Prefeito de Magé é acusado de nepotismo


Prefeito disse que é tudo uma grande coincidência ter nomeado sete parentes para o seu mandato

André Lucas

O Ministério Público do Rio De Janeiro abriu um inquérito contra o prefeito nomeado em Magé, Renato Cozzolino, que está sendo acusado de nepotismo por indicar sete parentes para as secretarias do município, entre elas a tão importante secretaria da educação. 

 Em resposta ao caso, a prefeitura de Magé disse que as nomeações com vínculo parental não são inconstitucionais e que todos os nomes foram escolhidos por capacitação, experiência e preparo. 

A prefeitura faz ainda uma ressalva, que não são sete pessoas com vínculo de parentesco como indica o Ministério Público, pois o cunhado do prefeito não pode ser considerado parente. 

Em uma entrevista o prefeito de Magé, Renato Cozollino destacou que das 16 secretarias nove não são ocupadas por parentes. Informou que os nomeados são próximos e de sua confiança, que todos foram escolhidos pela experiência e competência. Cozzolino chamou de coincidência o fato de ter nomeado sete parentes para as secretarias do município. 

“Então, as pessoas que eu escolhi para compor o meu governo são pessoas qualificadas, técnicas, preparadas para tal função e pessoas da minha confiança. E, se não trabalhar, não der o melhor para a população, eu vou exonerar no outro dia. Eu botei aqui metas”, destacou o prefeito de Magé. 

A vice-prefeita é Jamille Cozzolino, irmã do prefeito. Além de vice, foi nomeada como secretária de Educação e Cultura. Jamille Cozzolino é pedagoga e não tem experiência nenhuma com gestão. 

Até a esposa, o prefeito nomeou para secretaria, para ela ficou a secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos. Lara Adario se diz jornalista em suas redes sociais, porém segundo o prefeito ela tem experiência com assistência social, “já trabalhou no governo do estado”, afirmou o prefeito. 

Além da secretária da Educação e da secretária de Assistência Social e Direitos Humanos, na mão da irmã e da noiva sem capacitação e experiência, outra polêmica é a secretaria do trabalho que tem sua pasta nas mãos de Fernando José Assunção Cozzolino, secretário de Trabalho e Renda, é primo do prefeito. Ano passado, ele foi denunciado em uma reportagem do RJ2 por ser servidor fantasma da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Ele aparecia batendo ponto em uma escola, da qual seria dono, e não na assembleia. 

Em resposta ao questionamento, o prefeito de Magé falou, “Aqui é obrigação trabalhar. Quem não trabalha não fica no meu governo”. 

Outra polêmica é a secretaria de esporte e lazer. O secretário de Esporte, Turismo, Lazer e Terceira idade, Felipe Menezes de Souza, é marido da vice-prefeita e cunhado do prefeito. Quando ele foi candidato a vereador, ele declarou ser comerciante e ter um açougue.

A lista com todos os nomes dos secretários com vínculo de parentesco com o prefeito: 

Jamille Cozzolino – irmã do prefeito, vice-prefeita e secretária de Educação e Cultura;

Lara Adario Torres – noiva do prefeito e secretária de Assistência Social e Direitos Humanos;

Fernando José Assunção Cozzolino – primo do prefeito e secretário de Trabalho e Renda;

Vinícius Cozzolino Abrahão – primo do governo e secretário de governo;

Mauro Raphael Cozzolino Nascimento – primo do prefeito e nomeado para a Secretaria de Fazenda;

Felipe Menezes de Souza – cunhado do prefeito e secretário de Esporte, Turismo, Lazer e Terceira idade;

Samyr Harb – tio do prefeito é nomeado para a Secretaria de Infraestrutura. 

França não quer mais importar soja do Brasil


O presidente Macron anunciou um Plano de Desenvolvimento Agrícola para garantir a independência da produção e da Soberania Nacional

André Lucas

O presidente da França, Emmanuel Macron, anunciou  que vai começar a reduzir a importação da soja brasileira como forma de combater o desmatamento no país. Macron postou um vídeo em suas redes sociais onde prometeu criar uma espécie de “soja Europeia”. 

