Guedes pede que o Congresso acelere as privatizações


Para o ministro essa é a única saída da crise

André Lucas

O ministro da Economia Paulo Guedes pediu que o congresso acelere as privatizações na Câmara para que saia ainda esse ano. Para o ministro essa é a única forma de garantir o retorno do crescimento da economia brasileira. 

Guedes fez uma aparição surpresa na coletiva de imprensa da Receita Federal, que apresentou os dados da arrecadação brasileira em 2020 na última segunda-feira, 25 de janeiro. 

Na ocasião, voltou a dizer que a economia brasileira está se recuperando em V da crise da covid-19, mas ressaltou que o país precisa avançar com a vacinação em massa e com as reformas econômicas para transformar a recuperação cíclica atual, baseada em consumo, em uma recuperação sustentada, baseada em investimentos.  

Limpar a Pauta

Wilson Ferreira Júnior, que decidiu trocar a Eletrobrás pela BR Distribuidora por entender que o clima não é favorável para a privatização da estatal neste ano, foi um dos mais importantes assuntos da semana passada, porém Guedes não falou sobre o caso. 

Guedes pediu para “limpar a pauta”, explicou que “estar lá o desbravamento da nossa retomada econômica, pediu para que o senado e Câmara dessem prioridade para as pautas paralisadas nas duas casas legislativas, e colocou a culpa em Rodrigo Maia por travar as reformas e paralisar as privatizações. 

O ministro reconheceu que foi preciso mudar a ordem de prioridades no ano passado, por conta da pandemia de covid-19, e acredita que nesse ano o país tem que fazer as privatizações, passar as reformas e votar os marcos regulatórios que prometem trazer investimentos privados para o país. 

Maia é um obstáculo

Não é de hoje que o ministro vem culpando o presidente da Câmara, Em outras ocasiões, Guedes já acusou o atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), de ter interditado a agenda de privatizações de estatais como a Eletrobrás. 

Maia fez promessas para a oposição em troca de apoio, durante o período de eleição ele se comprometeu a não passar nada radical a partir do governo, e as reformas e privatizações estão incluídos neste pacote. 

Um dos principais motivos de Bolsonaro ter um interesse tão grande em botar um dos seus sentado na cadeira da presidência da Câmara, é o obstáculo que Maia se tornou nos últimos 2 anos, para o planalto não adianta tirar o atual e permitir que a oposição nomeie outro para ocupar o lugar, é necessário um aliado.  

Arthur Lira

É assim que a figura de Arthur Lira surgiu como boa opção para o governo federal. Em meio a manifestações maçantes dos últimos dias, onde a esquerda e a direita se mostram insatisfeitas com o governo, o Planalto vê a necessidade de mostrar resultados positivos para diminuir as tensões. 

Além disso, com os 61 pedidos de impeachment na Câmara, o provável é que conseguir eleger Arthur Lira signifique segurança, já que o presidente da Câmara tem poder suficiente para travar pautas.  

A escolha de Lira é interessante pois seu posicionamento é amplo, ou seja não exclui nenhum dos dois lados, com isso além do apoio da direita que Bolsonaro costura, o candidato ainda trás apoio da esquerda, como foi com o PTB por exemplo. 

O nome de Lira associado ao Bolsonaro trouxe complicações, a oposição não quer Arthur Lira, por isso um grupo de opositores associados a Rodrigo Maia, que também é muito influente, vem conquistando votos para passar a frente na corrida eleitoral, até o momento o candidato desse grupo  Baleia Rossi tem o apoio de PT, PSL, MDB, PSB, PSDB, DEM, PDT, Cidadania, PV, PCdoB e Rede. Juntas, as siglas somam 261 parlamentares, mas a votação é secreta e, por isso, pode haver votos divergentes. 

Governo Bolsonaro gastou 1,8 Bilhões de reais em compra de alimentos


Oposição faz críticas e denuncia suspeita de desvio de dinheiro

André Lucas

PSOL pede que a Procuradoria Geral da República investigue gastos de 1,8 bilhões de reais com bebidas e comidas do Planalto. O deputado David Miranda, fez o pedido após perceber que os gastos eram exuberantes, principalmente durante uma pandemia.  

O parlamentar solicita que o órgão apure os fatos e responsabilize o presidente Jair Bolsonaro. Também assinam o documento as deputadas Sâmia Bomfim (PSOL-SP), Fernanda Melchionna (PSOL-RS) e Vivi Reis (PSOL-PA).  

