Caso Klara Castanho: vale tudo por um furo de reportagem?


Klara Castanho sofre com o trauma de ser estuprada e também pelo ataque de jornalistas querendo furos e influenciadores que buscam curtidas.

Marcelo Carvalho

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Já repararam como o Brasil, nos últimos anos, tem se tornado um verdadeiro caldeirão lotado de injustiças, de escândalos e outras barbaridades. São tantas ocorrências estranhas sobre os mais diversos temas, que se eu fosse listar aqui, esse artigo seria imenso e talvez você não teria paciência para ler.

Entretanto, há um caso que tem mobilizado as redes sociais, emissoras de rádio e televisão e também jornais. Sim, me refiro ao estupro, gravidez secreta e doação do bebe para adoção da atriz da Rede Globo, Klara Castanho.

A atriz Klara Castanho, intimidade exposta e julgada. Foto: divulgação.

Essa história envolvendo essa jovem é tão dura, cruel, bizarra, que por si só já deveria chocar a todos. Entretanto, o mais triste é se dar conta que isso acontece diariamente com outras mulheres pelo mundo e nem nos damos conta.

Porém, nada não é tão ruim que não possa piorar. E Léo Dias, Antônia Fontenelle, Matheus Baldi e Danillo Gentille provaram que isso é verdade.

Léo, no Programa do Danillo Gentille, informou por alto sobre o fato sem citar o nome de Klara e que a mesma havia sido vítima de um estupro. Dias depois, Matheus Baldi deu a notícia em primeira mão citando o nome de Klara, sem mencionar a violência que a atriz sofrerá. Depois retirou a postagem com a informação, mas já era tarde pois a notícia já havia caído na boca do povo, que já criticava a atriz.

Antônia Fontenelle e Léo Dias, envolvidos em outra polêmica. Foto: divulgação

A participação de Antônia Fontenelle talvez tenha sido a mais tóxica nesse processo lamentável. A atriz, empresária e influencer atacou Klara, sem citar seu nome, acusando-a de ter abandonado o filho pelo fato deste ser negro e pela mesma desejar encobrir um erro. Fontenelle chegou a ameaçar expor a atriz. Simplesmente sinistro e desnecessário.

Mas, pensando bem… Lady Fontenelle geralmente age assim mesmo. Não é à toa que volta e meia responde a processos. Sendo, inclusive, condenada a 1 ano de prisão por associar os irmãos Felipe e Lucas Neto a pedofilia. A pena foi convertida em serviços comunitários. Além disso, ela teve de pagar multa de R$ 8 mil.

Analisando a situação

Matheus Baldi foi o primeiro a divulgar a notícia sobre Klara. Foto: divulgação

Matheus Baldi afirma que desejava apenas conseguir um furo, quando divulgou a notícia de que Klara Castanho havia dado à luz secretamente e entregaria o bebe a adoção. “Após ser procurado pela assessoria da atriz e soube da história completa removi a notícia”, justifica.

Léo Dias também veio a público pedir desculpas, reconhecendo que errou ao também publicar a notícia.

Já Antônia Fontenelle manteve sua postura e mesmo tomando conhecimento da violência sexual que Klara sofrera, ainda a acusou de abandono de incapaz. O que não era verdade pois a atriz havia entregue seu bebe para adoção seguindo os transmites legais.

Falta empatia

Me pergunto, o que leva essas pessoas a agirem de forma tão pouco empáticas com os outros? E, não é o meu lugar de fala, mas por que mulheres vítimas de estupro são quase sempre “responsabilizadas” pelo ocorrido. Inclusive por outras mulheres como a Antônia por exemplo.

Léo quando teve seu problema com drogas foi “protegido” pela maioria de seus colegas. Que não ficaram expondo ocorrido. Entretanto, o jornalista costuma não pensar duas vezes antes de jogar os segredos do povo no fogo. Anitta que o diga.

Algumas perguntas não querem calar. Até que ponto é liberdade de expressão expor fatos misteriosos alheios? Vale tudo para conseguir um furo de reportagem? Léo e Matheus são jornalistas. Por que então não checaram as fontes, incluindo a própria família da atriz?

Tudo bem, eles pediram desculpas, mas isso não ajuda muito, não é? Klara teve sua intimidade exposta. Foi julgada e condenada por muitos que não sabiam do que realmente havia ocorrido. Sem falar, que teve que reviver todo o horror que havia sofrido.

E não podemos esquecer da tal enfermeira do Hospital e Maternidade Brasil e do seu marido que tentaram vender as informações dobre o nascimento da criança para a Rede Record, que não aceitou. Esperamos que o Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo (Coren-SP) apure o caso e puna os envolvidos.

A nós resta tentar aprender com toda essa situação. É importante ter um pouco de empatia e também não comprar de cara certas versões que este ou aquele influencer nos apresenta. Afinal toda história tem dois lados.

Se tornando um empreendedor


Andie Carolina

A palavra empreendedorismo nunca foi tão falada no Brasil como nos últimos dois anos. Apesar de perfis empreendedores existirem desde os primórdios da humanidade, foi justamente no auge da pandemia do Covid-19 que os novos empreendedores tomaram conta do país.

