O dublador Márcio Dondi


A voz dele é conhecida por muitos de vocês que apreciam os documentários dos canais Discovery, Nat Geo, Fox Life e TV Escola. Há também que o reconheça pelas dublagem dos personagens “Ultron, em Os Vingadores – A Era de Ultron”; Teobaldo da Novela do SBT “Coração Indomável”; O imperador  Zarkon em “Voltron – O Defensor do Universo”, “Contratempo em Ben 10”, entre outros. Márcio é graduado em Publicidade e Propaganda e apaixonado pelo que faz. “A dublagem é uma especialidade do ator, somos “atores em dublagem”, declara. Márcio recebeu gentilmente a reportagem do Blog Carvalho News para falar sobre a dublagem e também sua carreira. Boa leitura!
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Márcio Dondi Fotos: divulgação
 
Blog Carvalho News – Por que decidiu se tornar um dublador?
Márcio Dondi – Sempre tive um registro de voz grave, por isso ouvi durante todo início de minha vida, de pessoas de meu círculo de amigos e família, que devia tentar trabalhar com a voz e então minha fascinação pela dublagem veio crescendo e aos 24 anos dei início a minha carreira.
CN – Como foi o início de sua carreira?
 Márcio Dondi – Comecei estudando locução em 1994 e como sempre tive facilidade pra leitura (estudava quando criança, lendo de frente para o espelho como se estivesse de frente para uma platéia), comecei como locutor publicitário em RD/TV.
Em 1999 estudei dublagem pela primeira vez com o ator e dublador já falecido Hamilton Ricardo, depois disso meu amor pela profissão só cresceu, eu ainda não era ator mas fiquei encantado com aquele trabalho, e percebi que era exatamente aquilo que queria de meu futuro, de minha vida, daí não parei mais, tudo que fiz foi direcionado a minha carreira e felizmente tive um bom retorno.
CN – Chegou a fazer algum curso de aprimoramento ou especialização ligado a área de dublagem?
Márcio Dondi – Sim. Não poderia ser diferente.Em primeiro lugar cursei artes cênicas, a dublagem é uma especialidade do ator, somos “atores em dublagem”.Minha profissão de locutor me ajudou muito no teatro, é claro, além de participar também como auxiliar de produção, aprendiz para ser mais claro, também fiz gravações de áudio para várias produções, e só conclui o teatro em 2005.A partir daí comecei  efetivamente meu caminho na dublagem, quando conheci um dos Papas da comunicação, o locutor, narrador e dublador Marcio Seixas.Com Marcio passei dois anos me especializando não só em dublagem, mas também em locução.Marcio Seixas foi o diferencial em minha vida profissional, grande parte do pouco que sei, aprendi com esse sujeito e tenho uma gratidão de vida eterna com ele. Depois disso, já atuando, estudei mais um ano de dublagem com outra doce e competente amiga, a atriz e dubladora Fernanda Crispim, uma das vozes mais doces e gostosas de se ouvir, com quem também aprendi mais um pouquinho e tenho também outra dívida de gratidão.
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CN – Para quais personagens já emprestou sua voz?
Márcio Dondi – Tenho um carinho especial por todos os meus personagens, sempre me dedico a dar o meu melhor para cada um deles, seja no cinema ou na TV, em longas, séries ou novelas, mas alguns sempre marcam mais e ficam na lembrança como por exemplo o vilão ULTRON em “VINGADORES – A ERA DE ULTRON” onde dublei James Spader. O divertido JULIUS na série da FOX “SURVIVOR’S REMORSE” onde dublei o hilário Mike Epps.O correto DEPUTADO AGUSTIM MORALES em “A DITADURA PERFEITA”, um longa da Netflix onde dublei Joaquim Cosío e o sensível TEOBALDO na novela do SBT  “CORAÇÃO INDOMÁVEL” onde dublei Manuel Landeta.
CN – A dublagem brasileira é mesmo uma das melhores do mundo?
Márcio Dondi -Difícil afirmar isso, acho até que seria deselegante com colegas de outros países, e a verdade é que ultimamente temos sido surpreendidos com alguns trabalhos fora do eixo Rio/São Paulo que tem deixado muito a desejar.
CN – Em relação à remuneração: qual é o salário de um dublador iniciante?
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Márcio Dondi – Isso varia de profissional para profissional, dependendo da qualidade do trabalho.
CN – Como você avalia o mercado de dublagem brasileiro, nos dias atuais?
Márcio Dondi – Acho que o otimismo faz parte de minha vida, acredito sempre que estamos e estaremos bem, mas alguns colegas estão muito desapontados com esses “trabalhos” sem qualidade vindos de praças sem nenhum histórico de dublagens, inclusive de fora do país também como Buenos Aires e Miami, o que tem contribuído para algumas críticas bem negativas.
Precisamos que o público se manifeste mais, que reclame, que deixe de assistir a determinada emissora que não se preocupa com a qualidade do serviço oferecido (vendido) aos telespectadores. O manifesto e a opinião pública são fundamentais!
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Imperador Zarkon – Voltron: O Defensor do Universo
CN – Quais os aspectos positivos de atuar como dublador?
Márcio Dondi -Sou suspeito para responder essa questão, porque sou um apaixonado pela minha profissão e estou sempre pronto a dar minha colaboração para condições melhores.
CN – Existe algum aspecto negativo?
Márcio Dondi -Sim. Justamente essa concorrência desleal que mencionei nas respostas anteriores, de trabalhos vindo de praças que não valorizam a qualidade do trabalho artístico, pensam somente na questão financeira e não se preocupam em se gabaritar para oferecer um trabalho digno, que respeite o telespectador. Por tudo isso, pesquisas e entrevistas como a sua, são fundamentais para que o grande público entenda um pouquinho mais de nossa arte, de nossa grande paixão! Muito obrigado a todos, fiquem bem e na paz!