“Continuar a depender da soja brasileira seria o mesmo que apoiar o desmatamento da Amazônia. Somos coerentes com nossas ambições ecológicas, estamos lutando para produzir soja na Europa”, escreveu. O argumento francês é questionado pelo governo brasileiro, que insiste que a soja não é produzida na Amazônia. 

Nos últimos anos o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro e o Macron trocaram farpas por diversos motivos, esse é mais um capítulo dessa rivalidade que pode atrapalhar os planos do Brasil de fazer acordos com a União Europeia.  

Nessa terça feira o Presidente Jair Bolsonaro visitou produtores agrícolas e gravou um vídeo dizendo que os franceses são incoerentes, tomam medidas contra o desmatamento, porém, ao mesmo tempo importam produtos que desmataram a floresta brasileira. 

“A maneira concreta de fazer não é apenas dizer, mas agir. E agir é dizer: nós precisamos hoje da soja brasileira para viver. Portanto, vamos produzir a soja europeia ou o equivalente”, insistiu. 

Macron ainda falou que a tal proposta é uma maneira de garantir a soberania nacional do país, acabando com uma política de mais de 50 anos importando proteínas da América do Sul, Macron ainda explica que existe um projeto para desenvolver a produção agrícola no continente Africano, e tornar sustentável. 

O discurso não agradou os produtores de soja no Brasil.  A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) disse em nota que “lamenta que o presidente da França, Emmanuel Macron, busque justificar sua decisão de subsidiar os agricultores franceses atacando a soja brasileira”. 

“Como bem sabe Macron, a soja produzida no bioma Amazônia no Brasil é livre de desmatamento desde 2008, graças a Moratória da Soja, iniciativa internacionalmente reconhecida, que monitora, identifica e bloqueia a aquisição de soja produzida em área desmatada no bioma, garantindo risco zero do envio de soja de área desmatada (legal ou ilegal) deste bioma para mercados internacionais”, completaram. 

Em 2020 o presidente Francês já tinha anunciado que ia investir no desenvolvimento agrário do país, para construir a independência de produtos agrícolas, principalmente da soja brasileira. 

A França é um dos países que mais depende da soja, anualmente o país importa 3,3 milhões de toneladas de soja, do Brasil e dos Estados Unidos. 

O Ministro da agricultura da França, Julien Denormandie, anunciou o Plano de desenvolvimento agrícola argumentando que chegou a hora do país produzir seu próprio estoque de proteínas, separar de depender de outros países e de acabar com a “importação do desmatamento”. 

Paris e Brasília não tem uma boa relação já não é de hoje, no ano passado Macron foi um dos responsáveis por parar as negociações entre Brasil e UE, com argumentos relacionados ao clima e desmatamento, o presidente francês teve influência suficiente para botar a UE contra o Brasil.

Covas fala sobre pressão que o estado de SP faz sobre o Governo Federal


Diretor do Butantã faz criticas ao ministério da saúde, de Pazuello

André Lucas

O diretor do Butantan disse hoje que o plano de vacinação para o estado de São Paulo colocou pressão no ministério da saúde para apresentar logo um plano nacional de imunização. 

“Essas idas e vindas, de fato, não são favoráveis ao momento que estamos vivendo e isso se refletiu em outras áreas, como o programa nacional de imunização, que não tinha definido a logística de tudo isso. É uma atuação um pouco vicariante e responsiva à pressão que foi colocada pelo programa de vacinação, que levou boa parte dos estados e municípios a buscar o Butantan pela vacina. Exerceu uma pressão muito grande”. Disse Dimas Covas em uma entrevista ao jornal UOL. 

Dimas explicou que o Butantã trabalha para acelerar a vacina. “O quanto antes começarmos, teremos o efeito clínico, diminuições de assistência médica, que é o que precisamos que aconteça neste momento. Esse vai e vem que aconteceu em relação à vacina foi muito complicado. O Butantan é o maior fornecedor de vacina para o Ministério da Saúde, só a da gripe, oferecemos 80 milhões de doses ao ano. É o maior do mundo em vacinação da gripe. Com essa, esperávamos que fosse a mesma coisa”, afirmou.

No sábado, o ministério da saúde anunciou que toda a vacina que o Butantan produz será adquirida pelo governo federal, e distribuída exclusivamente pelo SUS.  

