Novo trailer do ‘O Esquadrão Suicida’ coloca Superman na UTI; entenda a referência


Fãs repercutem revelações da trama 

Thais Paim

Os fãs de Esquadrão Suicida tiveram motivos para comemorar, nesta terça-feira (22), já que um trailer inédito da trama foi lançado. Além de alguns detalhes sobre a história, a prévia também revelou uma curiosa ligação entre Sanguinário, o vilão vivido por Idris Elba, e o Superman.

Nos segundos iniciais do trailer, Amanda Waller (Viola Davis) afirma que o criminoso está preso após mandar o Homem de Aço para a UTI com uma bala de kryptonita. Além de revelar uma surpreendente conexão entre o personagem e o herói vivido por Henry Cavill, esse momento faz uma referência direta às HQs.

O Sanguinário apareceu pela primeira vez na HQ Superman #4. Escrita e desenhada por John Byrne, a história apresentou o vilão como alter-ego de Robert DuBois, um habilidoso atirador que atacou a população de Metrópolis. Ao chamar a atenção do Superman, o mercenário atira no herói com uma bala de kryptonita e só não o mata pois Jimmy Olsen surge no último segundo.

Relação entre Sanguinário e Superman: confronto 

O trailer de O Esquadrão Suicida trouxe sequelas mais severas em Kal-El do que as indicadas nos quadrinhos. Apesar de passar por uma delicada operação, o herói não chega a ficar internado em uma UTI e logo parte em busca de DuBois, que parecia motivado a promover caos na cidade. 

 A revelação de que Robert não é veterano, pois fugiu do alistamento e sua real motivação é a culpa que sente por seu irmão ter ido à guerra em seu lugar, é feita no segundo confronto. Com isso, ainda não se sabe se o Sanguinário de Idris Elba terá uma motivação similar, com ligações à Guerra do Vietnã.

 A prévia mostra que o vilão tem uma forte ligação com sua filha e, portanto, indica uma nova origem para o personagem nos cinemas.

Com direção de James Gunn, O Esquadrão Suicida tem estreia prevista para 5 de agosto de 2021 no Brasil.

Stan Lee tinham um personagem favorito na DC? Confira


Criador acreditava que poderia aproveitar melhor personagem da concorrência

Thais Paim

Para os fãs pode até parecer absurdo, mas mesmo o nome de Stan Lee sendo sinônimo de Marvel, nem por isso o homem por trás da Casa das Ideias deixava de apreciar os heróis da DC.

Mesmo sendo criador dos Vingadores, do Homem-Aranha e de tantos personagens icônicos, ele também tinha seu próprio personagem favorito da “Distinta Concorrência”, inclusive acreditando que ele deveria pertencer à Marvel, que poderia aproveitá-lo melhor.

Se você achou que a preferência de Stan Lee seria por um dos “medalhões” da DC, está enganado.

História e afinidade

Mas afinal de contas, quem seria esse personagem? Nada de Batman, Superman, ou Mulher-Maravilha, o favorito de Lee na DC era ninguém menos do que o Lobo, o último czarniano.

Se você ficou surpreso, vale lembrar que essa opinião foi dada pelo lendário quadrinista em uma sessão de perguntas e respostas feita por ele no Reddit em 2008.

Ele também repetiu a informação em um evento, em 2016, onde deu mais declarações sobre o personagem, lembrado por seu perfil anti-heroico e violento ao extremo, apesar de confundi-lo com um humano.

“Eu pensava que ele era um personagem que deveria ser da Marvel. Ele era o pior ser humano na Terra e era tão vil e mau, forte e feio, e eu o amava! Mas ele pertencia à DC. Eles nunca souberam o que fazer com ele”, disse Lee, segundo o site ComicBook.

O Lobo

Para quem não conhece, o Lobo é um dos personagens mais amados da DC, principalmente pelas histórias descompromissadas, violentas e extremamente divertidas.

Os seus criadores foram Roger Slifer e Keith Giffen e teve sua primeira aparição nos quadrinhos em 1983. Dentre as suas habilidades estão: superforça, superinteligência e um fator de cura altíssimo, sendo essencialmente imortal.

Personagem totalmente caótico, ele é o último membro da raça dos czarnianos, simplesmente pelo fato de que ele matou todos os outros e destruiu o planeta Czarnia, motivado por pura diversão.

O Lobo viaja pelo universo como um caçador de recompensas, às vezes atuando como vilão, as vezes ao lado dos heróis, mas sempre por interesses próprios.