O levantamento foi feito pelo jornal Metrópoles, que apurou os números no portal de compras do ministério da economia e divulgou na última semana.  

“Bolsonaro gastou mais de 1 bilhão 800 milhões de reais no mercado. Isso só em 2020. O Brasil não estava quebrado? Quantos cilindros de oxigênio esse valor compraria? Isso é lavagem? Superfaturamento?”, disse o deputado David Miranda ao jornal Folha de São Paulo. 

Ainda é importante ressaltar que os dados de gastos do Planalto não estão inclusos, os maiores montantes de gastos são da defesa e da educação. 

Mas além dos valores, os produtos também chamaram a atenção. Entre os itens adquiridos, estão mais de R$15 milhões com leite condensado e R$2,2 milhões gastos com goma de mascar.

A informação virou piada nas redes sociais já que o pão com leite condensado é uma das receitas preferidas do presidente Jair Bolsonaro. 

Políticos da oposição criticam os gastos altos em pleno ano de pandemia, o ex-deputado Ciro Gomes disse que entrará na justiça. “Entrarei na justiça para pedir explicações sobre os gastos absurdos do Bolsonaro! Mais de R$15 milhões em Leite Condensado e Chiclete com dinheiro público? Isso é corrupção!” 

A deputada federal Joice Hasselmann calculou que o governo federal teria gastado 7,6 mil latas de leite condensado por dia no ano passado. “O Brasil já teve ladrões de todo tipo na presidência. Já teve ladrão de galinha, de triplex, de Petrobras…Mas não é que o que mais tá metendo a mão no nosso bolso ficará conhecido como “ladrão de leite condensado”?!

Guilherme Boulos, candidato a prefeito de São Paulo, também questionou os números e apontou para a possibilidade de esquema de corrupção. “Os números são gritantes e revelam um evidente esquema de corrupção. Mesmo com todos os privilégios, é impensável que o governo federal consuma 7.200 latas de leite condenado por dia”.   

Manuela D’Vila foi mais insinuante e ainda criticou a extinção do auxílio por falta de dinheiro, enquanto o presidente gasta dezenas de milhões com alimentos como leite condensado e chiclete, “Bolsonaro nega ao povo brasileiro o auxílio emergencial de R$ 600 enquanto gasta R$ 16,5 milhões com batata frita embalada, R$ 15,6 milhões com leite condensado, R$ 13,4 milhões com barra de cereal, R$ 12,4 milhões com ervilha em conserva e, acreditem, R$ 2,2 milhões com chiclete.” 

O Ministério da defesa explicou que os gastos são com as tropas de 370 mil pessoas que são alimentadas todos os dias em nota o órgão lembrou que de acordo com o Estatuto dos Militares, Lei nº 6.880/80, a alimentação é direito assegurado ao militar, assim como as refeições fornecidas aos funcionários em atividade. 

“… Assim, cumprem ações que requerem, em grande parte, atividades físicas ou jornadas de até 24 horas em escalas de serviço, demandando energia e propriedades nutricionais que devem ser atendidas para a manutenção da eficiência operacional e administrativa com a disponibilização de uma dieta adequada…” , diz a nota

Governo produziu uma tonelada de cloroquina atoa


OMS anunciou que o produto não tem eficácia nenhuma contra a covid, e pode aumentar a letalidade

André Lucas

O governo de Jair Bolsonaro já gastou mais de 90 milhões de reais em compra com medicamentos ineficazes contra a covid-19, como por exemplo cloroquina, azitromicina e o Tamiflu 

Enquanto isso, o Butantã, que já entregou as primeiras doses das vacinas aplicadas no Brasil, ainda não foi pago  pelo governo federal . 

Desde o início da pandemia, o Presidente da República, Jair Bolsonaro, e o ministro da saúde, Eduardo Pazuello, defendem o chamado tratamento precoce contra o corona vírus, com o uso dos medicamentos citados acima para combater o vírus nos primeiros estágios da doença. 

 Os medicamentos no entanto se mostraram ineficazes em diversos lugares do mundo, estudos rigorosos feitos na Europa e Estados Unidos comprovaram que esses remédios não fazem efeito nenhum contra o vírus e ainda podem ser letal. 

Os gastos da União com cloroquina, hidroxicloroquina, Tamiflu, ivermectina, azitromicina e nitazoxanida somam pelo menos R$89.597.985,50, segundo levantou a reportagem da BBC News Brasil por meio de fontes públicas. 

A cloroquina

Após testes iniciais a OMS interrompeu a pesquisa com o produto na segunda metade de 2020, após o remédio se mostrar ineficaz. 

