Baiana se reinventa após queda da demanda para costura de roupas juninas; conheça essa história


Analice da Paixão precisou mudar de foco para não sofrer grandes perdas em sua renda

Thais Paim

A empreendedora Analice da Paixão, de 46 anos, relembra como o trabalho de costureira foi movimentado no último São João, em 2019. Da sua casa, na zona rural de Serrinha, a 190 quilômetros de Salvador, ela costumava produzir roupas juninas para quadrilhas e quem mais batesse à sua porta.

Com o cenário de pandemia, tudo está diferente. Analice relembra a grande demanda que sempre teve em busca do seu trabalho e conta como foi o início da sua trajetória. “Em 2005 comecei a ser requisitada para coisas de São João. Fizemos uma festa de São João aqui em Mandacaru [zona rural de Serrinha], e um foi falando para o outro, foi o boca a boca, até que um monte de gente foi me conhecendo”, lembra ela.

Mudança e adaptação

Costureira há mais de 10 anos, a paixão aprendida com a mãe deu espaço a outra coisa que ela também herdou: o amor pela plantação. Após sofrer com a redução dos trabalhos de costura, foi esse amor que fez com que Analice não encontrasse problemas financeiros para sobreviver.

Se reinventar para encontrar uma nova fonte de renda trouxe bons frutos para a empreendedora, que afirma: “Graças a Deus não sofremos impacto nesse sentido [econômico]”.

Há dois anos ela decidiu focar na plantação de frutas, verduras e legumes, por meio de uma horta em casa, que cuida junto com o marido. “A agricultura familiar traz vida para o agricultor. A gente que vive na zona rural não tem oportunidade. É uma força e tanto para nós que vivemos da roça”, destaca.

Histórias de mulheres empreendedoras

Com 35 anos de fundada, a Associação Comunitária Agropastoril de Curral Novo e Jacaré, em Juazeiro, no norte da Bahia, nunca havia passado por uma crise como a causada pela pandemia da Covid-19. Para não reviver o cenário do ano passado, a solução encontrada foi a venda dos produtos pela internet.

“Vendemos somente para a Bahia, e no São João tinha muita saída. Mas com a crise, essas vendas pararam e a gente foi para a internet. Foi o que salvou a gente. Temos vendido bastante, até para Salvador, e acredito que nosso faturamento já é 50% maior do que no ano passado”, conta Marineide Arcanjo, que faz parte da associação.

Ainda segundo Marineide, os produtos que mais têm saída são o doce de umbu e o licor tamarindo.

Quem também gera renda com uma iguaria muito apreciada no período de festejos juninos é a Associação das Mulheres Empreendedoras de Buerarema (Ameb). As integrantes produzem balinhas de genipapo no município de Buerarema, no sul da Bahia.

Mesmo sem São João existe a expectativa de maior procura das balinhas para este ano. Elas também produzem licores variados e esperam aumento de vendas neste período junino.

“A nossa demanda, há dois anos, é direcionada para a loja da Cesols, mas a gente quer expandir e ter essa demanda no período junino, caso seja possível”, explica Maria das Graças Silva Santos, presidente da Ameb.

Além desse doce, as mulheres da Ameb produzem geleia de mel de cacau, farinha de Buerarema, balas de cupuaçu, mel de cacau, torrão de cacau no pilão, nibs de cacau e barrinhas de chocolate com semente do cupuaçu, entre outros produtos orgânicos.

Botafogo faz péssima partida e toma goleada do líder do campeonato São Paulo


Domínio total do São Paulo, além de não chegar na área do adversário, o alvinegro foi bombardeado pelo time paulista

André Lucas

A vida do Botafogo não esta fácil! O time tinha um jogo a menos, entrou para fazer um ponto e melhorar um pouco a situação, mas tomou uma goleada do líder do campeonato, afundando um pouco mais no campeonato Brasileiro.

