Estudos mostram que as ameaças virtuais aumentaram bastante


Só no ano passado o vazamento de CPFs e cartões internacionais e internacionais cresceram exponencialmente

Julia Vitoria

Dados da Apura Cybersecurity Intelligence, empresa especializada em segurança digital mostram uma alta nas ameaças eletrônicas em relação ao ano passado, isso aconteceu pelo uso intenso da internet durante a pandemia e acabou subentendido no número de fraudes. Em 2021 os usuários deverão ficar atentos por causa do 5g e do pix. Um relatório das empresas mostrou que em 2020 o número se CPFs e cartões de créditos vazados tiveram uma aumento considerável, senhas e credenciais de acessos também estão nesta lista, a pesquisa vasculha todos os dados da internet para chegar a uma conclusão.

Uma das grandes preocupações deste ano é sobre a implantação do pix e do do 5g que terá um impacto mundial, com isso o aumento de pessoas e dispositivos conectados aumentam e isso pode gerar mais ameaças virtuais. Os hackers usam  para formação de botnets, redes de dispositivos “zumbis” usadas para ataques de sobrecarga é uma tecnologia vulnerável. Esse equipamento foi implantado no Brasil, EUA e Nova Zelândia para dar uma estabilidade no serviços do TSE.

O diretor de operações da Apura Maurício Paranhos a relação do PIX é a mesma da pandemia com mais gente conectada mais chances de fraudes e eles estão de olho nos grupos que cometem esse delito. Brasil foi consolidado como um dos países com mais ocorrência de phishing no mundo, o golpe implica em enganar as pessoas para que elas revelem seus dados confidenciais como senhas números de cartão de crédito entre outros, esse tipos de golpes costuma  chegar através de emails e links de sites falsos.

O Brasil se tornou um alvo no ano passado dos ataques com alta repercussão contra TSE, Superior Tribunal de Justiça (STJ), Embraer e outros órgãos, o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência e órgãos públicos cresceram em relação a 2019. Com altos lucros  para cibercriminosos, os ataques causam grandes transtornos aos usuários da internet, de acordo com a Apurar esses cibercriminosos tiveram um lucro de mais de um bilhão de dólares só em 2020.

No início de novembro, um  ataque de hacker paralisou o julgamento de pelo  menos 12 mil processos do Supremo Tribunal de Justiça durante uma semana, dados e processos sigilosos foram acessados pelos criminosos eles pediram um resgate para devolver  dados, e foi  considerado o pior ataque cibernético  uma instituição pública brasileira, mas esses crimes não passam de um ano de detenção. A informações sobre os impactos sofridos só serão reveladas após a conclusão do inquérito.

Secretário da SSP/BA é afastado pelo STJ


Operação Faroeste foi deflagrada nesta segunda-feira (14)

Thais Paim

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou o afastamento do secretário de Segurança Pública da Bahia, Maurício Barbosa, por um ano. Além de não exercer mais suas funções, ele está proibido de frequentar as dependências da pasta e de se comunicar com funcionários do órgão.

As fases 6ª e 7ª da Operação Faroeste foram deflagradas nesta segunda-feira pela Polícia Federal. O secretário foi alvo de mandados de busca e apreensão durante a manhã de hoje. Delegado licenciado da PF, Barbosa recebeu a visita de seus colegas de corporação em sua casa e no seu gabinete na SSP. 

Além do secretário, a delegada Gabriela Macedo também foi afastada das funções, chefe de gabinete do secretário. O motivo seria a suspeita de que ela teria vazado informações sigilosas antes de operações policiais que tinham como alvos investigados na Faroeste. 

Secretário de Segurança Pública da Bahia, afastado por um ano, Maurício Barbosa. Foto: divulgação

De acordo com as informações, um dos beneficiados por ela foi o quase cônsul da Guiné-Bissau Adailton Maturino, considerado chefe do esquema de venda de sentenças no Judiciário baiano, desbaratado pela Faroeste. 

Outra acusação sobre Gabriela é a de que ela seria responsável pelo transporte de joias de Carlos Rodeiro, também alvo das investigações.

O joalheiro, conhecido da alta sociedade baiana, é suspeito de auxiliar a ex-presidente do Tribunal de Justiça da Bahia, desembargadora Maria do Socorro Barreto Santiago, no crime de lavagem de dinheiro, por meio da venda de joias para ela. 

Novas fases da operação apuram se Barbosa e Gabriela atuariam na “blindagem institucional” do esquema de venda de sentenças para tentar proteger investigados. O objetivo é a desarticulação de possível esquema criminoso voltado à venda de decisões judiciais por juízes e desembargadores do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (TJ-BA).