Ilhéus: em quatro dias, 6.020 idosos foram vacinados


Marcelo Carvalho

A secretaria de saúde da Prefeitura de Ilhéus (Sesau) informou que 6.020 idosos foram vacinados em Ilhéus na última semana, dentro de um período de quatro dias.

A pasta, sob a chancela do secretário Geraldo Magela, destaca a proatividade da saúde de Ilhéus no combate à Covid-19, com a rápida realização da aplicação das vacinas, que já alcança o público de idosos a partir dos 66 anos.

“A Sesab monitora os municípios que estão realizando com eficiência a vacinação, de modo que só enviam novas remessas de doses na medida em que há o escoamento das doses recebidas. No nosso caso, recebemos novas doses toda semana, justamente porque as equipes de vacinação estão em campo vacinando o maior número possível de ilheenses, de acordo com o plano municipal de imunização”, declarou Magela.

A distribuição das doses em Ilhéus está acontecendo à medida que chegam as novas remessas repassadas pelo estado ao município, de acordo com o plano municipal de imunização e as fases previstas, com divulgação do cronograma de aplicação, realizada pela Sesau, semana a semana.

Um ícone é vacinado em Canavieiras


Julia Vitoria

O primeiro a ser vacinado na cidade de Canavieiras na Bahia foi o médico pneumologista  de 77 anos Dr. Eneas de Carvalho Filho, a vacinação aconteceu no dia de ontem, 19 de janeiro. Ele é um símbolo na cidade tendo mais de 50 anos de carreira, ele deu aulas na Universidade Federal da Bahia (UFBA) local onde participou da formação da maioria dos médicos da cidade, inclusive o prefeito da cidade, Dr. Almeida que atualmente é diretor do Hospital Municipal Régis Pacheco.  

O médico relata que ficou muito feliz de receber a vacina e apesar de ser do grupo de risco e ter alguns problemas de saúde prometeu que exercerão a medicina enquanto estivesse respirando, o Dr. Eneas  espera  que o povo da cidade também tome a vacina.

O município recebeu cerca de 190  doses da vacina e logo foi colocado em prática o plano de vacina elaborado pela secretaria de Saúde do município. A Secretária de Saúde de Canavieiras, Polianna Goiabeira fala que nessa primeira fase os primeiros a serem vacinados serão os idosos com mais de 75 anos ou mais, a secretaria também tranquilizou a cidade falando que todos considerados prioritários receberão a vacina. Ela também relata que as doses aos ao o suficientes para  todos os priorizados, contudo as doses chegarão em remessas, nesse Primeiro lote serão priorizados os profissionais da saúde que estão na linha de frente e com maior risco de vulnerabilidade, assim que chegar mais insinuantes eles continuarão com os demais grupos de riscos.

O prefeito da cidade agradeceu os profissionais da saúde que arriscam suas vidas desde o começo e ainda falou que é um dia histórico para a cidade e todo o país.

Coronavírus: Fiocruz anuncia que pretende contribuir para iniciar vacinação em janeiro


A fundação vai entregar 110,4 milhões de doses até julho deste ano

Thais Paim

Apesar da mudança de ciclo e o início de um novo ano, a pandemia do novo coronavírus continua sendo uma realidade e motivo de alerta em diversos países. No brasil, o começo da imunização pode estar mais aperto após a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) informar, em nota, que quer contribuir com o início da vacinação ainda neste mês. 

As informações são de que as primeiras vacinas serão importadas da Índia, um dos locais de produção da AstraZeneca, laboratório que tem parceria com a Fiocruz no Brasil. A expectativa é de que sejam trazidas 2 milhões de doses. Além dessas, outras serão produzidas pela própria fundação brasileira após a chegada do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA), que também está sendo aguardado para janeiro. 

“A estratégia é contribuir com o início da vacinação, ainda em janeiro, com as doses importadas, de acordo com o Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19, e, ao mesmo tempo, dar início à produção, conforme cronograma já amplamente divulgado”, declarou a Fiocruz em nota. Além disso, foi informado que é necessária a realização do pedido para uso emergencial da vacina, o que deve ocorrer ainda nesta semana.

De acordo com a fundação, em uma reunião ocorrida recentemente entre o Ministério da Saúde, a Fiocruz e a AstraZeneca, o laboratório declarou ser possível entregar ao governo brasileiro doses prontas da vacina para agilizar o processo de imunização da população.