Para se ter uma ideia, em 2020, após pesquisas do Sebrae em parceria com o Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade, foi revelado que 53% dos brasileiros cogitavam abrir o próprio negócio como uma tentativa de driblar a alta do desemprego.

Espírito de Empreendedor

E com toda certeza, esse desejo não mudou. Afinal, a crise econômica continua, assim como continua a todo vapor o espírito empreendedor que já faz parte do DNA brasileiro. Mas antes de saber como empreender, é importante conhecer o que o empreendedorismo significa, de fato:

Uma pessoa empreendedora é aquela que tem a facilidade de enxergar problemas e soluções, oportunidades e caminhos para a criação de novos recursos em prol da sociedade, ou seja, a implementação de algo que faça diferença na vida das pessoas.

Um exemplo muito comum na pandemia foram os indivíduos que iniciaram pequenos negócios com o intuito de confeccionar máscaras de proteção. Desta forma, eles conseguiram uma nova fonte de renda, com algo que sanou uma das maiores necessidades do público naquele momento.

Pensando nisso, podemos concluir que para se dar bem no mundo do empreendedorismo algumas características são indispensáveis, como por exemplo, o otimismo, a autoconfiança, a coragem, a persistência e a resiliência.

Isso porque, este meio não é fácil, e para conquistar o lugar ao Sol, a palavra de ordem é ter consciência que desistir não é uma opção. E mesmo que não exista uma linha reta a ser percorrida quando o assunto é empreender, alguns passos podem ajudar no processo.

Confira a seguir quais são eles:

  • Defina a atividade: não cometa o erro de entrar para um segmento que você até gosta, mas não entende absolutamente nada do assunto. O ideal é procurar algo que você já tenha afinidade, como um hobby, por exemplo, e transformá-lo na sua área de atuação. Afinal, nada melhor do que trabalhar com algo que a gente se sente à vontade, não é mesmo?
  • Busque ser diferente: você não precisa reinventar a roda para ser empreendedor. São pouquíssimos os negócios que nasceram de uma ideia totalmente original. O que é fundamental, no caso, é buscar um ponto que te faça diferente dos seus concorrentes. Pense, por exemplo, na Netflix e na Amazon Prime Video. Ambas são plataformas de outra em vários quesitos, como preço, qualidade do catálogo de conteúdo e outras vantagens para os assinantes.
  • Estude: não adianta gostar e entender um pouco do ramo escolhido, nem saber exatamente qual será o seu diferencial, se não houver consciência da necessidade de estudar. É muito importante que você procure materiais de especialistas da área, que esteja bem-informado sobre tudo o que está acontecendo no setor que escolheu, que participe de feiras, workshops, palestras, eventos, etc. Com isso, além de aprender, você também construirá o seu networking, tão necessário para crescer qualquer negócio.

Outro ponto muito importante para quem deseja se tornar um empreendedor de sucesso, é saber que muitos erros aconteceram ao longo da jornada, e alguns dos mais comuns, são:

  • Não aceitar críticas: ninguém amadurece ouvindo apenas elogios. As críticas são tão fundamentais quanto para o crescimento do seu negócio. Do momento que em que você não aceita receber nenhum feedback negativo, insere o seu serviço ou produto em uma bolha, tornando-o incapaz de sofrer melhorias que poderiam ser a chave para o tão sonhado sucesso.
  • Querer dinheiro fácil: muitos novos empreendedores esquecem que é muito provável que uma ideia demore meses ou até anos para finalmente gerar um bom lucro diante do que foi investido. E ainda tem aqueles que só focam no ganho, sem pensar que no fundo, ser dono de um negócio também significa ter muitos gastos. É neste momento que, infelizmente, muitos quebram ou então, acabam desistindo.
  • Trabalhar em excesso: é muito forte a crença de que, para ser bem-sucedido dentro do próprio negócio, o empreendedor precisa trabalhar quase 24 horas por dia, sete dias por semana, inclusive aos feriados. Mas isso nunca esteve tão longe da realidade! Na verdade, é essencial tirar um tempo para descansar, cuidar da saúde, ter um momento de lazer, etc. Afinal, para ultrapassar as inúmeras dificuldades de ser o seu próprio chefe, você precisa estar em sua melhor forma física, mental e emocional. E uma outra dica é: você não precisa estar envolvido em todos os processos do seu negócio. Não tenha medo de delegar funções.

Como mencionado acima, empreender demanda dinheiro. Então, para finalizar esse artigo, é importante mencionar a opção de conseguir um empréstimo para investir no seu negócio. O ideal é priorizar as opções que oferecem as menores taxas de juro e flexibilidade nos prazos de pagamento. Algumas modalidades de empréstimo disponíveis no mercado são:

  • Crédito Pessoal: talvez, a opção mais conhecida, por ser disponibilizada por praticamente todas as instituições financeiras diretamente para a pessoa física a solicitar o empréstimo, o que facilita, devido a não existir a necessidade de um CNPJ vinculado ao nome do solicitante.
  • Microcrédito: modalidade oferecida para quem geralmente já trabalha como MEI e PJ.
  • Investidores-Anjos: empréstimo concedido por pessoas que investem em empresas iniciantes quantias que vão de 20 mil a 600 mil reais. A vantagem para os Investidores-Anjos é receber 50% dos lucros obtidos pela empresa investida durante 5 anos.
  • Financiamento Coletivo: se o seu negócio é voltado para alguma causa social, o financiamento coletivo pode ser a sua melhor saída. Há plataformas como a Catarse e Apoia-se, que são destinadas para a arrecadação de fundos para negócios relacionados a projetos sociais. Mas fique atento, pois esses iniciativas precisam ganhar bastante projeção nas redes sociais, por exemplo. E claro, também é responsabilidade do empreendedor arcar com as taxas cobradas por essas e outras plataformas com o mesmo fim.

