Casos de violência contra a imprensa cresceram 65%


Vida de jornalista não é nada fácil aqui no Brasil. Além dos baixos salários e de ver seus postos de trabalho sendo ocupados em sua grande maioria por pessoas sem a qualificação necessária. Outro problema ainda tira o sono desses especialistas em comunicação sócia, são os casos de violência que vem aumentando anualmente.

Segundo relatório divulgado no dia 21, pela Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), o total de atos de selvageria contra profissionais de imprensa registrados em 2016 foi 65,51% superior ao de 2015.

Para se ter ideia, o total de casos de violações à liberdade de expressão no Brasil saltaram de 116 para 192 ocorrências, atingindo diretamente a 261 trabalhadores e veículos de comunicação.

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Foto: Sindicato dos Jornalistas do Mato Grosso do Sul

Com 67 ocorrências – contra 64 registradas no ano passado -, as genericamente chamadas “agressões” são a forma mais comum de violência registrada contra os jornalistas. Sobretudo contra os empregados de emissoras de TV. Em seguida vêm os casos de ofensas (22); ameaças (19); condenações/decisões judiciais (18) que impedem jornalistas de apurarem um assunto ou divulgar suas descobertas; intimidações (17); ataques/vandalismos (17); censura (12); detenções (7); atentados (6); roubos e furtos (4) e um caso de assédio sexual.

Segundo a entidade, a maior parte das agressões é cometida por agentes públicos, principalmente por policiais, guardas municipais e outros agentes de segurança. “A maioria dos ataques aconteceu durante manifestações [políticas] e, infelizmente, partiu de autoridades públicas, sobretudo de agentes de segurança, que aparecem como os grandes responsáveis por esse tipo de violência contra os profissionais de imprensa”, disse o presidente da Abert, Paulo Tonet de Camargo, defendendo a necessidade das autoridades de segurança capacitarem as forças policiais para lidar com jornalistas no exercício de suas funções.

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Foto: P Braz

Os participantes dos protestos políticos, seguidos por políticos e detentores de cargos públicos, também figuraram entre os grupos que mais ameaçaram, intimidaram e agrediram profissionais de comunicação no ano passado. “Alguns setores da sociedade têm uma dificuldade de compreender o real papel dos meios de comunicação no Estado Democrático de Direito. O papel da imprensa não é o de ser, em nenhum momento, o protagonista do processo que está em discussão, mas sim reportar os fatos que estão acontecendo”, acrescentou Camargo.

Os assustadores dragões de komodo


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Eles são literalmente assustadores. Os dragões de komodo, também conhecidos como crocodilos da terra habitam em algumas ilhas da Indonésia (Ásia). Esta espécie de lagarto é a maior conhecida, chegando a atingir 40 cm de altura, entre dois e três metros de comprimento e 110 kg de peso, podendo viver até 50 anos. Estima-se que existem mais de 3 mil dragões de komodo.

Esses animais foram descobertos por cientistas ocidentais em 1910. Eles estão protegidos pela lei da Indonésia, tanto que um parque nacional (Parque Nacional de Komodo) foi fundado para ajudar os esforços de proteção.

A dieta dos dragões de komodo é composta, principalmente, de carniça. Entretanto, eles também caçam e fazem emboscadas a presas como, por exemplo, javalis, macacos.búfalos, cavalos, insetos e até seres humanos. Com seu faro, podem localizar uma carcaça de animal a quilômetros de distância, sendo capaz de devorá-la por completo.dragao de komodo2

A saliva dessas criaturas merece destaque, pois nela há bactérias letais que provocam infecções. Para se alimentar de animais vivos, o dragão derruba a sua vítima com a  cauda e depois corta-o em pedaços com os dentes. Se o animal for grande, como um búfalo, por exemplo, ele o ataca sorrateiramente com uma mordida e espera que este morra pela infecção produzida pelas bactérias. O lagarto segue a vítima durante algum tempo até que a infecção se encarrega de prostrá-la, quando é então calmamente devorada. Costuma comer primeiro a língua e as entranhas, suas partes preferidas.

Não há nenhum antídoto específico para as mordeduras de dragões. Todavia, é normal sobreviver, se a área afetada for higienizada e o paciente tratado com antibióticos. Caso o atendimento médico não ocorra de forma imediata, pode ocorrer a gangrena em volta do local ferido, podendo levar a amputação.