Além disso, o registro da vacina em países como Argentina e Índia, além do Reino Unido, teria aberto caminho para o pedido de importação das primeiras vacinas, já autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A previsão é de que a primeira entrega aconteça na semana de 8 a 12 de fevereiro. “Com a incorporação da tecnologia concluída, a Fiocruz terá a capacidade de produzir mais 110 milhões ao longo do segundo semestre de 2021”, acrescentou a fundação. Ao total serão entregues 110,4 milhões de doses até julho deste ano.

Insumos

Segundo portaria publicada pela Secretaria de Comércio Exterior, a exportação de seringas, mesmo com agulhas, de 3ml, e outras agulhas que possuam as seguintes dimensões: 22G x 1”, 23G x 1” e 24G x ¾ está proibida após o dia 1º de janeiro de 2021. A determinação é de que a exportação só poderá ser feita mediante uma licença especial.

Recentemente, o governo federal questionou empresas sobre o risco de desabastecimento de seringas. A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) quer analisar se haverá risco de desabastecimento e consequente falta de acesso aos produtos, bem como a possibilidade de reajuste nos preços pelo aumento na procura. 

Em nota, o Ministério da Saúde informou que realizou pregão para compra de seringas e agulhas dentro do trâmite legal. Após a fase de recursos, a previsão é que os contratos sejam assinados ainda em janeiro.

Pfizer desiste de liberação emergencial no Brasil


Empresa afirma que as exigências especificas da Anvisa faz o processo ser muito demorado

André Lucas

A vacina da Pfizer desistiu do uso emergencial no Brasil. A empresa estadunidense culpou a Anvisa (Agência Nacional Vigilância Sanitária) pela sua saída, em nota Pfizer informou que a burocracia e exigências da agência retarda o processo de liberação. 

“As condições estabelecidas pela agência requerem análises específicas para o Brasil, o que leva mais tempo de preparação. Um exemplo é a solicitação de uma análise dos dados levantados exclusivamente na população brasileira, o que demanda tempo e avaliações estatísticas específicas. Outras agências regulatórias que possuem o processo de uso emergencial analisam os dados dos estudos em sua totalidade, sem pedir um recorte para avaliação de populações específicas, A submissão de uso emergencial também pede detalhes do quantitativo de doses e cronograma que será utilizado no país, pontos que só poderão ser definidos na celebração do contrato definitivo”. 

A empresa norte americana no dia 14 de dezembro, teve uma reunião com a Anvisa, no intuito de esclarecer as dúvidas e acelerar o processo de liberação emergencial. Porém as exigências brasileiras são específicas, o que torna o processo mais demorado. 

Além disso, a Anvisa também exige quantidade de doses disponíveis e cronograma de entrega das doses no Brasil, questões que no ponto de vista da empresa Pfizer, só podem ser decididas depois de um contrato já assinado com o governo brasileiro.    

Com base nisso, a empresa norte – americana optou pela desistência do uso emergencial, mas, a empresa continua com o processo de regulamentação para o registro concreto na Anvisa. 

“A Pfizer já submeteu à Anvisa, pelo processo de submissão contínua, nossos resultados estudos Fase 3, o que significa mais um passo rumo à aprovação de nossa vacina”, esclarece a nota emitida pela empresa.  

A relação da empresa com o governo brasileiro.

A Pfizer e Jair Bolsonaro não se entenderam muito bem dês do começo, nos últimos dias uma nova discussão entre o presidente e os representantes da empresa no país, Bolsonaro disse: 

“O Brasil tem 210 milhões de habitantes. Então, o mercado consumidor de qualquer coisa é enorme. Os laboratórios não tinham que estar interessados em vender pra gente? Por que que eles, então, não apresentam a documentação na Anvisa?” a declaração foi no Palácio da alvorada em Brasília, em conversa com apoiadores.

Bolsonaro concluiu suas declarações falando sobre o medo dos efeitos colaterais que a vacina pode trazer.  

“Só que aqui tem um detalhe. Eu já falei que o povo vai saber que na bula, nos contratos, que eu vi até agora, tá escrito lá: não nos responsabilizamos por efeitos colaterais. Que efeito colateral é esse? Não sei. Não vou nem fazer uma brincadeira aqui porque falam depois que eu estou zombando”.  