Agora que você já sabe todos esses detalhes sobre o empreendedorismo, que tal finalmente tirar o seu sonho do papel? Aventure-se!

Direita x Esquerda – Uma briga histórica


Desde a Revolução Francesa a briga entre direita e esquerda está presente, contudo as modificações durante os anos são notáveis.

Júlia Vitória

Para quem acha que a briga de direita e esquerda é recente, está totalmente enganado. Esse embate vem desde a Revolução Francesa, entre os Girondinosque representavam o lado direito da Assembleia Nacional Constituinte  e os Jacobinos que eram mais radicais e exaltados sendo do lado esquerdo,

Essa é a origem dos posicionamentos de direita e esquerda. Com o tempo essa polarização tem decorridos vários problemas e polêmicas, tanto que no século XIX teve uma radicalização ideológica dos dois lados 

Desde dois mil e quatorze a briga entre direita e esquerda está presente nas eleições, contudo somente em dois mil e dezoito o Brasil assistiu a onda de debates agressivos principalmente nas redes sociais. O fato é que hoje não existe somente um posicionamento apenas para direita e esquerda, pois esses conceitos estão associados há uma ampla variedade de pensamentos políticos.

Direita x Esquerda

A visão política da esquerda visa mais os trabalhadores e uma visão da população mais pobre, já a esquerda tem uma visão diferente mais conservadora, ligada ao comportamento tradicional de manter o poder na elite e promover o bem individual.

Contudo com o tempo essas visões começaram a ter contextos diferentes, hoje em dia os partidários se colocam contra as ações e do regime que está no poder (oposição) e assim são  entendidos como esquerda, e aqueles defensores e a favor do governo em vigência são chamados de direita. Mesmo  com os dois lados realizando reformas, a direita visa, por exemplo, a liberdade individual enquanto a esquerda luta pela justiça social.

Após a queda do muro de Berlim um novo cenário político se abriu, por este motivo as palavras direita e esquerda não dão conta da diversidade política do século XXI.

Já no Brasil essa divisão se fortaleceu na época da ditadura militar, onde quem apoiou o golpe militar era de direita e quem  defendia a instauração de um regime socialista era de esquerda, com o tempo ouras divisões apareceram diante dessas ideologias.

Justiça e Solidariedade

Atualmente os partidos de direita vão pelo lado democrata-cristão enquanto os de esquerda tem o social-Democrata e progressistas. Os dois lados tem extremistas, os da direita tem aqueles que apoiam o nazismo e facismo enquanto os extremistas de esquerda tem os movimentos simultaneamente igualitários e autoritários, como movimentos operários e comunistas pelo o fim da propriedade privada. Tem ainda a política de centro que visa mais a tolerância e o equilíbrio, contudo também pode ser alinhada com política de esquerda ou de direita.

Na parte da economia os partidos de direita são a favor de manter a os direitos da propiedade particular, mas algumas interpretações não defende total intervenção do governo na economia e a extinção e simplificação da regulamentação governamental e os partidod de esquerda defende uma economia mais justa e solidaria com mais distribuição de renda e interferencia do estado.

Além da parte política e econômica, a direita e a esquerda também têm a ver com questões éticas e culturais. Os temas civis na legislação como o casamento LGBT e a legalização de drogas, são associados à esquerda enquanto a bandeira da direita assume a defesa da família tradicional.

Alienação política causa prejuízos incalculáveis ao país


Lucas Santos

Em uma sociedade fortemente democrática, independente de ideologias de esquerda ou de direita, a política é um campo de discussão essencial para a formulação de leis e para a organização social como conhecemos.

Apesar disso, com discursos que se distinguem por completo ocasionalmente, a polarização política cresceu muito na última década. Isso se mostra como sendo extremamente prejudicial para a sociedade.

Ainda que o acesso à informação seja importante e extremamente útil. Atualmente, tudo isso se tornou um tanto perigoso com a propagação das famigeradas fake news e discursos retrógrados e extremistas. É preciso ter cuidado com tudo isso.

Um pouco sobre alienação política

De acordo com o sociólogo Simon Schwartzman em seu artigo “Alienação Política”, alienação política se classifica como “incapacidade de um povo em se orientar politicamente conforme seus próprios interesses. Crença na operosidade de instrumentos inoperantes, de um lado; desinteresse total pelos fatos políticos, de outro.”.

Com esse trecho é possível entendermos que a alienação política se refere a um comportamento onde o indivíduo se baseia completamente pela via de pensamento de um ou mais políticos, partidos ou ideologias.

Esse indivíduo abraça totalmente uma determinada forma de pensar e ignora por completo fatos políticos que envolvam aqueles que pensem ou acreditem em coisas diferentes das dele.

