WhatsApp se defende após polêmicas sobre compartilhamento de dados com o Facebook


Aplicativo anunciou novos termos de uso e tem provocado insatisfação dos usuários

Thais Paim

Após as diversas polêmicas envolvendo os novos termos de uso do WhatsApp, o mensageiro foi ao Twitter para se defender. A plataforma decidiu publicar um posicionamento a respeito dos novos termos de uso e compartilhamento de dados do aplicativo. 

A publicação contém um infográfico feito para indicar o que o WhatsApp pode e não pode fazer, além de apontar os poderes do usuário. Entre essas possibilidades apresentadas, está a opção de baixar os dados quando quiser e colocar uma “data de validade” em mensagens consideradas importantes, mas que devem sumir até mesmo do seu dispositivo.

Em trecho da publicação, o aplicativo de mensagem instantânea afirma: 

“Nós gostaríamos de abordar alguns rumores e ser 100% claros, nós continuamos a proteger as suas mensagens privadas com criptografia ponta-a-ponta. (…) Nossa atualização nas políticas de privacidade não afeta a privacidade das suas mensagens com amigos ou família”.  

Na rede social, o público está dividido nos comentários, especialmente após notícias de que concordar com os novos termos seria obrigatório. Até mesmo um órgão brasileiro de defesa do consumidor pode intervir.

Análise sobre o posicionamento da plataforma 

O site Android Authority avaliou as mensagens e, ao comparar com as atuais políticas do WhatsApp, encontrou algumas incompatibilidades. Apesar de negar a troca de conteúdos de chats com o Facebook, o FAQ atualizado da plataforma lista uma série de informações paralelas que acabam nas mãos da companhia de Mark Zuckerberg — incluindo o vago “informações sobre como você interage com outras pessoas”.

Além disso, alguns trechos do tweet foram considerados contraditórios. A questão sobre coleta de dados de localização, por exemplo, está bem sinalizada nos termos de uso e indica que o mensageiro de fato se apropria de algumas dessas informações.

Como consequência da atual crise, rivais como o Signal ou o Telegram, que não pertencem a uma gigante da tecnologia, dispararam em downloads e agora aproveitam a fama que pode ou não ser momentânea.

Conheça a brasileira que tem sido alvo de ataques no ‘BBB da Itália’; torcidas têm se mobilizado


Modelo conquistou simpatia dos brasileiros

Thais Paim

Apesar da distância, uma brasileira do outro lado do Atlântico: Dayane Mello tem ganhado as redes sociais e o gosto dos brasileiros ao ter polêmicas envolvidas com seu nome em um reality show. 

Gran Fratello Vip, espécie de Big Brother da Itália, já levou a brasileira 8 vezes para a berlinda. Mas a perseguição sofrida por ela não está apenas nas indicações. Comentários misóginos e xenofóbicos, também fazem parte da revolta das torcidas brasileiras. 

Recentemente começaram a circular, nas redes sociais, vídeos em que os participantes do reality fazem comentários sobre ela. Em uma ocasião, ao ver a roupa que a brasileira estava vestindo, Francesco Oppini, um dos participantes, disse:

“Em Verona (cidade italiana), ela seria estuprada”, disse. Ao perceber o desconforto do outro brother, ele acrescentou: “Mas no bom sentido”, como se tivesse “bom sentido”.

Esse e outros comentários provocaram uma disputa entre os telespectadores brasileiros e italianos. 

Inconformados com o tratamento dado à modelo, os brasileiros subiram a tag “Dayana Merece Respeito” no Twitter, que se tornou um dos assuntos mais comentados da rede social no Brasil. Foi também esse apoio que resultou em 8 retornos dos paredões do reality. 

Agora, esse apoio parece ter provocado uma briga entre brasileiros e italianos. Revoltados com o fato de que alguns dos seus “queridinhos” foram eliminados, eles prometem revidar a situação. Em uma postagem da Globo sobre o BBB 21 no Twitter, eles ameaçaram sabotar os paredões do programa, previsto para estrear em 25 de janeiro. 