O presidente ainda insinuou que os laboratórios de pesquisa que estão desenvolvendo a vacina estão de olho na verba de 20 bilhões liberadas pelo ministério da saúde via medida provisória. 

A resposta veio em uma nota entregue ao Jornal Nacional , da tv Globo, a empresa afirmou que “quer, sim, vender para o Brasil, mas que o processo aqui exige mais tempo”. 

A vacina norte americana ainda segue aguardando o registro na agência brasileira, apesar de ter desistido da liberação emergencial, a empresa ai estar no processo contínuo para conseguir a liberação formal e concreta da Anvisa.

Guerra da vacina vira pauta no STF


Supremo decide que governo federal não pode confiscar bens do estado, Vitória de João Doria

André Lucas

O assunto vacina é o mais falado no Brasil, em toda a imprensa e na boca do povo. O posicionamento do Presidente da República Jair Bolsonaro incomoda muita gente, e como oposição a esse discurso apareceu a imagem do governador João Doria. De umas semanas para cá a polêmica da vacina virou guerra da vacina, um embate com muitos capítulos entre o governador de São Paulo e o presidente do Brasil. 

O governo federal prometeu um plano de imunização e entregou, porém uma polêmica, os cientistas que assinaram o plano afirmaram não ter tido acesso  ao documento, e ainda o plano não tem datas, o que já foi debatido no Supremo Tribunal Federal   (STF), o ministro Lewandowski deu 48 horas para que o governo apresente datas para a vacinação.

Já o governo de São Paulo anunciou o seu plano de vacinação, e estar previsto para começar 25 de Janeiro, essa primeira fase prioriza profissionais da saúde, pessoas com mais de 60 anos e grupos indígenas e quilombolas. O anúncio foi feito dia 7 de dezembro. O coronel Élcio Franco, secretário-executivo do ministério da saúde, faz duras críticas ao plano do governo de São Paulo, lembrou que a Anvisa ainda não autorizou a vacina e sem registro não pode distribuir o medicamento, o secretário acusa João Doria de “ brincar com a esperança do povo” tudo isso em um vídeo divulgado pelo ministério da saúde.

Governador do Estado de São Paulo, João Doria. Foto: divulgação 

“O assunto não pode ser polarizado para discursos com promoções pessoais ou interesses políticos… O ministério da Saúde esclarece o seguinte, a autorização emergencial da vacina pode compreender apenas a grupos restritos… Seria irresponsável Darmos datas precisas sobre vacinação, por que  depende de registro em agencias reguladoras, posto que só saberemos da segurança completa quando finalizados os estudos clínicos da fase, vale ressaltar mais uma vez, que segundo Anvisa nenhum dos laboratórios se quer iniciou o processo de autorização para uso emergencial em caráter experimental, tudo isso contradiz o governador de São Paulo João Doria que se equivocou, talvez por desconhecimento do marco regulatório sanitário brasileiro.”

O Governo Federal começou a ensaiar plano para “confiscar vacinas da Sinovac”, com um discurso de comprar todas as vacinas disponíveis e distribuir gratuitamente. De ante das ameaças de impedir a vacinação o debate foi levado ao STF, que decidiu que o governo não pode confiscar bens e serviços do Estados.  O precedente previsto na constituição, segundo interpretação dos ministros do Supremo Tribunal Federal só permite requisição de património privado

“A requisição de bens e/ou serviços, nos termos em que prevista pela Constituição da República, somente pode incidir sobre a propriedade particular, isso significa  portanto, que os bens integrantes do patrimônio público estadual e municipal acham-se excluídos, porque a ele imunes, do alcance desse extraordinário poder que a Lei Fundamental, tratando-se, unicamente, “de propriedade particular”, outorgou à União Federal, ressalvadas as situações que, fundadas no estado de defesa e no estado de sítio, outorgam ao Presidente da República, os denominados “poderes de crise”, cujo exercício está sujeito à rígida observância, pelo Chefe do Executivo da União, dos limites formais e materiais definidos pelo modelo jurídico que regula, em nosso ordenamento positivo, o sistema constitucional de crises ou de legalidade extraordinária” escreveu o ministro Decano antes de sua aposentadoria. 

O prazo final para o governo federal apresentar as datas do plano de vacinação é amanhã.