Dimas falou sobre isso. “Todos os estados que entraram em contato com o governo de São Paulo para obter doses da Corona Vac assinaram “documentos de intenção, que virariam contrato, não havendo incorporação da vacina ao programa nacional”. Uma vez que o Ministério da Saúde se responsabiliza pela distribuição, esses acordos são extintos e a responsabilidade passa a ser Federal. Temos contratos com Argentina, Peru, Bolívia, Uruguai, enfim, vários em andamento e vamos cumprir com um esforço enorme e fornecer a todos as doses para que possam reforçar os programas de imunização.”  

O instituto Butantã apresentou resultados de 78% de casos leves e 100% de casos graves, sendo assim uma das mais promissoras vacinas contra o Covid 19.  

O Instituto fez o pedido do uso emergencial nesta sexta-feira, a Anvisa, no mesmo dia a Fiocruz também pediu para a vacina da Oxford , no sábado a Anvisa anunciou que aceitou o pedido da Fiocruz, já o da corona vac a agência pediu mais informações. 

De acordo com um quadro apresentado no sábado pela Anvisa, os resultados dos testes não foram aceitos, “os resultados da análise interna de desfecho primário do estudo clínico de fase 3″, que provam eficácia acima de 50%. De acordo com o Butantan, o imunizante apresentou 78% de eficácia nos testes.   

A falta de informações foi avisada ao instituto Butantã, que só poderá ter sua vacina aprovada quando apresentar todos os documentos faltantes. 

“A submissão dos documentos técnicos previstos é condição necessária para viabilizar a avaliação, conclusão e a deliberação sobre a autorização de uso emergencial das vacinas. O grau de confiança nos resultados gerados por um estudo clínico, também chamado de validade interna, deve ser avaliado por uma autoridade sanitária para permitir concluir pela eficácia e segurança de uma vacina experimental”.

Redução de assessores por vereador não ocorreu


Julia Vitoria

A aprovação do plenário que reduzia o número de assessores por vereador na verba de gabinete não ocorreu. Em maio, no período pré eleitoral alguns vereadores se promoveram essa redução. E a imagem que ficou foi de que eles estavam ao lado do povo. Naquela época eles proporcionaram uma economia de R$2 milhões por ano para o Legislativo Municipal. Também o país estava enfrentando uma crise devido a pandemia do coronavírus.

Faltava somente a aprovação do documento, contudo após as eleições e a proximidade da mudança de legislatura, algumas manobras foram feitas e tudo ficou do jeito que estava. Cada vereador ainda pode contratar 15 assessores.

Após um parecer da Procuradoria Geral da Câmara de Vitória, veio o tiro de misericórdia sobre qual legislação para nomeação dos novos contratados, o projeto foi aprovado no plenário, contudo não teve seu texto base posto em votação, segue tudo como estava e tudo indica que o presidente vai seguir o parecer. 

Na capital o número de contratados está em queda nesta terça o prefeito de Vitória publicou um decreto onde exonera a maioria dos servidores que trabalhavam na administração, segundo a prefeitura dos 857 cargos de provimento de comissões existentes cerca de 170 não serão preenchidos segundo o portal da transparência Vitória tem cerca de 11.482 servidores ativos.

Em meio aos órgãos legislativos que prevê o aumento de salários, alguns abrem mão dos interesses pessoais em prol do povo, mesmo podendo ser uma Demagogia, alguns casos chamam atenção, por exemplo no município de Jacobina na Bahia, o prefeito aceitou reduzir o salário em 92%. Deixando de receber um salário alto para receber um salário mínimo como o povo.

O governador do estado, Renato Casagrande teve a primeira reunião de Trabalho por videoconferência, nesta reunião foi apresentado o cenário de 2020 e a perspectiva de 2021, e o decreto que  institui o Conselho Gestor do Plano e o documento balizador do Plano Espírito Santo. Ainda na mesma reunião outros assuntos como o plano de governança e periodicidade dos encontros foram discutidos. O plano é desenvolver economicamente o estado, reduzindo os impactos sofridos pela população durante a pandemia.