A biônica e a maravilhosa


Momento Retrô (2)

Se você é amante das séries clássicas ou nasceu nos anos de 1970 ou de 1980, com certeza deve se recordar de dois seriados que fizeram muito sucesso. São eles: A Mulher Biônica (The Bionic Woman) e Mulher Maravilha (Wonder Woman), estrelados pelas atrizes norte americanas Lindsay Wagner e Lynda Carter.

A Mulher Biônica foi transmitida originalmente de 14 de janeiro de 1976 a 13 de maio de 1978. Foram 58 episódios divididos em três temporadas. A personagem apareceu pela primeira vez em um especial de 2h no seriado O Homem de Seis Milhões de Dólares (The Six Million Dollar Man).

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Lindsay Wagner e Lynda Carter      Fotos: divulgação

Na história, a noiva de Steve Austin  (Lee Majors) sofre um acidente e Austin convence seu chefe a colocar os implantes biônicos nela também. Seu corpo rejeita, e ela morre na cirurgia de remoção. No entanto, a personagem caiu no gosto do público, o que fez os produtores a criarem um spin-off só dela. A explicação para seu retorno é que ela ficou em animação suspensa até ter seu corpo recuperado, porém sem memória. Assim a personagem pôde ter liberdade de roteiro, sem necessitar do Steve Austin sempre próximo, o que seria impossível se eles ainda fossem noivos.

Já a Mulher Maravilha foi ao ar, originalmente, de 07 de novembro de 1975 a 11 de setembro de 1979. O número total de episódios foi de 59, divididos em três temporadas. A série protagonizada por Lynda Carter, que obteria imenso sucesso, teve início com um longa piloto (“The New Original Wonder Woman”) baseado na primeira história da personagem, passada durante a II Guerra Mundial, mostrando suas origens na Ilha Paraíso, localizada (porém não-cartografada!) no centro do “Triângulo das Bermudas” e habitada pelas amazonas por milênios. As amazonas, refugiadas ali do patriarcalismo da Antiguidade, conservaram consigo os segredos da imortalidade e poderes divinos.

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Lynda e Lindsay atualmente       Foto: divulgação

Ambas as séries fizeram um sucesso estrondoso. E elevando Lynda Carter, que foi ex-Miss América e Lindsay Wagner ao status de estrelas. As atrizes, que se tornaram amigas naquela época, mantém a amizade até hoje. Lynda, com 65 anos, está no seriado Supergirl, interpretando a presidente dos Estados Unidos. Já Lindsay, 67 anos, escreveu alguns livros sobre acupuntura e viaja pelo país fazendo palestras.