Fora dos quadrinhos, ele já apareceu em animações e sua única versão oficial em live-action foi na segunda temporada da série Krypton, interpretado por Emmett J. Scanlan.

A nova Mulher Maravilha é brasileira e inspirada em uma atriz cearense


A DC anunciou recentemente que a nova Mulher Maravilha seria brasileira. A personagem se chama Yara Flor e foi inspirada na

Atriz Suyane Moreira, inspiração para a nova Mulher Maravilha. Foto: divulgação.
Atriz Suyane Moreira, inspiração para a nova Mulher Maravilha. Foto: divulgação.

modelo e atriz cearense Suyane Moreira. A informação foi descoberta após o fã Marcus Lucon entrar em contato com autora Joelle Jones via Instagram, em que agradeceu a quadrinista e comentou a semelhança entre Yara Flor e a modelo. A autora, por sua vez, confirmou a comparação: “Isso é bem legal! Na verdade, eu a usei como ponto de referência para o design de Yara!”

Como parte da linha DC Future Slate, a brasileira Yara Flor, da Amazônia, assumirá o manto da heroína. Além disso, ela também se juntará com uma nova versão do Superman, que será o filho de Clark Kent.

HQs continuam a encantar brasileiros


O tempo passa, mas algumas coisas não mudam. A paixão do brasileiro por histórias em quadrinhos, por exemplo, é uma delas.  Esse passatempo possui mais de 18,3 milhões de leitores ativos no Brasil. Quem revela é o Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (IBOPE). Mas, quem são esses mestres das HQs em nosso país? Saiba as razões lendo a reportagem abaixo.

O mundo dos quadrinhos é mesmo envolvente. Poucos de nós nunca embarcou numa viagem alucinante lendo as aventuras dos Vingadores, Liga da Justiça (Super Amigos para os maiores de 35 anos), Batman, Super Homem e X Men. Claro que tem os que preferem a Turma da Mônica, Tio Patinhas, Mickey Mouse, Mangás etc.

Neicy Velloso Foto: divulgação
Neicy Velloso Foto: divulgação

Os alunos da Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação (Esamc) de São Paulo realizaram um estudo bastante interessante sobre os leitores de brasileiros de histórias em quadrinhos (HQ). Segundo a pesquisa, 85% desse público é masculino, a maioria já completou o Ensino Médio (52%), outros 25% possuem formação universitária e 3,7% possuem ou fazem pós-graduação. Outro detalhe que chama atenção é, 61% dos leitores preocupam-se com o português das revistinhas. E, 8,1% começaram a ler os gibis como parte do processo de alfabetização, e 19,2% foram influenciados por desenhos animados e filmes. Estes dados foram colhidos e analisados pelos alunos Adriana Mesquita, Fernanda Segala, Francisco Lima, Maria Carolina Giacomelli e Rodolfo Scachetti, do curso de Comunicação Social.

A verdade é que os HQs agradam pessoas de idades variadas. A estudante Milene Kelly Avelar Santos admite que lê os gibis desde muito pequena. “Prefiro os da Turma da Mônica, pois vejo os desenhos desde pequena e acho muito engraçado”, justifica.

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José Wilson Magalhães   Fotos: divulgação

O personal Trainer, Neicy Velloso não esconde que é grande apreciador das HQ da Marvel e DC Comics. “Leio desde os seis anos de idade e sou fã do trabalho de Stan Lee, John Bucena e Jack Kirb”, derrete-se ele que também desenha nas horas vagas.

Às vezes não nos damos conta, mas o Brasil está muito bem servido de talentos no mercado dos quadrinhos.  O arte-finalista e professor de Arte Final, José Wilson Magalhães é um deles. Prestes a completar 29 anos de carreira, o profissional iniciou no estúdio Ely Barbosa.  “Comecei trabalhando numa fotocopiadora (máquina de xerox), e ali fui aprendendo como se produzia quadrinhos, aprendi letras, arte-final, cor, desenho, roteiro. Acabei optando por arte-final e me especializei, depois fui para a Editora Abril, redação Disney, onde até hoje faço trabalhos como freelancer”, conta ele, que fez arte-final de super-heróis para os Estados Unidos, ilustrações de livros didáticos para diversas editoras, livros infantis em parceria com o autor Luiz Carlos Sales, da Contos e Encantos Editora. Atualmente, Magalhães ensina desenho a nanquim em escolas de arte e centros culturais.