À sinalização de portas de vidro podem ser obrigatórias no estado a proposta que tem o objetivo evitar acidentes está Projeto de Lei 595/2020, de autoria da deputada Janete de Sá (PMN), a matéria aguarda a sinalização da justiça e estende a obrigatoriedade d sinalização de obstáculos para todo os imóveis do Espírito Santo, sendo exceção aqueles que são residências unifamiliares.

Bolsonaro diz que “ Brasil está quebrado” e não pode fazer nada


A frase contraria o seu próprio ministro da economia, e afasta investimentos no país

André Lucas

Na manhã da última terça feira, dia 5, o Presidente da República Jair Bolsonaro afirmou que o Brasil está quebrado e que ele não pode fazer nada. A fala repercutiu muito mal. Especialistas, oposição e internautas não gostaram nem um pouco do presidente ignorar suas responsabilidades e afirmar que não tinha como resolver o problema. 

O fato ocorreu na saída do palácio. Bolsonaro conversava com seus apoiadores e falava sobre a situação que o país se encontra. Além de citar o quadro econômico, Bolsonaro também colocou a culpa da pandemia na imprensa, afirmando que o covid 19 foi potencializado pela mídia. 

“Chefe, o Brasil está quebrado, e eu não consigo fazer nada. Eu queria mexer na tabela do Imposto de Renda, teve esse vírus, potencializado por essa mídia que nós temos. Essa mídia sem caráter. É um trabalho incessante de tentar desgastar para tirar a gente daqui e atender interesses escusos da mídia”, declarou Bolsonaro.

A fala do presidente contradiz a de seu próprio Ministro da Economia, que sempre usa de forma otimista a expressão” o Brasil está crescendo em V”, insinuando que o Brasil teve uma grande queda econômica durante a pandemia, porém acelera rapidamente. 

Após a declaração do presidente, seu filho , o deputado Eduardo Bolsonaro, adotou a mesma posição que o da equipe econômica, foi otimista e afirmou que o país se recuperará muito mais rapidamente. O deputado publicou em uma rede social: 

“Com o governo Jair Bolsonaro, o Brasil é um dos países que se recupera mais rapidamente do caos econômico gerado pela pandemia”, declarou o deputado.

Guedes tenta explicar

O ministro da Economia, Paulo Guedes, tentou defender o presidente das críticas, e explicar o que ele queria falar.  “Não há nenhuma divergência entre nós. Obviamente, o presidente se referiu à situação do setor público”, minimizou.

O que dizem os especialista

A economista Elena Landau, ouvida pelo jornal Folha de Pernambuco,  explica que Bolsonaro não poderia usar o termo quebrado, que soa de forma negativa, dando um sinal vermelho para o mercado financeiro e tirando a confiança do país, ela explica que  em um momento em que o Brasil passa por uma grande crise e precisa de investimento privado e estrangeiro, não é  bom colocar em duvida a confiança do país. 

“O que os credores internacionais, o que os credores do Tesouro vão imaginar quando o próprio presidente da República diz que o país quebrou? Isso significa que o país não tem capacidade de pagar aquilo que ele deve. É de uma irresponsabilidade muito grande, só cria uma situação de instabilidade nas áreas de juros e câmbio, além de ele fazer parecer que não tem responsabilidade sobre isso. Onde estão as privatizações que iam fazer, cadê as reformas, cadê o Orçamento de 2021?” .   

Outro economista ouvido pelo mesmo jornal foi o Raul Velloso, que criticou a forma como o conceito quebrado foi usado: 

nenhum país em emergência quebra. Mesmo fora da emergência, especialmente um país como o Brasil, que não depende de dólar para financiar sua dívida. A declaração dele de que o país está quebrado soa como se não houvesse nada que possa ser feito, o que não é verdade” 

Maia aproveita o momento para desgastar Bolsonaro

Num momento decisivo da corrida eleitoral, o Presidente da Câmara, Rodrigo mais aproveitou o momento para desgastar mais a imagem de Jair Bolsonaro, e consequentemente  de seu candidato Arthur Lira. Maia disse Ao Jornal UOL. 

“Agora a gente está vendo que o governo preferiu parar os trabalhos no Congresso e falar essa coisa mais absurda: com o poder que tem, com a responsabilidade que um presidente tem, dizer que nada pode ser feito. É muito grave”.  

