Europa está em alerta: Nova mutação do covid é registrada no continente


Apesar do medo de um novo surto, os europeus estão esperançosos com o começo da vacinação

André Lucas

Europa vive em alerta com o surgimento de uma nova mutação do vírus covid – 19. Autoridades locais na Inglaterra, França, Áustria, Holanda e Dinamarca aumentaram as restrições para o combate as aglomerações nesse fim de ano, o medo é que tenha um surto da nova mutação. Países vizinhos proíbem voos para os países com a mutação registrada. Na semana passada  o governo do Reino Unido decretou lockdown após muita pressão de médicos e cientistas.

O que sabemos da mutação do covid – 19 até agora?  

Um estudo na London School de Higiene e Medicina Tropical (universidade inglesa)  apontou que o vírus é até 74% mais contagioso. 

“Com base nos dados preliminares disponíveis”, o estudo conclui que a variante do Sars-Cov-2, que suspeita-se estar na origem do forte aumento do número de casos no sudeste da Inglaterra nas últimas semanas, “poderia ser 50% a 74% mais transmissível” do que as formas do vírus até agora em circulação. O recente aumento no número de infecções” em várias regiões “pode continuar e se espalhar para todas as partes do Reino Unido, se não houver uma ação imediata.” afirmou Nick Davies, biólogo que participou da pesquisa.  

Até agora sabemos que 12 países registraram a nova mutação do vírus, são eles; França, Espanha, Inglaterra, Japão, Suécia, Suíça, África do Sul, Alemanha, Canadá, Itália, Dinamarca, Austrália e Holanda.

A Espanha registrou recentemente os casos da mutação do novo Vírus, o  vice conselheiro de Saúde Publica de Madrid afirmou que os casos registrados no país São devidos a vinda de pessoas da Inglaterra para a Espanha.

“A situação dos pacientes confirmados não é grave, sabemos que a cepa é mais transmissível, mas não provoca gravidade. Não se deve tomar a notícia com nenhum tipo de nervosismo”. 

A França também divulgou recentemente que registrou caso da nova mutação do corona Vírus. A boa notícia é que o país já recebeu doses da vacina e começou a distribuir nesse domingo dia 27 de dezembro. Diferente do resto da Europa que optou por vacinar primeiro os trabalhadores da saúde que estão na linha de frente na luta contra o covid-19, a França optou por vacinar primeiro os idosos vulneráveis em grupos de riscos. 

“pessoas mais susceptíveis de adoecerem e de adoecerem com formas graves. Não esquecendo que no pessoal da saúde poderá haver também pessoas vulneráveis, doentes, que necessitem de ser vacinadas na primeira fase”. Afirmou Suzette Fernandes, responsável de utentes no Hospital Henri Mondo de Créteil. 

Vacinação no resto da Europa: 

A União Europeia também começou a vacinação em massa nesse domingo, os países do bloco elaboraram uma campanha de vacinação juntos. Aposentados e idosos foram os primeiros a serem vacinados no continente. O bloco de países europeus fizeram acordos com diversas fabricantes de vacinas contra o Covid-19, como por exemplo a Pfizer, AstraZeneca e a Moderna.  O acordo prevê 2 bilhões de doses da vacina e todos os adultos vacinados até o fim de 2021.  

A vacinação contra o Covid também começou na Noruega, que apesar de não estar no bloco econômico europeu, participa do movimento da UE.