Mesmo assim, o laboratório químico farmacêutico brasileiro comprou mais de uma tonelada de ingredientes  farmacêuticos ativos para a produção de cloroquina.

 O Ministério da Saúde lançou um protocolo para atendimento da covid-19 que recomendava o uso da cloroquina associada à azitromicina, aos primeiros sintomas da doença. Além dos medicamentos, o governo federal também investiu em vacinas contra o SARS-CoV-2.  

O tratecov

o Ministério da Saúde lançou nesta semana um aplicativo que visa incentivar o uso de medicamentos sem eficácia comprovada contra a covid-19.  

 Chamado de “TrateCOV”, o aplicativo ajuda a diagnosticar a doença, após o médico cadastrar sintomas do paciente e comorbidades, como diabetes.  

Em seguida, a plataforma sugere a prescrição de medicamentos como hidroxicloroquina, cloroquina, ivermectina, azitromicina e doxiciclina, o conhecido kit-covid. 

No aplicativo, são incluídas também informações sobre lugares frequentados pelo paciente ou contato com pessoas que tenham testado positivo para covid-19.

 Ao final, é apresentada uma pontuação de gravidade. Se for seis pontos ou mais, é dado o diagnóstico da doença. Em seguida, surge a opção de receber ou não tratamento precoce. Caso a resposta seja afirmativa, aparecem os nomes dos medicamentos, junto com as doses e quantidade de dias a serem administrados.   

o desenvolvedor Joselito Júnior analisou o código-fonte da página e descobriu que a cloroquina e remédios semelhantes sempre serão recomendados quando houver a opção de tratamento precoce, ou seja, quando o escore de gravidade for maior ou igual a 6.  

Segundo a Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), com base nos estudos científicos mais recentes e consistentes, não existe tratamento precoce para a covid-19.  

Além do App e da influência do próprio presidente, a cloroquina ainda é distribuída através do chamado “ kit covid”. 

Um levantamento com dez municípios com mais de 100 mil habitantes que distribuíram um kit com medicamentos para o chamado “tratamento precoce”, no ano passado, revela que nove deles registram uma taxa de mortalidade por covid-19 mais alta do que a média estadual. O que ressalta o resultado da pesquisa feita pela OMS, “A cloroquina não tem eficácia contra o Covid 19, e aumenta a chances de letalidade”. 

Posse de Biden é hoje e medidas importantes já foram anunciadas


EUA volta a OMS, reata  o acordo da França e paralisa a construção do muro

André Lucas

Hoje, dia 20 de janeiro, marca a posse do presidente dos Estados Unidos, sobre ameaças de invasão e vandalismo. O evento aconteceu no Capitólio em Washington. Com a segurança muito reforçada e a proibição dos desfiles por conta da pandemia. A cerimônia de posse será bem diferente daquelas comuns em outros tempos. A cerimônia será às 14:00 ( horário de Brasília).

Os assessores do novo Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciaram hoje  de manhã, que o presidente vai assinar mais de 10 decretos para mudar a política internacional elaborada pelo antecessor Donald Trump. 

 As principais medidas via decreto são relacionadas diretamente à questão ideológica do último presidente, Biden vai interromper a construção do muro com o México na fronteira, vai anular a saída do país da  OMS(organização Mundial dos Médicos), e reatar o acordo de Paris sobre o clima. 

A saída da OMS

 Em maio de 2020, Trump entrava em atrito com a OMS, ele não estava satisfeito com a postura do órgão internacional em relação ao combate a covid 19, e também não gostava da forma como a China era tratada. Trump queria que a China fosse considerada culpada e punida pelo vírus, algo que a OMS nunca faria e por isso ele anunciou a saída dos EUA da organização. 

O acordo de Paris

Em novembro do ano passado, Donald Trump anunciou a saída do país do Tratado Internacional de Controle do Clima. O antigo governo falava sobre a saída a mais de 3 anos, porém só durante as eleições do ano passado que a saída oficial foi anunciada. Biden dizia que, caso tivesse vitória nas urnas, colocaria o país de volta no acordo.  