“Brasileiros, viemos para desfazer cada casal”, comentou um italiano. “Estarei com a lista de seus favoritos em mãos, pronto para tirá-los um por um”, publicou outro. 

História cheia de dificuldades 

Mesmo não sendo famosa no Brasil, Dayane Mello já é conhecida entre o público italiano. Antes do Gran Fratello VIP, ela participou de outros quatro reality shows, entre eles o Monte Bianco, versão italiana do Dança dos Famosos, e o Ilha dos Famosos, que lembra o nosso No Limite. 

Durante sua participação no programa, a modelo revelou detalhes sobre sua infância, que ela diz ter sido pobre e marcada pela ausência da mãe. Natural de Joinville, Santa Catarina, ela tem 31 anos e trabalha como modelo desde os 16.

“Minha mãe teve 10 filhos. Morávamos em uma pequena casa com três outros irmãos e ficávamos sem comer por uma semana. Ela era uma prostituta. Vivíamos cheios de piolhos, sujos e magros”, contou ela. 

Além disso, Dayne contou que chegou a roubar supermercados para ter o que comer. “Lembro-me vagamente de que minha mãe vinha uma vez por semana, cada vez com um homem diferente, e nos trazia comida. Depois foi embora”, acrescentou.

Aos 17 anos, ela se mudou para o Chile, onde começou a fazer trabalhos internacionais. Em 2014, ela foi para Milão e desde então já participou de campanhas publicitárias, videoclipes e programas de televisão. Dayane é mãe de Sofia, de seis anos, fruto de seu relacionamento com o também modelo Stefano Sala.

Eduardo Paes anuncia compra de vacinas do Butantã, e campanha de vacinação da cidade do Rio deve começar em Janeiro


Paes postou um vídeo ao lado do governador de São Paulo e explicou os próximos passos

André Lucas

O prefeito eleito Eduardo Paes anunciou, no último domingo dia 20, que fez um acordo com o Instituto Butantã e o Governo de São Paulo para a aquisição das vacinas no combate ao covid -19. O anúncio foi feito em suas redes sociais, e contou com a presença do governo João Doria, simbolizando a parceria entre o Governo do Estado de São Paulo e o Governo da Cidade do Rio de Janeiro. 

“Estive hoje com o Governador de São Paulo, João Dória, assinamos um termo de cooperação com o Instituto Butantã para a aquisição da vacina contra o coronavírus. Entendemos que o ideal é que tenhamos um plano nacional de imunização — aquilo que pretendemos seguir”, informou Paes pelo Twitter.   

João Dória (E) e Eduardo Paes firmam parceria. Foto: divulgação

Desde a ultima quinta feira  dia 17, Eduardo Paes vem falando sobre a campanha de imunização. O prefeito eleito anunciou em uma live, que a distribuição de vacinas no Rio de Janeiro deverá ocorrer até Janeiro de 2021. Anunciou também que apresentará um plano de vacinação em breve. “Se Deus quiser, em Janeiro a gente começa a vacinar”, prevê Paes.       

“Essa é uma realidade. O vírus voltou com força e todo mudo que está aqui conhece alguém que se contaminou ou que veio a falecer em razão do coronavírus. Eu acredito que lockdown, essas coisas, eu acredito que não têm mais espaço para isso. Mas as pessoas têm que ter compreensão”, aconselha o político.

Paes também falou sobre as pessoas idosas, sobre o risco maior que elas correm, além da necessidade desse grupo de ter atenção redobrada, não só usar máscara e álcool gel o tempo todo, mas principalmente evitar o máximo possível de transitar pela cidade. “Esse grupo tem que fazer o próprio lockdown”, declara.

Apesar de boatos sobre a aproximação entre Paes e a família Bolsonaro, o prefeito tomou uma posição bem oposta ao governo de Jair. No meio desse debate politizado sobre a vacina, Paes falou sobre a importância de vacinar a população o mais rápido possível, com a promessa de apresentar um plano mais detalhado e com datas no dia 28 de dezembro (informações apuradas pela CNN).