Como estes lagartos parecem ser imunes aos seus próprios micróbios, muita pesquisa tem sido feita à procura da molécula antibacteriana na esperança que seja útil para a medicina humana. Em março de 2009, um pescador morreu ao ser atacado por um dragão e dois anos antes uma criança de nove anos morreu em circunstâncias similares. (Fonte: Discovery Channel/Fotos: divulgação)

 

Valentina Sampaio é a primeira transgênero capa da Vogue Paris


Valentina Sampaio é a primeira transgênero a ser capa da Vogue de Paris. A cearense é o destaque da edição de março e foi fotografada por Mert Alas e Marcus Pigot, em Londres.

“Este mês, estamos orgulhosos de celebrar a beleza transgênero com modelos como Valentina Sampaio, que está posando para sua primeira capa da Vogue. Estamos mudando a cara da moda e desconstruindo o preconceito”, anunciou editora chefe da Vogue Paris, Emmanuelle Alt.

“Tão orgulhosa e muito feliz!”, comemorou a modelo no Instagram.  O fotógrafo Mert Alas também usou a rede social para falar sobre a capa. “Tão orgulhoso de fotografar a primeira capa da revista Vogue com uma modelo transgênero! Trata-se de quebrar regras e tentar iluminar algumas mentes obscuras”, escreveu Alas.valentina-4

A modelo brasileiraValentina, 21 anos, foi um dos destaques da última edição da São Paulo Fashion Week (SPFW) e é uma aposta da agência Joy Model. Em entrevista ao ‘Estadão’ durante a semana de moda paulista, a modelo disse que o rótulo de transgênero é importante para enfrentar o preconceito. “É um momento em que estamos tendo essa visibilidade e precisamos falar disso agora para que no futuro isso não seja mais necessário. Espero que um dia não existam mais esses rótulos, pois todos nós somos seres humanos e exigimos respeito”, afirmou.

A modelo, que tem 1.77m de altura, começou a carreira de modelo aos 16 anos de idade. Em 2016, ela se tornou a primeira transexual a representar a  L’Oréal Paris no Brasil. Ela nasceu em Aquiraz, litoral do Ceará, e é filha de um pescador e uma professora

 

Livro conta calvário de vítima de padre pedofilo 40 anos depois, com aval do papa


“Mon Père, je vous pardonne” (Padre, eu te perdoo), da editora Philippe Rey, publicado na quinta-feira, foi escrito por um ex-monge, atualmente casado e pai de seis filhos.

Daniel Pittet, 57 anos, morador do cantão suíço de Friburgo, revela que semanalmente, durante quatro anos, foi violentado por um padre na Suíça. Mais de 40 anos depois, Pittet conta seu calvário e sua luta pela verdade em sua publicação com prólogo do papa Francisco.

Francisco, com um gesto inédito, aceitou escrever o prólogo de seu livro e destacou que “testemunhos como o seu lançam luz sobre uma zona terrível de sombra na vida da Igreja”, abalada por vários escândalos de pedofilia.

“Como pode um padre, a serviço de Cristo e de sua Igreja, chegar a causar tanta dor?”, escreveu o papa após recordar que algumas vítimas chegaram a se suicidar.livro daniel

“Estas mortes pesam no meu coração, na minha consciência e na de toda a Igreja. Às famílias envio meus sentimentos de amor e de dor, e, humildemente, peço perdão”, destacou.

O autor descreve os abusos que sofreu entre 1968 e 1972 – dos 9 aos 13 anos – pelo padre Joël Allaz, um suíço da ordem dos capuchinhos.

Pittet sofreu quase “200 atos de violação”, no silêncio de um convento, segundo conta em entrevista à AFP. Mas basta apenas uma violação “para destruir a vida de uma pessoa”. E Daniel Pittet calcula em “mais de 100” as vítimas prováveis do padre Joël.

Somente uma minoria ficou conhecida. “Para uma vítima de violência é muito difícil falar”, diz Pittet, que sofreu de depressão e outras doenças.

 

“Falta de provas”

Daniel Pittet esperou quase 20 anos antes de denunciar o padre Joël Allaz à justiça eclesiástica, depois de ouvir sobre uma nova vítima. O sacerdote foi transferido imediatamente para a França, a uma diocese de Grenoble (leste).

Em 2003, após novas suspeitas, o padre Allaz foi transferido para a irmandade dos capuchinhos de Bron, perto de Lyon (leste), donde dirigia um “serviço administrativo sem ministério”.