O muro com o México

Todos que acompanharam as eleições de 2016, e a trajetória de Trump até a derrota em 2020, já ouviram falar sobre o desejo de construir um muro na fronteira do país com a américa latina para impedir a entrada dos imigrantes no país. Uma dos principais motivos que sustentam o rótulo de xenófobo de Donald Trump, é a construção desse muro e os discursos de ódio contra imigrantes. Falando em imigrantes, Biden acabará com o veto migratório aplicado por Trump, que afeta cidadãos de 11 países com populações muçulmanas significativas (Eritreia, Irã, Quirguistão, Líbia, Mianmar, Nigéria, Somália, Sudão, Síria, Tanzânia e Iêmen) e inclui restrições aos de Venezuela e Coreia do Norte.

Combate a pandemia

Biden em suas primeiras  medidas de seu governo para lidar com a pandemia do novo coronavírus, entre elas tornar obrigatório o uso de máscara em propriedade federal e instalar um coordenador de resposta à covid-19 para supervisionar os esforços da Casa Branca para distribuir vacinas e suprimentos médicos. Os Estados Unidos são o país mais atingido pela doença com mais de milhões de casos registrados e 401.77 mortes, segundo dados da Universidade Johns Hopkins.  

O que muda na relação com o Brasil

Na prática o que sustentava a relação entre EUA e Brasil era a relação de “amizade” entre Bolsonaro e Trump, que tinham suas linhas ideológicas bem alinhadas. Com a derrota de Trump nas últimas eleições e a chegada de Biden que é bem contrário a esses pensamentos, o esperado é um afastamento dos dois países, e uma queda na intensidade das atividades econômicas entre os dois países.

Prefeito de Magé é acusado de nepotismo


Prefeito disse que é tudo uma grande coincidência ter nomeado sete parentes para o seu mandato

André Lucas

O Ministério Público do Rio De Janeiro abriu um inquérito contra o prefeito nomeado em Magé, Renato Cozzolino, que está sendo acusado de nepotismo por indicar sete parentes para as secretarias do município, entre elas a tão importante secretaria da educação. 

 Em resposta ao caso, a prefeitura de Magé disse que as nomeações com vínculo parental não são inconstitucionais e que todos os nomes foram escolhidos por capacitação, experiência e preparo. 

A prefeitura faz ainda uma ressalva, que não são sete pessoas com vínculo de parentesco como indica o Ministério Público, pois o cunhado do prefeito não pode ser considerado parente. 

Em uma entrevista o prefeito de Magé, Renato Cozollino destacou que das 16 secretarias nove não são ocupadas por parentes. Informou que os nomeados são próximos e de sua confiança, que todos foram escolhidos pela experiência e competência. Cozzolino chamou de coincidência o fato de ter nomeado sete parentes para as secretarias do município. 

“Então, as pessoas que eu escolhi para compor o meu governo são pessoas qualificadas, técnicas, preparadas para tal função e pessoas da minha confiança. E, se não trabalhar, não der o melhor para a população, eu vou exonerar no outro dia. Eu botei aqui metas”, destacou o prefeito de Magé. 

A vice-prefeita é Jamille Cozzolino, irmã do prefeito. Além de vice, foi nomeada como secretária de Educação e Cultura. Jamille Cozzolino é pedagoga e não tem experiência nenhuma com gestão. 

Até a esposa, o prefeito nomeou para secretaria, para ela ficou a secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos. Lara Adario se diz jornalista em suas redes sociais, porém segundo o prefeito ela tem experiência com assistência social, “já trabalhou no governo do estado”, afirmou o prefeito. 

Além da secretária da Educação e da secretária de Assistência Social e Direitos Humanos, na mão da irmã e da noiva sem capacitação e experiência, outra polêmica é a secretaria do trabalho que tem sua pasta nas mãos de Fernando José Assunção Cozzolino, secretário de Trabalho e Renda, é primo do prefeito. Ano passado, ele foi denunciado em uma reportagem do RJ2 por ser servidor fantasma da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Ele aparecia batendo ponto em uma escola, da qual seria dono, e não na assembleia. 

Em resposta ao questionamento, o prefeito de Magé falou, “Aqui é obrigação trabalhar. Quem não trabalha não fica no meu governo”. 

Outra polêmica é a secretaria de esporte e lazer. O secretário de Esporte, Turismo, Lazer e Terceira idade, Felipe Menezes de Souza, é marido da vice-prefeita e cunhado do prefeito. Quando ele foi candidato a vereador, ele declarou ser comerciante e ter um açougue.