Vacinação contra gripe começa na segunda-feira em todo o País


O Ministério da Saúde lança na próxima segunda-feira, 23, a Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe. Até o dia 1º de junho, crianças entre 6 meses e 5 anos, maiores de 60, trabalhadores de saúde, professores, pessoas privadas de liberdade, com necessidades especiais, gestantes, mulheres que tiveram filhos nos últimos 45 anos e indígenas poderão ir a um dos postos de saúde para receber o imunizante. Neste ano, a vacina protege contra o H1N1, influenza B e o H3N2, tipo de vírus que provocou um aumento significativo de casos e de mortes relacionadas à doença no Hemisfério Norte. Em Goiás, em virtude do aumento de casos de gripe, a campanha foi antecipada.mitos-e-verdades-sobre-h1n1

Há dois critérios que determinam a escolha de grupos atendidos pela campanha de vacinação contra gripe. Em primeiro lugar, os mais vulneráveis. Pessoas que, se contaminadas, têm maior risco de contaminação, como idosos, crianças e gestantes. Em segundo lugar, estão integrantes de grupos mais expostos ao vírus, como profissionais de saúde, pessoas privadas de liberdade e professores.

Cuidado com o Telefone.ninja


Mais um perigo ronda a internet. A Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) alerta para uma nova fraude na Internet. O site telefone.ninja, compartilhado em redes redes sociais, rouba dados dos usuários e espalha vírus associando a seu IP de acesso aos dados pesquisados, o chamado phising.

O site possui uma interface simples e, ao ser feita a pesquisa por nome, apresenta parte do endereço e telefones associados a uma pessoa.

O-site-telefone.ninja-é-um-exemplo-de-monstro-criado-por-internautas

O phising, segundo agentes da DRCI, é uma forma de fraude eletrônica, caracterizada por tentativas de adquirir fotos, músicas e outros dados pessoais ao se fazer passar por uma pessoa confiável ou uma empresa enviando uma comunicação eletrônica oficial.

Os agentes alertam que tais tipos de crimes são comuns em formas de links, imagens e MP3. Até a publicação desta reportagem, o site continuava no ar.

Plantas da Amazônia podem ser armas contra o Aedes aegypti


Pesquisadores da Universidade Federal do Amapá investigam o potencial de plantas da Amazônia no controle de mosquitos vetores no Brasil – em especial, o Aedes aegypti, transmissor da dengue, da febre chikungunya e do vírus Zika. O estudo analisa extratos vegetais e óleos essenciais das plantas e sintetiza as chamadas nanoemulsões – substâncias concentradas e que têm princípios ativos que podem, por exemplo, matar larvas de mosquito ou afastar picadas de inseto.

Segundo informações do professor do Departamento de Ciências Biológicas e da Saúde, Raimundo Nonato, informou que a equipe é composta por aproximadamente dez pessoas – três profissionais da biologia e sete da área de ciências farmacêuticas. A pesquisa, segundo ele, está em andamento há pelo menos 12 meses. Recentemente, um artigo sobre os avanços alcançados pelo grupo foi publicado na revista norte-americana Plus One.

Saiba mais: https://carvalhonews.com.br/o-virus-da-zika-no-mundo/

“Já temos mais de cinco substâncias que se mostraram extremamente eficientes na atividade larvicida e que são oriundas de plantas testadas”, disse Nonato. “A prioridade foi dada por causa da necessidade iminente de desenvolver substâncias que possam colaborar para o controle das larvas de forma ecologicamente mais correta, causando danos menores ao meio ambiente”, completou.

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Pelo avanço dos trabalhos, a previsão do pesquisador é de que, com mais um ano de estudo, a equipe consiga chegar à formulação final desses produtos. Em seguida, inicia-se o processo de pedido de patente e o registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). “Sendo otimista, mais dois anos, no máximo”.

“A Índia, o Paquistão e alguns grupos de pesquisadores nos Estados Unidos já têm estudos bastante avançados na produção de repelentes a partir de extratos naturais e óleos vegetais”, comentou Raimundo Nonato. “A produção, nesses casos, tende a ter um custo menor, mas não é algo simples de se fazer. Para que se produza um inseticida natural em grande escala, é necessário dominar técnicas de cultivo e um conhecimento paralelo da parte agronômica”.

