Incêndio em alojamento do clube do Flamengo deixa vítimas


Dez mortos e três feridos. Este foi o triste saldo de um incêndio que atingiu o alojamento no centro de treinamento do Flamengo, na zona oeste da cidade do Rio de Janeiro, na madrugada de hoje (8). Equipes de órgãos de segurança pública trabalham no local, conhecido como Ninho do Urubu, que fica no bairro da Vargem Grande. As chamas atingiram principalmente os alojamentos onde dormiam os jogadores de base do time. Os nomes dos mortos ainda não foram divulgados.

O governo do Rio de Janeiro decretou luto de três dias em homenagem às vítimas do incêndio. “Quero manifestar meu mais profundo pesar por essas tragédias e prestar solidariedade às famílias das vítimas. Que Deus os receba e abençoe”, disse o governador.

Witzel determinou uma investigação minuciosa das causas do incêndio e, depois de entrar em contato com a direção do clube, solicitou que o vice-governador Cláudio Castro vá ao Centro de Treinamento do Flamengo para acompanhar os trabalhos das equipes do governo.

O secretário estadual de Esportes, Felipe Bornier, foi um dos primeiros representantes do governo a chegar ao local. “Hoje é um momento muito triste, não apenas para o Flamengo, mas para toda a sociedade carioca”, disse o secretário.

Saldo negativo

Dez atletas morreram e três ficaram feridos, um gravemente. Os feridos estão internados nos hospitais Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, e Pedro II, em Santa Cruz. As chamas atingiram o alojamento dos atletas.

A Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj) cancelou toda a rodada do Campeonato Carioca. Flamengo e Fluminense jogariam amanhã, às 19h, enquanto Vasco e Resende se enfrentariam no domingo, às 17h. Ambos os jogos estavam marcados para o Maracanã pelas semifinais da competição. A Ferj ainda não informou as novas datas.

A secretaria municipal de Saúde do Rio de Janeiro divulgou os nomes dos três atletas feridos no incêndio, que estão internados do Hospital Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca. Jonathan Cruz Ventura, de 15 anos, está em estado gravíssimo, teve 40% do corpo queimado, foi operado e deve ser transferido ainda hoje para o Hospital Pedro II, em Santa Cruz, especializado em queimados.

Cauan Emanuel Gomes Nunes, de 14 anos, e Francisco Diogo Bento Alves, de 15 anos, também estão no Lourenço Cruz, mas serão transferidos para um hospital particular.

Vale promete R$ 100 mil para cada família para quem tem parente morto em rompimento de barragem


A Vale vai repassar R$ 100 mil para cada família que teve um parente morto na tragédia gerada com o rompimento da barragem da mineradora em Brumadinho, nos arredores de Belo Horizonte. As doações serão repassadas a partir de hoje (29). Segundo a empresa, trata-se de doação, e não de indenização. De acordo com o Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, foram confirmadas mais de 65 mortes  em decorrência do rompimento da barragem na Mina Feijão. Outras 292 pessoas estão desaparecidas.

O diretor executivo de Finanças e Relações com Investidores da Vale, Luciano Siani, disse que está assegurado o repasse da compensação financeira para o município de Brumadinho. “A Vale vai compensar o município como se a operação estivesse correndo” , ressaltou.

Acordo garante reparação integral para tragédia de Mariana


O acordo assinado com a mineradora Samarco, suas acionistas e o Poder Público para a recuperação da Bacia do Rio Doce envolve a reparação “integral” dos danos sociais, econômicos e ambientais pela tragédia em Mariana (MG), segundo o Ministério do Meio Ambiente.

A negociação foi fechada na tarde desta quarta-feira (2) com o objetivo de reparar os danos do rompimento, em novembro de 2015, de uma barragem da mineradora no município de Mariana (MG), que causou o maior desastre ambiental da história do país.

As principais ações reparatórias envolvem a recuperação da biodiversidade, o manejo e a dragagem dos rejeitos, o tratamento dos rios e a consolidação de unidades de conservação, por meio da criação de uma Área de Proteção Ambiental da Foz do Rio Doce. De acordo com a pasta, dentre os 18 programas socioambientais, nove serão reparatórios e nove compensatórios.

Equipe de resgate em área tomada pela lama de barragens da Samarco que romperam. 08/11/2015 REUTERS/Ricardo Moraes
Equipe de resgate em área tomada pela lama de barragens da Samarco que romperam.   Foto: REUTERS/Ricardo Moraes

 

Durante 15 anos, uma fundação privada vai gerir cerca de R$ 20 bilhões de recursos para as reparações e investir mais R$ 4,1 bilhões em ações compensatórias. A partir de hoje, começa a contar o prazo inicial de três anos, até 2018, para depósito dos primeiros R$ 4,4 bilhões que serão utilizados em 38 programas socioeconômicos e socioambientais.

Os 39 municípios e localidades afetadas receberão R$ 500 milhões para reabilitar ações de coleta e tratamento de esgoto, erradicar lixões e implantar aterros sanitários. Na reparação ambiental, está prevista a recuperação de 5 mil nascentes, sendo 500 por ano, pelo período de uma década.

Quanto às áreas diretamente afetadas, haverá a recuperação de 2 mil hectares, envolvendo a regularização de margens de rios, o reflorestamento, a recuperação da biodiversidade e o controle de processos erosivos.

Ao todo, serão recuperados 47 mil hectares, sendo no mínimo 40 mil hectares de áreas de proteção permanente degradadas na bacia do Rio Doce. O projeto prevê que, caso o valor desse programa custe menos de R$ 1,1 bilhão, poderão ser solicitados outras ações de “reflorestamento e/ou regeneração”.

Fonte: Agência Brasil