O prefeito eleito terminou a live dizendo: ” é muito importante que a gente tenha a cultura de entender esse momento difícil. Se Deus quiser em janeiro a gente começa a vacinar, Vamos priorizar o pessoal da saúde, priorizar o servidor da educação, para que a gente possa voltar a ter aulas para as nossas crianças. Tem um conjunto de desafios importantes, mas que eu tenho a certeza de que sem a parceria da população será impossível”

Essa decisão de comprar e distribuir a vacina no município do Rio, só foi possível após o STF permitir que estados e municípios comprem vacinas aprovadas fora do país. Com a indecisão do governo federal, sobre o Plano Nacional de Imunização (PNI), Estados e Municípios viram a necessidade de elaborar um “plano b” para o combate ao covid 19. 

O Debate sobre a vacina continua politizado e dividido, e você? Qual a sua opinião, deixe nos comentários.

Hamas considera Jair Bolsonaro “extremista”


O grupo palestino Hamas não anda gostando nem um pouco das declarações do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ). O presidente do Conselho de Relações Internacionais do movimento, Basem Naim, chamou Jair Bolsonaro de “extremista”, rebatendo as afirmações do senador, em sua conta no Twitter, afirmou que o grupo radical palestino se explodisse. 

“O filho do extremista presidente brasileiro está atacando o Hamas porque rejeitamos o apoio ilimitado do novo governo brasileiro à ocupação israelense, que é uma contradição ao apoio histórico do Brasil ao povo palestino”, escreveu Naim também no Twitter.  “Jerusalém é um território ocupado, de acordo com o direito internacional, e ninguém, incluindo Jair Bolsonaro, tem o direito de legitimar a ocupação israelense”, acrescentou.

No último dia 2, Flávio Bolsonaro publicou a seguinte frase: “quero que vocês (do Hamas) se explodam!!!”. Foi uma resposta, à insatisfação palestina com a decisão do governo brasileiro de instalar um escritório comercial em Jerusalém. O post foi apagado em seguida. Dois dias depois, Bolsonaro filho disse que o episódio era “página virada”.

Para Naim, a política de Bolsonaro para Israel prejudica as relações históricas do Brasil com palestinos, árabes e muçulmanos. “As políticas dele (Bolsonaro) estão desestabilizando a região”, afirmou o membro do Hamas. “Esperamos que o corajoso povo do Brasil interrompa essas políticas perigosas.”

O Hamas controla politica e militarmente a Faixa de Gaza. Os demais territórios palestinos, em especial a Cisjordânia, são dominados pela Autoridade Nacional Palestina (ANP) ou estão sob ocupação israelense, como é o caso de Jerusalém oriental. A ANP reagiu diplomaticamente contra decisão de Bolsonaro, ao chamar de volta a Ramallah seu embaixador em Brasília, Ibrahim Zeben.

Bolsonaro quer mudanças na legislação


O presidente Jair Bolsonaro defendeu mudanças na legislação com a participação de todas as esferas de todos os Poderes e da imprensa para impedir o avanço da violência no país. A afirmação foi feita em referência a um vídeo que pode ser visto na conta pessoal de Bolsonaro no Twitter.

Nas imagens, aparece um prédio incendiado no Ceará e uma voz masculina ameaçando o presidente com xingamentos. As ameaças fazem referência às declarações de Bolsonaro no sentido de endurecer a política de combate à violência.

“Note a necessidade mais que urgente de se mudar a legislação com participação de todas as esferas de Poderes e Imprensa”, escreveu o presidente destacando a palavra “imprensa” com letra maiúscula.

Ao se referir ao vídeo, Bolsonaro afirmou que a população precisa ter uma resposta urgente e que não aceita ameaças. “Não porque o marginal ameaça, citando meu nome, mas para mostrar ao povo ordeiros de que lado estão o Executivo, Legislativo e Judiciário.”

Minutos depois, em um novo tuíte, o presidente destacou que os criminosos “sabem exatamente o que fazem”. “Combatê-los é simples e rápido, mas requer que os Poderes permitam mecanismos para realmente defender a população”, acrescentou. Segundo Bolsonaro, “é necessário [adotar] ações para que os agentes de segurança possam dar a efetiva resposta”. 

Fonte: Agência Brasil