Além de se limitar a ver os interesses e forma de pensamento apenas de um determinado lado, o indivíduo deposita todas as suas esperanças, expectativas e anseios nas atitudes de um determinado símbolo, seja este uma pessoa, um partido ou uma ideologia como citado anteriormente.

É criada uma narrativa onde este símbolo seria uma espécie de “salvador” em meio a um suposto caos político causado pelo outro lado.

Em outro trecho o sociólogo continua: “…em sua forma mais grave – recusa em decidir o próprio destino, de raciocinar, de traçar seu próprio projeto; criação do mito do Chefe, do Messias, do Pai, do Salvador da Pátria.

Compreender o significado destes fenômenos, ver neles o sentido que possam ter, tal é a grande tarefa de quem se preocupa com o problema político do Brasil de hoje”, afirma Schwartzman.

É possível então entender que a alienação política, além de deturpar os fatos, também cria no imaginário de uma pessoa, um grupo e uma população, que suas atitudes – ainda que sejam tóxicas – são em nome de um bem maior.

O perigo de se alienar politicamente

Política é um tema complexo e com diversas camadas. Ainda que tenhamos explicações para diversas atitudes, decisões e realizações, não há, muitas vezes, uma verdade absoluta.

Não podemos afirmar que o mundo é tão óbvio como pode aparentar. Ainda que haja por vezes corrupção, erros de gestão e afins, não há heróis e vilões, mas sim indivíduos e ideias, sejam estas boas ou ruins, bem-intencionadas ou não, de ambos os lados.

A partir do momento em que se polariza uma sociedade, cada pessoa envolvida dessa maneira deixa de pensar em defender os fatos e passa a querer defender a sua própria verdade, a verdade dos responsáveis pela ideologia que se acredita.

Uma fuga perigosa

Com a polarização, a alienação política ganha vida e passa a determinar os comportamentos de diversas camadas da sociedade. Desse modo, estas pessoas ficam vulneráveis a informações falsas, disseminadas por pessoas ou grupos mal intencionados, cujo o intuito é moldar a forma como se pensa.

É essencial sempre verificar a fonte das informações recebidas e tentar colocar a si mesmo em uma posição de neutralidade ética e política, permitindo a si mesmo questionar ambos os lados e defender a verdade, parta ela de indivíduos ou grupos de direita, esquerda ou centro.

É possível afirmar então que caminho para a prosperidade não é a polarização por meio da alienação política, mas sim a união. Devemos pensar e trabalhar juntos em prol de uma sociedade melhor, mais saudável e próspera, independentemente de lados ou ideologias políticas.

Complexo? Talvez, mas dizer que odeia política, que não quer saber do tema e que não vota em ninguém, pode ser uma opção, mas nunca uma solução. Vale lembrar que, não votar é o mesmo que não escolher. E quem toma essa atitude permite que outros o façam por ele.

Foto Capa: Unas (www.unas.org.br)

Lucas Santos é graduando em Psicologia pela UNESA-NF e estudante de fotografia e tecnologia, possuindo alguns certificados nestas áreas. É um aficionado por tecnologia, Cultura Geek, Linkin Park e pelo Botafogo de Futebol e Regatas.  Desde a infância sempre gostou muito de falar e escrever. Não demorou muito
para que começasse a escrever suas próprias poesias, as quais você encontra hoje em @PoemasVivazes no Instagram. Nas horas vagas você o encontra escrevendo, jogando futebol, se entretendo com jogos online e cultura nerd ou ao lado de quem o faz bem.

Doenças emocionais, elas merecem atenção especial


Isabelle Carvalho

Estamos sempre de olho em doenças físicas, fazendo exames de rotina, atentos a possíveis sinais que nosso corpo dá que possam impactar na nossa saúde. Mas e os distúrbios emocionais? Estes também podem atingir diretamente nosso bem-estar e, muitas vezes, manifestam-se através de sintomas físicos. É importante ficarmos atentos a possíveis enfermidades corporais, mas nunca negligenciar nosso sistema nervoso. 

Brasil lidera casos de ansiedade

A Organização Mundial da Saúde disponibilizou dados que apontam que o Brasil é o país mais ansioso do mundo, com 9,3% da população considerada ansiosa. Já em uma pesquisa da Universidade de São Paulo, em uma lista de 11 países, o Brasil lidera com mais casos de ansiedade.

O transtorno de ansiedade, estresse e depressão podem causar doenças de pele, problemas no estômago, desregulações intestinais, infecções na garganta, disfunção dos pulmões, dores de cabeça, musculares e nas articulações, alterações no coração e circulação, entre outras. 

O nosso sistema nervoso é o comandante do nosso corpo, por isso, algumas das variações que nosso corpo sofre podem ser influenciadas por algum transtorno mental como algum dos citados acima. Tais distúrbios podem ter origem em diversas situações e cenários.  Podem ser devido a episódios estressantes e de sobrecarga no trabalho, dificuldades financeiras, traumas de infância, problemas de relacionamento na família ou âmbito social, perda de uma pessoa querida, entre outras circunstâncias. 

Além disso, a contemporaneidade é um prato cheio para diagnósticos de ansiedade, estresse ou depressão. Afinal, vivemos uma era de imensa rapidez e imediaticidade que, às vezes, não conseguimos acompanhar.