Mas foi necessário esperar novas revelações para que a polícia iniciasse uma investigação. Em 2008 eram computados 24 casos de vítimas de abuso sexual – a maioria prescritos – cometidos entre 1958 e 1995 na Suíça e na França.

Joël Allaz foi condenado em dezembro de 2011 a uma pena de dois anos de prisão com suspensão condicional da sentença, após um julgamento em que duas vítimas se constituíram a parte civil.

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Daniel Pittet entrega ao papa Francisco um exemplar de seu o livro (fotos: Divulgação)

Daniel Pittet foi reconhecido como uma vítima pela diocese de Friburgo e pela congregação dos capuchinhos. Mas a justiça da Igreja não condenou o agressor. Uma investigação eclesiástica aberta em 2002 em Grenoble foi fechada por “falta de provas”.

O padre “nunca foi reduzido ao estado laical”, lamenta Pittet. O capuchinho, agora com 76 anos, continua vivendo na Suíça. “Me disseram que ele está recebendo ajuda, espero que esteja certo. Mas pode sair do convento”, conta a vítima, convencido de que um “pedófilo continua sendo pedófilo por toda a vida”.

O agressor concordou em falar em julho de 2016 em uma entrevista publicada no epílogo do livro de Pittet. Joël Allaz reconhece ser “este pedófilo monstruoso que deixou uma série de vítimas”, mas garante que não tem mais “este tipo de impulso”.

Daniel Pittet o encontrou novamente em novembro do ano passado. “Não falamos de pedofilia. Não me pediu perdão, mas já havia feito isto em uma carta”, conta sobre o homem que, segundo ele, “nunca deveria ter sido padre”.

Atualmente, este católico comprometido fala “por todos aqueles que não poderão falar jamais”. Não culpa a Igreja – embora critique sua “ingenuidade” – por uma praga que pode ocorrer “em todas as famílias”. “Poderia ter sido meu tio, foi um padre”.

Suzane é aprovada pelo Fies


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Suzane foi bem no ENEM Foto: divulgação

Lembra da Suzane von Richthofen? Sim. Aquela que planejou a morte dos pais e é condenada a 39 anos de prisão pelo assassinato dos pais. Bem, ela pode sair da prisão para fazer um curso superior com financiamento do governo federal. Suzane está na lista dos candidatos aprovados pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e pode obter recursos do programa para custear a faculdade.

Ela se cadastrou para o curso noturno de administração na faculdade católica Dehoniana, que é privada e presencial, ou seja, ela precisa comparecer às aulas. A detenta entrou na lista do Fies graças ao desempenho no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), prestado em dezembro, na Penitenciária Feminina de Tremembé, onde cumpre pena desde 2006. 

Em 2015 ela passou para o regime semiaberto e, em outubro, a justiça autorizou a frequentar faculdade. Suzane tem até o dia 20 para confirmar a inscrição no curso.

Temer quer regulamentar direito de greve


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Presidente Michel Temer    Foto: divulgação

O presidente Michel Temer anunciou, em pronunciamento nesta segunda-feira, 13, que vai enviar ao Congresso projeto de lei regulamentando a lei de greve para tentar impedir a paralisação dos serviços essenciais, que têm sido prejudicados em várias mobilizações de suas respectivas categorias, conforme foi antecipado pelo Broadcast Político, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado. Ele não informou quais setores serão contemplados no projeto, mas uma das preocupações básicas do governo é com o setor de saúde.

Embora o presidente tenha dito que a decisão do envio do PL ao Congresso nada tem a ver com “a insurgência” dos policiais militares do Espírito Santo, porque a sindicalização e a greve dos militares das Forças Armadas e dos Policiais Militares já são proibidos pela Constituição, esta paralisação foi uma motivação para o governo por causa da previsão de inúmeras greves que ameaçam pipocar em diversos setores, já que, em decorrência das restrições orçamentárias, muitas categorias ficarão sem receber reajustes que estão pleiteando.

Durante a declaração à imprensa, Temer lembrou ainda que, embora o Supremo Tribunal Federal já tenha se pronunciado em relação à proibição de greves em setores essenciais, não existe legislação regulamentando a questão, embora existam muitos projetos tramitando no Congresso.

