Eles dão o melhor de si para arrancar seu aplauso na avenida


Os passistas são uma atração a mais nos desfiles da escolas de samba

Marcelo Carvalho

À primeira vista, eles são sinônimo de alegria, dedicação e muito samba no pé. Eles são os passistas! Um grupo para lá de motivado, que faz a diferença na avenida. Afinal, eles influenciam diretamente no desempenho da escola nos quesitos Harmonia e Evolução.

Além disso, de acordo com o compositor e presidente da Liga Independente das Escolas de Samba de Corumbá, Mato Grosso do Sul, Victor Raphael de Almeida, em um desfile de escolas de samba, a ala dos passistas fica posicionada estrategicamente antes ou depois da bateria. Além de ouvir melhor o ritmo para facilitar a dança, esta ala, especificamente, não possuía obrigatoriedade de abrir os espaços com o mesmo rigor que as demais alas do desfile. Isso porque o samba exige um espaço maior para sua desenvoltura.

Vestindo a camisa do samba

Fábio Silva é passista da Escola Unidos da Alvorada, há três anos. Ele também é o atual Rei Momo da Escola. “Como Rei Momo não represento apenas a escola de samba, mas sim todos os pavilhões do Carnaval de Manaus.  Sou o rei do carnaval”. Resume ele orgulhoso.

Rei Momo, Fábio Silva, durante o desfile da Escola Unidos da Alvorada. Foto: arquivo pessoal

Silva garante que não há sensação melhor que se presentar para o público durante o carnaval. “O passista veste a camisa do samba para transmitir amor e alegria para o público que o assiste”, explica.

O passista ressalta que os sambistas representam a cultura de um povo. “O carnaval não é brincadeira, como muitos acham. Ele gera empregos, movimenta a economia e estimula o turismo. Muita gente tira o seu sustento do carnaval”, ressalta.

O necessário para ser um passista

Acima de tudo, o passista usa de gestos para compor a sua apresentação de forma elegante e eficiente. Além do tão falado samba no pé, é necessário ter graça e sexualidade. Se você deseja se tornar um passista também precisa ter mais de 18 anos.

O desejo de ser adulto


Julia Vitória

Quando somos crianças temos a visão de que ser adulto é demais! Imaginamos que, quando os 18 anos chegar, teremos independência e estabilidade, contudo não é bem assim. A vida de adulto pode ser mais complicada do que os jovens pensam. Responsabilidade, trabalho e muita das vezes pouco  tempo para a diversão, mas afinal o que é, e como é ser adulto? 

Ser adulto não é somente assumir responsabilidades e ter uma vida cheia de regras, o fato que às vezes muitas pessoas não sabem é que a idade adulta implica em realizar aquilo que se quer quando é criança. Afinal, muitos jovens procuram a tão sonhada liberdade. A famosa frase “quando eu for adulto isso irá mudar” ou “quando eu for adulto irei fazer isso” requer muita coragem. De fato, ter a maior idade não quer dizer que se tem a maturidade.

O processo de amadurecimento é bem gradual. E, de pessoa para pessoa. A idade não tem muito haver com a maturidade, pois alguém de 20 anos pode ser mais maduro do que alguém de 50 anos.

Ser adulto não é ser um chato com todos. É claro que se assume responsabilidades que vem  com a idade, porém a juventude prevalece em alguns adultos por toda  a vida. Isso não quer dizer que a informalidade. É um meio de imaturidade, os jovens adultos como são chamados só não são tão formais quanto às pessoas acham que devem ser. “Não vejo a hora de terminar os estudos para ter uma estabilidade” também é associada à idade adulta, contudo, isso não só depende de terminar ou não a faculdade, mas sim de ter uma organização. 

E para falar a verdade, nem todo adulto tem essa organização para conseguir uma estabilidade financeira desejada para não apertar o bolso no final do mês. As pessoas conseguem realmente disfarçar as tempestades de forma bem dinâmica, contudo às vezes associam a idade adulta  com a resolução dos problemas e não é bem assim.