Um ponto que poderia colocar o alvinegro carioca na cola do Curitiba. E, começar a ensaiar uma recuperação, porém o objetivo do time não foi alcançado. Completamente dominado o Botafogo viu o São Paulo ter 2 terços da posse de bola, 66%, o time do Diniz deu 31 chutes ao gol, enquanto o time do Mercier De Lucena apenas 8. Diego Cavalieri ainda fez duas grandes defesas que poderiam deixar o placar ainda mais largo.

O Botafogo além de não conseguir se defender, também não conseguia atacar, o time não tem transição da defesa para o ataque, não conseguia botar a bola no chão, entregou a pose de bola e o campo para o São Paulo, e quando subia para o contra ataque não conseguia chegar perto da área do adversário. Esse péssimo sistema tático nos últimos 11 jogos foram 8 derrotas e 3 empates, resultados que deram ao Fogão a penúltima colocação da tabela, a um ponto do lanterna Goiás. Essa dificuldade do time de atacar não foi só no jogo de ontem, o time tem uma transição muito lenta, o astro Honda, responsável por ligar a defesa ao ataque e fazer a transição não encaixou no time, e já demonstrou estar infeliz com o clube. A ultima Vitória do Clube carioca foi no dia 11 de outubro, exatamente 60 dias atrás.

A campanha do Botafogo não é nem perto de satisfatória. O time não chegou em nenhuma final nas competições estaduais desse ano, na taça Guanabara não foi nem a semi final. Na copa do Brasil caiu nas oitavas para o Cuiabá, e no Brasileirão em 24 rodadas o time só ganhou 3.

A péssima temporada do ano passado deixou o Bota fora de uma competição continental, bastava a 14 colocação para conquistar a vaga na sul americana, além disso as cotas televisiva do time caiu esse ano, e o time despencou em patrocínio nos últimos 4 anos, no ano passado a verba de patrocínio foi 11 milhões, a metade de 2017. Com esses resultados o clube não teve investimentos esse ano, trouxe Honda e Kalou de graça, e teve esperança do meia e o atacante acerta o time, porém nenhum dos dois deu muito certo no clube e a temporada estar sendo um desastre.

O Botafogo precisa de reforços e isso é um fato que todos sabem, mas para ter reforços precisar de dinheiro, e o clube não consegue ser rentável, pelo contrário o time é deficitário a muito tempo o que explica a divida enorme do Clube. No cenário mais otimista o time se acerta, se recupera, sai da zona de rebaixamento e quem sabe alcança a vaga na competição Continental. Na pior hipótese o time é rebaixado joga a serie b ano que vem, a receita despenca ainda mais e o time se afunda na segunda divisão igual o Cruzeiro atualmente. 

A grande esperança do clube

Existe no senado hoje uma lei que permite que clubes se tornem empresas, o texto já passou no congresso e espera votação no senado, a demora ocorre muito por conta da pandemia, o congressos tem muitas pautas relacionado a crise sanitária e acaba não tendo espaço para que outros projetos sejam votados. O clube carioca ver a venda do clube como única forma de pagar a dívida e investir forte no time. A diretoria afirma que 40 investidores estão em diálogo com o clube. Resta agora o Senado aprovar a lei. 

Os próximos jogos do Botafogo:

Inter: 12/12 sábado ás 19:00 

Curitiba: 19/12 sábado Ás 21:00

Corinthians 27/12 domingo ás 16:00

Itabuna: irregularidades podem provocar cancelamento dos contratos com empresas transportes urbanos


O Município de Itabuna instituiu uma Comissão de Processo Administrativo formada por servidores da Agência Reguladora do Serviço Público de Itabuna (Arsepi) e Secretaria de Segurança,Transporte e Trânsito (Sesttran), para uma auditoria visando a apuração de irregularidades, análise das falhas e transgressões contratuais cometidas pelas empresas concessionárias do serviço público de transporte coletivo urbano. O trabalho é acompanhado pela equipe de advogados procuradoria-geral do município.