 

Fonte: Agência Brasil

O vírus da Zika no mundo


O quadro é alarmante mesmo. Entre 3 e 4 milhões de pessoas devem contrair o vírus Zika em 2016 no continente americano, sendo que 1,5 milhão desses casos devem ser registrados no Brasil. A estimativa foi divulgada recentemente pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), braço da Organização Mundial da Saúde (OMS) nas Américas. O cálculo considera o número de infectados por dengue, doença transmitida pelo mesmo vetor, o mosquito Aedes aegypti, em 2015, e a falta de imunidade da população ao vírus.

Pelo menos 22 países e territórios já confirmaram a circulação autóctone do vírus Zika, desde maio de 2015, segundo a Opas. A maioria está localizado no continente americano. São eles: Brasil, Barbados, Colômbia, Equador, El Salvador, Guatemala, Guiana, Guiana Francesa (França), Haiti, Honduras, Martinica (França), México, Panamá, Paraguai, Porto Rico (EUA), Ilha de São Martinho (França/Holanda), Suriname, Venezuela, Ilhas Virgens (EUA), Samoa e Cabo Verde.

Além desses países, o Centro Europeu de Controle e Prevenção de Doenças (ECDC, na sigla em inglês) também aponta casos da doença na Bolívia, em Curaçao, na República Dominicana, em Guadalupe (França), na Nicarágua, Tailândia, em Fiji, nas Ilhas Maldivas, Nova Caledônia (França) e nas Ilhas Salomão. O órgão ainda indica que 10 países da Europa registraram casos importados de Zika: Dinamarca, Finlândia, Alemanha, Itália, Portugal, Holanda, Espanha, Suécia e Reino Unido.

O Centro de Controle de Doenças dos EUA (CDC, na sigla em inglês) informou que um morador do Texas é o primeiro infectado com o vírus Zika no país. O homem havia visitado a América Latina recentemente.

De acordo com a diretora da Opas, Carissa F. Etienne, o vírus Zika está se espalhando rapidamente pelas Américas e pode chegar a todos os países do continente, exceto o Canadá e o Chile continental, onde o Aedes aegypti, mosquito transmissor da doença, não está presente.

Ainda não há dados consolidados e precisos do número de casos da doença nos países que registraram a ocorrência do vírus. Segundo a diretora, a dificuldade na obtenção de números confiáveis de casos de infecção pelo vírus Zika se deve a várias razões, como o fato de o vírus ser detectável somente por alguns dias no sangue das pessoas infectadas, e dos médicos, assim como os exames laboratoriais, não conseguirem com facilidade diferenciar os casos de Zika de doenças como dengue e chikungunya, que têm sintomas semelhantes.

Além disso, apenas uma em cada quatro pessoas infectadas apresentam os sintomas, o que significa que somente uma pequena parcela de pessoas procura os serviços de saúde, prejudicando a contagem dos casos da doença.

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Vírus Zika

Da família Flaviviridae e do gênero Flavivirus, o vírus Zika provoca uma doença com sintomas muito semelhantes ao da dengue, febre amarela e chikungunya. De baixa letalidade, causa febre baixa, hiperemia conjuntival (olhos vermelhos) sem secreção e sem coceira, artralgia (dores nas articulações) e exantema maculo-papular (manchas ou erupções na pele com pontos brancos ou vermelhos), dores musculares, dor de cabeça e dor nas costas.

O vírus é transmitido pela picada dos mosquitos da família Aedes (aegypti, africanus, apicoargenteus, furcifer, luteocephalus e vitattus). A partir da picada, a doença tem um período de incubação de aproximadamente quatro dias no organismo humano até os sintomas começarem a se manifestar, que podem durar até 7 dias.

Como não existe um medicamento específico contra o vírus, o tratamento atual serve apenas para aliviar os sintomas. Assim, o uso de paracetamol, sob orientação médica, é indicado nesses casos.

As medidas de prevenção e controle da doença são as mesmas adotadas para a dengue, febre amarela e chikungunya, como eliminar os possíveis criadouros do mosquito, evitando deixar água acumulada em recipientes como pneus, garrafas, vasos de plantas e fazer uso de repelentes.

