Botafogo faz péssima partida e toma goleada do líder do campeonato São Paulo


Domínio total do São Paulo, além de não chegar na área do adversário, o alvinegro foi bombardeado pelo time paulista

André Lucas

A vida do Botafogo não esta fácil! O time tinha um jogo a menos, entrou para fazer um ponto e melhorar um pouco a situação, mas tomou uma goleada do líder do campeonato, afundando um pouco mais no campeonato Brasileiro.

Um ponto que poderia colocar o alvinegro carioca na cola do Curitiba. E, começar a ensaiar uma recuperação, porém o objetivo do time não foi alcançado. Completamente dominado o Botafogo viu o São Paulo ter 2 terços da posse de bola, 66%, o time do Diniz deu 31 chutes ao gol, enquanto o time do Mercier De Lucena apenas 8. Diego Cavalieri ainda fez duas grandes defesas que poderiam deixar o placar ainda mais largo.

O Botafogo além de não conseguir se defender, também não conseguia atacar, o time não tem transição da defesa para o ataque, não conseguia botar a bola no chão, entregou a pose de bola e o campo para o São Paulo, e quando subia para o contra ataque não conseguia chegar perto da área do adversário. Esse péssimo sistema tático nos últimos 11 jogos foram 8 derrotas e 3 empates, resultados que deram ao Fogão a penúltima colocação da tabela, a um ponto do lanterna Goiás. Essa dificuldade do time de atacar não foi só no jogo de ontem, o time tem uma transição muito lenta, o astro Honda, responsável por ligar a defesa ao ataque e fazer a transição não encaixou no time, e já demonstrou estar infeliz com o clube. A ultima Vitória do Clube carioca foi no dia 11 de outubro, exatamente 60 dias atrás.

A campanha do Botafogo não é nem perto de satisfatória. O time não chegou em nenhuma final nas competições estaduais desse ano, na taça Guanabara não foi nem a semi final. Na copa do Brasil caiu nas oitavas para o Cuiabá, e no Brasileirão em 24 rodadas o time só ganhou 3.

A péssima temporada do ano passado deixou o Bota fora de uma competição continental, bastava a 14 colocação para conquistar a vaga na sul americana, além disso as cotas televisiva do time caiu esse ano, e o time despencou em patrocínio nos últimos 4 anos, no ano passado a verba de patrocínio foi 11 milhões, a metade de 2017. Com esses resultados o clube não teve investimentos esse ano, trouxe Honda e Kalou de graça, e teve esperança do meia e o atacante acerta o time, porém nenhum dos dois deu muito certo no clube e a temporada estar sendo um desastre.

O Botafogo precisa de reforços e isso é um fato que todos sabem, mas para ter reforços precisar de dinheiro, e o clube não consegue ser rentável, pelo contrário o time é deficitário a muito tempo o que explica a divida enorme do Clube. No cenário mais otimista o time se acerta, se recupera, sai da zona de rebaixamento e quem sabe alcança a vaga na competição Continental. Na pior hipótese o time é rebaixado joga a serie b ano que vem, a receita despenca ainda mais e o time se afunda na segunda divisão igual o Cruzeiro atualmente. 

A grande esperança do clube

Existe no senado hoje uma lei que permite que clubes se tornem empresas, o texto já passou no congresso e espera votação no senado, a demora ocorre muito por conta da pandemia, o congressos tem muitas pautas relacionado a crise sanitária e acaba não tendo espaço para que outros projetos sejam votados. O clube carioca ver a venda do clube como única forma de pagar a dívida e investir forte no time. A diretoria afirma que 40 investidores estão em diálogo com o clube. Resta agora o Senado aprovar a lei. 

Os próximos jogos do Botafogo:

Inter: 12/12 sábado ás 19:00 

Curitiba: 19/12 sábado Ás 21:00

Corinthians 27/12 domingo ás 16:00

Itabuna: irregularidades podem provocar cancelamento dos contratos com empresas transportes urbanos


O Município de Itabuna instituiu uma Comissão de Processo Administrativo formada por servidores da Agência Reguladora do Serviço Público de Itabuna (Arsepi) e Secretaria de Segurança,Transporte e Trânsito (Sesttran), para uma auditoria visando a apuração de irregularidades, análise das falhas e transgressões contratuais cometidas pelas empresas concessionárias do serviço público de transporte coletivo urbano. O trabalho é acompanhado pela equipe de advogados procuradoria-geral do município.