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Marcio Fiorito

O carioca Márcio Fiorito não iniciou sua carreira como desenhista.  “Para mim, tudo relacionado a quadrinhos era apenas um hobby, uma diversão, coisa de criança mesmo. Não era uma carreira viável”, acreditava. Ele se formou em Jornalismo e trabalhou com Publicidade e Marketing. Após  alguns anos, desiludido com o mercado e conhecendo mais sobre os bastidores dos quadrinhos, Fiorito resolveu trocar de carreira e realizar um sonho de infância. “Virei ilustrador de livros e passei alguns anos trabalhando apenas com isso, até decidir tentar a sorte nos quadrinhos. De lá pra cá (pelos idos de 2006) me tornei quadrinista “full-time” e sigo fazendo trabalhos para várias editoras estrangeiras”, conta com orgulho.

Veja também: O mundo das HQs exige empenho e dedicação

O colorista Carlos Lopez afirma que sempre laborou com arte, “já trabalhei em gráficas e agencias de publicidade” declara. A oportunidade de colorir uma HQ surgiu por volta de 2005 e, desde então, o profissional tem atuado como colorista. Lopez atua no mercado americano de quadrinhos desde 2006. Ele já trabalhou em várias editoras desde as menores até as maiores, e desde 2014 trabalha com a Marvel Comics. “Já colori personagens como Hulk, Homem de Ferro, Capitão América entre outros”, revela.

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Carlos Lopez

Formado em Design (Programação Visual e Projeto de Produto), Rafael Oliveira sempre direcionou sua carreira para ilustração e quadrinhos. Segundo ele, desde quando era criança ficava copiando os desenhos das hqs e sonhava em trabalhar como quadrinista. Mas só em 2013, quando publicou suas  primeiras hqs que resolveu se dedicar fortemente ao universo dos quadrinhos. Oliveira trabalhou como designer gráfico no Jornal da Cidade, em Bauru, onde fazia peças gráficas para serem publicadas, algumas ilustrações e hqs para o caderno infantil. “Trabalhando no jornal tive que aprender a ser rápido para desenvolver as ilustrações e isso me ajuda até hoje”, avalia. Desde 2015, o design atua como ilustrador freelancer e quadrinista. Entre um job e outro, procuro desenvolver algum projeto autoral de quadrinhos. Tenho como meta pessoal publicar um novo trabalho autoral a cada ano.

Publicados em 2013, “O Pagamento” e “Esperança” são os primeiros quadrinhos autorais de Oliveira. Em 2014, foi a vez de “A Busca”, junto com o coletivo Red Door HQs, “Feira Livre” e “Red Door HQs – Vol. 1”. Também em 2014, em parceria com o amigo e roteirista Alex Mir, ocorreu a participação no hq “Clássicos Revisitados – Monstros Noir”, com a história Capelobo, lançado pela editora Quadrinhópole.  No ano de 2015,  “Momentos” e, novamente junto ao coletivo, publicamos “Red Door HQs – Vol. 2”. “Para esse ano, estou envolvido em alguns projetos e trabalhando no roteiro da minha próxima hq”, adianta Oliveira.

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Rafael Lopes

Apaixonado pelos Cavaleiros do Zodíaco, Elyan Lopes (nome artístico de Elenildo Lopes) é autor, ator, publicitário e quadrinista. Formado em Produção publicitária propaganda e marketing e atualmente cursando a Faculdade de Artes Cênicas na Casa de Artes Laranjeiras.  “Entrei no ramo das HQs em 2007 lançando o site Meu Herói (www.meuheroi.com.br), que após quatro anos se tornou selo editorial), declara.

Em 2012, Lopes lançou seu primeiro herói ‘o Capitão R.E.D – Distrito de Risco e Emergência’ nas bancas de jornais e lojas do RJ e vizinhanças. Em 2014, ele cria o projeto junto com vários autores chamado: A Ordem que reúne mais de 30 autores, com os maiores heróis e super-heróis brasileiros incluindo o Capitão R.E.D em sua superaventura.  A revista foi lançada no site de financiamento coletivo Catarse, entretanto, a meta estabelecida não foi atingida. Em 2015, o projeto foi reformulado conseguindo enfim seu objetivo.

“Em maio, lançaremos a revista, agora batizada de Protocolo: A Ordem, em um evento simultâneo no RJ e SP. Ela possui 100 páginas coloridas em papel de ótima qualidade em tamanho 16×25.”, revela Lopes e acrescenta “Esse ano ganhamos um prêmio da ABRAHQ – Academia Brasileira de Quadrinhos por Melhor Talento por esse projeto”, orgulha-se.