Para a psicóloga Roberta Luchi dos Santos, a fase de ser criança  tudo é  limitado, e alguns sentimentos e emoções reprimidas, nos faz idealizarmos que a vida adulta é uma vida livre, em que podemos ter a nossa liberdade. “Ser adulto implica em praticar o ato e ser responsável pelas consequências”, afirma a psicóloga.

À estudante de jornalismo Victoria Camillo fala que ser adulto é saber que infelizmente não há mais pessoas boas como as que víamos nos desenhos e super heróis para aparecer na hora de apuros e nos salvar de uma catástrofe, “ser uma mulher adulta é ter consciência de que todos os privilégios são dos homens, os de sair na rua de noite e não se preocupar, andar por aí com a roupa que quiser e fazer o que quiser da vida, ser adulto é ser julgada dia e noite pelo que você fez, pelo que não fez e principalmente por não ser como as pessoas querem que seja” disse Victoria. 

Muitas vezes os jovens afirmam que a vida adulta é mais complicado ou melhor que a de quando são adolescentes, mas as responsabilidade do dia, as contas no fim do mês ou aquele problema que muitas vezes parece gigante, tomam conta da mente de uma pessoa na idade adulta, o fato é que não se pode falar que se vive de uma maneira só, e que isso implica conquistar pequenas coisas até chegar ao objetivo final saber o que realmente é ser adulto.

Dia Universal do Palhaço: profissionais falam sobre seu amor pela profissão e a experiência transformadora


Cenário provocado pela pandemia tornou ainda mais difícil as atividades da profissão

Thais Paim

Em um ano com tantos desafios, perdas e incertezas, sem dúvida rir e fazer rir nunca foi tão importante. Ter a chance de saborear um bom e largo sorriso tem sido cada dia mais um privilégio e por isso que quem domina a arte de encantar e divertir a todos merece um olhar e atenção especial.

E a pergunta que está na memória da maioria de nós e provavelmente marcou a infância de muitos, dá uma grande pista do que é celebrado nesta quinta-feira: “Hoje tem marmelada? Tem, sim senhor!”. Em 10 de dezembro é comemorado o Dia Universal do Palhaço, uma das figuras mais marcantes da história das artes.

Personagem universal, que consegue arrancar gargalhadas de pessoas com diferentes idades, é a verdadeira representação da alegria. Com tamanha importância na história, é um símbolo do imaginário infantil, mas não se restringe apenas a ele.

O Dia do Palhaço é comemorado pela Companhia Abracadraba de São Paulo desde de 1981, mas foi apenas em 2017 que a data foi instituída pelo Poder Público através da Lei 13.561/17. Atualmente, o dia é celebrado em todo o país.

Mestres da alegria e suas histórias

Palhaço Andruxa no Festival Mixórdia, em Ilhéus (Ba). Foto: Vinicius Kaiowá

“Ser palhaço é amor”, é assim que Fábio Nascimento, o palhaço Andruxa, se refere ao seu ofício. A frase simples, mas profunda, reflete uma paixão e encantamento pela profissão.

E poderia ser diferente? Para Andruxa, não. “A experiência do contato com a palhaçaria na minha vida é essencial. Não me vejo outro ator, outra pessoa. Ela foi e é fundamental para que eu enxergue um mundo mais democrático e afetuoso. É o que me faz ter fé na humanidade”.

A última afirmação tem uma relação muito forte com os dias em que vivemos e simboliza o contraponto que a arte de ser palhaço traz para a sociedade: sorrisos em meio à muitas tristezas e dores.

Fábio, é de Ilhéus, uma cidade nas margens dos rios Cachoeira e Almada, na Bahia. Componente do grupo de teatro e circo Maktub, encontrou nessa profissão o desafio de se reconectar com uma essência pura, buscando expor suas fraquezas.

Questionado sobre qual seria o significado de ser palhaço, Andruxa responde com clareza, mas sem deixar de lado a emoção e admiração que carrega consigo:

“Significa milhares de coisas, lugares e sensações. Significa reconectar-se com sua essência interior, a sua criança. Abrir portas e gavetas que o tempo e a “adultice” fechou e te fez esquecer. É comunicar-se com este mundo interior e dialogar com o interior das outras pessoas, até sem elas perceberem. É fazer as pazes com suas dores e traumas. É amar-se para amar o outro”.