As empresas São Miguel e Viação Sorriso da Bahia, afiliadas à Associação de Empresas de Transportes Urbanos (AETU) poderão, obedecidos os tramites burocráticos do processo, ter o contrato rescindido pelo governo municipal e realizada uma nova licitação para empresas com condições efetivas de operar um serviço de qualidade e dentro dos padrões exigidos.

Emergência

Emergencialmente e para não deixar a população sem acesso ao transporte, a Sesttran autorizou proprietários de ônibus e vans escolares para que façam o transporte de passageiros até a solução do impasse gerado pelas empresas concessionárias, que além de não prestarem um serviço essencial, simplesmente romperam unilateralmente o contrato de concessão de um serviço essencial para a comunidade. O problema se agravou com a retomada das atividades econômicas no período da pandemia de covi-19, que resultou no fechamento do comércio e paralisação da produção afetando a indústria e serviços por quase quatro meses.

Até o presente momento foram identificados pelos técnicos da Arsepi e da Sesttran, diversos descumprimentos contratuais por parte das empresas, a exemplo do abandono do serviço público, não pagamento de tributos municipais, o que configura sonegação de imposto. Outro problema grave é desrespeito a encargos trabalhistas, o que prejudica centenas de motoristas, cobradores, mecânicos e pessoal de apoio, além dos seus famíliares.

As concessionárias do serviço também descumpriram cláusulas do contrato formalizado com o governo municipal em função da inexistência de canais de atendimento ao cliente (0800), utilização de uma frota sucateada, hoje, com idade superior ao contratualmente estabelecido, além de não obedecerem à implementação de tecnologias de monitoramento dos ônibus, circulação da frota fora do horário definidos para o itinerário – o que era objeto de queixas frequentes dos usuários do serviço – e com inobservância das normas técnicas e de segurança para funcionamento do serviço, inclusive com a falta de luz no interior dos veículos, ausência de banheiros nos finais das linhas e não investimento numa estação de transbordo, bem como falha no projeto de integração das linhas urbanas visando facilitar a mobilidade dos passageiros e racionalização das linhas com faixas exclusivas de ônibus no perímetro central da cidade.

A auditoria realizada pelos técnicos da Asserpi e Sesttran, que ainda está em andamento, prevê, que ao serem comprovadas as irregularidades levantadas no processo administrativo, pautado na legalidade e no direito a ampla defesa, que as empresas concessionárias violaram o contrato e portanto não são capazes de continuar prestando o serviço público que lhes foi concedido.

Assim, o próximo passo no processo será a declaração da caducidade e a consequente rescisão dos contratos de concessão, quando então o Município, valendo-se dos meios legais, contratará novas empresas idôneas com capacidade efetiva de desempenho e prestação do serviço público de transporte urbano coletivo, o que demanda tempo e uma série de prazos exigidos para a conclusão do processo legal.

Governo do Rio quer aprovar lei de calamidade


E a situação do Estado do Rio continua critica. O Relatório Resumido da Execução Orçamentária do Estado do último bimestre (março e abril) apontou que 58% da Receita Corrente Líquida (RCL) do Estado, nos últimos 12 meses, foi utilizada para “pagar” o custeio com servidores. Dos R$ 48 bilhões livres para uso, já descontados os repasses obrigatórios, R$ 28 bilhões foram utilizados para pagar salários, aposentadorias e pensões. A Lei de Responsabilidade Fiscal diz que o limite do gasto precisa ser de 49% da receita.

rio triste

Esse é o argumento utilizado pelo governo para aprovar a situação de calamidade. Sem a lei, o Rio teria 16 meses para voltar a gastar menos de 49% de sua receita com pessoal. O prazo, com a lei, pula para 32 meses.

O relatório apontou, também, que a previsão de déficit nas contas, para 2017, de R$ 21,9 bilhões. A previsão apresentada na Lei Orçamentária Anual apontou expectativa de déficit para R$ 19,3 bilhões.