Anvisa libera uso emergencial da vacina exclusivamente para o SUS


A autorização emergencial  só vale para o sistema público de saúde, excluindo a rede privada

Por: André Lucas

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) emitiu uma nota nesta quarta-feira, dia 2 de dezembro, com regras para a autorização do uso emergencial das vacinas contra o Covid – 19.

Segundo a nota, as regras definem critérios necessários para garantir eficácia, segurança e qualidade do produto. O que mais chamou a atenção foi a exclusão da rede privada do acesso as vacinas distribuídas sobre o pretexto de autorização emergencial.

“Elas só poderão ser utilizadas no que a gente chama de uso institucional. Sendo destinadas a programas do governo, específicos para que possa ter um controle. Ficando claro, que é uma autorização de uso emergencial com um foco muito específico”, afirma a nota emitida pela agência.

A Anvisa definiu os critérios para que o pedido de autorização emergencial fosse aceita e disponibilizou em um guia que explica o passo a passo para conseguir a liberação, o guia foi enviado até os laboratórios de pesquisas para deixar claro como vai funcionar a autorização especial. A agência citou como “’Guia sobre Requisitos Mínimos para submissão de Autorização Temporária de Uso Emergencial, em caráter experimental, de vacinas Covid-19’’. 

A opinião dos especialistas

O Diretor da Sociedade Brasileira de imunização, Renato kfouri  declarou em entrevista ao Jornal Cultura que  concorda com o procedimento. Segundo ele, a decisão não interfere no estudo científico, sendo um passo importante na luta contra o Covid 119. “As agências regulatórias têm procurado abreviar o tempo de licenciamento economizando na burocracia, aceitando dossiês prévios. O tempo da ciência não se pode mexer mas com a normas burocráticas sim, pode, e devemos acelerar”, declara.

Estudos não clínicos e clínicos feitos em humanos, a qualidade, boas práticas de fabricação, estratégias de monitoramento e controle, resultados provisórios de ensaios clínicos são os pontos que a nota aborda.

“Além disso, a empresa deve apresentar informações que comprovem que a fabricação e a estabilidade são adequadas para garantir a qualidade da vacina”, destaca a nota. 

Os requisitos para a autorização emergencial são:

I – Verificar prazos de validade e estabelecer mecanismos para garantir condições gerais e manutenção da 

qualidade das vacinas. 

II – Prestar orientações aos serviços de saúde e pacientes sobre uso e cuidados de conservação da vacina, bem como sobre como notificar queixas técnicas e eventos adversos a elas relacionados;

III – Criar mecanismos para a realização do monitoramento pós-distribuição e pós-uso da vacina pelos 

serviços de saúde e para que os casos de queixas técnicas e eventos adversos identificados sejam informados 

à Anvisa, por meio dos sistemas de informação adotados; e

IV – Responsabilizar-se pelo recolhimento da vacina quando determinado pela Anvisa.

A Anvisa deixa bem claro que a medida é provisória e pode mudar a qualquer momento:

  • “ A qualquer tempo, a autorização temporária para uso emergencial poderá ser modificada, suspensa ou revogada pela Anvisa, por razões técnicas e científicas que alterem a relação risco/benefício ou com base nas informações provenientes do controle e do monitoramento das vacinas autorizadas para uso emergencial” , aponta a nota. 

Mesmo com a liberação, nem todas as vacinas que estão aqui no Brasil poderão ser autorizadas, isso porque uma das premissas é estar na terceira fase de teste.

As vacinas dentro dos critérios são Oxford, Coronavac, Pfizer, Johnson e Johnson. Fora apenas a Sputnik v.

Voluntário de testes da Coronavac morreu de suicídio


A morte do voluntário na fase 3 dos testes da vacina produzida pela chinesa Sinovac foi decorrente de suicídio, apontou um laudo médico emitido pelo Instituto Médico-Legal (IML) e obtido pela TV Cultura no início da tarde desta terça-feira.
O óbito causou a interrupção dos testes nesta segunda-feira pela Anvisa – que, antes de avisar ao próprio governo de São Paulo, informou à imprensa de que os testes estavam suspensos em decorrência de “eventos adversos graves”, mas sem especificar o que havia ocorrido.