Baleia Rossi conquista apoio do PT em reunião particular, e Lira viaja para negociar com líderes de partidos


Evolução de Rossi é clara e Lira vai perdendo a vantagem que construiu enquanto Maia não tinha candidato

André Lucas

O assunto mais importante das ultimas seis semanas ganhou páginas novas nessa segunda feira. A corrida pela presidência da Câmara é de estrema importância para os dois lados políticos dentro do congresso. 

A base do governo de Jair Bolsonaro ainda lida com as consequências da incapacidade de Jair de conseguir dialogar com as casas legislativas. Diversos projetos, principalmente na área da economia, mas também em outras áreas como por exemplo o pacote anti crime, foram bloqueado pelo atual presidente da Câmara dos deputados federais, Rodrigo Maia, fazendo com que Maia se torna-se um grande obstáculo para Bolsonaro governar. 

Por outro lado  a oposição ao governo atual, disfruta e quer continuar desfrutando de ter maioria da casa e um presidente da Câmara que possa “regular” o governo federal, não permitindo que ideias “ radicais” (como a pena de morte por exemplo) ou até mesmo ideias não tão radicais porém que feri as bandeiras da oposição, como por exemplo os ataques ao meio ambiente, fossem aceitas e tivesse parecer positivo e consequentemente ser tornar-se lei.  

Para Bolsonaro que hoje tem Maia com um grande obstáculo, as eleições para a Câmara dos deputados federais é um grande objetivo, é a chance de tirar Maia do caminho e pode governar. 

Para a oposição deixar o Presidente da República ter influência ou pior mandar na Câmara é um grande passo para trás, além de tirar a força da oposição, por isso a importância de não permitir que o candidato do Bolsonaro chegue a cadeira da presidência da Câmara. 

O candidato de Bolsonaro, Arthur Lira

Arthur Lira do PP lançou sua candidatura a 4 semanas atrás, no dia 9 de dezembro do ano passado. 

Lira vem costurando bons acordos e firmando boas alianças, ele deu um passos gigante quando conseguiu trazer deputados de esquerda para sua base de apoio, o que é muito importante a essa altura do campeonato. 

 Nos últimos dias Lira tenta fugir do rótulo de candidato do governo e para isso diz apenas ser conveniente ao governo ou a oposição dependendo da situação, em um tentativa de atrair deputados da oposição que não querem um sucessor de Maia. 

Em entrevista a Jovem Pan o candidato do governo fez criticas a Maia, e deixou claro seu posicionamento para as próximas pautas na Câmara caso seja ele a sentar na cadeira de presidente. 

“A minha candidatura é fruto do apoio do partido e do apoio de partidos que pensam parecido. Partidos de centro que sempre trabalharam para dar previsibilidade nas pautas necessárias. Não faço nem apoio ao governo e também não faço oposição de ocasião, quando é conveniente. Já deixei claro. Quem votar na outra chapa vai votar na continuação da centralização do poder. E eu não defendo isso. A pauta é prerrogativa do presidente, mas deve ser aceitada por maioria. O presidente deve servir como mediador, como conciliador. O que nós precisamos é que, todos os partidos, mesmo com as dificuldades ideológicas, encontrem saídas para o crescimento do nosso país. Não existe candidato de A ou B. São versões colocadas e que, internamente, não estão funcionando. Disputa da Câmara não pode virar disputa de governador, presidente de partido e de líder sem consultar bancada.” 

O candidato de Maia, Baleia Rossi

A candidatura mais demorada precisou correr contra o tempo para alcançar Lira que conquistava apoio enquanto Maia nem tinha decidido ainda qual seria seu candidato. Porém até agora Rossi do MDB estar indo muito bem,  lançado como candidato no dia 23 de dezembro do ano passado, Baleia Rossi já conseguiu seu primeiro apoio importante, a bancada do PT anunciou seu apoio ao candidato. Uma das maiores bancadas com 52 deputados é um passo muito importante rumo aos 257 deputados. Rossi comemorou o apoio do PT e continua buscando apoio. 

“A frente ampla ficou ainda maior. O PT anunciou apoio a nossa candidatura. É um grande dia para quem defende uma Câmara livre e independente. Somos 11 partidos diferentes. Divergimos em muitos assuntos. Mas estamos juntos na defesa de uma democracia viva e forte!”, escreveu o deputado em uma rede social.   