Em sua fala, o presidente aproveitou para avisar que “o governo federal decidiu pôr as Forças Armadas à disposição em toda e qualquer hipótese desordem dos Estados da Federação brasileira”. Depois de reiterar que as PMs não podem fazer greve, o presidente avisou ainda que, “se outros episódios (de paralisação de PMs) vierem a verificar-se, aplicar-se-á única e tão somente o texto constitucional”.

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Temer citou que a Constituição, “muito atenta à suprema essencialidade dos serviços de segurança pública, previu desde logo a proibição absoluta de greve nesta atividade e também a possibilidade de sindicalização”. O presidente lembrou que foi secretário de Segurança de São Paulo e sempre teve “permanente colaboração da PM”.

O presidente lembrou também que a Polícia Militar era e continuará sendo a “garantidora da lei e da ordem”. Pregou ainda que todas as polícias tenham comportamento de “cumprir missão constitucional, independente da natureza federal”.

Ao falar da regulamentação do direto de greve, o presidente Temer salientou que, “pela Constituição, certos serviços essenciais não podem ficar paralisados”. Para ele, “até hoje, embora haja muitos projetos correndo no Congresso, nós vamos adicionar mais um projeto para que possa ser examinado” pelos parlamentares. “Todos sabemos que o STF, em vários momentos, já se manifestou sobre essa matéria, em face da omissão, da não aprovação de um projeto de lei disciplinador do texto constitucional”, declarou Temer, sem detalhar qual o espírito do texto que o Planalto quer encaminhar para apreciação dos parlamentares.

O governo quer restringir o direito de greve para algumas carreiras específicas, mas não detalhou quais. No caso das polícias, o governo reiterou que elas já são proibidas de fazer paralisação. Na regulamentação, a ideia é, por exemplo, introduzir a exigência para que um porcentual da categoria seja obrigada a prestar serviços à população, além do estabelecimento de multas, em caso de desobediência.

São Paulo: João Doria é bem avaliado em pesquisa


Tudo indica que o mandato do prefeito de São Paulo João Doria (PSDB) começou muito bem. Quem comprova é a pesquisa do Datafolha divulgada neste domingo (12) através do jornal “Folha de São Paulo”.  De acordo com o estudo, 44%  da população avalia a gestão de Doria como ótima/boa, 33% como regular, 13% como ruim/péssima e 10% não sabem.

Foram ouvidas 1.092 pessoas com 16 anos ou mais. A margem de erro da pesquisa é de três pontos percentuais, para mais ou para menos. Esse estudo não permite comparações com prefeitos anteriores porque as pesquisas de avaliação dos últimos mandatos foram feitas apenas após os 100 primeiros dias de gestão, com exceção de Paulo Maluf, de quem Doria leva vantagem no mesmo período.

E não para por ai. Segundo o levantamento, entre aqueles com renda familiar mensal de até dois salários mínimos, a aprovação de Doria é de 35%. Entre os que têm renda familiar acima de 10 salários mínimos, a aprovação é de 66%.

Para 35%, Doria dá mais atenção a bairros ricos, e 20% acham que dá maior atenção aos pobres.

O instituto também pediu que fosse dada uma nota ao chefe do Executivo municipal de São Paulo. A média dada pelos paulistanos para o tucano foi de 6,2.

Para 71%, Doria é muito trabalhador, e 66% o consideram humilde.

Entre os adjetivos positivos, o prefeito é visto como muito inteligente (92%), moderno (83%) e decidido (84%).

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Prefeito de São Paulo João Doria é considerado humilde Fotos: divulgação

Programas

O levantamento do Datafolha constatou ainda que os paulistanos aprovam os programas de zeladoria Cidade Linda, de aumento de velocidade nas marginais e de mutirões de exames médicos Corujão da Saúde.

No caso da Cidade Linda, 59% consideram ótimo/bom, 20% regular, 11% ruim/péssimo e 9% não sabe. Em relação ao aumento da velocidade nas marginais, 57% defendem a decisão do prefeito e 37% a reprovam.

No caso do Corujão da Saúde, 67% o avaliam como ótimo ou bom. O maior índice de aprovação se dá entre pessoas com nível superior (69%) e com renda familiar entre 5 e 10 salários mínimos (71%). E para 52%, o prefeito tem dado a importância que o tema saúde merece.

Em relação ao uso de uniforme por Doria durante algumas atividades, 36% acham que a prática beneficia mais o prefeito que a cidade e 30% acham que é bom para ambos.