A lista com todos os nomes dos secretários com vínculo de parentesco com o prefeito: 

Jamille Cozzolino – irmã do prefeito, vice-prefeita e secretária de Educação e Cultura;

Lara Adario Torres – noiva do prefeito e secretária de Assistência Social e Direitos Humanos;

Fernando José Assunção Cozzolino – primo do prefeito e secretário de Trabalho e Renda;

Vinícius Cozzolino Abrahão – primo do governo e secretário de governo;

Mauro Raphael Cozzolino Nascimento – primo do prefeito e nomeado para a Secretaria de Fazenda;

Felipe Menezes de Souza – cunhado do prefeito e secretário de Esporte, Turismo, Lazer e Terceira idade;

Samyr Harb – tio do prefeito é nomeado para a Secretaria de Infraestrutura. 

França não quer mais importar soja do Brasil


O presidente Macron anunciou um Plano de Desenvolvimento Agrícola para garantir a independência da produção e da Soberania Nacional

André Lucas

O presidente da França, Emmanuel Macron, anunciou  que vai começar a reduzir a importação da soja brasileira como forma de combater o desmatamento no país. Macron postou um vídeo em suas redes sociais onde prometeu criar uma espécie de “soja Europeia”. 

“Continuar a depender da soja brasileira seria o mesmo que apoiar o desmatamento da Amazônia. Somos coerentes com nossas ambições ecológicas, estamos lutando para produzir soja na Europa”, escreveu. O argumento francês é questionado pelo governo brasileiro, que insiste que a soja não é produzida na Amazônia. 

Nos últimos anos o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro e o Macron trocaram farpas por diversos motivos, esse é mais um capítulo dessa rivalidade que pode atrapalhar os planos do Brasil de fazer acordos com a União Europeia.  

Nessa terça feira o Presidente Jair Bolsonaro visitou produtores agrícolas e gravou um vídeo dizendo que os franceses são incoerentes, tomam medidas contra o desmatamento, porém, ao mesmo tempo importam produtos que desmataram a floresta brasileira. 

“A maneira concreta de fazer não é apenas dizer, mas agir. E agir é dizer: nós precisamos hoje da soja brasileira para viver. Portanto, vamos produzir a soja europeia ou o equivalente”, insistiu. 

Macron ainda falou que a tal proposta é uma maneira de garantir a soberania nacional do país, acabando com uma política de mais de 50 anos importando proteínas da América do Sul, Macron ainda explica que existe um projeto para desenvolver a produção agrícola no continente Africano, e tornar sustentável. 

O discurso não agradou os produtores de soja no Brasil.  A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) disse em nota que “lamenta que o presidente da França, Emmanuel Macron, busque justificar sua decisão de subsidiar os agricultores franceses atacando a soja brasileira”. 

“Como bem sabe Macron, a soja produzida no bioma Amazônia no Brasil é livre de desmatamento desde 2008, graças a Moratória da Soja, iniciativa internacionalmente reconhecida, que monitora, identifica e bloqueia a aquisição de soja produzida em área desmatada no bioma, garantindo risco zero do envio de soja de área desmatada (legal ou ilegal) deste bioma para mercados internacionais”, completaram. 

Em 2020 o presidente Francês já tinha anunciado que ia investir no desenvolvimento agrário do país, para construir a independência de produtos agrícolas, principalmente da soja brasileira. 

A França é um dos países que mais depende da soja, anualmente o país importa 3,3 milhões de toneladas de soja, do Brasil e dos Estados Unidos. 

O Ministro da agricultura da França, Julien Denormandie, anunciou o Plano de desenvolvimento agrícola argumentando que chegou a hora do país produzir seu próprio estoque de proteínas, separar de depender de outros países e de acabar com a “importação do desmatamento”. 

Paris e Brasília não tem uma boa relação já não é de hoje, no ano passado Macron foi um dos responsáveis por parar as negociações entre Brasil e UE, com argumentos relacionados ao clima e desmatamento, o presidente francês teve influência suficiente para botar a UE contra o Brasil.

Covas fala sobre pressão que o estado de SP faz sobre o Governo Federal


Diretor do Butantã faz criticas ao ministério da saúde, de Pazuello

André Lucas

O diretor do Butantan disse hoje que o plano de vacinação para o estado de São Paulo colocou pressão no ministério da saúde para apresentar logo um plano nacional de imunização. 

“Essas idas e vindas, de fato, não são favoráveis ao momento que estamos vivendo e isso se refletiu em outras áreas, como o programa nacional de imunização, que não tinha definido a logística de tudo isso. É uma atuação um pouco vicariante e responsiva à pressão que foi colocada pelo programa de vacinação, que levou boa parte dos estados e municípios a buscar o Butantan pela vacina. Exerceu uma pressão muito grande”. Disse Dimas Covas em uma entrevista ao jornal UOL. 