Eduardo Pazuello será substituído após o início da distribuição da vacina


A confusão em torno do Plano Nacional de Imunização e os erros de logística, desgastaram a imagem do ministro da saúde

André Lucas

Informações divulgadas pela jornalista Thaís Oyama, afirma que o ministro Eduardo Pazuello será substituído após o início da vacinação  contra o Covid 19 no Brasil. O militar da reserva será trocado possivelmente por Ricardo Barros do Partido Progressista.  O atual líder do governo na Câmara, Barros, já foi ministro da saúde na gestão do governo de Michel Temer.   

Pazuello foi lançado como ministro da saúde em meio a crise do corona vírus, após as saídas seguidas dos ex ministro  Mandetta  e Teich respectivamente, o presidente da República Jair Bolsonaro enxergou que médicos formados não iam se posicionar ao lado do governo, que defendia uma quarentena  vertical e o uso da cloroquina (sem comprovação da eficácia) como tratamento preventivo ao vírus.

 As contradições dos pensamentos entre os ministros da saúde e o presidente da República causaram atritos que desgastaram o governo durante a crise sanitária. Com o objetivo de evitar esses atritos internos que tiravam a credibilidade do próprio governo federal, Bolsonaro optou por botar alguém de confiança no comando da pasta. 

Eduardo Pazuello é homem de confiança de Bolsonaro, e se destacou entre os demais por ter habilidades na área da logística, o que seria importante para a tarefa de obter insumos para a produção da vacina, aparelhos respiradores, utensílios médicos e distribuição da vacina para a população brasileira. 

Uma das vezes em que o militar mostrou sua capacitação na área da logística foi quando liderou a operação acolhida, que ajudou refugiados venezuelanos que fugiram para o estado de Roraima. 

A alguns messes atrás o próprio ministro da saúde ( por enquanto) já vinha desgastando  a própria imagem com declarações sobre sua relação com presidente, Pazuello chegou a dizer: 

 “Senhores, é simples assim: um manda e o outro obedece. Mas a gente tem um carinho, entendeu? Dá para desenrolar, dá para desenrolar”. 

O ministro se coloca como submisso do presidente e fica evidente que não existe autonomia no ministério da saúde, ao que tudo indica o Ministério da Saúde é comandado por um “fantoche” que apenas segue as vontades política do Bolsonaro, algo que incomodou muita gente, até mesmo dentro do próprio governo. 

Porém o que realmente levou a atual gestão da pasta da saúde a uma sinuca de bico foi o vai e vem do Plano Nacional de Imunização da população brasileira, que não estar definido completamente, e erros de logística retardaram ainda mais o início da distribuição da vacina no país. O ministro falhou em arrecadar insumos para a aplicação das vacinas, das 339 milhões de unidades de seringas necessárias , o ministério só arrecadou 7,9 milhões até agora, o que colocou em duvida a capacidade do ministro de gerenciar o processo de Imunização da população. 

Pazuello pede ajuda ao ministério da economia. 

Como solução para o problema da falta de agulhas e seringas, o ministro da saúde pediu ao ministério de Paulo Guedes que restringisse a exportação desses insumos necessários (e em falta) para a distribuição da vacina no país. O argumento do ministério da saúde é que o decreto assinado pelo presidente em junho do ano passado, que proíbe que o país exporte utensílios e insumos usados na higienização e no tratamento contra o covid 19, inclui seringas e agulhas na lista de produtos com a exportação vetada até o fim da pandemia.  

Conversa gravada registra tentativa de Trump para alterar resultado eleitoral


Informação foi revelada por jornal americano

Thais Paim

O ano de 2021 mal começou e as polêmicas já estão ganhando força. A mais recente e de grande proporção foi a divulgação de um áudio que revela o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sendo flagrado ao tentar pressionar o secretário de Estado da Geórgia, Brad Raffensperger, a “encontrar” votos suficientes a seu favor. 

De acordo com as informações, o pedido teria acontecido 20 dias antes de ter que deixar a Casa Branca. Trump, que foi derrotado nas urnas por Joe Biden, durante o pleito realizado no ano passado, se recusa a reconhecer a vitória do adversário. 