Solidão e inveja

As redes sociais cada vez mais impondo padrões impossíveis de alcançar e as possibilidades de estarmos conectados no mundo virtual vinte e quatro horas por dia. Tudo isso aumenta e amplifica sentimentos de baixa auto estima, não pertencimento, solidão, inveja, etc. 

Não podemos esquecer também que estamos no que parece o final de uma pandemia mundial que matou milhões de pessoas. Enfrentamos emoções como medo, dúvidas, insegurança diante de uma doença agressiva.

A incerteza sobre o futuro, o isolamento, a impossibilidade de sair de casa, a falta de socialização. Estes foram aspectos que, com certeza, virão a definir os próximos anos, principalmente no quesito psicológico da humanidade. 

Falta de informação dificulta o tratamento

Infelizmente, falar de transtornos mentais ainda pode ser considerado um tabu em nossa sociedade. Diante disso, desencadeia-se uma forte falta de informação, principalmente na população mais pobre. Em meio a desigualdades sofridas diariamente, por que um indivíduo irá se preocupar com a saúde mental?

Pouco se é difundido acerca de doenças emocionais e o quanto podem impactar  nosso bem-estar físico. O atendimento público e gratuito é feito pelo SUS. Já o primeiro contato e acolhimento, pela Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) com serviços de acompanhamento nas Unidades Básicas de Saúde e em Centros de Atenção Psicossocial (CAPS). 

Por outro lado, também há uma enorme banalização do uso de remédios para distúrbios emocionais. Existe uma facilidade em receber um diagnóstico de “ansioso” ou até mesmo de se auto diagnosticar. Essa cultura da medicalização apenas gera mais ruído entre o conhecimento correto e a população.

O cenário que temos é, então, indivíduos que precisam ser tratados não são pois não sabem que precisam e outros que não precisam ser medicados, mas são. Em questão de políticas públicas, há muito o que se caminhar ainda até que as doenças emocionais sejam desmistificadas e, ao mesmo tempo, não tão normalizadas. 

Isabelle Carvalho é carioca, tem 27 anos, sendo graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Também é graduada em Cinema. Além de possuir especialização em Jornalismo Cultural, é apaixonada por cultura, cinema, ciência e atualidades.

O Instagram da Isabelle é o @isacond.e

Saiba das novidades do mercado nacional dos quadrinhos


Isabelle Carvalho

Muito se fala sobre quadrinhos internacionais, principalmente com o sucesso estrondoso do Universo Cinematográfico da Marvel (seus filmes e séries são baseados nos quadrinhos da Marvel Comics). Para quem é fã do gênero, vale se aventurar também pelos quadrinhos nacionais.

Você pode até não se dar conta, porém a produção brasileira é bastante rica e variada, tendo muitos livros explorando temas referentes a nossa cultura e história. 

A origem dos quadrinhos no Brasil data de 150 anos atrás. Todo mundo conhece as Aventuras da Turma da Mônica, é possível que os personagens criados por Mauricio de Sousa tenham feito parte da infância de muitos brasileiros. Suas narrativas fazem parte da memória social e, até hoje, as tramas de Cebolinha, Mônica, Cascão e Magali são sucesso entre crianças. 

Muitas opções interessantes

Além dos clássicos, existem milhares de títulos que podem render boas leituras. “O Rancho do Corvo Dourado”, por exemplo, é uma coletânea baseada na obra de Monteiro Lobato, Sítio do Picapau Amarelo. O diferencial é que o conteúdo adota um cenário pós-apocalíptico, em que o mundo foi quase destruído por bombas atômicas e os nazistas venceram a Segunda Guerra Mundial. 

Criado por Monteiro Lobato, o Sítio do Picapau Amarelo encanta gerações.

“Ser artista mulher é…” aborda situações machistas e preconceituosas que artistas mulheres passam mesmo nos dias atuais. Tudo isso de uma maneira bastante humorada e, assim, propagar a grande diferença de tratamento entre homens e mulheres no mercado artístico no Brasil. 

“O último assalto” conta a história de Kevin, que é morador de uma periferia de São Paulo e seu sonho é ser lutador de boxe. Tentando deixar no passado um crime que cometeu, começa a lutar em uma academia. A partir disso, vários acontecimentos o fazem entender que seu maior desafio não será no ringue. 

Trash e terror

“VHS” é uma coleção de histórias em quadrinhos trash e de terror. A proposta é homenagear e referenciar clássicos do terror dos anos 80 e 90. As imagens são em preto e branco e estão no formato de uma fita VHS. 

O Rancho do Corvo Dourado: uma versão pós-apocalíptica steampunk do Sítio do Picapau Amarelo.

Em “10 dias perdidos”, relembra-se o ano de 1582 quando na mudança do calendário Juliano para o Gregoriano, dez dias foram pulados. Os quadrinhos contam o que sucedeu nesse tempo perdido na História. O conteúdo mistura magia e ciência, humanos e deidades e seus personagens terão apenas 240 horas para salvar a humanidade. 

Por um lado, o mercado de quadrinhos nacional é positivo pois cada vez mais surgem histórias autorais. No entanto, os leitores diminuem com o passar do tempo. Além disso, o meio digital causou grande impacto na produção desses livros, principalmente na forma com que esses conteúdos são divulgados e consumidos. É muito importante a conquista de seu público e a valorização do próprio trabalho para que quadrinistas alcancem uma boa repercussão de suas obras.