Para Andruxa, a imagem do que é um palhaço para o senso comum dificulta na oportunidade de trabalhos e a possibilidade diálogos mais profundos. Foto: BrutaFlow

Fábio falou também sobre como a falta de informação faz com as pessoas esperem um estereótipo e quando isso não ocorre, acabam não considerando esses profissionais como palhaços. Além disso, aproveitou a data para deixar um recado cheio de afeto e também de ampliação da visão que se tem do seu ofício: “A mensagem que deixo é que através das bobagens de uma palhaça, de um palhaço, existe uma pessoa que se cura e escolhe o que há de melhor nela para oferecer ao espectador. Que ser palhaço é muito além das expectativas e conhecimentos superficiais. Ser palhaço é ser feliz e aceitar-se. Ser palhaço é amor”.

Você pode acompanhar os trabalhos do palhaço Andruxa através do seu perfil do Instagram: @fabionascimentocoronel.

Palhaço Radiola, artista independente em Salvador (Ba). Foto: Arquivo pessoal

Se o papel do palhaço é levar alegria para todos, o riso contagiante do palhaço Radiola, Raphael Ruvenal, não deixa dúvidas de que essa missão é sempre cumprida com sucesso.

Artista independente, na cidade de Salvador, Raphael tem o amor pela profissão estampado no rosto e nas palavras. Questionado sobre o motivo de ter começado nesse ofício, ele responde: “A palhaçaria que me escolheu e eu escolhi ser palhaço”.

Tendo o seu primeiro contato com essa arte em 2015, a experiência se apresentou como uma oportunidade de transformação, “tive um encontro comigo mesmo”. Segundo ele, através da profissão foi possível aceitar suas fragilidades e defeitos.

O cenário da pandemia provocou grandes dificuldades em diversos setores e sem dúvidas a cultura foi um dos meios mais afetados. Profissionais como o palhaço Radiola tiveram suas atividades paralisadas e vivem dias preocupantes: “Estou sem trabalhar há 9 meses por causa da pandemia. Eu vivo da palhaçaria e por isso venho passando por esse processo árduo, sem poder fazer meus trabalhos. Porém, tenho trabalhando muito em casa, pesquisando e fazendo cursos”.

Raphael tem contado com o apoio de alguns amigos através da doação de cestas básicas, mas torce para que dias melhores possam chegar o mais breve possível. Apesar das preocupações e desafios desse período, não deixa o sorriso de lado ao torcer por um cenário melhor. A união de todos nesse momento crítico que vivemos é muito significativa e toda ajuda, seja ela qual for, é sempre bem-vinda.

Palhaço Radiola em apresentação nas ruas de Salvador. Foto: Arquivo pessoal

Tendo se apresentado em lugares diversos, sempre honrado esse ofício milenar, Radiola destaca o valor histórico do palhaço e diz que esses profissionais são “doutores da alegria”, ao ressaltar como acredita na missão de levar não só felicidade, mas a leveza e sensação de liberdade para as pessoas.

Se reinventar foi preciso e por isso que Raphael tem aproveitado o tempo de isolamento para ampliar os seus horizontes e criar novas formas de levar a arte de fazer sorrir para mais pessoas. O projeto de estimular a arte da palhaçaria em comunidades surgiu do desejo de conduzir alegria e reflexões para o povo.

“Acredito na arte que transforma e liberta as ideias, as imaginações. Eu sou outro ser depois da palhaçaria e quero levar para o mundo a fora minhas experiências artísticas. Que eu seja um veículo de transformação e reflexões. Atualmente, busco apoio para poder desenvolver esse projeto”, conclui Radiola.

Para saber mais sobre o trabalho do palhaço Radiola e também oferecer algum tipo de apoio, basta acessar o perfil do artista: @palhacoradiola ou entrar em contato através do número: (71) 9 8663-3361.

Saiba mais: O que é preciso para ingressar na carreira de palhaço? – Carvalho News

Itabuna: esse mês tem colônia de férias


A Prefeitura de Itabuna, através do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos da Secretaria Municipal de Assistência Social (SAS) realiza nos próximos dias 12, 13 e 14 de fevereiro, a tradicional Colônia de Férias. Com o intuito de proporcionar uma série de atividades recreativas e educacionais para as crianças das famílias beneficiárias dos programas sociais executados pelo município.  O evento acontecerá na Usemi, sempre das 8 às 12h.