Dimas explicou que o Butantã trabalha para acelerar a vacina. “O quanto antes começarmos, teremos o efeito clínico, diminuições de assistência médica, que é o que precisamos que aconteça neste momento. Esse vai e vem que aconteceu em relação à vacina foi muito complicado. O Butantan é o maior fornecedor de vacina para o Ministério da Saúde, só a da gripe, oferecemos 80 milhões de doses ao ano. É o maior do mundo em vacinação da gripe. Com essa, esperávamos que fosse a mesma coisa”, afirmou.

No sábado, o ministério da saúde anunciou que toda a vacina que o Butantan produz será adquirida pelo governo federal, e distribuída exclusivamente pelo SUS.  

Dimas falou sobre isso. “Todos os estados que entraram em contato com o governo de São Paulo para obter doses da Corona Vac assinaram “documentos de intenção, que virariam contrato, não havendo incorporação da vacina ao programa nacional”. Uma vez que o Ministério da Saúde se responsabiliza pela distribuição, esses acordos são extintos e a responsabilidade passa a ser Federal. Temos contratos com Argentina, Peru, Bolívia, Uruguai, enfim, vários em andamento e vamos cumprir com um esforço enorme e fornecer a todos as doses para que possam reforçar os programas de imunização.”  

O instituto Butantã apresentou resultados de 78% de casos leves e 100% de casos graves, sendo assim uma das mais promissoras vacinas contra o Covid 19.  

O Instituto fez o pedido do uso emergencial nesta sexta-feira, a Anvisa, no mesmo dia a Fiocruz também pediu para a vacina da Oxford , no sábado a Anvisa anunciou que aceitou o pedido da Fiocruz, já o da corona vac a agência pediu mais informações. 

De acordo com um quadro apresentado no sábado pela Anvisa, os resultados dos testes não foram aceitos, “os resultados da análise interna de desfecho primário do estudo clínico de fase 3″, que provam eficácia acima de 50%. De acordo com o Butantan, o imunizante apresentou 78% de eficácia nos testes.   

A falta de informações foi avisada ao instituto Butantã, que só poderá ter sua vacina aprovada quando apresentar todos os documentos faltantes. 

“A submissão dos documentos técnicos previstos é condição necessária para viabilizar a avaliação, conclusão e a deliberação sobre a autorização de uso emergencial das vacinas. O grau de confiança nos resultados gerados por um estudo clínico, também chamado de validade interna, deve ser avaliado por uma autoridade sanitária para permitir concluir pela eficácia e segurança de uma vacina experimental”.

Redução de assessores por vereador não ocorreu


Julia Vitoria

A aprovação do plenário que reduzia o número de assessores por vereador na verba de gabinete não ocorreu. Em maio, no período pré eleitoral alguns vereadores se promoveram essa redução. E a imagem que ficou foi de que eles estavam ao lado do povo. Naquela época eles proporcionaram uma economia de R$2 milhões por ano para o Legislativo Municipal. Também o país estava enfrentando uma crise devido a pandemia do coronavírus.

Faltava somente a aprovação do documento, contudo após as eleições e a proximidade da mudança de legislatura, algumas manobras foram feitas e tudo ficou do jeito que estava. Cada vereador ainda pode contratar 15 assessores.

Após um parecer da Procuradoria Geral da Câmara de Vitória, veio o tiro de misericórdia sobre qual legislação para nomeação dos novos contratados, o projeto foi aprovado no plenário, contudo não teve seu texto base posto em votação, segue tudo como estava e tudo indica que o presidente vai seguir o parecer. 

Na capital o número de contratados está em queda nesta terça o prefeito de Vitória publicou um decreto onde exonera a maioria dos servidores que trabalhavam na administração, segundo a prefeitura dos 857 cargos de provimento de comissões existentes cerca de 170 não serão preenchidos segundo o portal da transparência Vitória tem cerca de 11.482 servidores ativos.

Em meio aos órgãos legislativos que prevê o aumento de salários, alguns abrem mão dos interesses pessoais em prol do povo, mesmo podendo ser uma Demagogia, alguns casos chamam atenção, por exemplo no município de Jacobina na Bahia, o prefeito aceitou reduzir o salário em 92%. Deixando de receber um salário alto para receber um salário mínimo como o povo.

