MP-RJ denuncia 11 pessoas por envolvimento na tragédia do Ninho do Urubu que terminou com 10 mortos


O ex-presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira, agora é réu no caso

André Lucas

O Ministério Público do Rio de Janeiro levou na manhã de  20 de janeiro, uma denúncia ao Tribunal de Justiça (TJ), sobre o incêndio no “ninho do urubu”, local onde os jovens talentos do Flamengo treinavam. 

Após o TJ aceitar a denúncia, 11 pessoas, dentre elas Eduardo Bandeira de Mello, ex-presidente do Flamengo, se tornam réus no caso. Elas vão responder pelo crime de incêndio culposo qualificado pelos resultados morte e lesão grave. 

A denúncia foi protocolada no dia 15 deste mês, porém só agora o processo seguiu em frente nessa semana, a informação inicial partiu do canal Sports News Mundo, e já foi oficialmente confirmada pela autoridade jurídica. 

Muitos envolvidos no caso

Marcel Laguna Duque Estrada, juiz titular da 36ª Vara Criminal, assinou o documento confirmando que a denúncia foi aceita. Os outros 10 envolvidos no caso são o Antonio Marcio Garotti (ex-diretor financeiro do Fla), Carlos Renato Mamede Noval (atual diretor de transição do Fla), Marcelo Maia de Sá (ex-diretor de obras do Fla), Luiz Felipe Almeida Pondé (ex-engenheiro do Fla), Claudia Pereira Rodrigues (diretora da NHJ, fabricante dos contêineres), Weslley Gimenes (engenheiro da NHJ), Danilo da Silva Duarte (engenheiro da NHJ), Fábio Hilário da Silva (engenheiro da NHJ), Edson Colman da Silva (técnico de refrigeração) e Marcus Vinicius Medeiros (monitor).  

A denúncia do  MP-RJ, aponta desobediência aos requisitos de legalização do alvará de onde ficavam os meninos,  além de irregularidades técnicas e descumprimento das normas impostas pelas autoridades. 

Entre os crimes estão, ocultação das reais condições ante a fiscalização do Corpo de Bombeiros, contratação e instalação de contêiner em discordância com regras técnicas de engenharia e arquitetura para servirem de dormitório de adolescentes, a não manutenção técnica do local onde os jovens residiam, e o não cumprimento das ordens vinda do Ministério Público em relação a segurança e integridade física dos meninos. 

No fim do processo os julgados podem pegar pena de 1 ano e 4 messes até 4 anos de cadeia, no regime semi aberto, porém não existe nenhuma previsão de quando o processo chegará ao fim e a decisão do tribunal será anunciada. 

O próximo passo do MP é ouvir 53 pessoas envolvidas no caso, o presidente Rodolfo Landim, atual presidente do Flamengo, o vice Rodrigo Dunshee, o CEO Reinaldo Belotti, e o ex-vice de Patrimônio, Alexandre Wrobel, além de sobreviventes do incêndio, são algumas destas pessoas. 

A tragédia no ninho do urubu

O incêndio no alojamento do Flamengo foi um incêndio ocorrido em um alojamento do time da base rubro negra  , que matou 10 pessoas e deixou 3 feridas Ocorreu nas primeiras horas do dia 8 de fevereiro de 2019, no Centro de Treinamento George Helal, também conhecido como “Ninho do Urubu”, no bairro carioca de Vargem Grande, na Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro. 

Durante a remoção dos primeiros corpos, acreditou-se na possibilidade de funcionários do local estarem entre as vítimas. No entanto, na tarde de 8 de fevereiro, a polícia, com auxílio do Flamengo, informou que havia identificado todos os corpos e, em seguida, divulgou a lista com o nome das vítimas fatais.  

Athila Paixão, de 14 anos, Arthur Vinícius de Barros Silva Freitas, 14 anos, Bernardo Pisetta, 14 anos, Christian Esmério, 15 anos, Gedson Santos, 14 anos, Jorge Eduardo Santos, 15 anos, Pablo Henrique da Silva Matos, 14 anos, Rykelmo de Souza Vianna, 16 anos, Samuel Thomas Rosa, 15 anos, Vitor Isaías, 15 anos, foram as vítimas do descaso e hoje seus familiares só querem justiça. 

Idoso receberá 20 mil de indenização


Dois bancos foram condenados a pagar uma indenização de R$ 20 mil a um aposentado. As instituições financeiras descontavam mensalmente parcelas de empréstimos consignados que não tinham sido autorizados pelo idoso. No total, as fraudes bancárias causaram um prejuízo de R$ 5.600 ao cliente.cifrao

Segundo o processo, havia falhas nos dois contratos dos empréstimos. Um deles não possui assinatura do aposentado e apresenta um endereço que não é verdadeiro. O outro possui rubrica diferente da procuração firmada e número de identidade de outra pessoa.

Segundo o Tribunal de Justiça de Santa Catarina, houve má administração do serviço por parte dos bancos, que não tomaram as providências necessárias para evitar tais episódios. Por isso, ficou estabelecida a indenização por dano moral de R$ 20 mil.