Isabelle Carvalho é carioca, tem 27 anos, sendo graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Também é graduada em Cinema. Além de possuir especialização em Jornalismo Cultural, é apaixonada por cultura, cinema, ciência e atualidades.

O Instagram da Isabelle é o @isacond.e

Mitos e verdades sobre a amamentação


Muitos ainda desconhecem os benefícios do aleitamento materno

Isabelle Carvalho

O Dia das Mães vem chegando e o que não falta na internet, televisão e nas ruas são propagandas exaltando as mulheres que são mães. Mostra-se uma maternidade quase glamourizada, no entanto, poucos são os conteúdos que exibem a realidade. Quais os mitos que envolvem o ato de gerar, dar à luz e criar uma criança? Um dos principais tabus acerca do assunto é a amamentação. 

Existe muito senso comum sobre o tema, o que pode dificultar o acesso a informações reais e relevantes. Não se pode esquecer que, mesmo com tantos avanços sociais em relação ao preconceito de gênero, ainda temos muito o que evoluir. Vivemos em uma sociedade patriarcal marcada por uma opressão em diversos setores contra mulheres. Mais ainda contra essas figuras que sustentam o Brasil: as mães

Benefícios surpreendentes

Amamentar é um ato de promoção à saúde, porque diminui as chances de desnutrição e obesidade, além de fortalecer o sistema imunológico. O leite materno é rico em proteínas e nutrientes feitos sob medida para cada fase de vida da criança. Os benefícios são muitos: evita a diarréia, reduz cólicas, previne anemias e alergias, facilita a digestão, desenvolve o sistema nervoso,  entre outros.

 Poucos devem estar cientes, mas o Ministério da Saúde e a Organização Mundial da Saúde orientam que não sejam oferecidas mamadeiras e chupetas porque atrapalham a amamentação e podem causar doenças e problemas na dentição e na fala do bebê. Infelizmente, ainda há muitas influências que sugestionam o abandono da amamentação pela mãe. Todos os dias, essas mulheres são bombardeadas de propagandas sobre chupetas, mamadeiras e fórmulas como se a aquisição desses produtos pudesse melhorar suas performances como mães. O que é extremamente cruel. 

Amamentar previne diversas doenças e é um ato de amor. Foto: divulgação.

Amamentação e saneamento básico

Existe hoje a Norma Brasileira de Comercialização de Alimentos para Lactentes e Crianças de Primeira Infância, Bicos, Chupetas e Mamadeiras e pode ser apontada como um avanço na proteção, promoção e apoio ao aleitamento materno. Ainda há um caminho longo a percorrer. Muitas famílias são aconselhadas todos os dias, por diferentes fontes, a iniciar a alimentação com fórmula. Mas quem são as famílias que realmente podem pagar por isso? Outra questão importante, que água será utilizada na mistura quando uma grande parte da população nem tem acesso a saneamento básico?

Muitas podem ser as armadilhas que uma mãe pode cair que a faça desistir da amamentação. Indicação precoce de fórmula, falta de estímulo, palpites da família, choro do bebê, desmame para retorno ao mercado de trabalho, entre muitas outras. Esta última em especial levanta outras questões pertinentes sobre os direitos das mulheres que são mães. A própria licença maternidade varia de quatro a seis meses. Isso para não falar da licença paternidade. Como essa mãe pode amamentar seu filho em livre demanda, por exemplo? Ou seja, quando e quanto a criança quiser. Prática que é extremamente saudável e favorável tanto à mãe quanto o bebê. 

Quando o assunto é maternidade, direito à amamentação, inclusão da mãe na sociedade, precisamos falar sobre políticas públicas. Quais lugares você, leitor, frequenta que não somente permite crianças em seus espaços, mas garante à mãe e à criança conforto e liberdade? Esse debate precisa ser politizado. As eleições vêm aí e todos, mesmo quem não é mãe, precisam atentar às propostas de seus candidatos sobre maternidade. A mãe e seu filho não podem existir apenas dentro de casa, então há muito o que se conquistar em espaços públicos.

Isabelle Carvalho é carioca, tem 27 anos, sendo graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Também é graduada em Cinema. Além de possuir especialização em Jornalismo Cultural, é apaixonada por cultura, cinema, ciência e atualidades.

Manter um bom relacionamento com seus vizinhos pode ser um desafio e tanto


Marcelo Carvalho

Muitos não se deram conta, mas hoje (23) é comemorado o Dia do Vizinho! Tudo bem, existem algumas divergências sobre a data correta para a comemoração. Entretanto, a maioria dos estados brasileiros celebra no 23 de dezembro, mas, não existe uma justificativa concreta para a escolha desta data.

Vale destacar, que em Goiás o Dia do Vizinho é comemorado no dia 20 de agosto, em homenagem à figura da poetisa Cora Coralina. Vale destacar, que Cora era natural de Goiás e o tema central de suas poesias eram os seus vizinhos. Por causa de seu amor pela vizinhança, o dia 20 de agosto (data de seu nascimento), se transformou em Dia do Vizinho em Goiás.

