e saída, enquanto o 18º Batalhão intensificou as rondas no local”, diz comunicado do órgão.

A pós-graduanda em ciências sociais Rutte Andrade, 31, afirma que a principal necessidade dos campi é o controle do acesso. Ela considera o local seguro, mas se incomoda com a falta de identificação dos transeuntes nas portarias. “Aqui é tranquilo, já estive à noite, mas não há identificação de quem entra e sai”, afirma.