As empresas São Miguel e Viação Sorriso da Bahia, afiliadas à Associação de Empresas de Transportes Urbanos (AETU) poderão, obedecidos os tramites burocráticos do processo, ter o contrato rescindido pelo governo municipal e realizada uma nova licitação para empresas com condições efetivas de operar um serviço de qualidade e dentro dos padrões exigidos.

Emergência

Emergencialmente e para não deixar a população sem acesso ao transporte, a Sesttran autorizou proprietários de ônibus e vans escolares para que façam o transporte de passageiros até a solução do impasse gerado pelas empresas concessionárias, que além de não prestarem um serviço essencial, simplesmente romperam unilateralmente o contrato de concessão de um serviço essencial para a comunidade. O problema se agravou com a retomada das atividades econômicas no período da pandemia de covi-19, que resultou no fechamento do comércio e paralisação da produção afetando a indústria e serviços por quase quatro meses.

Até o presente momento foram identificados pelos técnicos da Arsepi e da Sesttran, diversos descumprimentos contratuais por parte das empresas, a exemplo do abandono do serviço público, não pagamento de tributos municipais, o que configura sonegação de imposto. Outro problema grave é desrespeito a encargos trabalhistas, o que prejudica centenas de motoristas, cobradores, mecânicos e pessoal de apoio, além dos seus famíliares.

As concessionárias do serviço também descumpriram cláusulas do contrato formalizado com o governo municipal em função da inexistência de canais de atendimento ao cliente (0800), utilização de uma frota sucateada, hoje, com idade superior ao contratualmente estabelecido, além de não obedecerem à implementação de tecnologias de monitoramento dos ônibus, circulação da frota fora do horário definidos para o itinerário – o que era objeto de queixas frequentes dos usuários do serviço – e com inobservância das normas técnicas e de segurança para funcionamento do serviço, inclusive com a falta de luz no interior dos veículos, ausência de banheiros nos finais das linhas e não investimento numa estação de transbordo, bem como falha no projeto de integração das linhas urbanas visando facilitar a mobilidade dos passageiros e racionalização das linhas com faixas exclusivas de ônibus no perímetro central da cidade.

A auditoria realizada pelos técnicos da Asserpi e Sesttran, que ainda está em andamento, prevê, que ao serem comprovadas as irregularidades levantadas no processo administrativo, pautado na legalidade e no direito a ampla defesa, que as empresas concessionárias violaram o contrato e portanto não são capazes de continuar prestando o serviço público que lhes foi concedido.

Assim, o próximo passo no processo será a declaração da caducidade e a consequente rescisão dos contratos de concessão, quando então o Município, valendo-se dos meios legais, contratará novas empresas idôneas com capacidade efetiva de desempenho e prestação do serviço público de transporte urbano coletivo, o que demanda tempo e uma série de prazos exigidos para a conclusão do processo legal.

Governo do Rio quer aprovar lei de calamidade


E a situação do Estado do Rio continua critica. O Relatório Resumido da Execução Orçamentária do Estado do último bimestre (março e abril) apontou que 58% da Receita Corrente Líquida (RCL) do Estado, nos últimos 12 meses, foi utilizada para “pagar” o custeio com servidores. Dos R$ 48 bilhões livres para uso, já descontados os repasses obrigatórios, R$ 28 bilhões foram utilizados para pagar salários, aposentadorias e pensões. A Lei de Responsabilidade Fiscal diz que o limite do gasto precisa ser de 49% da receita.

rio triste

Esse é o argumento utilizado pelo governo para aprovar a situação de calamidade. Sem a lei, o Rio teria 16 meses para voltar a gastar menos de 49% de sua receita com pessoal. O prazo, com a lei, pula para 32 meses.

O relatório apontou, também, que a previsão de déficit nas contas, para 2017, de R$ 21,9 bilhões. A previsão apresentada na Lei Orçamentária Anual apontou expectativa de déficit para R$ 19,3 bilhões.