Primeira morte provocada por variante delta no Brasil é confirmada pelo Ministério da Saúde


A informação foi anunciada ontem (27)

Thais Paim

O Ministério da Saúde confirmou que uma mulher grávida, de 42 anos, tornou-se a primeira paciente a morrer no Brasil com diagnóstico da variante delta do novo coronavírus. A vítima viajou do Japão para Apuracana, no norte do Paraná, onde morreu em 18 de abril.

Ontem (28), o ministério divulgou a informação de que a gestante teve resultado negativo para covid-19 no teste de RT-PCR antes de embarcar para o Brasil. Mas, após chegar ao país, a vítima começou a apresentar problemas respiratórios em 7 de abril. A paciente refez o teste, com resultado positivo.

Oito dias após a confirmação do diagnóstico, em 15 de abril, a gestante precisou ser internada e com o agravamento do caso, passou por uma cesariana de emergência em 18 de abril, após o procedimento o seu estado de saúde ficou ainda mais crítico e a mulher morreu. Nascido com 28 semanas de gestação, o bebê fez o teste para a doença, com resultado negativo.

A paciente morta está na origem do primeiro caso de transmissão comunitária no Paraná da variante delta, identificada na Índia. Uma idosa de 71 anos foi infectada pela filha, que era amiga da gestante e tinha ido visitá-la.

A idosa já teve alta. Como a filha, que teve contato com a gestante, só fez o teste de antígeno, não foi possível traçar o sequenciamento genético do vírus.

Fonte: Agência Brasil 

Thais Oyama garante que Wassef ameaçou jornalista Lauro Jardim de sequestro


A jornalista Thais Oyama revelou que foi o advogado Frederick Wassef, agora ex-advogado de Flávio Bolsonaro, quem ameaçou de sequestro o jornalista Lauro Jardim, de O Globo. A declaração foi feita  em programa da rádio Jovem Pan. O episódio já havia sido revelado pelo ex-ministro Gustavo Bebbiano, mas sem nomear quem teria ameaçado o jornalista.

De acordo com Oyama, Wassef foi informado por dirigentes do diário conservador carioca que só deveria se comunicar com Jardim através de advogados. Segundo a jornalista, Wassef é “mercurial” e não gosta de ser contrariado. Wassef é amigo íntimo do presidente Jair Bolsonaro.

O ex-advogado da família Bolsonaro Frederick Wassef. Fotos: divulgação
O ex-advogado da família Bolsonaro Frederick Wassef. Fotos: divulgação

Uma empresa ligada à ex-mulher dele, Cristina Boner Leo, tem contratos de R$ 41,6 milhões com o governo federal, sendo R$ 12,5 milhões com o Ministério da Educação de Abraham Weintraub.

De acordo com Oyama (ver vídeo), Wassef fica extremamente incomodado quando se diz que ele foi ouvido como testemunha num processo contra uma suposta seita satânica do Paraná, que ele frequentou.

A seita foi investigada pelo sumiço de uma criança.

Afastado da defesa de Flávio, Wassef ainda não conseguiu explicar como Fabrício Queiroz foi parar na casa do advogado em Atibaia, apesar de ter dado várias entrevistas.

É possível que ele deixe de frequentar os Palácios da Alvorada e do Planalto — criando uma situação que pode transformá-lo em homem bomba para o clã Bolsonoro, se for desprezado e eventualmente acusado de algum crime.