Ilhéus: cidade vacina contra febre amarela


O Ministério da Saúde (MS) recomendou a diversos municípios a ampliação de ações da vigilância sanitária com a vacinação contra a febre amarela. Embora Ilhéus esteja fora da área de risco, a secretaria municipal de Saúde (Sesau) informa que já realiza a vacinação no perímetro urbano do município, com a finalidade de ampliar a ação preventiva.

De acordo com a orientação do MS, devem consultar o médico sobre a necessidade da vacina contra febre amarela, os portadores de HIV positivo, pacientes com tratamento quimioterápico concluído, transplantados, hemofílicos ou pessoas com doenças do sangue, a exemplo dos que sofrem de anemia falciforme. A vacina aplicada (dose padrão) até o momento tem validade para toda a vida, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Para a coordenadora de imunização da Sesau, Walkiria Cardeal, as pessoas interessadas, que nunca tomaram a vacina, podem tranquilamente procurar o posto de saúde mais próximo do seu bairro. Ela salienta que pessoas acima de 60 anos, que desejam viajar para áreas de recomendação e que nunca tomaram a vacina, também devem procurar seu médico para avaliação e, caso necessário, devem apresentar autorização.

“Vamos reforçar nossas estratégias para proteger a população contra a febre amarela. Temos um trabalho de constante monitoramento da prevenção e, por isso, chamamos a atenção para quem for viajar para áreas de risco. A orientação é tomar a dose 15 dias antes da viagem e procurar se informar se a cidade de destino é de recomendação da vacina ou não”, explica Walkiria.

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Ainda de acordo com nota do Ministério da Saúde, não há indicação de imunização para grávidas que morem em locais de recomendação para a vacina, mulheres amamentando crianças com até seis meses e imunodeprimidos, como pacientes em tratamento quimioterápico, radioterápico ou com corticoides em doses elevadas (por exemplo, lúpus e artrite reumatoide). Entretanto, em caso de dúvida é fundamental consultar o médico.

A febre – A transmissão da febre amarela pode ocorrer em áreas urbanas, silvestres e rurais (intermediária, em fronteiras de desenvolvimento agrícola). As manifestações da febre amarela não dependem do local onde ocorre a transmissão. O vírus e a evolução clínica são idênticos. A diferença está apenas nos transmissores e no local geográfico de aquisição da infecção.

 

Entenda como a vacina contra a gripe funciona


O Ministério da Saúde iniciou o envio aos estados da vacina contra a influenza no início deste mês. Nas três primeiras remessas (1º a 15 de abril), os estados recebem 25,6 milhões de doses, que corresponde a 48% do total a ser enviado para a campanha deste ano. Desse montante, serão entregues 5,7 milhões de doses somente para São Paulo.

De acordo com o órgão, a entrega das vacinas aos municípios, por sua vez, é responsabilidade dos estados. A campanha de vacinação acontece em todo o país do dia 30 de abril (com mobilização especial em todo o país) até 20 de maio. A campanha será mantida para esse período, quando os estoques estarão abastecidos para a realização da estratégia nacional.

Até o momento, foram registrados 444 casos de síndrome aguda respiratória grave por influenza A (H1N1) em todo o Brasil, sendo 71 mortes, de acordo com o Ministério da Saúde. O maior número de casos foi registrado em São Paulo, com 55 óbitos. A síndrome se caracteriza por febre, tosse e desconforto respiratório. No ano passado inteiro, foram 36 mortes por H1N1 no país. Vacinação contra influenza é a intervenção mais importante na redução do impacto da doença. De acordo com o Ministério da Saúde, a ação é uma resposta da Organização Mundial da Saúde (OMS) para controlar a circulação de amostras dos vírus. Segundo a pasta, a constante mudança dos vírus influenza requer monitoramento global e frequente reformulação da vacina.

Em novembro de 2015, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, Anvisa, endossou a orientação da OMS e adotou a vacina trivalente, que contém os vírus determinados pela OMS. Ela é produzida pelo Instituto Butantan de São Paulo. A vacina disponível nas clínicas particulares é a tetravalente, que protege contra uma variação a mais do vírus da gripe.

vacina

Quais são os tipos de vacina de gripe?

A vacina contra a gripe protege contra a influenza A, incluindo a prevenção contra a cepa H1N1, e a influenza B. Mas, dentro dessa característica em comum, pode haver variações.

Como a vacina é elaborada?