O relacionamento com a vizinhança pode ser complicado

Para uma boa convivência com seu vizinho é necessário tolerância e respeito, mas sabemos que nem sempre isso acontece, ainda mais nesse período de quarentena em que as pessoas trabalham, brincam, estudam e se divertem dentro das suas casas.

Manter um relacionamento de respeito com a vizinhança é uma habilidade invejável. Fotos: divulgação.

Para auxiliar nessa tarefa tão importante separamos algumas dicas que podem ser úteis para a manutenção das boas relações entre vizinhos. Vamos a elas:

1.CONHEÇA E RESPEITE SEUS VIZINHOS

Um passo muito importante para uma boa convivência com os vizinhos é saber quem eles são. Ao mudar para uma nova casa ou apartamento, por exemplo, você pode se apresentar aos vizinhos mais próximos. Observar quem são os moradores do bairro ou do condomínio facilita o reconhecimento e ajuda, inclusive, no quesito segurança, já que todos são responsáveis pela proteção dos espaços comuns.

Pode ser que existam alguns vizinhos mais difíceis, com menos abertura e que não te receberão tão bem. Ainda assim, procure saber quem eles são e respeitá-los. Temos histórias de vida diferentes e enxergamos o mundo a partir de pontos de vista distintos. Por isso, o respeito é, sem dúvida, a base fundamental para estabelecer uma boa convivência com os vizinhos.

  1. PARTICIPE DAS DECISÕES CONJUNTAS

Um condomínio sempre realizará assembleias para deliberar sobre questões que afetam a todos os condôminos, e é fundamental que você participe dessas decisões. Se você vive em um bairro, descubra se há uma associação de moradores já estabelecida e, se sim, junte-se a ela, pois as decisões, nesse caso, também serão conjuntas e afetarão sua vida. Caso seu bairro ainda não tenha uma associação de moradores, que tal você reunir alguns vizinhos e começar uma.

3. SEJA GENTIL E EDUCADO

Mais do que respeitá-los, para manter a boa convivência com os vizinhos é importante também ser gentil e educado, e não só com eles, mas também com os trabalhadores do condomínio ou do bairro. Cumprimentar o porteiro, os seguranças e os zeladores, abrir ou segurar portas para outros moradores, oferecer ajuda para carregar sacolas ou compras são pequenos gestos de gentileza que tornam a convivência muito mais tranquila.

Lembre-se de que não é preciso realizar grandes movimentos ou promover atos grandiosos. Apenas observe seu entorno, reconheça que há outras pessoas e use de gentileza e educação para tratar essas pessoas da melhor forma possível.

  1. RESPEITE AS REGRAS

A boa convivência com os vizinhos também depende do respeito de todos às regras estabelecidas em assembleias e reuniões. Por isso, mais do que comparecer, é preciso estar atento, participar e respeitar as decisões tomadas em conjunto.

Por isso, respeite os horários de silêncio e de utilização de espaços comuns, coloque seu lixo no lugar certo, cuide para que seu animal de estimação não atrapalhe os vizinhos, não permita que pessoas não autorizadas acessem espaços comuns e cuide para manter sempre os portões fechados e as áreas protegidas.

  1. CUIDE DOS ESPAÇOS COMUNS E DOS PRIVADOS

Manter sua casa ou seu apartamento em ordem, especialmente os jardins ou sacadas, é também bastante importante para manter a boa convivência com os vizinhos. Isso porque um jardim malcuidado, por exemplo, pode deixar o bairro feio e, até mesmo, atrair insetos ou animais indesejados. Também não faça queimadas nem jogue na rua ou nas áreas comuns os resíduos gerados pela limpeza de seus ambientes.

Além disso, cuide da preservação dos espaços comuns, como as áreas de lazer e convivência dos condomínios ou as ruas, calçadas e os espaços da associação de moradores do bairro. Por serem espaços de uso compartilhado, a organização e a limpeza são pontos fundamentais para não causar discórdia ou mal-entendidos entre os moradores.

Um dia especial para refletir


Dia do Orgulho Gay é comemorado em meio a um período conturbado onde a discriminação e o desrespeito pelo outro é estimulado por parte de alguns governantes

Murillo Torres

O Dia Internacional do Orgulho Gay é comemorado anualmente em 28 de junho em todo o mundo. Também conhecido como Dia Internacional do Orgulho LGBTIA +(Gays, Lésbicas, Bissexuais, Transexuais, Pessoas Intersexo e Assexuada), ou simplesmente Dia do Orgulho Gay, esta data tem o principal objetivo de conscientizar a população sobre a importância do combate à homofobia para a construção de uma sociedade livre de preconceitos e igualitária, independente do gênero sexual.

O Dia do Orgulho Gay também é um reforçopara lembrar a todos os gays, lésbicas, bissexuais e pessoas de outras identidades de gênero, que todos devem se orgulhar de sua sexualidade e não sentir vergonha da sua orientação sexual.

Origem do Dia do Orgulho Gay

O Dia do Orgulho LGBT foi criado e é celebrado em 28 de junho em homenagem a um dos episódios mais marcantes na luta da comunidade gay pelos seus direitos: a Rebelião de Stonewall Inn.

Em 1969, esta data marcou a revolta da comunidade LBGT contra uma série de invasões da polícia de Nova York aos bares que eram frequentados por homossexuais, que eram presos e sofriam represálias por parte das autoridades.