Crianças se divertindo Foto: divulgação
Crianças se divertindo          Foto: divulgação

Contando com uma equipe multidisciplinar que compreende desde assistentes sociais a orientadores e monitores especializados, a Colônia de Férias terá uma programação diversificada, incluindo brincadeiras, oficina dança, jogos, além de banho de piscina e brinquedos montados especialmente para a criançada.

Banda Pholhas


Eles são como o vinho: melhores a cada ano que passa. O Grupo Pholhas está a todo vapor e com planos de lançar seu novo cd em breve. “Temos a pretensão de realizá-lo e lançá-lo ainda em 2017”, garantem. Sobre o atual cenário musical, os músicos acreditam que não mudou muito: “o mais difícil é repetir o sucesso mais de uma vez, mas na verdade, sempre foi assim, realizar um novo hit é raro, e isso também depende de mídia adquirida e mais outros ‘n’ fatores”, avaliam. A banda recebeu a reportagem do Blog Carvalho News para falar sobre sucesso, projetos, fãs e muito mais. Quer saber das novidades deste talentoso grupo? Então, não perca tempo! Boa leitura!

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Banda Pholhas Fotos: divulgação

Blog Carvalho News – Quanto tempo a Banda Pholhas tem de estrada?

Banda Pholhas – Os Pholhas completaram 48 anos de atividade em fevereiro de 2017, sendo assim uma das mais longevas no cenário artístico musical brasileiro.

CN – Há alguma banda ou cantor que serve de inspiração para vocês?

Banda Pholhas – primeiras influências vêm da década de 1960, com Beatles, Rolling Stones, The Who, Steppen Wolf, Bloodrock, Grand Funk Railroad,  falando dos roqueiros e Bee Gees,  Classics IV, B.J.Thomaz, Johnny Rivers, dos baladeiros.

CN – Como vocês avaliam o nosso atual cenário musical?

Banda Pholhas – O cenário musical não só brasileiro, mas mundial, atualmente é muito dinâmico devido ao tipo de comunicação existente, absurdamente frenética, que conduz os artistas a uma produção desenfreada e em função de um filtro cada vez mais exigente produz sucessos fugazes, porém popularíssimos. O mais difícil é repetir o sucesso mais de uma vez, mas na verdade, sempre foi assim, realizar um novo hit é raro, e isso também depende de mídia adquirida e mais outros ‘n’ fatores.

CN -My Mistake e She Made Me Cry são alguns de seus hits. O que é necessário para que uma canção caia no gosto popular?

Banda Pholhas – Quando se consegue emplacar um primeiro sucesso, a mídia e o público se preparam para a próxima novidade, facilitando assim sua divulgação inicial, porém o produto tem que ser bom e de acordo com a expectativa. No caso dos Pholhas, assim ocorreu com os seguidos sucessos ‘She made me cry’ e ‘Forever’ – foram 3 discos de ouro na sequência, praticamente um a cada ano de 1973 a 1975.

CN – O que os membros do grupo costumam ouvir e apreciar?

Banda Pholhas – Cada um com seu gosto individual em função de suas experiências musicais, o Paulinho Fernandes(bateria) ouve muito Jazz Contemporâneo, Fusion(JazzRock) e algumas pérolas da MPB tais como Ivan Lins, Djavan, Dori Caimmy, Milton Nascimento e Elis Regina;   Bitão(guitarra) curte Rockn’Roll, MPB e World Music;  João Alberto(contrabaixo) ouve Jazz em todas suas nuances, e Elias Jó(teclados)curte também muito Jazz, MPB em suas variadas modalidades e Rockn’Roll.

CN – Sobre o repertório. Como é feito esse processo de composição e escolha das melodias?