O governador do estado, Renato Casagrande teve a primeira reunião de Trabalho por videoconferência, nesta reunião foi apresentado o cenário de 2020 e a perspectiva de 2021, e o decreto que  institui o Conselho Gestor do Plano e o documento balizador do Plano Espírito Santo. Ainda na mesma reunião outros assuntos como o plano de governança e periodicidade dos encontros foram discutidos. O plano é desenvolver economicamente o estado, reduzindo os impactos sofridos pela população durante a pandemia.

À sinalização de portas de vidro podem ser obrigatórias no estado a proposta que tem o objetivo evitar acidentes está Projeto de Lei 595/2020, de autoria da deputada Janete de Sá (PMN), a matéria aguarda a sinalização da justiça e estende a obrigatoriedade d sinalização de obstáculos para todo os imóveis do Espírito Santo, sendo exceção aqueles que são residências unifamiliares.

Bolsonaro diz que “ Brasil está quebrado” e não pode fazer nada


A frase contraria o seu próprio ministro da economia, e afasta investimentos no país

André Lucas

Na manhã da última terça feira, dia 5, o Presidente da República Jair Bolsonaro afirmou que o Brasil está quebrado e que ele não pode fazer nada. A fala repercutiu muito mal. Especialistas, oposição e internautas não gostaram nem um pouco do presidente ignorar suas responsabilidades e afirmar que não tinha como resolver o problema. 

O fato ocorreu na saída do palácio. Bolsonaro conversava com seus apoiadores e falava sobre a situação que o país se encontra. Além de citar o quadro econômico, Bolsonaro também colocou a culpa da pandemia na imprensa, afirmando que o covid 19 foi potencializado pela mídia. 

“Chefe, o Brasil está quebrado, e eu não consigo fazer nada. Eu queria mexer na tabela do Imposto de Renda, teve esse vírus, potencializado por essa mídia que nós temos. Essa mídia sem caráter. É um trabalho incessante de tentar desgastar para tirar a gente daqui e atender interesses escusos da mídia”, declarou Bolsonaro.

A fala do presidente contradiz a de seu próprio Ministro da Economia, que sempre usa de forma otimista a expressão” o Brasil está crescendo em V”, insinuando que o Brasil teve uma grande queda econômica durante a pandemia, porém acelera rapidamente. 

Após a declaração do presidente, seu filho , o deputado Eduardo Bolsonaro, adotou a mesma posição que o da equipe econômica, foi otimista e afirmou que o país se recuperará muito mais rapidamente. O deputado publicou em uma rede social: 

“Com o governo Jair Bolsonaro, o Brasil é um dos países que se recupera mais rapidamente do caos econômico gerado pela pandemia”, declarou o deputado.

Guedes tenta explicar

O ministro da Economia, Paulo Guedes, tentou defender o presidente das críticas, e explicar o que ele queria falar.  “Não há nenhuma divergência entre nós. Obviamente, o presidente se referiu à situação do setor público”, minimizou.

O que dizem os especialista

A economista Elena Landau, ouvida pelo jornal Folha de Pernambuco,  explica que Bolsonaro não poderia usar o termo quebrado, que soa de forma negativa, dando um sinal vermelho para o mercado financeiro e tirando a confiança do país, ela explica que  em um momento em que o Brasil passa por uma grande crise e precisa de investimento privado e estrangeiro, não é  bom colocar em duvida a confiança do país. 

“O que os credores internacionais, o que os credores do Tesouro vão imaginar quando o próprio presidente da República diz que o país quebrou? Isso significa que o país não tem capacidade de pagar aquilo que ele deve. É de uma irresponsabilidade muito grande, só cria uma situação de instabilidade nas áreas de juros e câmbio, além de ele fazer parecer que não tem responsabilidade sobre isso. Onde estão as privatizações que iam fazer, cadê as reformas, cadê o Orçamento de 2021?” .   

Outro economista ouvido pelo mesmo jornal foi o Raul Velloso, que criticou a forma como o conceito quebrado foi usado: 

nenhum país em emergência quebra. Mesmo fora da emergência, especialmente um país como o Brasil, que não depende de dólar para financiar sua dívida. A declaração dele de que o país está quebrado soa como se não houvesse nada que possa ser feito, o que não é verdade” 

Maia aproveita o momento para desgastar Bolsonaro

Num momento decisivo da corrida eleitoral, o Presidente da Câmara, Rodrigo mais aproveitou o momento para desgastar mais a imagem de Jair Bolsonaro, e consequentemente  de seu candidato Arthur Lira. Maia disse Ao Jornal UOL. 