No Brasil, as autoridades de saúde investigam a relação do Zika com o aumento da ocorrência de microcefalia, uma anomalia que implica na redução da circunferência craniana do bebê ao nascer ou nos primeiros anos de vida, entre outras complicações. O Ministério da Saúde confirma 270 casos de bebês que nasceram com microcefalia por infecção congênita, que pode ter sido causada por algum agente infeccioso, inclusive o vírus Zika, e 49 mortes. A pasta ainda investiga outros 3.448 casos suspeitos de microcefalia no país.

Também associado ao vírus, os órgãos de saúde de vários países da América do Sul e Central, incluindo o Brasil, verificaram um crescimento de casos da síndrome de Guillain-Barré (SGB). A doença neurológica, de origem autoimune, provoca fraqueza muscular generalizada e, em casos mais graves, pode até paralisar a musculatura respiratória, impedindo o paciente de respirar, levando-o à morte.

De acordo com a OMS, o Zika pode causar outras síndromes neurológicas, como meningite, meningoencefalite e mielite.

Veja abaixo, quais os sintomas da Zika, Dengue e Chikungunya e previna-se. Faça a sua parte para erradicar esse mal.

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Agora é a vez do H1N1


Mais três diagnósticos de H1N1 foram confirmados em São Paulo, estado onde têm sido notificados casos fora de época da infecção por esse vírus da gripe. Desta vez, o humorista Tom Cavalcante, a mulher, Patrícia, e a filha mais nova do casal, Maria, de 16 anos, foram internados na capital paulista com sintomas da doença. De acordo com a infectologista Nancy Bellei, professora da Universidade Federal de São Paulo, embora o pico de circulação do H1N1 no Sudeste seja em junho e julho, já é preciso ficar atento desde agora com a gripe suína.

— É um vírus que prefere temperaturas amenas. A queda de temperatura facilita a transmissão porque favorece a permanência dele em gotículas no meio externo (fora do corpo humano) — explica.

Foto: Marco Antônio Cavalcanti
Tom Cavalcanti e esposa estão internados                         Foto: Marco Antônio Cavalcanti

 

Tipo de influenza A, o H1N1 provoca os mesmos sintomas que outros vírus da gripe. A diferença é que, quando o quadro infeccioso se complica, há aparecimento precoce de falta de ar — no segundo ou terceiro dia após as primeiras manifestações de tosse seca e febre alta. Embora sejam raras, complicações podem acometer mesmo adultos jovens sem doenças crônicas associadas.

— O H1N1 tem potencial de replicação maior que o H3N2 (outro influenza A) no trato respiratório — diz Nancy Bellei. — Nos casos que evoluem sem complicar, a diferenciação de qual vírus causou a gripe só pode ser feita através de exames laboratoriais.

Segundo a infectologista, em 2015 foram vistos mais casos de H3N2 do que de H1N1 no Brasil. No entanto, o vírus da gripe suína predominou na segunda parte do inverno do hemisfério norte, o que pode ter antecipado a chegada dele aqui, trazido por turistas. Assim, espera-se que haja aumento de casos de H1N1 neste ano.

Fique por dentro

O H1N1 é transmitido de pessoa a pessoa, sobretudo por tosse ou espirro.

Os sinais da gripe surgem depois do período de incubação do vírus, de três dias: dor de garganta, dor de cabeça, febre alta (acima de 39 graus), tosse seca (em até 24 horas após os primeiros sintomas), cansaço e dor no corpo. Espirros e coriza não ocorrem em todos os casos.

Lavar as mãos com frequência é o mais importante. Dormir bem, controlar o estresse, beber bastante líquido, comer alimentos saudáveis e evitar contato com pessoas doentes reforçam a proteção.

A mudança de tempo (calor e frio) não afeta o organismo a ponto de facilitar a infecção por H1N1, garante Nancy Bellei.

Crianças de até 2 anos, idosos, gestantes e doentes crônicos têm mais risco de complicação.