Anualmente, a OMS convoca duas consultas técnicas, em fevereiro e setembro, para recomendação das amostras vacinais candidatas que irão compor as vacinas contra influenza sazonal dos hemisférios norte e sul. Uma amostra vacinal candidata é um vírus influenza que o Centro de Controle de Doenças CDC (ou um dos colaboradores da OMS) seleciona e prepara para uso na produção de vacinas. Amostras vacinais candidatas são tipicamente escolhidas com base na similaridade com os vírus influenza que estão se disseminando e causando infecções em humanos, assim como na sua habilidade de multiplicação em ovos de galinha, onde os vírus vacinais são cultivados.

Por que a vacina muda todo ano?

Devido a essa mutação dos vírus, é necessário se vacinar anualmente contra influenza. Grupos prioritários podem receber gratuitamente a vacinação nos postos de saúde.

Quais vacinas existem contra a gripe?

Há duas vacinas disponíveis a trivalente e a tetravalente (ou quadrivalente). São os seguintes os vírus nelas contidos:

Trivalente: A (H1N1); A (H3N2); Influenza B do subtipo Brisbane

Tetra ou Quadrivalente: A (H1N1); A (H3N2); 2 vírus Influenza B, que são os subtipos Brisbane e Phuket.

A proteção contra o H1N1 está contida nas duas.

Estão indicadas para todas as pessoas, exceto para bebês com menos de 6 meses de idade. Dependendo do fabricante da vacina, um dos tipos da tetra só pode ser dado para crianças maiores de 3 anos de idade. A Trivalente pode ser dada para todos acima de 6 meses. Crianças de 6 meses a 1 ano tem que tomar duas doses com intervalo de 1 mês.

Qual é a vacina oferecida pelo SUS?

A vacina oferecida pelo SUS nos postos de saúde e centros de vacinação é a trivalente.

E a vacina da clínica particular?

Clínicas particulares costumam oferecer, além da vacina trivalente, a vacina tetravalente. Essa vacina também pode ser chamada de quadrivalente e já é oferecida pelo sistema público de saúde dos Estados Unidos, Reino Unido e Austrália.

Qual deve ser o preço da vacina? Como denunciar preços abusivos?

Segundo o Procon, caso seja constatado reajuste abusivo, as empresas poderão ser autuadas. O órgão não informou quantos hospitais foram notificados e se são da capital ou de outras cidades do estado.

O Procon investiga a informação de que houve hospitais e laboratórios privados que reajustaram o preço da vacina de R$ 120 para até R$ 215. No ano passado, segundo o órgão, o preço médio do imunizante era R$ 45.

Quanto tempo leva para a vacina fazer efeito?

Uma média de 2 a 3 semanas.

Quem tem prioridade para se vacinar gratuitamente?

– Crianças de 6 meses a menores de 5 anos;

– Gestantes;

-Trabalhador de saúde;

-Povos indígenas;

-Indivíduos com 60 anos ou mais de idade;

-População privada de liberdade;

-Funcionários do sistema prisional;

-Pessoas portadoras de doenças crônicas não transmissíveis;

-Pessoas portadoras de outras condições clínicas especiais (doença respiratória crônica, doença cardíaca crônica, doença renal crônica, doença hepática crônica, doença neurológica crônica, diabetes, imunossupressão, obesos, transplantados e portadores de trissomias).

Qual é o calendário de vacinação na rede pública?

A campanha nacional de vacinação contra gripe está marcada para começar no dia 30 de abril e vai até o dia 20 de maio. Alguns estados, como São Paulo, podem antecipar a vacinação pelo SUS devido ao aumento precoce de casos da infecção. O Ministério da Saúde anunciou que começaria a enviar as doses aos estados a partir desta sexta-feira (1º).

04/04: vacinação gratuita dos profissionais de saúde.

11/04: podem ser vacinadas as crianças de 6 meses a 5 anos de idade, idosos, gestantes e portadores de doenças crônicas.

30/04: além dos grupos anteriores, podem receber a vacina puérperas de até 45 dias, detentos, funcionários da rede prisional e indígenas.

Quais são as contraindicações para a vacina?

De acordo com o Portal da Saúde, pessoas com alergia comprovada e importante ao ovo não devem receber a vacina. Quem está com imunodepressão, natural ou medicamentosa, deve receber orientações específicas do próprio médico.

  • Informações do Ministério do Trabalho