Sobre o costume de a prefeitura receber doações de empresas para diferentes programas da cidade, como zeladoria e segurança no trânsito, 73% acham que as companhias fazem isso porque têm interesse em negócios com a prefeitura. E 20% consideram que as doadoras querem ajudar a cidade e a própria imagem.

Animais também doam sangue e salvam vidas


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Muitos não se dão conta mas a doação de sangue não é um procedimento exclusivo para seres humanos. Ela ocorre entre animais também e pode salvar vidas. Thaís Nascimento médica da Clínica Veterinária Provet (Itabuba – BA) acredita que esse procedimento é um ato de amor para com os animais.

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Veterinária Thaís Nascimento da Provet Foto: Marcelo Carvalho

De acordo com ela, os receptores do sangue são os animais vítimas de doenças como, por exemplo, anemia, câncer, tumores, doenças renais e autoimunes ou traumas decorrentes de acidentes. “Hoje temos moléstias emergentes na região e no Brasil que causam quadros muito graves de anemia, deixando os bichinhos debilitados”, explica a especialista.

A professora Drª. Simone Gonçalves, sócia fundadora do Hemovet (centro de hemoterapia veterinário pioneiro no fracionamento de bolsas de sangue de cães) garante que doar sangue é seguro não exigindo algum cuidado especial prévio ou pós procedimento. “Os cães e gatos que doam sangue podem se alimentar antes da doação,  mas pedimos se possível o jejum, para evitar a lipemia, ou seja, gordura no sangue para não comprometer o processamento de alguns hemocomponentes como o concentrado de plaquetas”, explica.

Critérios a serem seguidos

De acordo com Simone Gonçalves, os cães devem apresentar peso mínimo de 27 kg, idade entre 1 e 8 anos, temperamento dócil, vacinação e vermifugação atualizadas, controle de carrapatos e pulgas. “São realizados, previamente, exames para detecção de doenças que podem estar presentes sem sintomas. Dentre os exames, realiza-se: hemograma, testes para detecção de erliquiose, dirfilariose, Lyme, leishmaniose e brucelose”, detalha.

Sobre os felinos, a especialista destaca que devem ter peso mínimo de quatro quilos, idade entre 1 e 6 anos, temperamento dócil, vacinação e vermifugação atualizadas, controle de pulgas e carrapatos. “Da mesma forma que o cão, devem ser realizados exames prévios, dentre eles: hemograma, micoplasmose, leucemia felina e  imunodeficiência felina”, ensina Simone.

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Drª Simone Gonçalves do Hemovet           Fotos: divulgação Hemovet

Quantidade de sangue ideal

Thaís Nascimento esclarece que a cada doação são retirados, em média, 450 ml  de sangue nos cães e de 20 a 40 ml nos gatos. Todo o processo costuma durar por volta de 15 minutos.

Saiba mais:

www.hemovet.com.br

http://www.pagefree.net/provet-clinica-veterinaria

Espírito Santo: 703 policiais são indiciados por revolta


A Polícia Militar do Espírito Santo indiciou 703 policiais militares (PMs) pelo crime de revolta. Se condenados, a pena é de 8 a 20 anos de detenção em presídio militar e a expulsão da corporação. Esses policiais tiveram o ponto cortado desde sábado (4) e não vão receber salário. O secretário de Segurança Pública, André Garcia, informou que eles foram indiciados pelo crime militar de revolta por estarem armados e aquartelados nos batalhões.

O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Nylton Rodrigues, disse que o número de indiciamentos “com certeza” irá aumentar muito. Segundo ele, o Comando da Polícia Militar identificou que os homens que estão participando do movimento grevista são os que têm menos tempo de serviço na corporação.

“Esse movimento é realizado pelos praças [soldado, cabo, sargento e subtenente]. Não é um movimento dos oficiais”, afirmou o comandante-geral, em entrevista à imprensa na sede da Secretaria de Segurança Pública. “Nossa tropa escolheu a forma errada [de negociação]. Não se negocia com a arma na cabeça.”

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Foto: Tânia Rego

O secretário de Segurança também afirmou que o governo está identificando, por meio de imagens, as mulheres e os parentes dos policiais que estão participando das manifestações e bloqueiam a entrada dos quartéis para evitar a saída das viaturas. O objetivo é responsabilizar civilmente essas pessoas. A relação dos parentes que estão à frente do movimento será encaminhada para o Ministério Público Federal.

