Usar a voz para imaginar novos mundos


Julia Vitória

O movimento da literatura indígena vem aumentando desde os anos 90, contudo já existia antes, é um movimento que traz de exemplo a luta pela disseminação do conhecimento e movimento antirrracista. Neste projeto, escritores e pesquisadores usam as vozes para desenhar novos mundos possíveis, fazendo uma ponte de nossas lutas do dia a dia com o espaço para aprendermos novas coisas. 

Fernanda Vieira é uma lutadora de  origem indígena, mas se considera mestiça por ter raízes em Aracaju e subúrbio carioca. Pesquisadora e escritora, ela criou um site onde as literaturas e culturas indígenas que ela está pesquisando ganham espaço. Fazendo doutorado a União Nacional dos Estudantes (UNE) e a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), levou as literaturas daqui para pesquisa e conhecimento das causas ativistas.

A pesquisadora faz parte de um movimento maior que está por toda a América, o nome é de origem do povo kuna, que teve origem na Colômbia Abya Yala. Abya Yala, mas para nós significa  “Terra em florescimento” e/ou “Terra madura”. Essa nomeação é utilizada por aliados e ativistas indígenas o nome é para se referir ao nosso continente que tem o nome de América dado pelos invasores segundo eles.

O movimento está ocupando telas, universidades e centros de culturas ocidentais, local onde reconstroem novos entendimentos do mundo e compartilham de saberes. Os perfis nas redes sociais de intelectuais, ativistas e artistas indígenas são diversos, para ajudar em suas lutas. O sistema de mundo hoje faz com que as vozes negras e indígenas fiquem à margem da sociedade, a tentativa de calar foi em vão. A literatura dá o espaço para pensar no cotidiano, reinventar a história, encarar os traumas e dá uma visão de mundo bem diferente. 

À luta antirracista é afro-indígena e a aldeia-quilombo se alarga quando ocupa um espaço na construção do saber. A ancestralidade é bem importante e ela alto, este é o tempos se buscar força e  seguir o caminho dos antepassados para tentar construir um mundo melhor tempo de aumentar as forças para transformar este mundo.