Um dia especial para refletir


Dia do Orgulho Gay é comemorado em meio a um período conturbado onde a discriminação e o desrespeito pelo outro é estimulado por parte de alguns governantes

Murillo Torres

O Dia Internacional do Orgulho Gay é comemorado anualmente em 28 de junho em todo o mundo. Também conhecido como Dia Internacional do Orgulho LGBTIA +(Gays, Lésbicas, Bissexuais, Transexuais, Pessoas Intersexo e Assexuada), ou simplesmente Dia do Orgulho Gay, esta data tem o principal objetivo de conscientizar a população sobre a importância do combate à homofobia para a construção de uma sociedade livre de preconceitos e igualitária, independente do gênero sexual.

O Dia do Orgulho Gay também é um reforçopara lembrar a todos os gays, lésbicas, bissexuais e pessoas de outras identidades de gênero, que todos devem se orgulhar de sua sexualidade e não sentir vergonha da sua orientação sexual.

Origem do Dia do Orgulho Gay

O Dia do Orgulho LGBT foi criado e é celebrado em 28 de junho em homenagem a um dos episódios mais marcantes na luta da comunidade gay pelos seus direitos: a Rebelião de Stonewall Inn.

Em 1969, esta data marcou a revolta da comunidade LBGT contra uma série de invasões da polícia de Nova York aos bares que eram frequentados por homossexuais, que eram presos e sofriam represálias por parte das autoridades.

A partir deste acontecimento foram organizados vários protestos em favor dos direitos homossexuais por várias cidades norte-americanas.

A 1ª Parada do Orgulho Gay foi organizada no ano seguinte (1970), para lembrar e fortalecer o movimento de luta contra o preconceito.

A Revolta de Stonewall Inn é tida como o “marco zero” do movimento de igualdade civildos homossexuais no século XX.

Triste realidade do público LGBT

A celebração do “Orgulho Gay” deve ser usado para uma reflexão sobre a real situação desses cidadãos e cidadãs ontem e hoje. É claro que houve avanços, leis foram criadas, mas ainda há um caminho muito longo a ser percorrido para que essas pessoas se considerem aceitas pela sociedade ou melhor, respeitadas como seres humanos que são.

Para se ter uma ideia, só no ano de 2020, 237 LGBT+ (1ésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais) tiveram morte violenta no Brasil, vítimas da homotransfobia: 224 homicídios (94,5%) e 13 suicídios (5,5%). Essa informação consta no É o que mostra o Relatório: Observatório de Mortes Violentas de LGBTI+ no Brasil.

Outro dado triste é a informação de que, de 1980 para cá, é pela primeira vez, que as travestis ultrapassaram os gays em número de mortes: 161 travestis e trans (70%), 51 gays (22%) 10 lésbicas (5%), 3 homens trans (1%), 3 bissexuais (1%) e finalmente 2 heterossexuais confundidos com gays (0,4%).

O relatório mostra ainda que, comparativamente aos anos anteriores, observou-se em 2020 surpreendente redução das mortes violentas de LGBT+: de 329 para 237, diminuição de 28%. O ano recorde foi 2017, com 445 mortes, seguido em 2018 com 420, baixando para 329 mortes em 2019.

Devemos respeitar e aprender a conviver com o diferente. Só assim poderemos nos considerar sociedade. Todo e qualquer tipo de preconceito deve ser abolido. Mais amor e menos ódio!

Casos de Família, um programa sem noção


Oi gente bonita! Tudo bem? Sou Vanessa Merendolinna Barcellos, Vivi para os mais íntimos. E, toda semana estarei aqui no Blog Carvalho News para falar um pouco de televisão, cinema ou teatro. Não sou exatamente uma crítica, mas aprecio esses veículos e entendo um pouco desse tipo de entretenimento.

Minha primeira análise aqui no Blog é sobre o programa Casos de Família, que vai ao ar nas tardes de segunda a sexta-feira, no SBT, tendo como apresentadora a singular Cristina Rocha, e a psicóloga Anahy fazendo a análise psicológica dos convidados. A loira está à frente da atração desde 2009, obtendo entre 6 e 8 pontos de audiência em capitais como Rio de Janeiro e São Paulo.