“Agora a gente está vendo que o governo preferiu parar os trabalhos no Congresso e falar essa coisa mais absurda: com o poder que tem, com a responsabilidade que um presidente tem, dizer que nada pode ser feito. É muito grave”.  

Baleia Rossi conquista apoio do PT em reunião particular, e Lira viaja para negociar com líderes de partidos


Evolução de Rossi é clara e Lira vai perdendo a vantagem que construiu enquanto Maia não tinha candidato

André Lucas

O assunto mais importante das ultimas seis semanas ganhou páginas novas nessa segunda feira. A corrida pela presidência da Câmara é de estrema importância para os dois lados políticos dentro do congresso. 

A base do governo de Jair Bolsonaro ainda lida com as consequências da incapacidade de Jair de conseguir dialogar com as casas legislativas. Diversos projetos, principalmente na área da economia, mas também em outras áreas como por exemplo o pacote anti crime, foram bloqueado pelo atual presidente da Câmara dos deputados federais, Rodrigo Maia, fazendo com que Maia se torna-se um grande obstáculo para Bolsonaro governar. 

Por outro lado  a oposição ao governo atual, disfruta e quer continuar desfrutando de ter maioria da casa e um presidente da Câmara que possa “regular” o governo federal, não permitindo que ideias “ radicais” (como a pena de morte por exemplo) ou até mesmo ideias não tão radicais porém que feri as bandeiras da oposição, como por exemplo os ataques ao meio ambiente, fossem aceitas e tivesse parecer positivo e consequentemente ser tornar-se lei.  

Para Bolsonaro que hoje tem Maia com um grande obstáculo, as eleições para a Câmara dos deputados federais é um grande objetivo, é a chance de tirar Maia do caminho e pode governar. 

Para a oposição deixar o Presidente da República ter influência ou pior mandar na Câmara é um grande passo para trás, além de tirar a força da oposição, por isso a importância de não permitir que o candidato do Bolsonaro chegue a cadeira da presidência da Câmara. 

O candidato de Bolsonaro, Arthur Lira

Arthur Lira do PP lançou sua candidatura a 4 semanas atrás, no dia 9 de dezembro do ano passado. 

Lira vem costurando bons acordos e firmando boas alianças, ele deu um passos gigante quando conseguiu trazer deputados de esquerda para sua base de apoio, o que é muito importante a essa altura do campeonato. 

 Nos últimos dias Lira tenta fugir do rótulo de candidato do governo e para isso diz apenas ser conveniente ao governo ou a oposição dependendo da situação, em um tentativa de atrair deputados da oposição que não querem um sucessor de Maia. 

Em entrevista a Jovem Pan o candidato do governo fez criticas a Maia, e deixou claro seu posicionamento para as próximas pautas na Câmara caso seja ele a sentar na cadeira de presidente. 

“A minha candidatura é fruto do apoio do partido e do apoio de partidos que pensam parecido. Partidos de centro que sempre trabalharam para dar previsibilidade nas pautas necessárias. Não faço nem apoio ao governo e também não faço oposição de ocasião, quando é conveniente. Já deixei claro. Quem votar na outra chapa vai votar na continuação da centralização do poder. E eu não defendo isso. A pauta é prerrogativa do presidente, mas deve ser aceitada por maioria. O presidente deve servir como mediador, como conciliador. O que nós precisamos é que, todos os partidos, mesmo com as dificuldades ideológicas, encontrem saídas para o crescimento do nosso país. Não existe candidato de A ou B. São versões colocadas e que, internamente, não estão funcionando. Disputa da Câmara não pode virar disputa de governador, presidente de partido e de líder sem consultar bancada.” 

O candidato de Maia, Baleia Rossi

A candidatura mais demorada precisou correr contra o tempo para alcançar Lira que conquistava apoio enquanto Maia nem tinha decidido ainda qual seria seu candidato. Porém até agora Rossi do MDB estar indo muito bem,  lançado como candidato no dia 23 de dezembro do ano passado, Baleia Rossi já conseguiu seu primeiro apoio importante, a bancada do PT anunciou seu apoio ao candidato. Uma das maiores bancadas com 52 deputados é um passo muito importante rumo aos 257 deputados. Rossi comemorou o apoio do PT e continua buscando apoio. 

“A frente ampla ficou ainda maior. O PT anunciou apoio a nossa candidatura. É um grande dia para quem defende uma Câmara livre e independente. Somos 11 partidos diferentes. Divergimos em muitos assuntos. Mas estamos juntos na defesa de uma democracia viva e forte!”, escreveu o deputado em uma rede social.