Banda Pholhas – Os Pholhas em toda sua carreira sempre trabalharam juntos, e as principais canções foram assim compostas, normalmente durante os ensaios e trabalhos em estúdio com as contribuições individuais que ao final redundavam no ‘jeito’ ou ‘estilo’ Pholhas. Dessa forma foi feito o último produto, as 4 músicas do novo EP – Pholhas cantam as músicas do Rei Roberto Carlos – nova roupagem às canções originais dos anos 1960.

CN -“Pholhas 45”. O que esse cd representa para vocês?

Banda Pholhas – Pholhas 45 anos – possibilitou-nos, em algumas músicas, agregar detalhes tanto instrumentais como vocais que trouxeram uma sonoridade atualizada e, em outras, novos arranjos que satisfizeram nossos planos antes da gravação em si. Trouxe um envolvimento bom e genuíno entre os componentes, e também com os técnicos de gravação como há muito não se via na banda. A colaboração foi total e o resultado muito nos satisfez, motivando-nos a novos trabalhos.

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CN – Como anda os preparativos para o novo cd?

Banda Pholhas – Estamos na fase de pesquisa, composição e algumas decisões sobre o formato desse novo trabalho, e temos a pretensão de realizá-lo e lançá-lo ainda em 2017.

CN – O Pholhas já levou sua música para fora do país. Qual a melhor lembrança que vocês guardam dessas turnês?

Banda Pholhas – HOJAS – êsse é o nome do LP que a gravadora RCA lançou na Espanha e países de língua espanhola da América Latina. Para isso, os principais sucessos My mistake e She made me cry foram regravados em espanhol na época. Apesar de não ter sido lançado nos EUA, a comunidade hispânica tomou conhecimento do disco em vinil, o que nos possibilitou realizar um belo show em New Jersey em fevereiro de 1975.

CN – Quais os projetos da banda? Há alguma novidade que possa nos adiantar?

Banda Pholhas – Os projetos não param e a banda Pholhas investe em novidades frequentes para as apresentações ao vivo com um moderno audiovisual e as gravações com novas canções que devem ser realizadas ainda êste ano. Além disso, existe o trabalho junto ao seu grande número de fãs, utilizando as ferramentas da internet, imprescindíveis hoje para comunicação rápida e criativa.

CN – Vocês muitos fãs. Qual a mensagem que gostaria de deixar para eles?

Banda Pholhas – A mensagem que toda comunidade ‘Pholhas’ espera é “o show não pode parar” e novidades estarão por aí para muito breve.  Uma banda com todo êsse sucesso alcançado ao longo dessas décadas todas não tem como ser brecada pois já atingiu velocidade de cruzeiro. E assim continuará.

 

 

Lívia Andrade


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Lívia Andrade Foto: divulgação

Ela é linda, espirituosa, alegre, franca e talentosa. Lívia Regina Sorgia de Andrade, ou Lívia Andrade é uma daquelas artistas que agrada de crianças a idosos. Ela também é sinônimo de carnaval talvez por sua longa passagem à frente da bateria da escola de Gaviões da Fiel de São Paulo. Lívia também é presença certa no quadro dominical “O Jogo dos Pontinhos”, no Programa Sílvio Santos (SBT), geralmente dando respostas muito engraçadas. Difícil imaginar que, quando jovem, a atriz era inibida. “Na época da escola eu era muito tímida”, revela. Entre um compromisso e outro, Lívia recebeu gentilmente a reportagem do Blog Carvalho News para falar da carreira, inveja no meio artístico, planos e muito mais. Quer saber mais? Então leia a entrevista a seguir.

Blog Carvalho News – Você iniciou sua carreira aos 13 anos, como modelo, realizando algumas campanhas publicitárias. Naquela época quais eram os seus planos?

Lívia Andrade – Naquela época eu só queria começar a trabalhar para ter minha independência financeira e começar a ser alguém na vida, o meio da moda e o meio artístico meio que entraram na minha, e como entrava uma grana legal, achei interessante, afinal eu queria ganhar meu dinheiro.

Blog Carvalho News – De que forma essa rotina de trabalho impactou sua vida?