Analistas jurídicos avaliaram que os apelos do líder republicano beiram a ilegalidade e a imoralidade. O caso veio à tona a partir de uma reportagem publicada pelo Washington Post, neste domingo (03). 

A conversa se refere à gravação de um telefonema entre Trump e Raffensperger, ocorrido no sábado (2). De acordo com o material obtido, durante uma hora de conversa, o presidente repreendeu o secretário, depois tentou bajulá-lo, implorou por ajuda e até o ameaçou com consequências criminais vagas.

“Veja, tudo o que quero fazer é isso: só quero encontrar 11.780 votos, um a mais do que nós temos [de diferença]. Porque nós ganhamos o estado [da Geórgia]”, afirmou o líder durante a ligação, contrariando os números oficiais da eleição. Biden derrotou Trump na Geórgia ao receber 2.473.633 votos, equivalentes a 49,5% do total.

O republicano ficou com 2.461.854 (49,3%), marcando uma diferença de exatos 11.779 votos, diferença que Trump buscar encontrar na recontagem de votos. Raffensperger, por outro, durante diversos momentos da ligação defende a legitimidade da eleição em seu estado, mas ouviu do presidente que o pleito “nem chegou perto” de ser justo e preciso.

Trump repetiu várias vezes que ganhou a votação na Geórgia com vantagem de centenas de milhares de votos. “Bem, sr. presidente, o desafio que o senhor tem é que os dados que o senhor tem estão errados”, disse o secretário. O que comprova a ideia de que a insistência do líder pela vitória e erros na contagem se baseiam em teorias conspiratórias e desinformação

Link para ouvir o diálogo: https://youtu.be/o3hrN0cP58Y

Eduardo Bolsonaro é investigado por compras em espécie de apartamentos na zona sul carioca


É o terceiro processo que o STF abre contra o deputado federal Eduardo Bolsonaro

André Lucas

A Procuradoria Geral da República está investigando o deputado federal Eduardo Bolsonaro por uma compra em de dois apartamentos na zona sul do Rio de Janeiro, a aquisição desses imóveis foi feita com pagamento em espécie entre 2011 e 2016 no valor de 150 mil reais .

O processo foi aberto pelo Procurador Geral Augusto Aras, que notificou o STF nessa sexta feira dia 17 de dezembro. No despacho enviado ao supremo o procurador diz que vai apurar se existe elementos para abrir uma investigação formal.

“Caso, eventualmente, surjam indícios razoáveis de possíveis práticas delitivas por parte do requerido, que teve seu primeiro mandato como deputado federal iniciado em 1º de janeiro de 2015, será requerida a instauração de inquérito nesse Supremo Tribunal Federal”,

A reportagem do jornal o Globo investigou e divulgou o caso, foi a partir daí que um advogado entrou em contato com o STF (Supremo Tribunal Federal) e pediu que o deputado fosse investigado, pôs o pagamento em espécie sinalizava “ lavagem de dinheiro. O pedido foi acatado pela PGR e agora segue com as apurações.

Os documentos do cartório, que foram lidos por repórteres do jornal O Globo, que apontam a compra de foi imóveis em Botafogo, o mais recente em 2016. Os documentos segundo o jornal, mostra que no dia 29 de dezembro um  apartamento foi vendido no valor de 1 milhão de reais, o pagamento  adiantado 81 mil reais foi efetuado como “ sinal “ ( garantia ) e outros 100 mil goram pagos esse ano.   

A escritura chamou atenção por usar uma expressão diferente; moeda corrente contada e achada certa”. Especialista que foram entrevistados pelo jornal O Globo disseram que a expressão usada se refere a dinheiro e espécie. Outro dado apurado pelo jornal é que a outra parte que faltava para concluir o pagamento, 800 mil reais,  foi financiada pela caixa econômica federal. A reportagem ainda mostra que em 2011, antes de se tornar deputado federal, o Eduardo Bolsonaro, já tinha comprado um apartamento em dinheiro vivo. O deputado comprou um apartamento em Copacabana por 160 mil reais, pagou 110 mil na hora em cheque especial e os outros 50 mil foi pago em espécie.    