A partir deste acontecimento foram organizados vários protestos em favor dos direitos homossexuais por várias cidades norte-americanas.

A 1ª Parada do Orgulho Gay foi organizada no ano seguinte (1970), para lembrar e fortalecer o movimento de luta contra o preconceito.

A Revolta de Stonewall Inn é tida como o “marco zero” do movimento de igualdade civildos homossexuais no século XX.

Triste realidade do público LGBT

A celebração do “Orgulho Gay” deve ser usado para uma reflexão sobre a real situação desses cidadãos e cidadãs ontem e hoje. É claro que houve avanços, leis foram criadas, mas ainda há um caminho muito longo a ser percorrido para que essas pessoas se considerem aceitas pela sociedade ou melhor, respeitadas como seres humanos que são.

Para se ter uma ideia, só no ano de 2020, 237 LGBT+ (1ésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais) tiveram morte violenta no Brasil, vítimas da homotransfobia: 224 homicídios (94,5%) e 13 suicídios (5,5%). Essa informação consta no É o que mostra o Relatório: Observatório de Mortes Violentas de LGBTI+ no Brasil.

Outro dado triste é a informação de que, de 1980 para cá, é pela primeira vez, que as travestis ultrapassaram os gays em número de mortes: 161 travestis e trans (70%), 51 gays (22%) 10 lésbicas (5%), 3 homens trans (1%), 3 bissexuais (1%) e finalmente 2 heterossexuais confundidos com gays (0,4%).

O relatório mostra ainda que, comparativamente aos anos anteriores, observou-se em 2020 surpreendente redução das mortes violentas de LGBT+: de 329 para 237, diminuição de 28%. O ano recorde foi 2017, com 445 mortes, seguido em 2018 com 420, baixando para 329 mortes em 2019.

Devemos respeitar e aprender a conviver com o diferente. Só assim poderemos nos considerar sociedade. Todo e qualquer tipo de preconceito deve ser abolido. Mais amor e menos ódio!

O desejo de ser adulto


Julia Vitória

Quando somos crianças temos a visão de que ser adulto é demais! Imaginamos que, quando os 18 anos chegar, teremos independência e estabilidade, contudo não é bem assim. A vida de adulto pode ser mais complicada do que os jovens pensam. Responsabilidade, trabalho e muita das vezes pouco  tempo para a diversão, mas afinal o que é, e como é ser adulto? 

Ser adulto não é somente assumir responsabilidades e ter uma vida cheia de regras, o fato que às vezes muitas pessoas não sabem é que a idade adulta implica em realizar aquilo que se quer quando é criança. Afinal, muitos jovens procuram a tão sonhada liberdade. A famosa frase “quando eu for adulto isso irá mudar” ou “quando eu for adulto irei fazer isso” requer muita coragem. De fato, ter a maior idade não quer dizer que se tem a maturidade.

O processo de amadurecimento é bem gradual. E, de pessoa para pessoa. A idade não tem muito haver com a maturidade, pois alguém de 20 anos pode ser mais maduro do que alguém de 50 anos.

Ser adulto não é ser um chato com todos. É claro que se assume responsabilidades que vem  com a idade, porém a juventude prevalece em alguns adultos por toda  a vida. Isso não quer dizer que a informalidade. É um meio de imaturidade, os jovens adultos como são chamados só não são tão formais quanto às pessoas acham que devem ser. “Não vejo a hora de terminar os estudos para ter uma estabilidade” também é associada à idade adulta, contudo, isso não só depende de terminar ou não a faculdade, mas sim de ter uma organização. 

E para falar a verdade, nem todo adulto tem essa organização para conseguir uma estabilidade financeira desejada para não apertar o bolso no final do mês. As pessoas conseguem realmente disfarçar as tempestades de forma bem dinâmica, contudo às vezes associam a idade adulta  com a resolução dos problemas e não é bem assim.

Para a psicóloga Roberta Luchi dos Santos, a fase de ser criança  tudo é  limitado, e alguns sentimentos e emoções reprimidas, nos faz idealizarmos que a vida adulta é uma vida livre, em que podemos ter a nossa liberdade. “Ser adulto implica em praticar o ato e ser responsável pelas consequências”, afirma a psicóloga.

À estudante de jornalismo Victoria Camillo fala que ser adulto é saber que infelizmente não há mais pessoas boas como as que víamos nos desenhos e super heróis para aparecer na hora de apuros e nos salvar de uma catástrofe, “ser uma mulher adulta é ter consciência de que todos os privilégios são dos homens, os de sair na rua de noite e não se preocupar, andar por aí com a roupa que quiser e fazer o que quiser da vida, ser adulto é ser julgada dia e noite pelo que você fez, pelo que não fez e principalmente por não ser como as pessoas querem que seja” disse Victoria. 

Muitas vezes os jovens afirmam que a vida adulta é mais complicado ou melhor que a de quando são adolescentes, mas as responsabilidade do dia, as contas no fim do mês ou aquele problema que muitas vezes parece gigante, tomam conta da mente de uma pessoa na idade adulta, o fato é que não se pode falar que se vive de uma maneira só, e que isso implica conquistar pequenas coisas até chegar ao objetivo final saber o que realmente é ser adulto.