Lívia Andrade – Mais jovem eu tinha muita disposição para trabalhar e não queria perder nada, porém dependia da ajuda da minha mãe ou tio pra me levar e acompanhar, é um meio perigoso cheio de gente querendo tirar proveito e eu já sabia que deveria tomar alguns cuidados como não ir sozinha pra lugar nenhum, acho que atrapalhei a vida deles um pouco (risos). Eu estudava nessa época e sempre fui boa aluna, nunca repeti ou fiquei de recuperação. A única coisa chata e que me atrapalhava as vezes eram os outros alunos, como eu aparecia na TV ou em alguma campanha ficava ouvindo gracinhas e provocações o tempo todo. Isso me dava preguiça e tinha dias que eu não queria ir pra escola para não ter que passar por isso, era muito tímida na época.

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Lívia: “A música sempre me perseguiu” Foto: divulgação

Blog Carvalho News – Você já gravou dois álbuns nos estilos Pop e Funk Carioca, além da música “Sou Corinthiana”. Quando percebeu que possuía talento musical? E por que não investiu nessa área?

Lívia Andrade – .A música sempre me perseguiu, fiz até umas aulas de canto porque cantar era uma maneira de ganhar dinheiro, ter o que vender no caso, no Programa Fantasia a gente já fazia shows pelo Brasil cantando e dançando, depois veio o grupo Mallandrinhas e a gente se apresentava cantando também. Na época eu não gostava de cantar, ficava bem nervosa e irritada dentro do estúdio pra colocar voz. Já quiseram investir nisso no passado, eu iria gravar o álbum no Japão e lançar aqui mas não quis ir… cantei em Carrossel, tem música minha em dois CDS e fiz muitos shows de Carrossel pelo Brasil todo. Cantei o tema de final de ano do SBT. Já fiz parceria com outros grupos e já tive músicas tocando em rádios pelo Brasil todo ficando entre as mais pedidas. Mas sempre vou pra onde a vida me leva, pra onde está rendendo mais (risos) não dou murro em ponta de faca, sou ansiosa e imediatista. Como artista acho que tenho que fazer um pouco de tudo e que mais me encanta são os shows, toda produção para uma apresentação e acho que meu talento musical é limitado perto de tantos talentos que temos por aí.

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Lívia e o apresentador Sílvio Santos. Reprodução do Instagran

Blog Carvalho News – “Você já atuou na peça “Aconteceu com Shirley Taylor”, no filme “Simplesmente Natasha”, bem como nas novelas “Corações Feridos” , “Carrossel” e “Vende-se Um Véu de Noiva” Como se preparou para interpretar esses personagens?

Lívia Andrade – Estudei teatro por um tempo, trabalhei com grandes talentos e aprendi muitas coisas na prática com grandes artistas dos quais tive o prazer de trabalhar, fiz parte do elenco da Praça é Nossa por uns anos e acho que tenho uma certa facilidade para me transformar. Sempre quis fazer parte do elenco de uma novela, fiz muitos testes até chegar a minha vez e conseguir um papel… comecei fazendo figuração, depois participações , até conseguir um papel. O primeiro foi Janaina em Corações Feridos, depois veio Suzana em Carrossel e Barbara em Chiquititas.

Blog Carvalho News – Suas características mais evidentes são a espontaneidade e a coragem para dizer o que pensa. O que dá medo em você?

Lívia Andrade – Aprendi a ter coragem pra enfrentar a vida de frente, não ter medo! O que me assusta são as pessoas cada vez mais superficiais, sem personalidade, sem voz ativa! Acabam perdendo a essência e a individualidade, vivem fazendo média e política, tentando se enquadrar ou seguindo padrões  Como não faço média e nem política perco muitas oportunidades, mas mesmo assim não tenho medo é preciso aceitar o sistema e ir até onde eu posso e suporto pois preciso ter paz para ser feliz. No dia que perder minha essência ou mudar meu jeito de ser perco a paz e aí pra mim não serve!

Blog Carvalho News – Quais as melhores lembranças que você guarda na memória?

Lívia Andrade – São muitas… muitos momentos de total felicidade, coisas estranhas que aconteceram também, momentos de risco e perigo dos quais passei e superei. Da pra escrever um livro (risos) memórias boas ou ruins todas foram importantes e fizeram de mim quem sou hoje.