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Cristina Rocha costuma pegar pesado na condução de seu programa. Fotos: divulgação

O que eu posso dizer sobre esse programa que todos já não saibam? A apresentadora expõe sem dó ou piedade as misérias dos seus convidados com a desculpa de os estar ajudando. Mas na verdade, a loira só quer mesmo audiência e os participantes que tentem resolver seus problemas em casa e sozinhos, de preferência.

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Dra. Anahy: sempre disposta a concordar com tudo que Cris fala

Os temas são todos sensacionalistas e a participação de mulheres espancadas, gays, travestis e lésbicas é praticamente certa. A produção até seleciona casos com personagens interessantes, mas a forma que a apresentadora conduz as conversações é no mínimo questionável. A bela Cristina faz “fofocas” entre os participantes, sempre se descontrola com homens inconvenientes e, como uma típica feminista dos anos de 1950, defende as mulheres com unhas, dentes e seguranças, independentes se estas estejam com a razão ou não. Clube da Luluzinha perde para isso.

Outra coisa bizarra que ocorre é o fato de nem todos os programas contarem com a participação da “Dra. Anahy”. Eu pergunto a vocês: para que ir a um programa expor suas misérias via satélite, se a pessoa que poderia propor algum tipo de terapia que poderia ajudar na solução não está presente? Que eu saiba a Cristina não está qualificada para substituí-la.

Resumindo, a atração poderia realmente fazer a diferença na programação das tvs abertas. Entretanto, por seguir um formato adquirido no exterior, pega pesado demais no sensacionalismo, expondo muitas vezes os participantes ao ridículo total. Meu conselho: vá ler um livro.

Entidades defendem no STF mudança de registro civil para transexuais


Duas entidades que lutam pelos direitos dos transexuais defenderam hoje (20) no Supremo Tribunal Federal (STF) a possibilidade de alteração do nome no registro civil sem a realização de cirurgia de mudança de sexo. O plenário da Corte iniciou o julgamento de um recurso contra decisão da Justiça do Rio Grande do Sul, que negou autorização para que um cartório local aceitasse a inclusão do nome social como verdadeira identificação civil. Os magistrados entenderam que deve prevalecer o princípio da veracidade nos registros públicos.

Ao subirem à tribuna do STF, os advogados da Anis – Instituto de Bioética, Direitos Humanos e Gênero e da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) afirmaram que o requisito para alteração é inconstitucional.

De acordo com o advogado Leonardo Almeida Lage, representante da Anis, a alteração do registro é uma necessidade essencial para a vida dos transexuais e está de acordo com o princípio da proteção constitucional da dignidade humana.

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Foto: divulgação

“As consequências para a vida dessa pessoa são absolutamente nefastas, incluindo o isolamento social, o sentimento profundo de solidão, e, em decorrência disso, depressão, ansiedade e diversos outros fenômenos relatados na literatura sobre o assunto”, disse.

Paulo Roberto Totti, represente da ABGLT, afirmou que condicionar mudança do registro à cirurgia fere a Constituição. O advogado destacou que há casos de transexuais que não desejam passar pelo procedimento.

“Condicionar o respeito, o direito à dignidade pessoal das pessoas trans – travestis, mulheres transexuais, homens trans – à cirurgia, inviabiliza o direito na prática. O STF tem que ter isso em mente”, afirmou.

Após as sustentações orais, o julgamento foi suspenso e não há data para ser retomado. Os ministros decidiram julgar em conjunto outra ação que está sob a relatoria do ministro Marco Aurélio e que trata do mesmo tema.

Recurso

Ao recorrer ao Supremo, a defesa do transexual requerente no processo alegou que a proibição de alteração do registro civil viola a Constituição, que garante a “promoção do bem de todos, sem preconceitos de sexo e quaisquer outras formas de discriminação”.

“Vislumbrar no transexual uma pessoa incapaz de decidir sobre a própria sexualidade somente porque não faz parte do grupo hegemônico de pessoas para as quais a genitália corresponde à exteriorização do gênero vai frontalmente contra o princípio de dignidade humana”, argumentou a defesa.

Nome social

Atualmente, transexuais podem adotar o nome social em identificações não oficiais, como crachás e formulários de inscrição no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A administração pública federal também autoriza o uso do nome social e o reconhecimento da identidade de gênero de travestis e transexuais desde abril do ano passado.

O nome social é escolhido por travestis e transexuais de acordo com o gênero com o qual se identificam, independentemente do nome que consta no registro de nascimento.