“Essas pessoas vão pagar os custos da mobilização das tropas federais do Exército, da Marinha e da Aeronáutica. O recado está dado para os familiares. Não vão sair isentos desse processo”, disse Garcia.

O secretário de Segurança Pública disse que as tropas das Forças Armadas e da Força Nacional não serão mobilizadas em um primeiro momento para retirar as mulheres que bloqueiam a entrada dos batalhões, mas não descartou essa possibilidade.

A cúpula da segurança pública anunciou as ações que serão tomadas após reunião de negociação com o movimento grevista da Polícia Militar. O encontro entre os secretários do governo do Espírito Santo e representantes das mulheres e das associações de classe dos policiais militares terminou sem acordo no início da madrugada desta quarta-feira após dez horas de reunião.

Desde segunda-feira (6), o patrulhamento no estado tem sido feito pelas Forças Armadas e pela Força Nacional. O Ministério da Defesa anunciou ontem (9) o reforço na segurança em todo o estado. O comandante da força-tarefa da Operação Capixaba, general Adilson Katibe, disse que, até o fim de semana, o número total de militares deve chegar a 3 mil homens. A força-tarefa conta atualmente com 1.783 homens, sendo 1 mil do Exército, 373 da Marinha, 110 da Força Aérea e 300 da Força Nacional.

ANP garante que a produção de petróleo e gás natural registrou recorde em dezembro


O ano de 2016 não foi só de derrotas para o nosso Brasil. O país fechou o ano com um novo recorde na produção de petróleo e gás natural nos campos nacionais. Dados divulgados hoje (2) pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) mostram que em dezembro a produção de petróleo totalizou 2,73 milhões de barris por dia, superando o recorde anterior, de 2,67 milhões de barris/dia produzidos em setembro.

Já a produção de gás natural chegou a 111,8 milhões de metros cúbicos/dia em dezembro, superando o recorde anterior, de 111,1 milhões de metros cúbicos/dia, registrado em novembro.

Na comparação com dezembro de 2015, a produção de petróleo subiu 7,8%. E a de gás natural foi 11,3% maior.

No total, a produção de petróleo equivalente (petróleo e gás natural) nos campos nacionais fechou dezembro de 2016 em aproximadamente 3,43 milhões de barris de óleo equivalente por dia.

Mais uma vez, o Campo de Lula, no pré-sal da Bacia de Santos, foi o maior produtor de petróleo e gás natural, com extração média de 710 mil barris/dia de petróleo e 30,8 milhões de barris diários de gás natural.

Segundo informações da ANP, a produção de petróleo do Campo de Lula em dezembro do ano passado foi a maior já registrada por um campo no Brasil. O recorde anterior era do mesmo campo, que em novembro do ano passado produziu 663,2 mil barris/dia.

Pré-sal

Os 68 poços produtores na região do pré-sal da Bacia de Santos já respondem atualmente por quase a metade da produção nacional de petróleo e gás natural: 46%.

Em dezembro, a produção dos poços do pré-sal chegou a 1,57 milhão de barris de óleo equivalente (petróleo e gás natural), um crescimento de 8,4% na comparação com novembro: foram 1,26 milhão de barris de petróleo e 49 milhões de metros cúbicos de gás natural.

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Fotos: divulgação

 

Campos produtores

De acordo com a ANP, 94,9% de todo o petróleo extraído nos campos nacionais e 78,9% do gás natural foram produzidos em campos marítimos. No total, o país tem 8.573 poços: 755 marítimos e 7.818 terrestres.

Os campos operados pela Petrobras produziram 94,3% do petróleo e do gás natural. Estreito, na Bacia Potiguar, teve o maior número de poços produtores: 1.103. Já Marlim, na Bacia de Campos, foi o campo marítimo com maior número de poços produtores: 63.

A FPSO Petrobras 58, plataforma do tipo semissubmergível que explora, produz, armazena e escoa petróleo e gás natural, foi a Unidade Estacionária de Produção com maior produção do país, com 189,6 mil barris de óleo equivalente. A plataforma atua nos campos de Jubarte, Baleia Azul, Baleia Anã e Baleia Franca.

Queima de gás

Embora a queima de gás natural tenha crescido 13,5% de novembro para dezembro do ano passado, o país manteve o nível de 96,1% de aproveitamento de todo o gás produzido nos campos nacionais.