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Lívia é presença marcante no carnaval Foto: Léo Franco Ag. News

Blog Carvalho News – Muitos afirmam que o ambiente televisivo é cruel, em virtude da grande concorrência, vaidade, fofoca e inveja. Como você se protege desses sentimentos e de pessoas negativas quando as identifica?

Lívia Andrade – Em todo lugar tem..  mas o meio artístico é realmente premiado (risos) além de ter muita fé, rezar bastante eu me afasto, evito contato e quando tenho que conviver trabalhando, quando  chego em casa tomo um belo banho de sal grosso ou ervas pra descarregar as energias negativas.

Blog Carvalho News – Ser uma pessoa pública tem um lado bom e outro ruim. Qual sua estratégia para manter sua vida pessoal preservada?

Lívia Andrade – Não usar coisas da vida pessoal ou pessoas para se promover… o que devemos divulgar é o nosso trabalho apenas. Se não tenho nada de interessante, fico quietinha na minha. A partir do momento que você abre sua vida pessoal vai ser cobrada para sempre. Não gosto de expor as pessoas e nunca precisei usar alguém ou um relacionamento para aparecer ou me promover, então nunca tive esse tipo de problema.

Blog Carvalho News – Quais são seus projetos?

Lívia Andrade – Não faço projetos. Não lido bem com as mudanças de planos do meio do caminho, prefiro me surpreender sempre do que me frustrar com algo que pode não dar certo! Deixo a vida me levar…

Blog Carvalho News – Qual a mensagem que gostaria de deixar para os leitores do blog?

Lívia Andrade – Estejam preparados para receber as oportunidades que a vida dá… nem sempre o que está reservado pra gente é o que queremos. Sonhem mas mantenham os pés no chão. O nosso destino e os planos de Deus com certeza são melhores e maiores do que a nossa vontade própria.

 

Cobra Kriada apresenta seu mais recente projeto


cd cobra kriadaTombando no Álcool é uma das músicas do mais recente cd da Banda Cobra Kriada. O grupo, que está preparando seu repertório para os festejos de São João, possui dois novos vocalistas: Éder Real e Kelvin Brain, que ao lado de Judith Lima agitam os palcos baianos.

“Sou um antigo fã da Cobra Kriada, sempre gostei de forró e graças a Deus consegui me tornar um dos vocalistas da banda, pretendo fazer parte deste grupo por muitos anos e que venha o São João 2017” afirma Éder

“Já conhecia a banda através da vocalista, amiga e atual parceira de palco Judith Lima. Com o lançamento da música ‘Que amor é esse’ virei fã. É maravilhoso ser um dos vocalistas e trabalhar ao lado de pessoas incríveis” declara Kelvin.

Crianças conhecem sede do Batalhão de Polícia Rodoviária da Bahia


A iniciativa tem como principal objetivo aproximar e integrar a comunidade com a Polícia Militar

Crianças do Grupo Espírita Semente de Amor (Gesa), do Vale do Matatu (Cosme de Farias) e da Escola Municipal Batista, de Valéria, conheceram, na manhã desta segunda-feira (19), a sede do Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRv) da Polícia Militar, localizada no Km 1 da BA-528. A visita faz parte do projeto ‘BPRv de Portas Abertas’, que durante o ano de 2016 recebeu jovens de diversos bairros de Salvador e da Região Metropolitana.

Conhecer a unidade da PM e saber como ela atua, recreações, distribuição de brinquedos e apresentação de cães policiais do Batalhão de Choque e de cavalos do Esquadrão de Polícia Montada fizeram parte da programação feita especialmente para a criançada. O destaque do encontro foi a chegada dos mascotes ‘Rodovito’ e ‘Rodovita’, que chegaram no helicóptero do Grupamento Aéreo da PM (Graer) e arrancaram aplausos do público.

“Buscamos contribuir para a segurança pública, através de uma construção da cidadania consciente, responsável e participante, favorecendo a inclusão sociocultural particularmente dos jovens”, explicou o comandante do BPRv, tenente-coronel Nílton Paixão Silva Santos. “A melhor mensagem de Natal é aquela que sai em silêncio de nossos corações e aquece com ternura os corações dos que acompanham a nossa caminhada pela vida”, ressaltou.

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Fotos: ASCOM/SSPBA