Fiocruz promete 5 milhões de vacinas contra Covid-19 para esta semana


Marcelo Carvalho

A Fundação Oswaldo Cruz (FioCruz) anunciou que entrega, até a próxima sexta-feira, 5 milhões de vacinas contra a Covid-19 ao Programa Nacional de Imunizações (PNI). Nesta quarta-feira, foram entregues cerca de 2,2 milhões de doses da vacina AstraZeneca/Oxford, das quais 215 mil seguirão diretamente para o estado do Rio de Janeiro.

Para a próxima sexta-feira, 16, está prevista a entrega de 2,8 milhões de doses do imunizante, totalizando 5 milhões na semana. Segundo a Fiocruz, o cronograma pactuado com o Ministério da Saúde segue o esquema de entregas semanais e está sujeito à logística de distribuição definida pela pasta.

Governo produziu uma tonelada de cloroquina atoa


OMS anunciou que o produto não tem eficácia nenhuma contra a covid, e pode aumentar a letalidade

André Lucas

O governo de Jair Bolsonaro já gastou mais de 90 milhões de reais em compra com medicamentos ineficazes contra a covid-19, como por exemplo cloroquina, azitromicina e o Tamiflu 

Enquanto isso, o Butantã, que já entregou as primeiras doses das vacinas aplicadas no Brasil, ainda não foi pago  pelo governo federal . 

Desde o início da pandemia, o Presidente da República, Jair Bolsonaro, e o ministro da saúde, Eduardo Pazuello, defendem o chamado tratamento precoce contra o corona vírus, com o uso dos medicamentos citados acima para combater o vírus nos primeiros estágios da doença. 

 Os medicamentos no entanto se mostraram ineficazes em diversos lugares do mundo, estudos rigorosos feitos na Europa e Estados Unidos comprovaram que esses remédios não fazem efeito nenhum contra o vírus e ainda podem ser letal. 

Os gastos da União com cloroquina, hidroxicloroquina, Tamiflu, ivermectina, azitromicina e nitazoxanida somam pelo menos R$89.597.985,50, segundo levantou a reportagem da BBC News Brasil por meio de fontes públicas. 

A cloroquina

Após testes iniciais a OMS interrompeu a pesquisa com o produto na segunda metade de 2020, após o remédio se mostrar ineficaz. 

Mesmo assim, o laboratório químico farmacêutico brasileiro comprou mais de uma tonelada de ingredientes  farmacêuticos ativos para a produção de cloroquina.

 O Ministério da Saúde lançou um protocolo para atendimento da covid-19 que recomendava o uso da cloroquina associada à azitromicina, aos primeiros sintomas da doença. Além dos medicamentos, o governo federal também investiu em vacinas contra o SARS-CoV-2.  

O tratecov

o Ministério da Saúde lançou nesta semana um aplicativo que visa incentivar o uso de medicamentos sem eficácia comprovada contra a covid-19.  

 Chamado de “TrateCOV”, o aplicativo ajuda a diagnosticar a doença, após o médico cadastrar sintomas do paciente e comorbidades, como diabetes.  

Em seguida, a plataforma sugere a prescrição de medicamentos como hidroxicloroquina, cloroquina, ivermectina, azitromicina e doxiciclina, o conhecido kit-covid. 

No aplicativo, são incluídas também informações sobre lugares frequentados pelo paciente ou contato com pessoas que tenham testado positivo para covid-19.

 Ao final, é apresentada uma pontuação de gravidade. Se for seis pontos ou mais, é dado o diagnóstico da doença. Em seguida, surge a opção de receber ou não tratamento precoce. Caso a resposta seja afirmativa, aparecem os nomes dos medicamentos, junto com as doses e quantidade de dias a serem administrados.   

o desenvolvedor Joselito Júnior analisou o código-fonte da página e descobriu que a cloroquina e remédios semelhantes sempre serão recomendados quando houver a opção de tratamento precoce, ou seja, quando o escore de gravidade for maior ou igual a 6.  

Segundo a Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), com base nos estudos científicos mais recentes e consistentes, não existe tratamento precoce para a covid-19.  

Além do App e da influência do próprio presidente, a cloroquina ainda é distribuída através do chamado “ kit covid”. 

Um levantamento com dez municípios com mais de 100 mil habitantes que distribuíram um kit com medicamentos para o chamado “tratamento precoce”, no ano passado, revela que nove deles registram uma taxa de mortalidade por covid-19 mais alta do que a média estadual. O que ressalta o resultado da pesquisa feita pela OMS, “A cloroquina não tem eficácia contra o Covid 19, e aumenta a chances de letalidade”. 

Se vai viajar, não esqueça de tomar sua vacina


Conhecer novas culturas é sempre muito bom não é mesmo? Mas, além dos cuidados com hospedagem, condições do tempo, cotação da moeda local. Há também outros infortúnios que podem tirar todo o brilho do seu esperado passeio. Por isso, é importante não se descuidar da saúde. Se você for, por exemplo, para países que exijam o certificado internacional de vacinação contra a febre amarela, emitido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), deve tomar a vacina padrão, mesmo que tenha tomado a dose fracionada.

“A adoção do fracionamento das vacinas é uma medida preventiva que será implementada em áreas selecionadas, durante período determinado de 15 dias, informou o Ministério da Saúde.

De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), os viajantes internacionais fazem parte do grupo de pessoas não indicadas a receber a vacina fracionada – gestantes, crianças de nove meses a menores de dois anos e indivíduos com condições clínicas especiais (portadores de HIV/Aids, pacientes ao final do tratamento de quimioterapia e aqueles com doenças hematológicas, entre outras).

A campanha de vacinação contra febre amarela com doses fracionadas foi lançada esta semana pelo Ministério da Saúde e tem por objetivo aumentar a cobertura vacinal do país. A vacinação fracionada será adotada nos estados do Rio de Janeiro, de São Paulo e da Bahia.

Os moradores dessas cidades, caso recebam a dose fracionada, mas decidam viajar a um país que exija o certificado internacional de vacina contra a febre amarela, precisam tomar a dose padrão, segundo a agência.

A Anvisa alerta que não será emitido, “em hipótese alguma”, o certificado internacional a quem apresentar o comprovante de vacinação fracionada. É preciso tomar a dose padrão, em qualquer unidade de saúde. No entanto, é necessário apresentar um comprovante da viagem, por exemplo, o bilhete da passagem.