Além dessa nova denúncia o deputado tem outros processos em trâmite no STF.  Um relacionado a uma expressão forte e polêmica usada pelo filho de Bolsonaro, que fez com que o ministro do STF Celso De Melo fizesse um pedido a PGR para abrir processo de investigação contra o deputado, acusando ele de cometer crime contra a segurança nacional. O despacho dizia: 

“Trata-se de comunicação de delito (“notitia criminis”) encaminhada ao Supremo Tribunal Federal, em que se noticia a suposta prática, pelo Deputado Federal Eduardo Nantes Bolsonaro, do crime de incitação à subversão da ordem política ou social previsto na Lei de Segurança Nacional (Lei nº 7.170/83, art. 23, I), escreveu Celso de Mello em seu despacho.”

Em outra frente o deputado também estar sendo investigado por um inquérito aberto contra as fake news. O nome do deputado estar na lista de suspeito de envolvimento com  o disparo de noticias falsas que influenciaram as eleições de 2018.

Bolsonaro está sendo julgado em corte internacional por “incitar o genocídio”


O crime relacionado ao genocídio se refere a forma como o governo lida com a situação dos indígenas

André Lucas

O tribunal internacional anunciou que está apurando a denúncia contra Jair Bolsonaro, de crime de “incitação ao genocídio”. O governo é acusado de criar um cenário de risco para a vida de tribos indígenas no território nacional.

É a primeira que um líder brasileiro é julgado por uma corte internacional. A revelação do processo de apuração é só o primeiro sinal positivo no julgamento contra o chefe de estado brasileiro acusado de incitar o genocídio e de atacar tribos indígenas de forma sistemática.

Os representantes do tribunal comunicaram ao coletivo de advocacia aos direitos humanos ( CADHu), o tribunal localizado em Haia na Holanda, informou que “o Escritório está analisando as alegações identificadas em sua comunicação, com a assistência de outras comunicações relacionadas e outras informações disponíveis.”

“O objetivo desta análise é avaliar se, com base nas informações disponíveis, os supostos crimes parecem estar sob a jurisdição do Tribunal Penal Internacional e, portanto, justificam a abertura de um exame preliminar sobre a situação em questão, a análise será realizada o mais rápido possível, mas saiba que uma análise significativa destes fatores pode levar algum tempo, Assim que for tomada uma decisão sobre se existe uma base para prosseguir, nós o aconselharemos prontamente e forneceremos as razões para a decisão”, completa o texto.

Os crimes são relacionados a decretos e portarias que o governo federal emitiu que de alguma forma permitiu ou facilitou o desmatamento, os incêndios, a caça no território indígena, o tráfico de animais e etc.. o decreto nº 9.760, por exemplo, que passou a exigir a realização de uma “audiência de conciliação” em todos os processos administrativos por infrações das leis ambientais. Basicamente, o presidente facilitou a vida de quem é autuado por crime ambiental no Brasil. Isso porque o infrator pode parcelar o valor definido pela justiça, diminuir ou até mesmo converter em serviços de preservação. Amazônia teve 11 mil km² de desmatamento entre agosto de 2019 e julho de 2020, apontam dados do Inpe.

Jair Bolsonaro é o primeiro líder brasileiro é julgado por uma corte internacional. Foto: divulgação

O Itamaraty, responsável pelas relações internacionais não se pronunciou sobre o caso. O fato do tribunal investigar não significa um inquérito aberto, apenas o primeiro passo foi dado, e que o tribunal reconhece indícios para dar continuidade ao caso. No meio desse ano, outra denúncia contra o Bolsonaro foi referente a gestão do Estado brasileiro durante a pandemia, e essa mesma corte não levou o caso a diante por não ter prova sobre a denúncia de má gestão.  

A denúncia foi apresentada no fim  do ano passado, e messes depois sofreu críticas de membros do governo. O vice Presidente Hamilton Mourão disse a imprensa:  “um verdadeiro absurdo, Genocídio? Genocídio fez Hitler com os judeus, os turcos com os armênios, fez Ruanda nos anos 1990, fez o Stalin na União Soviética. Há um compromisso do governo com a proteção dessas populações, de acordo com a Constituição”, declarou.

O caso terá continuidade na corte internacional, e qualquer atualização você ver aqui no Carvalho News (CN).